eu,
poeta urbano,
escrevo com concreto,
plástico, asfalto,
com gasolina, álcool,
gás, diesel
e com monóxido de carbono.
penso na técnica,
ouço o ritmo:
britadeiras,
motores,
buzinas engarrafadas,
rimas pobres nos pregões das feiras,
bate-estacas,
boates de lata transitam noturnas,
carroceiros lutam pelo lixo,
cascos e chicotes catraqueando asfalto.
procuro cores,
produzo imagens:
preto-asfalto,
preto-fuligem,
cinza-ar,
cinza-edifício,
cinza-calçada,
marrom-escapamento,
marrom-sarjeta,
boca de lobo entupida.
vermelho-boca-de-puta,
(preocupante
quando pinta faces pueris)
vermelho-sangue-seringa,
vermelho-sangue-assalto,
vermelho-sinal-fechado.
fazer poesia não é fácil!
porque é preciso olhar
com o olhar que desnuda,
que vê verdade e vergonha,
pedintes profissionais
postados
na porta dos supermercados,
mães de filhos alugados;
o olhar preciso
que vê
a cola no colo da criança,
que vê a infância
atropelada pela vida.
é preciso olhar
com olhar que vê
a cidade acontecer
e a desvenda em palavras.
palavras que viram pedras,
que ferem ,
que acusam,
mas que também
podem cantar
como pássaro
que insiste no vôo
mesmo em meio
à névoa negra
dos escapamentos.
Porto Alegre, 02/08/2008.
_______________________________________________________
Este poema começou a ser escrito em 28/07/2008
como um comentário ao texto
Com o pé no estribo ou A educação pela pedra de
José Carlos Brandão
no Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/banco/com-o-pe-no-estribo-ou-a-educacao-pela-pedra
e recebeu alguns importantes palpites da Bea CD
um bom texto crítico produz reflexão. reflexão produz criação.
o overespaço produz trocas criativas, textos que se provocam e eclodem em novos textos, um caldo cultural que provoca reações em cadeia.
esta é uma dessas reações.
Renato de Mattos Motta · Porto Alegre (RS)
Urbano III
Muito ideal, uma Poesia Incrível
Uma Divina Inspiracáo.
fazer poesia não é fácil!
porque é preciso olhar
com o olho que desnuda,
que vê verdade e vergonha,
pedintes profissionais
postados
na porta dos supermercados,
mães de filhos alugados;
o olhar preciso
que vê
Parabéns
Um Trabalho Admirável.
Verdadeira licáo do Urbano.
Poeta Urbano, fico muito feliz por lhe ter sugerido esse poema. Grande poema. Concreto. Substantivo. Não é palavrório que se perde em adjetivações, nos embelezamentos da emoção. É um soco no estômago. Tem razão: a palavra que não vira pedra não vira poesia. Tem que ter peso e consistência e frieza - a frieza também dói - como a pedra. Parabéns.
Abração.
Renato, querido. Ficou excelente, hein? Esse poema é tudo que Azuir e Brandão disseram. E é polifonia e paleta de cores de artista plástico, sensível aos tons da cidade. Com quais cores a paisagem urbana está vestida? Ah, preciso de imagem, quero cores! Os vermelhos, cinzas, pretos, e marrom. Alias´, vc poeticamente disse: o vermelho é a véspera do marrom! Ou foi o contrário? Bem, rsr, se erro não desmereço a sua poesia. até porque a imagem da cor ser véspera da outra cor é tão bela! e vc, como disse o Brandão, não se perde em adjetivações para embelezar nada. Sua poesia é forte. Sacada! Assim, como o Renato! Grande Renato, queridíssimo. E quanto à colaboração, foi uma troca, lembra? Vc também me ajudou no Interlíngua. Foi muito bom a quele dia. altas conversas, né? tutti baci.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 2/8/2008 13:21
Azuir. Obrigado!
Que bom ter vocâ aqui!
Admiro você e seu trabalho,
e elogios de quem a gente admira são bênçãos!
Obrigado!
Brandão,
sem teu texto não haveria este poema.
talvez houvesse outro(s) como os Urbano I e II,
antigos e que ainda não postei aqui,
mas este não existiria.
Principalmente, que bom que você gostou deste poema!
Cheguei a pensar em não postá-lo exatamente por este "soco no estômago"! Às vezes me pego pensando se devo ainda escrever coisas assim... mas se a realidade só faz piorar, será que é melhor fugir dela?
talvez mais que achar respostas eu deva levantar questões...
Obrigado! Respeito muito a sua opinião, por isto um elogio vindo de ti é tudo de bom!
Grande abraço!
Bea,
é só ver no poema
o marrom é a véspera do vermelho.
também gostei da frase,
mas infelizmente não cabia na poesia,
é simplesmente um desenvolvimento cromático.
Quanto à troca, foi sim, claro, mas nem por isto deixo de dar o crédito.
A lot of kisses!
Gostei muito do conteúdo.
Circus do Suannes · São Paulo, SP 2/8/2008 17:08
Obrigado, Adauto!
