Meia arrastão rasgada
Os olhos vermelhos
("Chapada...")
Na escuridão do quarto imundo
Uma bacia de água
Por tanto uso turvada
Na cabeceira o Cristo
Sem redenção
Seus pecados vãos
Mais um comprimido
Mais um gole de cachaça
("Não aguento mais tanta desgraça...")
No chão peças disformes
De vários amantes noturnos
Pagantes de sua ex-beleza
Testemunhas mudas de sua tristeza
Indolor, indolente
A consciência cada vez mais profunda
Pedindo a ignorância de menina
Tempos de alegria
Perdidos na vida
Na noite
Última lembrança feliz:
("Morri, enfim...")
David, fantástico, forte, belo, triste.
E mais mil adjetivos merece o poema.
beijos
Fortemente realista, ou seria
Realistamente Forte, em fim.
Parabéns. David! Abçs.
Saramar, a culpa continua sendo sua...
Robert, preciso começar a escrever coisas mais leves, acho. Mas valeu o comentário.
Um abraço.
Davi, gostei.
Poeticamente dramático, expressivo, sintetizando a trajetória de uma vida - modelo que se reproduz por aí.
Aos borbotões né Edna. Infelizmente.
Um abraço.
david. ang,
Nossa que vida tão bem escrita por david e tão mal vivida por aí...
Parabéns!
Marluce
Marluce,
Durante muito tempo de minha vida convivi com pessoas assim. O mais difícil é convencer de que, uma vez no fundo do poço, só subindo.
Um abraço.
David
Gosto dos teus textos.
Acho que não devemos forçar uma mudança de estilo. Se vierem variantes que sejam bem-vindas. Abçs.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!