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Vidas findas em Congonhas

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1
Juliaura · Porto Alegre, RS
20/7/2007 · 87 · 28
 



Na sucursal do holocausto
O terror explode em terra
O horror vem pela tela
O pavor estala no ar

O fogaréu lambendo as almas
Na ante-sala do inferno
A angústia da espera da certeza
Uma réstia ainda acesa de esperança já sem fé

A agonia, a aflição, o desespero a dor
Ritmada por uma dor ainda mais dor
A formalidade do birô
A vexatória alegação do nada

A pessoa querida jaz morta
A pessoa em choque frente à tropa
Num frio saguão de embarque sem vôo
Uma ida sem vinda de vidas findas

Eu choro, eu choro,
]eu choro porque dói

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juliaura
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Nivaldo Lemos
 

Que lindo, Juliaura (não sei porque sempre a imagino um alter ego do querido Adroaldo, talvez o estilo, a origem, sei não...). Seu poema não muda a tragédia em si, mas muda a visão que temos dela, dá a proporção além do fato, mostra própria carne da dor dos que - de forma ou outra - são vítimas. Também choro a dor de todos, solidário e pequeno diante de tamanho horror. Parabéns pelo poema. E estenda minha solidariedade às famílias porto-alegrenses vítimas dessa tragédia. Um abraço triste.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 18/7/2007 12:09
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Juliaura
 

Nivaldo amado amigo,
Quem sabe seja porque a fruta não cai longe do pé se não tem ribanceira e passarinho ou ventania que a carregue, como diz Laurita.
Sabe que vez por outra penso eu que essa tal de Laurita da n ovela dele ele tirou de eu e fico com orgulho, mas também com um baita dum ciúme dessa mulher daquele tempo.
Eu agradeço tua solidariedade, amigo.
No que puder, sem ir a muitos lugares que as festas todas micharam por aqui essa semana, eu digo de ti para as demais pessoas minhas amigas.
Beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 18/7/2007 13:40
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Marluce Freire Nascasbez
 



Minha querida Juliaura (se assim permitires).

Encantadora até na dor!

Creio que o mundo inteiro dividi essa "dor" contigo (Porto Alegre), infelizmente a dor logo se dissipa e esquecemos que a lágrima da dor é para amadurecer nossas atitudes como ser humano e não simplesmente para limpar o olho.

Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 18/7/2007 20:52
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Juliaura
 

Mar de Luzes, agradecida.
És linda e carinhosa pra mim.
Eu nem sei parar a lágrima ainda.

beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 18/7/2007 20:59
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Francinne Amarante
 

e a dor...

dos que sentem frio,
dos que sentem amor
dos que sentem saudade
e a dor rimou o terror
indenizarão! a firma falou.
mas a incineração...

e a dor de quem ficou...

e a dor...

Francinne Amarante · Brasília, DF 18/7/2007 22:50
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Benny Franklin
 

Querida,
Homenagem de quem têm sensibilidade acurada;
De quem têm no coração a chave da humildade;
De quem vê o Ser Humano com lentes divinais.
Parabéns, Juliaura.
Seu Canto é o Canto de lamento de todos nós.
Obrigado.
Paz aos desencarnados!
Justiça aos Culpados!
Bjs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 19/7/2007 09:14
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Cintia Thome
 

Ah...minha querida...lá estavam filha e cunhado de uma comadre...

Volto depois...essa semana é brava...8 anos sem meu filho RUDY(dia 21) e mais essa para aumentar a minha tristeza...

o Melhor é o Silêncio...
boas palavras as tuas, mas impossivel comentar agora...votarei todos os votos que o sr. Silva pegou dos enganados...pois
as vítimas já eram desenganadas...TerrívelAgonia na Morte
Sinto muito...

Cintia Thome · São Paulo, SP 20/7/2007 10:43
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Nivaldo Lemos
 

Juliaura,

diante da tragédia, não resisto e reproduzo aqui trechos do poema Morte no Avião, de Carlos Drummond de Andrade, alguns já publicados ontem no Globo, na coluna de Anselmo Gois. A vida imita a arte. Ou será o contrário?