Ah! O monumento carrega no ombro uma casa do "joao de barro" "escultura" que se mantem fiel desde os primordios ...Parabens pela foto, pois ela fala por si so, ainda mais enriquecida com seu poema. Abracos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 2/8/2008 22:11Obrigado, Victor! Na verdade acredito que a foto neste caso não é propriamente uma ilustração do poema, mas o toca e complementa.
Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 2/8/2008 22:26
Renato, sempre digo que fico triste quando a realidade invade a poesia.
Mas isto é coisa de gente romântica.
A realidade, inelutável que é, constrói o poeta e a poesia, ainda que seja com versos pintados de tons pastéis, como li há pouco em outro teto.
Neste poema, a realidade avança com o poeta pelas calçadas, paredes, a paleta da vida, geralmente cruel, mas quase irreal em sua brutalidade modernada.
O poeta que você é não ficaria imune. O belo e fortíssimo poema que nos apresenta, meio a medo do "soco no estômago", como disse, é concretização, em ambos os sentidos, da vida.
Parabéns a você e ao José Carlos que o inspirou.
beijos
Obrigado, Saramar!
acho que a poesia, certamente
não consegue, nem que queira
escapar incólume dos horrores
da realidade.
mas acho também importante
manter o lirismo em alta
até porque a própria realidade
também nos proporciona momenos de
beleza e magia
como um sabiá cantando
na janela enquanto
o sol se esconde.
Maravilhoso teu poema Poeta!
Além de tudo que disseste ainda é modernerrimo! Muito bem escrito como tudo que fazes!
Parabéns pela Obra belissima!
beijo no coração
Excelente, Renato, fortemente urbano e participante. Votarei, claro
Obrigado
abraço
do cordelista Guilherme
Celina,
agradeço muitíssimo!
Obrigado! Grande beijo!
Grande cordelista Guilherme!
Gostei muito tanto dos teus cordéis quanto do material de Alma West que publicas.
Obrigado!
Forte abraço!
MUITO MASSA!!!
PARABÉNS
Gostei Renato, belo poema, boa construção e muito verdadeiro.Parabéns.
Pedro Rivero · Bélgica , WW 3/8/2008 12:42O caos urbano total !!! poesia necessita sensibilidade e você tem !!! muito bem escrito seu texto. bom trabalho e um abraço...
O poeta oculto · Teresina, PI 3/8/2008 13:43
Demorei um pouco pq além de receber meu filho,nora e neto para o almoço aproveitei para explorar meu filho e consertei o teclado.
Amigo fazer poema tb não é dificil, a dificuldade está em compor em versos maravilhosos como os seus o cotidiano humano. Diferenças que gritam quer noite quer dia.Difereças do olhar não da voz.
Diferenças dos gestos tão tdiminutos a cada dia no coração dos homens.
Deixo aqui meu agradecimento pela leitura.Um grande abraço.
Na urban(idade)
o poeta lança
os olhos de lince
extrai o lirismo
da pedra bruta
desenha
o palco
no asfallto
e denuncia
em tons vermelhos
a cidade
que alicia
e corrompe
os infantes
marca o ritmo
das cenas
com a palavra
exata
sílabas gritam
a explosão das máquinas
engolindo a voz
dos urbanóides
ficção
invadindo
o real
palavras duras
metalizadas
perfuram
a esperança
que sangra
no céu de chumbo...
mas no mesmo vôo
que denuncia
a palavra vê
magia
escondidinha
nos olhos da flor
que nasce no quintal
do poeta...
no meio do caos
a poesia floresce
feito milagre
uma prece!
(RAIBLUE)
Aplausos, Renatinho!!!
Fantásticas as cenas que vc conseguiu produzir através das palavras...extraindo sons ,cores, movimentos e o máximo de sentimentos diante das grandes metrópoles...gostei demais dos efeitos gerados em minha mente...alucinantes!!
Poeticamente magnífico!!Mas uma realidade muito triste de se ver...É muito bom poder usar a poesia para denunciar tudo isso...e libertar o grito que é de tds nós!!
Parabéns,meu lindinho...vc arrasaaa!!
besitos bluencantados...
Blueeee
Muito bom seu poema. Concreto, duro e sensível. Parabéns! Votei!
Enquanto isso · São Paulo, SP 3/8/2008 14:43
ou melhor, votarei...
Gostaria de parabenizar o Poeta Renato de Mattos Mota, por adentrar no oceano poético, navegando nas ondas das anomalias sociais, onde o ser humano é muitas vezes o figurante de um mundo disforme, viiolento, agressor, mundo este, onde o bloco de cimento vale mais do que um pedaço de pão para uma criança faminta; fazer a radiografia da paisagem humana em conflito com a arte literária de primeira grandeza é algo que Renato descortina do intimo da alma humana para o habitat social, Praza Deus Renato continue sempre levando o facho de luz para uma sociedade, muitas vezes excludente, idividualista, egocêntrica e egoista. Parabéns Grande Poeta
Coluna do Domingos · Aurora, CE 3/8/2008 14:51
Grato pelo seus comentários, estou aqui para visitar seus trabalhos e dedicar a você os Parabéns, todos temos coragem a expressão que muitos não querem entender e esquecem as vezes da essência que é o verso o poema a crônica.
