No último dia 17 de agosto, um grupo de seis estudantes do curso de comunicação social subiu a trilha para o Corcovado, no Rio de Janeiro. A aventura, que começou às 9 da manhã, durou o dia inteiro terminando no pronto-socorro.
Trata-se de jovens boêmios, cinco meninas e um menino, cujos únicos esportes são levantamento de garfo e, principalmente, copo, de cerveja, ou seja, a trilha que é considerada pesada, para eles era quase impossível. Feita normalmente em cerca de 2 horas, os jovens levaram 3 horas para chegar ao topo e encontrar o Cristo, deixando evidente a falta de preparo físico. Semi mortos, porém felizes, alcançaram o primeiro objetivo.
De cima, avistaram todo Rio de Janeiro e até Niterói, ficaram encantados com a beleza da paisagem, puderam matar a fome, se refazer do cansaço, ganhar ânimo e se preparar para a etapa mais difícil: a descida. A tão famosa frase “para baixo todo o santo ajuda” não se fez verdadeira.
A descida começou de maneira tensa, uma vez que a parte mais íngreme se concentra no fim da trilha. O maior medo, descer rolando ou de bunda, se concretizou. Uma das jovens, Mariana, fez parte do percurso sentada, mas este não foi o pior acontecimento. Já no final, outra jovem, Isadora, perdeu o equilíbrio, e, para não cair, foi obrigada a segurar em um galho de árvore cheio de espinhos que foram parar em sua mão.
- Estava logo atrás dela. Fiquei em desespero. Ela gritava de dor e pedia ajuda. A gente conseguiu tirar alguns espinhos, mas achamos melhor irmos para um hospital, pois Isa sentia muita dor, afirmou a jovem amiga da menina machucada. Assim, continuaram a trilha nervosos e seguiram direto para a Casa de Saúde São José onde a menina foi atendida pelo médico plantonista na emergência.
Alguns espinhos saíram e outros ficaram, mas a mão de Isadora continua no mesmo lugar e com movimentos. Os outros integrantes do grupo tiveram que agüentar dores musculares durante toda a semana. Mas tudo terminou bem, e estão prontos para outra. - Acho que o ar puro e a energia da natureza compensaram os esforços sobre-humanos. O saldo foi positivo: nenhum morto, apenas feridos, se não contarmos os girinos que engolimos. Agora vamos subir o Morro da Urca, disse Fábio, o guia, mostrando que a animação desses jovens não se abala com “pequenos arranhões”.
Narração de uma aventura real.
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