Morte no Avião
Carlos Drummond de Andrade

Acordo para a morte.
Barbeio-me, visto-me, calço-me.
É meu último dia: um dia
cortado de nenhum pressentimento.
Tudo funciona como sempre.
Saio para a rua. Vou morrer.

Não morrerei agora. Um dia
inteiro se desata à minha frente.
Um dia como é longo. Quantos passos
na rua que atravesso. E quantas coisas
que há no tempo, acumuladas. Sem reparar,
sigo meu caminho. Muitas faces
comprimem-se no caderno de notas.

Visito o banco. Para que
esse dinheiro azul se alguma horas
mais, vem a polícia retirá-lo
do que foi meu peito e está aberto?
Mas não me vejo cortado e ensangüentado.
Estou limpo, claro, nítido, estival.
Não obstante, caminho para a morte.
Passo nos escritórios. Nos espelhos.
Nas mãos que apertam, nos olhos míopes, nas bocas
que sorriem ou simplesmente falam eu desfilo.
Não me despeço, de nada sei, não temo;
a morte dissimula
seu bafo e sua tática.

(...)

Volto à casa. De novo me limpo.
Que os cabelos se apresentem ordenados
e as unhas não lembrem a antiga criança rebelde.
A roupa sem pó. A mala sintética.
Fecho meu quarto. Fecho minha vida.
O elevador me fecha. Estou sereno.

Pela última vez miro a cidade.
Ainda posso desistir, adiar a morte,
não tomar este carro. Não seguir para.
Posso voltar, dizer: amigos,
esqueci um papel, não há viagem,
ir ao cassino, ler um livro.
Mas tomo o carro, indico o lugar
onde algo espera. O campo. Refletores.
Passo entre mármores, vidro, aço cromado.
Subo uma escada. Curvo-me. Penetro
no interior da morte.

A morte dispôs poltronas para o conforto
da espera. Aqui se encontram
os que vão morrer e não sabem.
Jornais, café, chiclets, algodão para o ouvido,
Pequenos serviços, cercam de delicadez
nossos corpos amarrados.
Vamos morrer, já não é apenas
meu fim particular e limitado,
somos vinte a ser destruídos,
morreremos vinte,
vinte nos espatifaremos, é agora.

Ou quase. Primeiro a morte particular,
restrita, silenciosa, do indivíduo.
Morro secretamente e sem dor,
para viver apenas como pedaço de vinte,
e me incorporo todos os pedaços
dos que igualmente vão perecendo calados.
Somos um em vinte, ramalhete
de sopros robustos prestes a desfazer-se.

(...)

Ó brancura, serenidade sob a violência
da morte sem aviso prévio,
cautelosa, não obstante irreprimível
aproximação de um perigo atmosférico,
golpe vibrado no ar, lâmina de vento
no pescoço, raio
choque estrondo fulguração
rolamos pulverizados
caio verticalmente e me transformo em notícia.



Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 20/7/2007 11:20
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Higor Assis
 

Sem aviso

Anda tira está dor do peito anda...
Déspe esta roupa preta e manda,
seu corpo desmembrar...

Canta..
Vira á dor pelo avesso canta
Larga esta vida assim as tontas
Deixa-se desenganar...

Calma, de o tempo ao tempo
Calma
Alma
Põe cada coisa em seu lugar
E o dia virá, algum dia virá
Sem aviso então....

Higor Assis · São Paulo, SP 20/7/2007 14:42
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Noelio Mello
 

jULIAURA.

Aprendi com a vida que o túmulo dos mortos é o coração dos vivos. Sei da dor de cada pai e cada mãe perda dos seus filhos. Diante dessa brutalidade, lembro Augusto dos Anjos: " O homem nasce, vive um só instante e sofre até morrer".
Abraços
Noélio Mello

Noelio Mello · Belém, PA 20/7/2007 15:50
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Juliaura
 

Diz-me aqui vovó Marinalva
Tricontando uma mantilha alva
ao sol dainda aquecente
que aliá é a fêmea de elefante indiano.