Vamos juntos mais uma vez Parabéns por seu trabalho
Caro Renato de Mattos ao problematizar a interação dos seres humanos no espaço tempo, oportuniza a todos nós a busca de fazer algo para o bem estar da coletividdae humana.Parabéns. Aprovado
Coluna do Domingos · Aurora, CE 3/8/2008 17:06
Renato
belo texto
E eu que não sou muito pela poesia concreta começo a mudar de idéia, pois muitas vezes, é a partir desse soco no estomago que a gente começa a enxergar a realidade e sentir as coisas com mais intensidade.
bjssssss
Raymara,
que bom que você gostou!
Obrigado!
Pedro, obrigado!
Poeta oculto!
Obrigado!
realmente nossas urbes estáo cada dia mais caóticas!
não sei se esses versos podem fazer muita diferença...
mas gosto de pensar que sim!
Clara, minha grande amiga! Não tem problema que demoraste! O importante é que vieste!
É sempre delicioso ter tua presença generosa e amorosa a abrilhantar os textos que publico. Melhor ainda quando gostas!
Um beijo do fundo do coração!
Raiblue
Obrigado pelo maravilhoso comentário! Me emocionei de verdade! Belo poema, belas palavras... me fizeste sentir verdadeiramente abençoado!
obrigado!
obrigado!
Obrigado!
Beijos emocionados!
"como pássaro
que insiste no vôo
mesmo em meio
à névoa negra
dos escapamentos."
ás vezes é preciso caminhar, mesmo sem saber como! Isso é coisa de brasileiro, que sofre, que luta, que dribra, que cai, se lenvanta e segue me frente.
"Enquanto Isso", obrigado!
Forte abraço!
"Coluna do Domingos"
Obrigado! Tua crítica é extremamente generosa!
Acho que foi Mário Quintana quem disse: "A literatura não muda o mundo. Mas a literatura pode mudar as pessoas e as pessoas sim podem mudar o mundo!" (cito de cabeça, podem não ser bem estas as palavras). Se este texto conseguir motivar umas poucas pessoas, já estará cumprindo seu papel!
Edson,
vamos juntos, sem dúvida!
Na literatura, é preciso sempre
trabalhar nossas verdades mais íntimas
mesmo que para isso
tenhamos que fingir
a dor que deveras sentimos!
Grande abraço e obrigado!
"Fazer poesia não é fácil", por isso escondo-me na prosa. parabéns pela excelente escrita . Votei e voltarei mais vezes.
Vanessa Anacleto · Rio de Janeiro, RJ 3/8/2008 20:58Ai,ai, ai. Tá em edição. Mas eu sou teimosa, volto e voto! :-)
Vanessa Anacleto · Rio de Janeiro, RJ 3/8/2008 20:59
Doroni,
sinceramnete não sei se minha poesia é concreta...
usei duas vezes em toda minha vida o instrumental concretista,
em Gente Sente se men te e em Poeminha Difícil!. Neste e na maioria de meus outro poemas não uso o referencial gráfico que caracteriza o concretismo. Simplesmente, como vim depois de todos os "ismos", me considero no direito de respeitar a todos e usar o instrumental de todos pra me expressar poeticamente.
Agora, este soco no estômago é característico de uma poesia comprometida com mostrar também a face sórdida da realidade (mas, por favor, não apenas ela!). Muitos poetas já trabalharam desta forma, como Drummond, Vinícius, Castro Alves, Gullar, Gregório de Mattos, Brecht, Maiakowsky e tantos outros!
E sim, a intençção não é de fazer o leitor sofrer, mas de expressar a indignação com o que está errado.
Muito obrigado!
Um grande beijo!
Denise,
sem sombra de dúvida! é coisa desta gente heróica e anônima como aqueles que nosso amigo do Overmundo Azuir Filho retrata tão bem! Mas também desta pobre fauna urbana como os passarinhos que cantam de madrugada por causa das lâmpadas das ruas!
Melhor mesmo se afastar da lição do Concretismo. Como lição foi bom. A historiografia registrou.
Porque o seu forte é a velha e boa retórica de raiz ibérica... Ainda bem.
A economia, verbal não pode deixar de existir num bom poema. Você talvez devesse se prguntar se TODAS AS PALAVRAS do seu poema são necessárias. Vá de uma por uma, pegue com a mão, prove, cheire, lamba. Assim é ou deve ser.
Vou copiar e lhe enviar meus 10 conselhos para um bom poema. Melhor, vou enviá-lo aqui, para o Over. Assim, poderei dar minha aula (sou mesmo fessora...) e ficar em paz.
Vanessa, volta quantas vezes quiser que serás sempre bem-vinda! Mas não faz pouco da tua prosa! Gostei muito dos dois contos teus que li!
Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 3/8/2008 22:23
O "Poeta" vê com todos os olhos do mundo.
Em seu Coração pulsa o coração de todas as coisas...
Um grande abraço. jbconrado
volto e voto.
