Segundo Jung, os primitivos não tinham noção de tempo e espaço, somente com a observação foi surgindo à concepção de medida e espaço.
Parece-me então que para os primitivos a vida era inconsciente e à medida que se cria a expectativa surge tempo e espaço, ou seja, a consciência; uma nova consciência.
Rose Marie Muraro escreve em seu livro: “A mulher no terceiro milênio” de povos primitivos coletores, não carnívoros e matriarcais. As relações sociais desta época eram de uma dependência sem expectativa, talvez melhor definida por uma dependência inconsciente, pois, todos coletavam e compartilhavam o alimento, as mulheres por gerarem a vida eram consideradas sagradas. A partir do momento que o homem sai do coletivo coletor para caçar começa a relação de dependência antropocêntrica entre os humanos, daí surge o embrião da nova “consciência”. Veja que a dependência antropocêntrica gera expectativa, ou seja, as mulheres se detêm na vida privada com os filhos, criando uma relação de distanciamento com o homem que sai para caçar, gerando/criando uma nova realidade, um novo “mundo”.
De qualquer forma, parece-me que esta nova realidade surge do inconsciente. Não seria esta nova realidade uma ilusão do inconsciente? Seria o inconsciente apenas parte de outros universos, que renasce a cada despertar de uma nova era? Ou seja, o inconsciente é também uma dimensão de outras realidades? Ou universos?
Tudo indica que Jung tem razão quando revela-nos que os arquétipos são formas vazias que de acordo com as conexões ou padrões, são preenchidas por realidades já vividas. As realidades já vividas também neste caso seriam as diversas dimensões que surgem a cada despertar? Aqui me ocorre o mito do pássaro Fênix, aquele que a cada mil anos renasce das cinzas, num eterno despertar...
Que a vida é cíclica parece-me consenso, neste caso, o todo e o infinito são sem fim, pois, ciclos dão-se necessariamente dentro deles mesmos. Ciclos vividos dentro de ciclos, eternamente...
Muito bom!Muito bom! agradecido!Carlos
carlos alberto · Ribeirão Preto, SP 23/12/2006 15:56
o ser humano, segundo minha pouca leitura nesse sentido, matriarcal inicialmente, passa a se aglutinar em sociedades patriarcais a partir da questão da propriedade. o homem começa a questionar a sua paternidade e , por consequência, os rumos da sua herdade. como naquela época não havia teste de dna, a "posse" sobre a mulher é imperiosa na formação econômica do clã, em termos de descendência e até em vínculos afetivos de lealdade. desde sempre o homem tende a buscar um todo do qual faça parte, "sentir-se parte" é um aspecto importante do homem( ser humano).assim o patriarcalismo foi difundido por todos os grupos, com a sacra-bénção da santa madre igreja. deu no que deu!!
excelente o texto.
gostei mesmo.
abs.
Olá, Marcos!
Para mim a sociedade patriarcal inicia antes da questão de propriedade. É importante estudarmos os rituais, pois são os rituais que acessam as informações do inconsciente coletivo direcionando o conhecimento para determinado interesse de grupos ou clãs... Os riruais são fundamentais para perceber, onde começou a se constelar o atual sistema patriarcal/capitalista. Para que possamos avançar neste debate devemos abrir mão das teorias materialistas, pois estas teorias são valvulas de escape do próprio sistema em que vivemos... Rompermos com paradigmas é necessário, do contrário, caminhamos sem sair do lugar...
Agradecido, José
Grato, José!
Muito bom seus comentários sobre os livros e a poesia melhor ainda.
Feliz Natal, mano
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