Viagem defitiva.
Na sombra da última Samaúma,
Pequeno curumim faz reverência.
Seu derradeiro olhar registra tudo.
Adeus Sol, adeus Lua, adeus Estrelas.
Adeus Floresta que resiste
em algum canto da memória.
BEIJA A TERRA E VIRA PÓ!
Jbconrado.
Poemas da Floresta... Enquanto Ela existir !
Espero que Ela permaneça viva na memória, em nós, ao nosso redor e que resista... apesar de tudo! Quanto a tela, a vida nas cores que você consegue expressar é maravilhosa! Amei! Mais uma colaboração de boa qualidade aqui. Abraço.
JACK CORREIA · Crato, CE 2/7/2008 01:01Tenho uma piada sobre isso, que sugere que eles pavimentem a Serra da Mantiqueira de uma vez, rsss!!!
Fred Teixeira · Extrema, MG 2/7/2008 10:28
JB, com curtos e grossos versos denuncia e alerta. Belo poema com um toque regional. Adorei.
Parabéns
abços
JB,
Versos de bela imagem
e tristeza infinda.
Beijos,
Regina
Ayruman ou JBConrado: linda esta ávore xamanica regada pela memória. O poeta é um verdadeiro sentinela e a poesia a casa onde resiste também a floresta. Dessa árvore eu vi um curumim sonhando com Yvy-Marãey* formosa. Meu irmão, parabéns, desejo muita Paz em Nhande Ru. Graça Graúna
*Yvy-Marãey = em tupi, significa Terra sem males.
Eu que vivo aqui na Amazonia que o diga!!!
Votadissimo querido poeta!
beijo e meu carinho
Ayaruman,
Somos todos curumins assistindo e promovendo a devastação do céu da terra e do mar e a nossa própria devastação.Qiuiça tenhamos o direito de sermos ao menos pó, nesse fatidico final.
Votos
Grandiosa e formosa, há que cuidar para sempre...
Tipico · Argentina , WW 4/7/2008 09:22
Obg pelo comentário sobre o meu trabalho! Quanto ao seu, parabéns, admirável! Xerim! ;***
Daniella Fernandes · Recife, PE 4/7/2008 10:01
Continuo esperando que o Curumim não veja isto, que não chegue esse dia.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 4/7/2008 17:02
E quantos curuminzinhos e não curuminzinhos ainda irão virar po para que haja a conscientização de que a floresta é vida?
Texto curto, consistente e esclarecedor. Gostei demais!
bjsssss
terminou a votação, parabéns(votei).
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 4/7/2008 19:36
quanta beleza. Quanta tristeza. Samauma, curumin em pó na floresta.
merece palmas.abraço
Bea
Não deixe que isto aconteça. No futuro com certeza nos encontraremos lá...
Mariainacya · Cuiabá, MT 30/7/2008 18:32
Amazônia
Duas horas da madrugada.
Hora enrugada.O silêncio foge das copas.
Ouvi-se de longe o eco das árvores,
É um gemido forte,sofrido,repetido.
As sombras das guilhotinas assustam,
Olhos espiam:
O melancólico macucão,
O pássaro assobiador,
Os corurões, as arapongas.
São olhos fundos na escuridão.
Dos ensejos,
Dos desejos,
Dos enredos,
Das feras devoradoras e predadoras
Fogem até as formigas carnívoras.
Desarrumar o cenário é o segredo.
O uirapuru cala a floresta,
A revoada dos corocas saem em retirada.
As sombras respiram ofegantes,
O desejo humano desliza nos dedos.
Está na boca dos que silenciam,
Está nas mãos de quem oculta.
Mãos ocupadas que fazem da floresta
Praças com nomes próprios e buscam flores
Nas salas de estar.
Ecila Yleus
Publicado no Recanto das Letras em 19/02/2008
Código do texto: T866556
escrevi essa poesia que realmente é meu registro de tudo que você diz. Temos na realidade que fazer alguma coisa. Chegará uma hora que nada mais poderá ser dito ou feito.Parabéns
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