Bem urbana, bem nosso cotidiano. Nos afogamos em névoas de gases....
Parabens Gosto deste estilo!
Obs: gostei muito do detalhe da escultura como obra de arte, além do invasor, mais que direito ele tem a ter um canto neste mundo....
Brida,
querida amiga,
Nunca pensei em me tornar concretista! O que aconteceu foram duas idéias concretistas que funcionaram. Hoje em dia muitos dos concretistas originais acreditam que a experiência concretista se esgotou. Eu diria que em seus extremos, chegou a produzir algumas obras de engenharia poética em que a forma se tornava mais importante do que o conteúdo o que, na minha humilde opinião de leigo, é uma inversão devalores. Entretanto, proporcionou-nos uma nova forma de expressão poética que sempre pode ser usada quando a forma servir para adicionar impacto ou conteúdo ao texto, reforçando ou mesmo criando metáfora ou metalinguagem.
Mas realmente, quanto mais escrevo, mais acho que meus melhores textos são aqueles um pouco mais longos... mas também penso que nem sempre o autor é o melhor avaliador de sua obra. Por isto a tua opinião me é tão importante!
Obrigado mesmo!
PS - Publica os 10 conselhos que te prometo que vou estudá-los com carinho!
Um grande beijo
de corpo e alma!
Excelente seu texto
Um beijo e parabéns
Li e voltarei para reler
Amigo Conrado, é bem isto que sinto quanto estou escrevendo um poema como este. De repente estou conectado a todas as misérias da cidade, mas também às nossas esperanças e expectativas... Dessa experiência nasce o poema além, obviamente, do texto do Brandão! Quem tiver dúvida é só olhar na primeira rsposta que dei ao Brandão e conferir o poema no seu nascedouro.
Obrigado e um
Grande abraço!
Cintia, muito obrigado!Que bom que você gostou!
Como já disse mais acima, considero que esta foto não é propriamente uma ilustração do poema, mas uma obra que o toca e tangencia. O nome da foto é "Guerra e Paz", por razões óbvias.
Um beijo!
Júlia querida, que bom que você gostou! Volta quantas vezes quiser, porque és sempre bem-vinda!
um beijo bem grandão!
Renato
Concordo que os caminhos para se chegar à poesia
não são fáceis. Temos que escapar sempre desta
névoa negra (nem sempre dos escapamentos)
muito bom
um abraço
Edimo Ginot
Obrigado! Não se trata de se livrar da névoa, mas de superá-la e ser, ainda assim, capaz de alçar vôo!
Grande abraço!
Olhar além do trsite que se v|ê no dia-a-dia, vc conseguiu. Seu poema é riquíssimo, profundo, realista e intimista. Acho que não sei escrever assim. Parabéns!!!!
Dete Reis · São João de Meriti, RJ 4/8/2008 13:16
Retorno para a sua publicação.
Um imenso abraço,desses que fazemos laços.laços que enlaçam o coração.
Dete, Obrigado!
Acho que é exatamente isto que enriquece o Ovrmundo, o fato de termos autores de diferentes estilos convivendo e trocando idéias!
Um beijão!
Queridíssima Clara! Esses laços eu quero cada vez mais firmes e apertados! Um abraço d alma e um beijo de coração!
Obrigado!
Ola Renato!
Você também brinca com as palavras como ninguém.É ótimo!
Gosto muito de "urbanices". Não fosse a podridão que contamina o cimento e o asfalto.... Tenho cá comigo minhas infelizes experiências nesses meus dias vividos aqui no interior. Poluição, desemprego, corrupção, prostituição infantil. E eu que achei que pesadelos e desencantos emergiam dos bueiros da urbe.
Você colocou um bom ritmo no seu URBANO III, tem a cadencia das construções que devoram o chão escasso das grandes cidades.
Primoroso!
Beijos e voto.
Caro Renato, tens meu voto. Como é mesmpo aquilo de manto diáfano da fantasia sobre a nudez crua da verdade?
Camucelli
obrigado, amigo!
Elogio vindo de gente que escreve como você vale dez vezes mais!
Um forte abraço!
Querida Flor de Cerejeira!
Que bom que você gostou! Realmente, pesadelos e desencantos emergem dos bueiros da urbe - e isso dá poesia!
Grande beijo!
Amigo Adauto
O problema é que às vezes o manto da fantasia é demasiado diáfano para esconder o mau cheiro da verdade!
Grande abraço!
Além do concreto,a sua poesia me trouxe o movimento,do caos, da sujeira do desespero,da feíura,de tudo o quanto é ignorado pela nossa incapacidade,desmotivo de grande cidade,saimos todos os dias de nossas tocas,e falta o poeta,o artista,o gauche,o diferente,o bufão para apontar e corrigir tortamente o nosso caos interno.Gostei muito!Muitíssimo! Um beijo!
Luciana Nabuco · Rio de Janeiro, RJ 4/8/2008 18:26
Renato.
É com prazer que levo seu texto para o banco,
bjssssss
Luciana!
Tua leitura é tudo de bom!
Obrigado!
