Vou fingir que estou sorrindo
Que suas revelações não machucam
Que a distância que eu quero, já tenho
Vamos fingir que somos grandes amigos
Que a valsa não nos atrai
Que não me importo se você já tem outro alguém
Vamos fingir que não temos passado
Que mal nos conhecemos
E que de mim você nada sabe
Vamos na dança dos amores perdidos
Daqueles que se mostram felizes
Você sem mim e eu como a louca
Aquela louca que de olhos fechados baila
Com um urso de pelúcia remendado
E figurino da década de 20
Aquela que sofre porque amou demais
E seu amado morreu da guerra
Fazendo que ela não amasse mais
Fingirei que não sinto
Não tenho meus sonhos
Não tenho mais sentimentos
Por que???
Porque a louca não olha mais para tras
Pois se esqueceu do amor
E de amar também
Vive na ilusão
Pensei que havia amado alguém de verdade!!!
Poxa, Milena! Quanta desilusão...
Lembrei da fúria de Joana com Jasão, na peça "Gota D'Água" (Chico Buarque / Paulo Pontes). Fica assim, não...
Abração!
"é... tá complicado..."
Cada dia mais complicado
se entregar, sem ser desprezado
Cada dia mais e mais complicado
sentir único, dela, mas ser postergado
Mais horas, menos horas, ver revelado
que nada é simples, somos, de súbito, enquadrados
Nas nossas próprias rasas visões, olhar topado!
São nossos erros de decisões: únicos culpados!
Tal criança que se embaraça, nos próprios fios: desajeitado!
E ainda ficamos gritando: ajude-me! estou em ti, enredado!??
é... é muito, mas muito complicado, acreditar possuir alguém
mesmo que por poucos dias, curtos, preso a deliciosos bocados...
Então vamos fingir? Brincar de faz-de-conta, irmos à Belém
longe dos que nos atrapalham, perseguem, querem tudo acabado?
Mas, só agora enxerguei... Você já entrou na minha disfarçada...
Fantasia colorida, de papel, brilhante, mas tão frágil, era refém!
Da competição natural de quem coleciona troféus, prendas, fados!
De quem gosta de fazer filas, de calcinhas e lágrimas proscritas?
Acordei! Saí da selva, da ironia e do olhar teu: não sou magoado!
Não fingirei culpas e desagravos, tuas ambições aos prazeres falsos
são teus próprios lastros, em não submergir à tona, como libertado
POEMA PROFUNDO, BEM CONTRUIDO!!! PARABENS PELO TRABALHO!!!ABRAÇO.
DECRÉPITA BÚSSOLA · Caçapava, SP 7/6/2011 14:40Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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