Eu não esquecerei qualquer de vocês,
maravilhosas pessoas de almas generosas.
(e se eu não lembrar, me acudam!)
Sou grata, gatíssima,
emocionadamente agradecida,
gentil Noelio,
vibrante Higor,
impactante Nivaldo,
brava Cintia,
meigo Benny
amantíssima Frann
amorável Marluce

Já sobrevôo
novamente o abismo
d'onde gritos nos chegam em ecos
E são asas que me alçam
(não aviões que desabam)
que todas vocês,
eu aflita,
deram a meu coração

Não é hora de beijin,
É ocasião de beijão!

Juliaura · Porto Alegre, RS 20/7/2007 16:26
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crispinga
 

Juli
Juntei tudo, tpm, depressão, horror...Fiquei louca de dor, você sabe por que...E choro...choro....
" a vida é um sopro ", querida...

crispinga · Nova Friburgo, RJ 20/7/2007 18:01
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Cintia Thome
 

Votado...bj..vá até


http://www.overmundo.com.br/banco/metamorfose-lenta

Temos que continuar...ainda volto para falar "do" teu poema.

Cintia Thome · São Paulo, SP 20/7/2007 20:56
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Ize
 

Juli minha querida, na noite mesmo do terror escrevi um e-mail ao Adroaldo perguntando aflita se ele tinha conhecidos no avião. Ele me respondeu que ainda não sabia (a lista dos nomes ainda não havia sido divulgada). Depois tive que desaparecer pq este pavoroso acidente, que deixou de luto familiares e amigos das vítimas, como foi o seu caso, me fez rememorar a perda de uma prima querida (filha da Tiane - minha prima irmã) que morreu no acidente aéreo da Gol em setembro do ano passado. O nome dela era Marina, ela tinha 24 anos e estava morando em Manaus. Estava vindo pro Rio por causa de uma saudade súbita dos pais. Pois a saudade que ela não pôde matar, foi parar para sempre no coração de meus primos. Para sempre mesmo, querida. Este ano completo 21 anos sem Mariana, minha filhinha querida que morreu com 9 anos e essa maioridade não me garante siso, nem juizo. A cada mãe que perde seu filho, choro como criança, de saudade, pedindo colo e abraço. Como estou chorando agora ao escrever pra vc. Choro por mim, pela Cintia, por todas as mães e pais que perderam seus filhos e filhas nesta tragédia. Choro tb por vc e por todas as pessoas que vão viver na saudade de amigos e parentes.
Vai aqui uma homenagem aos seus amigos que se foram, com minhas desculpas por não ter tido ânimo pra vir aqui antes consolar seu pranto.

"Já foste esplendor
No entanto no céu uma estrela deixaste
E brilha
De longe sugere aos meus pés
Um certo caminho"

(Thiago de Mello)

Um abraço apertado e sincero

Ize · Rio de Janeiro, RJ 22/7/2007 01:57
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Juliaura
 

Ize, Cíntia, Cris,
A dor que desperta a dor só vai cessar com muito amor
podem falar que a rima é pobre, mas sois para mim doces flores.
vivemos muitas horas de um terror imenso, e ainda muitas pessoas não encontraram os seus para a despedida final, essa necessária e dolorida passagem.
Agora é ainda um grande vazio, mas penso já que não podemos querer ser sempre felizes.
Temos as lembranças das nossas pessoas queridas enquanto entre nós e viveremos sempre com o que nos deixaram de bom.
Por isso eu acho que vovó não se cansa de repetir: seja sempre boazinha com todas as pessoas querida, nada vale o que vale uma vida.

Muito, muito agradecida, pessoas amigas queridas.