Quero te ver sempre no que eu publicar!
Gande beijo!
Doroni, obrigado!
Sempre é um prazer te ver !
Beijão!
Uma excelente combinação de cabeças diferentes num resultado espetacular !
Um abraço !
Alcanu,
Obrigado! Isto é o que acontece aqui no Overmundo, não é?
Grande abraço e obrigado!
Em arte, penso, não pode existir regras (todas são para serem quebradas). O conservadorismo persiste e insiste em preservar formas, afinal, é conservador. Cabe ao artista, o artesão, criar sua forma de expressão. Não existe (e não pode existir) um padrão. Alguns gostam de poemas mais discursivos, outros, ao contrário, mais sintético. Uns acreditam que a forma é tudo, outros que a idéia é tudo.
Verdade que não escrevemos para os outros. Escrevemos o que sentimos e o que a alma nos pede. A poesia se inscreve no poeta. Não há jeito. Não tem como fugir (ou fingir). Contudo, o que escrevemos precisa repercutir no "outro" ou não terá qualidade. Um paradoxo. Porém, o poeta (artísta) precisa encontrar a sua própria expressão (até criar uma, inventar). Um poeta é um artesão, mas é mais do que um artesão. Não basta ele dominar uma técnica, a coisa é mais complexa.
Adorei a forma do seu poema. Adorei a idéia do seu poema. Mas, acima de tudo, espero que ele tenha conquistado você mesmo, lhe convencido e basta.
Abraços
Poema urbano.. tão concreto e tão poluído... tão agitado e tão efusivo... cantar com letras o mundo de asfalto é algo que merece ser congratulado... fez um belo poema que exprime tanto a dificuldade quanto a beleza da arte de versejar a cidade grande...
Eric Araújo · Belo Horizonte, MG 4/8/2008 21:53
Não sei se o seu poema pode ser classificado de concretista só porque usa a palavra concreto e coisa e tal. Há alguns recursos evidentemente concretista, mas o poema não é concretista. Há, de fato, uma economia, mas João Cabral não fez o mesmo?
Hideraldo Montenegro · Recife, PE 4/8/2008 21:59
Riquíssimo o seu texto... Super profundo!!!
Meus parabéns!
Hilderaldo,
tem toda a razão, este poema não é concreto! Publiquei dois poemas aqui no overmundo que utilizam-se de recursos do concretismo. Foram os dois únicos deste tipo que fiz!
Me sinto livre para trabalhar do modo que desejar, da forma que desejar! Posso trabalhar a forma como os concretos, posso fazer haicais, sonetos! Posso e faço! O problema é que as pessoas adoram um rotulozinho...
Não descarto a experiência concretista, mas só se ela estiver lincada a um forte conceito. Mas sou pós-tudo e, portanto, tenho muito mais compromisso com o meu íntimo e com a minha visão de mundo do que com formas ligadas a esta ou àquela escola.
E, novamente sim! Principalmente neste poema, pensei o tempo todo na economia cabralina! Porque a urbe é seca como um verso de Cabral. Seca e dura como o sertão de Morte e Vida Severina...
Mas, claro, não sou nem pretendo ser Cabral. Como o fato de ter feito um texto dialogando com Drummond também não faz de mim um Drummond!
Como diria Millor Frnandes, não procuro definir um estilo. Simplesmente escrevo do jeito que o texto pede pra ser escrito, do meu jeito, e o meu jeito talvez não seja tão fácil de enquadrar em rótulos...
Agradeço a brilhante crítica e a oportunidade que suscitaste de pensar um pouco sobre o meu modo de expressão!
Um forte abraço!
:.
Fantástico! Isso é que é o cyber-espaço colaborativo em essência.
Parabéns!
Olá poeta urbano que insiste em sobreviver diante de tanto pó, tanto concreto, tanta miséria. Estamoa aqui tentando trazer cor à vida.
Ivy Gomide · Rio de Janeiro, RJ 4/8/2008 22:47
Eric
Obrigado. Realmente, a idéia foi cantar este lado negro da vida urbana , mas deixando um fio de esperança - porque sem ela nada vale a pena!
Agradeço comovido os elogios!
Forte Abraço!
Laiana,
muito obrigado!
Poeta Jorge Henrique,
e não é? o Overmundo tem a vantagem sensacional de proporcionar estas trocas. A gente entra em contato com a nossa própria diversidade cultural e troca muita figurinha!
Isso é o que rola de mais legal aqui!
Abração!
Ivy,
em pleno caos urbano,
você adentra inaugurando o arco-íris
Obrigado, querida!
BjÃo!
