VICENTE GONÇALVES DA SILVA BALTHAZAR
Não era Rodolfo Valentino.
Clarck Glabe ou Paulo Altran.
Não era Marcelo Mastroianni.
Embora fosse tão galã
Atencioso toda vez.
Esse Artista de falar.
Tão impecável e tão cortez.
Era o meu tio Vicente Balthazar.
Calças de linho quebradinho.
Era uma moda tão bacana.
Era famoso em Olaria,
Ramos, Centro e Copacabana.
Transbordava de Lirismo.
Foi um romântico sonhador.
Acreditava no humanismo.
Foi aplicado trabalhador.
Do coração maior do mundo
Não se poupava no amar
Amava então no mais profundo.
Amor pra nunca acabar.
Ele era todo simpatia.
Embora sério e sereno.
Misterioso tinha magia
E, tinha algo de Nazareno.
Sempre foi muito querido
Pelo seu amor ardente.
Audacioso e destemido.
Encantava a toda gente.
Talvez até pouca Saúde.
Levou a vida como quis.
Também lutou e teve amores
E, em sua forma foi feliz.
Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos,
de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
Poesia de Homenagem ao Mestre Vicente, Uma admirável personalidade que freqüentava todos os ambientes do Rio de Janeiro na época do cinema Preto e Branco.
Ele próprio personificava a magia e o romantismo com seu comportamento e atitudes belas que encantavam toda gente. Era um cavalheiro por excelência. Era da Leopoldina e circulava por todo o Rio, fosse Centro ou Zona Sul.
Tinha o dom de apaixonar as pessoas e também se apaixonava e vivia os amores mais incríveis e como era muito amigo, todo mundo procurava acompanhar como se ele fosse um Artista muito querido e famoso. Participava com destaque nos ambiente, mas, não há registro de que fosse do Rádio ou do Teatro embora se tivessem de dar algum recado, o chamavam por sua voz grave de Artista interpretando ou de Poeta declamando. Foi uma figura admirável. Não foi Artista mais virou lenda.
Vicente formou uma linda Família que amou muito, com a Cacilda, filha do Dr Feio do IAPETEC, com quem teve a filha, Vilma Feio da Silva Balthazar, de quem foi um Pai dedicado e Super Apaixonado.
Filho de Julia Filomena Gonçalves Caldas e cunhado de: Osvaldo Afonso de Castro,
Raimundo Galvão, do Paizinho dos Panos Riscados e do Grande Adelino.
Deixou uma imagem romântica e decisiva que o faz ser lembrado e nos faz lhe exaltar.
Salve Vicente, um Homem de muito sentimento de amor.
Obra de Louvor a Vicente Gonçalves da Silva Balthazar, uma pessoa impressionante, de uma personalidade fascinante, toda envolta em mistério e magia.
Apaixonava todo mundo e também se apaixonava com toda a força da sua existência.
Como fosse o Rodolfo Valentino Brasileiro, a sua simples presença, criava o clima do encantamento contagiando de romantismo com todas as pessoas, e até ao próprio ambiente. Havia nele uma graciosidade na sua presença, era um bom dançarino, falava com uma entonação diferente como um poeta declamando.
Nos salões de bailes, ele iniciava as danças como que tivesse essa autoridade e responsabilidade. Tudo fazia com maestria e encantava pelos modos de cavalheiro
Era uma pessoa que abria todas as portas. Não era Advogado, mas, ia com os amigos nas suas questões e as desembaraçava. Todos diziam que a sua conversa era irresistível. Era o seu lado Nazareno que falava dando confiança, passava serenidade, todos respeitavam e lhe consideravam.
Azuir,
Parabéns pelo excelente poema e pelo Tio Vicente.
Cavalheiro por excelência. ( como se fosse Rodolfo Valentino, ai!)
e amoroso e bonitão assim...
só Imagino quantos corações partidos ele deixou
bjs
Artista de falar. Tão impecável e tão cortez. Esse derramamento de generosidade que há em você Azuir é coisa de familia. Parabens pela memória em louvou ao seu tio Vicente Gonçalves da Silva Balthazar. Bjos, Grauninha
Olá Azuir amigo poeta das belas e emocionantes homenagens: que belo poema homenagem você dedica ao Tio Vicente. Homem sensivel e cheio de romantismo.
Antigamente tudo tinha um gosto e magia diferente. As pessoas eram diferentes. Se permitam amar e serem amadas.
Linda a sua homenagem!
Parabéns!
Abraços,
Patty
Além da bela poesia, para o seu tio, que deve com certeza ser merecedor nato de tal homenagem, voce me fez lembrar do Rio de Janeiro, dos seus bairros do suburbio da Leopoldina, o Rio boêmio, alegre e feliz....
Pena que exista pessoas que não o enxergam dessa maneira, lamentavelmente.
Parabéns por mais essa bela poesia.
kfarias
Mais um importante reristro, meu caro Azuir.
Parabéns e receba meu abraço
Azuir
Vicente tio do Azuir
De terno de linho passado com carinho e perfeição, corria as áreas dessa Leopoldina de onde do alto a igreja da Penha mirava todo a extensão de seu domínio
De Olaria, de Ramos do famoso Cacique de Ramos em desfile pela avenida em confornto com o Bafo da Onça.
Da ida a Copacabana atravessando o Tunel Velho a pegar um bonde e em seus estribos jogar sua presença.
No Centro fazia cadeira ativa na Cinelandia e devia frequentar o Bola Preta e sentar no Amarelinho a tomar uma cerveja tendo em frente o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional e na mesma calçalda o cinema Pathé e na esquina o Odeon.
Naquele tempo fazia hora no cineactrianon em uma hora de documentarios.
