Tava eu numa aldeia das mais demais
Eis que senão quando me sobrevieram
As regras que mesmo um douto
Já me diz não serem naturais
Desnecessárias às fêmeas todas
E eu em ai, ai, ais vermelha, já...
Em pele e sangue, exaurida, exangue...
Aqui, no entanto, carecem de haver...
Como lá em casa não vou comer
Nas instalações sanitárias patentes
Nem fazer necessidades outras
À mesa de jantar
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Lembro dos Mutantes a cantar:
Em volta da mesa, longe do quintal
A vida começa, no ponto final...
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Fiquei divagando e, diva bacante,
Aparvalhada, perdi mais um busão
Na parada, só, solteira, na inalterabilidade
Do último carro, fiquei também sem pacote
Um fardo dos fados da vida como ela é
Minha fada madrinha é safada como eu,
Comemos em noite enluarada
embaladas em duplas ou quartetos
violadas a fartar ouvidos e tripas,
orelhas, costelas, pé, rabo até
Forra não porque, feito Anastácia sou
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Tenho gosto por encontro de gente
algaravia de passarinho
E magoa farinha pouca, dá cá meu prato,
A receita é de feijoada geral e dá angu de caroço
Vou às tampas com tanta certeza
Semideuses antigos ou novos
Arrepiam-me ao horror, noite e dia,
Eu prefiro gente de carne e osso, todo dia
Mesmo, um meu direito tão igual ao teu
É só e tanta história
Que eu quero mesmo ir em frente
Com quem mais queira dançar vanera
Oi Ju!
Este poema têm a cara do nosso povo.
Belo!
Benny.
Po meu, super demais, vou ler de novo! Voto enquanto isto!
victorvapf · Belo Horizonte, MG 20/10/2007 17:15
Gratíssima, Benny.
Agradecida Victor (sabes que sou minina, né?)
Oi Juliaura!
Eta texto arretado de doido, doido de bão!
Parabéns. Gostei!
Bjs.
Ai Robert,
Gosto que me enrosco
que tu gosta do tosco
do meu verso doidão
melopéia das idéias
que também doído é
que até trem tem
e agora vagãozin
indo de caminhão
(deve ser o tal de progresso para trás)
farmácia vendendo pão
Pela sua fada madrinha safada, estou lhe mandando para o banco.
beijos
Voto em busão perdido com uma achada Anastácia.
abrs
Gratinada com vozes, Frazão e Kais.
Tô no banco do bem
(que o do mal não tem fundos)
Mais outro busão lá vem...
Beijins.
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