UMA PULE NERVOSA, QUEM QUER?
Reza a lenda que todo o taxista novato, quando em seus primeiros dias de praça, sempre consegue fazer excelentes corridas, ou seja, “pega a boa” “faz umas pules nervosas”, etc.
Dizem alguns colegas que este fenômeno trata-se de “sorte de principiante”; como no jogo. Outros acreditam que forças ocultas “ajudam-no” para atraí-lo de uma vez por todas à profissão. Há aqueles que se apóiam na teoria de que, quando se está focado em um objetivo, “o universo conspira a seu favor”, etc. Eu, talvez por conta de meu lado pragmático, penso que, esta “sorte de principiante” não passe de sedutoras surpresas, visto que o novato dificilmente imagina que tais oportunidades se lhe caiam nas mãos tão cedo, assim, quando acontece de o mesmo ser primo do PA e, de repente um carro se aproximar... O motorista encosta lateralmente, abre o vidro e pergunta:
– Quem é o primeiro? Todos os colegas se voltam para olhar o novato, que atrapalhado gagueja: – So-so-souuu..., Sou eu! O motorista então profere aquelas doces palavras: Quanto você cobra para me levar até Campinas, passando por Jaguariúna? “O calça branca” se atrapalha todo novamente, mas mesmo assim, pede a ajuda aos demais para fechar o preço, solicita informações sobre as estradas, os pedágios, postos de GNV, e sai, deixando muitos de nós com uma pontinha de inveja...
Porém, com o decorrer do tempo estas longas corridas saem do campo das “sedutoras surpresas” e passam para o campo das probabilidades reais, ou seja, de quando em quando elas tem que aparecer. Claro que continua sendo ótimo ouvir as “palavrinhas mágicas”, seja diretamente do passageiro ou da rádio operadora, quando ela pergunta:
– Unidade tal, abastecido? – Pneus calibrados? – Disponível para viagem?
Este é, com certeza, um dos momentos em que o taxista mais se sente motivado a prosseguir nesta, que é uma difícil e penosa profissão, mas, que por outro lado, é a profissão de nosso coração e que tanta alegria e liberdade nos trás, a nós que, por acaso, prazer ou opção, nos tornamos amantes e profissionais do volante.
Interesante texto Robert, vocabulário desconhecido , bacana Robert.
Acompanho.
abç.
Texto muito bem desenvolvido, prendendo a atencao do comeco ao final...E a honestidade do escrever, sem inventar nada, somente descreve, muito bem por sinal!(Aproveita as horas de espera e vai fazendo seus textos ne`?Parabens..victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte, MG 22/10/2007 10:23
Muito bom, Robert! Linguajar totalmente desconhecido para nós, e que deve ter encantado seus colegas da profissão ao ler o texto.
Queremos ver apróxima!
Abçs.
Oi Cíntia!
Grato pela atenção que dá aos meus textos!
Bjs.
Oi Saramar!
Muito bom ter você por aqui.
Bjs.
Olá Victor!
Obrigado pela força!
Vez por outra dá vontade de falarmos de “nosso quintal”, não é mesmo?!
Abçs.
Oi J.Alves!
Gosto muito de ouvir histórias e há poucos bons contadores de histórias como alguns taxistas. Experimente puxar papo com um, quando tiver oportunidade, muito provavelmente ele te contará algumas passagens interessantes de seu dia-a-dia...
Abçs.
Oi Nydia!
Viu só, sua Cidade é um dos destinos preferidos dos taxistas aqui de Sampa!
Obrigado pela força, e pode crer que terá mais, ok!
Bjs.
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