Conheceu o antigo Senado, a Camara dos Deputados e o Palácio do Catete sede do Governo Fedeal quando aqui Capital da República.
Pegava seu bonde no Tabuleiro da Baiana e curtia toda a orla da Gloria, Flamengo, Botafogo lendo o Jornal do Brasil ou Correio da Manhã acompanhando as noticias matutinas.
A tarde tomava o trem na Leopoldina ainda dos Ingleses e cruzava pela Escola Verde e Rosa da Mangueira.
O Vicente tambem frequentador de Santa Tereza a cruzar pelos Arcos da Lapa no bonde Paula Matos ou Silvestre e no Largo do Guimarães descer a sua Alice em um dos cabarés frequentados.
Esse era o Vicente que não o Celestino e sim o Tio do Azuir.
Um abração
Ao começar a ler achei, que se tratava de Vicente Celestino, também alguém digno de uma homenagem.
Mas a tua, especificamente ao velho mestre, me surpreendeu. Muito bela, muito bem construída.
Um beijo
Naeno Rocha
Azuir:
Voce rende homenagem
democrática
Sem escalas de tamanho
Não importa que não tenha sido um artista famoso
A vida é feita da magia das pessoas "comuns"
Porque para alguns elas são e serão sempre
especiais
abraço !
um grande texto e uma bela homenagem, um grande abraço meu querido amigo.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 12/6/2009 11:37
Professor e amigo querido Azuir.
Que pena não ter conhecido seu tio e não ter freqüentado os mesmos lugares. Era uma época linda, que muito bem emoldurava a história deste maravilhoso dançarino, que tinha o DOM da conversa fácil e envolvente. Falando nele, lembrei do ELITE. Tradicional recanto de dança que mantinha até pouco tempo, as caracteristicas dos antigos bailes. Tinha estatuto e bandeirinhas nas mesas para indicar a vontade da Dama e facilitar o acesso dos cavalheiros. Tinha etiqueta no portar-se. Nos dias de festa do Santo Protetor, havia procissão no salão, em homenagem ao Santo. Na última foi no dia de homenagem a Henriqueta Brieba e Grande Otelo, eu estava lá.
Amigo Azuir, viajei nesta linda homenagem ao seu Tio Vicente Gonçalves da Silva Balthazar.
Parabéns e Bjs, Mirtes Carvalho
Azuir: Recordar é viver novamente, e é preciso. Tempos inesquecíveis aqueles dos quais gostaria de ter vivido: Ternos gomadinhos, cinema preto e branco, boêmia, romântismo, poesia... Seu tio bem merece esta homenagem por ser felizardo de ter comtemplado época tão glamurosa. Axé!
RUI LÔBO · Brumado, BA 12/6/2009 17:28
Pela sua poesia conhecemos figuras simples e carismáticas, famosas ou não.
Grande Azuir. Parabéns pelo seu trabalho.
Abraços.
oiii Azuir Filho de Azuir e sobrinho desse Vicente!
Ah - seu gesto é belissimo - proprio mesmo de você - ao homenagear também aos seus entes queridos, exaltando suas tantas qualidades, que certamente você herdou!
abraSSos Adi_Mirados!
ZecaFeliz - gaDs!
Azuir Mestre no faz, Poeta dr... em sua forma
abs
Que maneira maravilhosa que você tem de fazer uma homenagem!
Que espírito nobre o seu, que vive de homenagear as pessoas.
O poema ficou lindo! Hoje já não se encontra mais um tio Vicente
assim; você foi agraciado... Parabéns poeta querido
Deixo aqui meu voto com carinho
Beijos
Uma bela homenagem amigo, desculpe-me ter sumido do overmundo esse tempo todo estive muito ocupado esse mês e acabei tendo que ficar distante por um tempo. Mas voltando ao texto ele é muito belo e consegue passar bem a importância da pessoa retratada, grande texto votado!
Robson Coelho · Trindade, PE 13/6/2009 13:29
Uma grande homenagem com certeza digna de ser lida, Salve mesmo o Tio Vicente, imagino a pupularidade do mesmo, do bairro de Fátima curtindo a boêmia a cantina Fiorentina em Copa saboreando a famosa sopa de cebola gratinada às 6 da matina!
meu abç!
Garboso senhor, figura de uma época, cinema, galãs, um estilo bem urbano.Interessante!!Votei. Super bjs.
sheila duarte · São Paulo, SP 13/6/2009 18:39
"...Não era Marcelo Mastroianni.
Embora fosse tão galã" rsrs
Ele era o cara!
bjssssssss;)
Azuir:
Apreciei, muitíssimo, a homenagem apresentada, através, do poema ao nosso Tio Vicente! Realmente, um homem simples, que se apresentava com muito bom gosto. Era garboso! Recordo-me, também, que tinha os olhos tristes. Ao ver sua foto, hoje, lembrou-me daquela expressão de seu olhar! Pareceu-me que ele já pressentia que nos deixaria mais cedo! Que ele esteja acolhido, junto ao Senhor Nosso Pai, na luz de Vossa Face!
Cada vez o admiro mais, pelo carinho e lembrança que você demonstra, com seus poemas, por nossa família! Abraços!
Meu querido me desculpe por não poder comentar, passei apens para votar.
Cariri em Movimento · Aurora, CE 15/6/2009 07:45
E assim vamos eternizando a aqueles que verdadeiramente fizeram, fazem o Brasil. Adorável, impressionantes história.
abraço
andré
Azuir,
Mais uma bela aula em forma de homenagem!
Abs
Como eu gostaria de ter um prpfessor igual a você.Parabéns!
Votado!
Bom dia caro poeta, estou com mais uma obra em modo colaborativa se possível passa lá http://www.overmundo.com.br/banco/dor-infinita
Boa semana para você
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