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versos livres

1
Carlos Mota · Goiânia, GO
22/6/2008 · 98 · 10
 

Meu capitão de bragança
a dança não se acabou
enquanto a corda balança
o corpo se retesou
Verde esperança morreu
no colo de um Prometeu
que o silêncio enterrou

Meu capitão da matança
muita criança chorou:
por tantos vermes na pança
e pelo pão que faltou
Mulher parida sofreu
pelo leite que não deu
quando o moleque implorou

Meu capitão de carranca
tua história gorou
e o jornaleiro põe banca
pra banca que se queimou
A discordância nasceu
quem documenta sou eu
poeta que a dor criou

Meu capitão que hoje arranca
os olhos de quem olhou
.........................................
o porque da mula manca
nunca ninguém nos contou

Meu capitão que hoje tranca
as portas do social
que vem, mata, bota bronca
como qualquer anormal
Desbanca o que prometeu
meu capitão de natal
pois o presente que é teu
quem recebeu se deu mal

Meu capitão que tem lança
te apelidaram Pardal
pelas aves que matou
meu capitão canibal
Ninguém foi na tua dança
ninguém ouviu teu sinal
cospe fora o que comeu
pois o teu tempo acabou

Sobre a obra

versos feitos na época da ditadura militar

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Autoria
Carlos Mota ( Uruaçu Nascimento )
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celina vasques
 

votadissimo!

beijos e carinho para voce!

celina vasques · Manaus, AM 21/6/2008 19:23
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wam nick
 

Votado...Tem uma frota de capitães destes no poder...Um dia acaba. E eu estou na luta.
Abraços, parabéns.

wam nick · Recife, PE 22/6/2008 12:54
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Beto Mathos
 

Quem, à época, lesse os seus versos, já saberia tratar-se de um libelo à liberdade.
Parabéns, com voto!

Beto Mathos · Vitória, ES 22/6/2008 13:33
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clara arruda
 

maravilha de versos.Vim te conhecer.
deixo meu carinho e votos.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 22/6/2008 14:05
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Nydia Bonetti
 

Que ao menos os versos, sejam livres...
Abçs.
Nydia

Nydia Bonetti · Campinas, SP 22/6/2008 15:32
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Carlos Mota
 

Èh! Clara!
e os capitães parece que aínda não se tocaram!
como disse o poeta: Rio de Janeiro.. Rio de Janeiro.....
bj Carlos Mota

Carlos Mota · Goiânia, GO 23/6/2008 10:21
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simone gois
 

Me unirei ao teu grito, amigo:

" Os justos se entristecem
E os homens de bem ragem os dentes
Ao pranto do necessitado
A fome das crianças magras
O terror do pai de família
Na mão de homens dementes."

Sonhemos amigo, com o fim da impunidade no nosso país.
Abraço,
Simone

simone gois · Brasília, DF 30/6/2008 15:19
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Carlos Mota
 

com o fim da impunidade, amiga Simone
nos guetos, nos palácios, nas feiras, nos
centros, nos alpes, nos paços, no mundo.
abraço,

Carlos Mota · Goiânia, GO 1/7/2008 10:33
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Doroni Hilgenberg
 

Carlos,
" Poeta que a dor criou"
Essa fase será dificil esquecer.
Bjsssssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 30/7/2008 18:38
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Carlos Mota
 

infelizmente até isso
o tempo emcobre
mas a gente vai sempre
passando uma demão

Carlos Mota · Goiânia, GO 31/7/2008 00:08
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