Teu belo e vigoroso poema me lembrou João Antonio e o belo "Abraçado ao meu rancor"... Não deu vontade de chorar porque já nos sentimos anestesiados - e porque o brasileiro já inunda os olhos facilmente - contudo, comove... Comove porque sentimos o quanto é difícil escrever sobre essas urbanidades sem soarmos casuístas ou como nos apropriássemos da dor alheia - no caso, das dores alheias... Comove porque sabemos que muita coisa falta para vermos aplicado na melhoria da condição de vida dos mais desassistidos essa dinheirama que entra e sai das contas dos grandes manipuladores do dinheiro nosso e que tão facilmente muda de dono rico para outro mais rico ainda, sob os olhares da vetusta justiça... Comove porque a poesia que salta de teus versos compactua com aquilo que entendo por Beleza e Precisão, e que mesmo retratando uma realidade no teu pampa não é diferente da realidade das bandas de cá do Rio Amazonas... Em meu Réquiem dispenso o presente (não menos triste) e me prendo num futuro (que, espero, não seja tão triste assim)... Abraços...
Pepê Mattos · Macapá, AP 4/8/2008 23:20
Oi Renato...
Voce comentou numa poesia minha e fiquei feliz de ver que deixei um poeta como voce com vontade de ler mais poesias minhas...=]]] Achei genial isso aqui, adorei!!!!
E ja que minha poesia da gosto de quero mais, tem mais aqui...hehehe
http://www.overmundo.com.br/banco/sentido-anti-horario
Fiquei um tempinho afastada daqui, mas agora voltei...
abraços!!!
opsssss..
a poesia nova é essa aqui:
http://www.overmundo.com.br/banco/pele-por-pele
hehehehe
simplicidade fascinante, poeticamente exatas suas palavras nesta estrofe|:vermelho-sangue-seringa,
vermelho-sangue-assalto,
vermelho-sinal-fechado.
fazer poesia não é fácil!
porque é preciso olhar
com o olhar que desnuda,
que vê verdade e vergonha,
Amei seu trabalho,poesia sem frescura, direta, dura : literatura!
Rsss...
Bjs
ND
Olá Renato!
Obrigada pela visita e voto. Me inspirar em Neruda voi um prazer e ao mesmo tempo, um grande desafio. Que bom que vc gostou...
Bem, quanto ao seu belíssimo poema, lembrei-me que o Quintana já dizia que a poesia não pode ser um pobre chocalho de palavras... Portanto, Parabéns pela construção e originalidade.
Abraços,
Rose Felliciano.
Muito atual....
Parabéns
Aceito o convite, eis-me aqui. Palavras, são só palavras...e você soube escolhê-las muito bem. Valeu, cara.
Abraços
Pepê,
realmente (como acontece muito aqui pelo Overmundo), nossos textos se tocam quanto à temática. Gosto de pensar que o meu, embora mais duro, talvez seja mais otimista... mas sem dúvida, pode funcionar como uma abertura ao teu Réquiem...
Forte abraço!
Marianne,
li Pele por Pele, e continuo achando
que tem gosto de quero mais!
Tua poesia tem uma leveza deliciosa, mesmo quando o tema não é exatamente leve!
Renato, meus parabens.
eu escrevia poesias antigamente, tinha parado mas um amigo meu me deu inspiração para que voltasse a escrever. vlw pela visita q vc fez, gostei mto da tua poesia...
fala mto da realidade.
ficou mto bom.
grande abraço.
Oi Renato adorei a sua poesia tem um estrofre que eu amei,
Fazer poesia não é facil
Por que é preciso olhar
Com o olhar que desnuda
Que vê verdade e vergonha.
realmente a verdade está nos peoma,e um texto crítico muito bom .Parabéns beijos.
Neutzscha,
obrigado!
elogios vindos de quem escreve como você têm muito mais valor!
Um grande beijo!
Rose,
Obrigado pelo elogio e pelo comentário carinhoso.
Realmente gostei de tua homenagem ao grande poeta,
senti mais Neruda ali do que em algumas traduções que já li!
Bruno,
obrigado,
um abraço!
Obrigado, Marcelo
um forte abraço!
Jean,
o quê fazer?
a gente às vezes até tenta largar da poesia, mas quando se tem sangue de poeta, é a poesia que não larga da gente!
Vai em frente que este nosso ofício exige muito trabalho de texto, de idéias, mas dá um prazer enorme!
Abraço!
A poesia Urbano III, causa um impacto psicológico muito forte, advém da diluição do poeta numa poesia e a poesia no protesto do poeta, este dualismo {Poesia poeta}, pode levar a uma interpretação de concretismo ou qualquer ismo, porém entendo que esta poesia foi uma passagem direta dá memória do espaço físico para o abstrato do "eu" poético, coube ao Mattos apenas psicografar o conteúdo sonoro para o papel, foi um transe, uma fissão do pensamento em tempo anterior a escrita, que ficou congelado em moléculas sonoras, só depois repassada para o papel. Penso que esta transe psicográfica,memória, tempo congelado, e diluição material ao chogue do eu poetíco em nada fere a integridade e a grandeza do autor, mostra apenas a sensibilidade ao estar apto para o eu lirico, mesmo não havendo lirismo, é durante esta catarse literária que se descobre, enfim o que é e o que não é a extensão do pensamento. Costumo chamar isto de " Quimica espiritual poética, nunca entretanto ouvi dizer, certamente, com outrem que senão grandes poetas. Senão vejamos Gregório de Matos e Guerra sempre diluia, quando em transe literária o todo em parte ou a parte em todo esta fissão de Gregório de Matos à epoca foi taxada(o) como a(o) boca do inferno, porém à luz da literatura apenas a fissão da poesia em poeta, e não o contrario, senão caimos no dualismo, fusionismo, ou em úlima análise concretismo. Tentando finalizar este comentário diria que ser poeta é receber a mensagem poética, pronta, lapidada, completa, Assim como fez Matos, agora discernir a onda sonora poética do eu presente material, palpável, lógico somente os que já vivenciaram podem entender esta passagem ou repassagem, afinal as interrogações nunca findarão. Espero caro leitor que a partir deste esclareciemto fique bem claro oque é e o que não ser um poeta.( A poesia faz o poeta e não o contrário)
Escrever uma bela poesia é coisa usual, porém fissar a linguagem poética somente a literatura da arte como a propria arte, impassiva, violenta, um grito, um chamado, um dom ? com certeza não sei.
