De auroras
De olho que chora
De lábio que beija
De flor sertaneja
Vermelho
de raiva
passageira
do pôr-do-sol
ao pé do fogo
envolve
aquenta
enlaça
carmins
carmens
carne
flama inflamada,
clama a fera solta
amansada pela toada
ama enlevada
cada nova estrada
atrás de mais nada
Belos, contundentes e febris versos. Essas imagens fluidas e encarnadas. Adorei a imagem da passional cigana (carmins, carmens), você na dança com Mérimée e Bizet...
Cida Almeida · Goiânia, GO 10/5/2007 14:55
Ah, Cida,
A dor no oco do osso
E o tempo vazio
Frio, gelado
Nariz correndo
Peito apertado
***
Tudo junto é pra mamute (e tá extinto o distinto, né?)
Agrade_cida.
Lindo, Juliaura, "envolve, aquenta e enlaça".
Adorei!
Beijos.
Salve, Juliaura!
Já estou louco para votar!
Um grande abraço.
Adorei o "deumesma"!
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 11/5/2007 08:51
Aqui também se diz acalenta, mas mais pros lados castelhanos, como diz o Adroaldo n'O dia do descanso de Deus
Agradecida pelo beijo, cuida com a gripe, Verônica.
Tem deumesma e ditu, Poeta adorado.
Entendi nariz escorrendo. Tenho pós-graduação nessa arte.
Mas que tá frio, tá.
Vamos votar logo.
Por que não podemos votar enquanto está na fila de edição? Hein? Hein???
Eu vo(L)tarei.
Que garotinho mais fofo, hein, Felipe!
Verônica Almeida · Nossa Senhora da Glória, SE 11/5/2007 12:26
É o meu destruidor de parquinhos, vulgarmente conhecido como torturador de ursinhos de pelúcia. Um tresloucado anão, especialista em chantagem emocional e furto de doces e objetos de escrever.
zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 11/5/2007 12:38
E nem é meu, hein? É meu mais novo priminho, comprado no free-shop.
zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 11/5/2007 12:38
Mais 17 intermináveis longuíssimas horas, caro Felipe.
Confio que voltes e vote.
Te cuida com lo nano, Simpatia.
Outra coisa,
pendurei lá na edição uma entrevista exclusiva com o Adroaldo Bauer sobre o processo de criação da primeira novela dele O dia do descanso de Deus. Ele editou por conta marcou lançamento pra 31 desse mês.
Queria uns comentos de vocês, que é a primeira vez que faço um pinguipongue.
Tô tremendo feito vara verde.
Quase cagada, na verdade.
(tira o tresloucado anão da sala, Filipe)
Té, gente.
Bom findi pra todas as pessoas lindas e maravilhosas, generosas e belas desse overmundão.
Juliaura,
manda o link. Estou a bisbilhotar, mas sem muito sucesso.
Bisous,
ó... muito bonito
seus versos tem uma métrica linda!
adorei
Se um dia eu te disser que todos nós temos um anão dentro da gente (v. IX Tratado de Fisiologia e Anatomia Humana do Dr. Caligari), você acreditaria?
PS> já achei e comentei e li e reli e mandei e adorei.
E quando cresce,
Que a ele acontece
quem não cresce
fenece?
desaparece,
Faço o quê, por Tutatis, uma prece?
O anão
não vira a mão
não faz pressão
nem revolução
pra sair da prisão
o anão vive folgadão
lendo revista em alemão
assistindo televisão
e controlando a nossa digestão
o anão é o patrão
vive enclausurado no nosso coração.
Vou mexer nisso e publicar, achei tosqueira como eu.
zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 11/5/2007 16:29
Bem legais os seus versos.
Até que enfim achei alguém que escreve como eu (não que eu seja grande conhecedor do universo, muito menos esse escritor todo)!
Gosto de poesia
assim.
Versos curtos.
Versos-palavra.
Como poesia
deve ser.
Mais insinuar
que dizer.
Juliana,
O vermelho grita nos versos de Juliaura em uma cumplicidade sem tamanho, será o vermelho a cor de tua aura? ou de tua alma? Falas maravilhosamente dessa cor. Que eu também AMO!
Belo trabalho!
Marluce
E a gente anda e desanda por esse overmundo e acha que já viu de tudo. Um enorme prazer em ler-te. Fico feliz em descobrir textos tão bons, tão maduros, além do amoredoramoreflor. Abraço.
Labes, Marcelo · Blumenau, SC 13/5/2007 18:13
Juliaura, este teu trabalho, tá lindo de doer. Aplausos.
Carlos Magno.
Carlos, não me cansarei de repetir que és magnânimo no que respeita a minhas mal-traçadas.
Marluce, bela és tu, minha cúmplice. Amor correspondido, sabemos nós todas, é que inflama a aura, bálsamo da alma.
Alexandre, insinuas de um modo tão objetivo que fiquei vermelha com teu gosto pelos meus versos que agora me aparecem até como poesia, pelo teu falar.
Agradecida.
Não percam de ler, se quiserem, a entrevista que fiz com Adroaldo Bauer sobre processo de criação e o lançamento da primeira novela dele O dia do descanso de Deus. Tá na fila de votação.
Bisous!
Ô Labes,
mis perdões não te referir na anterior missiva.
quase sisquici de ti, amor
Desejara muito brindar-te
com uma flor
um verso sem dor,
Pulei sem quis o teu postado,
sem dar conta do recado,
Fica aqui o registro,
Antecipado,
De que agradeci
ainda quennoutro tempo
teu gentil comento.
No más, nada mais lamento.
vive-se hoje sem quase nada mais ver
de tanto que se faz.
Com prazer... (hummmm)
Bem, dar prazer é luxo extra,
Agradecida.
Juli
E agora: eu choro ou eu rio? Eu rio de lágrimas? Lindíssimo. Obrigado, no mais.
Labes, Marcelo · Blumenau, SC 18/5/2007 12:16
Faça nada disso não, Labes.
Deixa a incerteza de lado,
Parte dessa pra melhor!
(No bom sentido, amiguinho, brincadeirinha não dói, né anjo?
Vá lá na fila da edição e diz pra eu como ficarás?
Pode dizer de lá mesmo que eu ouço aqui, esse overmundo é cheio de voltas e idas)
Tasqueôpa: que puta parentesis, tchê!
Maior que o soneto e encomenda.
Amanda,
Deves estar me achando a última das últimas piruas.
Em 13 de julho comentastes aqui e apenas hoje, já Primavera di-me cuenta de que nem apenas não te respondi como, maleducada (como sempre me diz vovó) não te agradeci.
Disculpa, frô.
foi também sem quis.
Beijin, quae sera tamen.
Muito bom!
Suscinta e com um ritmo delicioso.
Votado!
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