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VAMOS FINGIR?!

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Simplesmente Milena · Rio Branco, AC
31/3/2007 · 61 · 3
 

Vou fingir que estou sorrindo
Que suas revelações não machucam
Que a distância que eu quero, já tenho

Vamos fingir que somos grandes amigos
Que a valsa não nos atrai
Que não me importo se você já tem outro alguém

Vamos fingir que não temos passado
Que mal nos conhecemos
E que de mim você nada sabe

Vamos na dança dos amores perdidos
Daqueles que se mostram felizes
Você sem mim e eu como a louca

Aquela louca que de olhos fechados baila
Com um urso de pelúcia remendado
E figurino da década de 20

Aquela que sofre porque amou demais
E seu amado morreu da guerra
Fazendo que ela não amasse mais

Fingirei que não sinto
Não tenho meus sonhos
Não tenho mais sentimentos
Por que???

Porque a louca não olha mais para tras
Pois se esqueceu do amor
E de amar também
Vive na ilusão

Pensei que havia amado alguém de verdade!!!

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Autoria
Milena Quiroga
Ficha técnica
Frutos de uma crise existencial pós fim de namoro
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Carlos ETC
 

Poxa, Milena! Quanta desilusão...
Lembrei da fúria de Joana com Jasão, na peça "Gota D'Água" (Chico Buarque / Paulo Pontes). Fica assim, não...
Abração!

Carlos ETC · Salvador, BA 29/3/2007 11:16
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
wiliam barros
 

"é... tá complicado..."

Cada dia mais complicado
se entregar, sem ser desprezado

Cada dia mais e mais complicado
sentir único, dela, mas ser postergado

Mais horas, menos horas, ver revelado
que nada é simples, somos, de súbito, enquadrados

Nas nossas próprias rasas visões, olhar topado!
São nossos erros de decisões: únicos culpados!

Tal criança que se embaraça, nos próprios fios: desajeitado!
E ainda ficamos gritando: ajude-me! estou em ti, enredado!??

é... é muito, mas muito complicado, acreditar possuir alguém
mesmo que por poucos dias, curtos, preso a deliciosos bocados...

Então vamos fingir? Brincar de faz-de-conta, irmos à Belém
longe dos que nos atrapalham, perseguem, querem tudo acabado?

Mas, só agora enxerguei... Você já entrou na minha disfarçada...
Fantasia colorida, de papel, brilhante, mas tão frágil, era refém!
Da competição natural de quem coleciona troféus, prendas, fados!

De quem gosta de fazer filas, de calcinhas e lágrimas proscritas?
Acordei! Saí da selva, da ironia e do olhar teu: não sou magoado!

Não fingirei culpas e desagravos, tuas ambições aos prazeres falsos
são teus próprios lastros, em não submergir à tona, como libertado

wiliam barros · São Paulo, SP 27/11/2008 13:24
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DECRÉPITA BÚSSOLA
 

POEMA PROFUNDO, BEM CONTRUIDO!!! PARABENS PELO TRABALHO!!!ABRAÇO.

DECRÉPITA BÚSSOLA · Caçapava, SP 7/6/2011 14:40
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