Admiro vocês, seres urbanos. Como conseguem sobreviver? rss
Mas sobretuto admiro os poetas urbanos, desvendando belezas escondidas, que apenas a alma do poeta consegue perceber.
Grande poema, Renato.
Abraços
Menina Marcela
obrigado!
que bom que você gostou!
beijos pra você também!
Caaro Domingos,
obrigado pela generosa crítica,
mas preciso fazer-te uma pequena correção:
meu processo criativo pouco (ou nada)
tem a ver com psicografia
sou plenamente consciente do que faço!
Não nego, por certo, o papel da inspiração,
mas se as musas me inspiram sobro o que escrever,
certamente não me ditam como fazê-lo.
preciso trabalhar bastante!
Isso pode ser bem comprovado
indo-se ao texto do Brandão e vendo
a resposta que deu origem a esta poesia.
A inspiração está lá,
o resultado do trabalho, aqui.
Obrigado pela comparação com o Boca do Inferno! Talvez realmente este meu poema toque (embora de longe no tempo) algumas poesias do grande mestre barroca, como o soneto "Triste Bahia", por exemplo.
Nydia,
obrigado!
Acho que a gente já se acostumou com a mistura de óleo, gasolina e chumbo no sangue!
Grande beijo, minha bela poeta!
renato,
paz e arroz, que amor é bom e vem depois,
como diria o ben...
duca, o teu poema! confesso-me avesso aos poemas longos,
mas o teu é duca, mesmo!
ps. obrigado pela força
Obrigado, Samuca
teu comentário
foi duca!
Grande abraço!
Que dureza, o 4º verso é de lascar/ preferia ser cego pra não sentir no ego/ a dor de não poder ajudar/ fazer poesia não é facil/ mesmo sendo escritor pascacio/ é me doloroso opinar!
segue link da história que deu pano pras mangas!
http://www.overmundo.com.br/overblog/adeus-escola-meu-mano-berimbau-ta-me-chamando href="http://http://www.overmundo.com.br/overblog/adeus-escola-meu-mano-berimbau-ta-me-chamando">
A poesia não precisa do caos para exixtir... Mas, todavia; o ser poeta vai traduzindo e retirando o joio do trigo para assim fazer o que vc fez em "Urbano III" nos dar o trigo necessário para alimentar tantas almas que cedentas podem se esbaldar em nobre e clara mensagem... Parabéns pelo devaneio lindo!...
Nil Freitas · Salvador, BA 5/8/2008 15:54Gostei muito de ler o seu urbano III ! Um grande abraço
Frederico Rego · Rio de Janeiro, RJ 5/8/2008 17:16
Você tem a alma mais linda de poeta que eu ajá vi.Seu trabalho é contemporâneo, é futuro, é o quadro real, irreverente da nossa sociedade arraigada de senãos.Nela você enriquece o texto quando mostra que nem tudo está perdido porque você no dizer poético escreve:mas que também
podem cantar
como pássaro
que insiste no vôo
mesmo em meio
à névoa negra
dos escapamentos.
Isso significa que apesar de tudo aahá uma esperança, há um vôo da natureza que supera as limitações do homem.Belo merece aplausos.
Você tem a alma mais linda de poeta que eu ajá vi.Seu trabalho é contemporâneo, é futuro, é o quadro real, irreverente da nossa sociedade arraigada de senãos.Nela você enriquece o texto quando mostra que nem tudo está perdido porque você no dizer poético escreve:mas que também
podem cantar
como pássaro
que insiste no vôo
mesmo em meio
à névoa negra
dos escapamentos.
Isso significa que apesar de tudo há uma esperança, há um vôo da natureza que supera as limitações do homem.Belo merece aplausos.
Meu mais novo e querido amigo na poesia,
é com muita alegria que digo com toda sinceridade desse pobre coração que eu simplesmente AMEI tua verve. É muito bom conhecer um companheiro que tenha uma escrita tão estimulante quanto a sua.
Grnade abraço e obrigado pela visita e o carinho.
Obrigada, Renato...
=]]]
To gostando bastante aqui do overmundo, nao vou mais ficar longe...So espero q a inspiração permaneça...
=]]]
E adorei a resposta poetica q deu a minha poesia..
Muuuuito obrigada mesmo!!!
Abraços!!
Renato a "melhor" coisa q vi no salao de humor foi um artista q fez 3 quadrinhos: no primeiro o cara ta filmando o por do sol, no segundo ele voa p casa e no terceiro ele coloca a fita no video e assiste emocionado o por do sol.
Conclusao: viramos pedra. Viramos maquina. Viramos internet. Cada vez mais humanos... mais animais... seres... e menos gente!
Vc com seus olhos de XMaN, cortou as avenidas e viu por cima do asfalto, na pele das ruas, na epiderme das casas. Entrou como uma mosca no borburinho das rodas e dissecou o dia e desconstruiu a noite.... Olha, se o Brandao falou q foi soco no estomago, acredite, foi soco com nocaute! Foi a melhor coisa sua q li nestes ultimos tempos!
Aplausos de pé! Bravo!
Agora, qto ao seu monumento... que coisa mais linda! De onde tirou isso?! Q cosinha maravilhosa! So aquilo ali fala muito alto! Naum sei naum, mas acho q aquela ali eh sua casinha e eh de lá q vc vê a cidade e a instalaçao do caos, rsrsrsrsrsrsrsrsrsr, seu Renato-joao-de-barro, rsrsrsrsrsr
Nic NIlson · Campinas, SP 6/8/2008 17:58
Mas cuidado, pq o soldaddo tah de cara muito feia e o outro ameaça dar-lhe um murro, eheheheheheheheh
Nic NIlson · Campinas, SP 6/8/2008 18:00
Nil,
muito obrigado,
um abraço!
Renato de Mattos Motta,
seu texto poético excelente, predominantemente urbano, vc consegue fazer poesia até da poluição do asfalto; reflexões bem pertinentes. Parabéns!
macsax
eita caldo cultural abençoado!!! Renato, fantástico teu texto, percepção, sensibilidade, verdade, realidade, tudo junto. Sabe, você tocou na parte mais de difícil, na minha opinião, do fazer poético, a percepção da realidade e a transposição para a poética sem perder o conteúdo percebido. Você faz isso com brilhantismo!!! Parabéns, votos e abraços. Convidado pra ler "viva la vida"!
Smalltown Poeths · Belo Horizonte, MG 6/8/2008 23:59
Este é de fato um poema urbe et orbi.
Parabéns pelo cometimento incontinenti!
Frederico, obrigado!
Um abraço!
Ecilia,
puxa!
Obrigado mesmo!
Sabe, acho que a esperança
é o que torna possível
que cada um assuma a responsabilidade
de fazer a sua parte
pra mudar este cenário tétrico.
Infelizmente não vejo
outro jeito de um dia
melhorarmos a situação das cidades
e até mesmo
o aquecimento global
Esperança também é o que me faz continuar escrevendo pra fazer jus a elogios como os que me fizeste.
Grande beijo!
Rufino,
obrigado!
Fico honrado em ser considerado teu amigo!
Obrigado!
Nic
Obrigado! Aplausos são sempre ótimos!
Quanto ao monumento, é um arco-do-triunfo muito lindo e esse é um de três soldados que estão numa das laterais. A escultura é linda, mas obviamente muito marcial... e a casinha que o joão-de-barro fez, é tudo de bom!
Mac Sax
Obrigado!
Grande abraço!
Smalltown
Obrigado!
Um abraço!
Adroaldo,
A idéia é esta mesmo!
non plus ultra!
Grande abraço!
Muito obrigado pelo comentário na minha postagem - Tela de Compostela- muito oportuno, preciso e técnico. Obrigado.
Coluna do Domingos · Aurora, CE 8/8/2008 14:31
Muito legal meu amigo Renato. Um poema cheio de recados importantes que condiz com a realidade. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
omo pássaro
que insiste no vôo
mesmo em meio
à névoa negra
dos escapamentos.
To me sentindo como esse passaro...Ainda bem ne!!! =]]
Tem poesia nova, feita pra todos nos poetas...
http://www.overmundo.com.br/banco/borboleta-rara-tem-asas-de-papel-para-todo-poeta
Abraços!!!
Carlos Magno,
obrigado, amigo!
Renato de Mattos Motta · Porto Alegre (RS
Urbano III
Um Trabalho Muito especial.
Uma Poesia arrojada e poderosa diante do caos Urbano que impera com indiferenca e desumanidade.
...cantar
como pássaro
que insiste no vôo
mesmo em meio
à névoa negra...
parabéns.
Abracáo Amigo
Um grande retrato do dia-a-dia das cidades, pequenas ou grandes (hoje as relações e intenções aão cada vez mais parecidas nos espaços urbanos).
Parabéns, Renato. Gostei muito do seu uso da poesia visão a reflexão.
Votado.
Azuir, obrigado pelo novo comentário!
Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 20/9/2008 00:10
Vinícius,
Você pegou bem a intenção.
Obrigado pelos elogios e pelo voto!
Forte abraço!
caro renato,
teu poema é duca.
poesia deve, sempre, ser um tapa
na sensibilidade.
parabéns
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