Juliaura · Porto Alegre, RS 22/7/2007 19:08
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Cintia Thome
 

Se voce deixasse...até colocava no meu blog, não costumo colocar nada que não seja meu, mas esse vale...parabens, mesmo sendo um triste tema...
Ainda "anestesiada" mas
Visite-me por lá
http://www.overmundo.com.br/banco/metamorfose-lenta
em Votação!

Cintia Thome · São Paulo, SP 22/7/2007 23:22
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Cintia Thome
 

Juliaura

Agradeço imensamente o teu recado acima...Vou até copiar,
e agradeço, na minha "xeretice" o comentario de Juuli...
Lembrei-me de Neide Archanjo:
Era um caule
Parecia uma Flor
Era o caule


Pois é assim é quando um pedaço se vai e ninguém pode medir dor, perder já é um rombo no peito.Com o tempo a ferida cicatriza, mas há o elevo que âs vezes arde...
Obrigado .
Continuemos...

Cintia Thome · São Paulo, SP 22/7/2007 23:29
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Cintia Thome
 

Desculpe, comentario de Ize...

Cintia Thome · São Paulo, SP 22/7/2007 23:33
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Juliaura
 

Cíntia,
Os versos estão para o mundo.
Podes publicar lá, citando que é daqui.
Penso que quisestes agradecer também a Ize, que chamou-me de Juli, no comentário acima, não é fato?
Outra coisa amiga:

não nos perdemos de nossas pessoas amadas,
só as perdemos de vista por instantes,


aprendi há pouco com vovó.

beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 22/7/2007 23:38
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BETHA
 

JULIAURA,
teu poema muito me tocou,
não apenas pela dor de quem se foi,
mas pela dor que sentimos em não poder alterar a rota de quem amamos...
vibrante. Abraços de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 23/7/2007 08:17
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Cintia Thome
 

Juliaaura

Como andas/
Cada vez que releio fico mais entrestecida com o que acontece em Sampa...Um coração tão grande e ferido, uma pena...uma pena...
Mas ontem li algo assim. "Não terás medo de mais nada, pois estás a frente do fim..."

bju

Cintia Thome · São Paulo, SP 26/7/2007 12:41
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Cintia Thome
 

Sei que andas com a dor, respeito. Treze saudades...Mas eu queria colocar , lógico com teu nome em meu blog e espaços...pois teu lamento é teu e de todos...bjin

Cintia Thome · São Paulo, SP 27/7/2007 09:39
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Juliaura
 

Faça-o já, se já não fizestes amiga Cíntia.

És um anjo Betha, grata a ti.
Beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/7/2007 11:49
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Cintia Thome
 

JUlIAURA

Vou colocar e te aviso onde ele estará, ok???OBRIGADÃO.

Obrigado sempre
Estou na Edição
http://www.overmundo.com.br/banco/o-que-resta-de-voce
bju querido.

Cintia Thome · São Paulo, SP 27/7/2007 15:03
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Cintia Thome
 

JUlI

Você é jornalista e de POA????Queria completar dados antes de postá-lo.
bj

Cintia Thome · São Paulo, SP 27/7/2007 15:31
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Juliaura
 

Sou de Porto Alegre.
Tenho quase 21 anos.
Estou assinando Juliaura Bauer
Vou pro último semestre da Ufrgs.
Espero concluir o curso em dezembro.
Ainda não tenho registro.
Faço estágio.
Visita eu lá na edição e diz lá o que achastes.
Também adorei o postado do Adroaldo sobre a Surfistinha desancando a TV Globo. Tá no finzinho da votação.

Beijin

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/7/2007 15:54
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Cintia Thome
 

JULI

POSTEI NO MEU BLOG
VÁ LÁ..SE NÃO GOSTAR ME FALE, MEUS FILHOS MEXERAM
NO MEU COMPUTADOR E TIRARAM O PHOTOSHOP...AÍ TIVE QUE USAR OUTRO , MAS ACHO QUE FICOU LEGAL. SE QUISER QUE TIRE ALGO, VOCE ME DIZ.

www.olhosdefolhaminha.spaces.live.com

Um beijo...Vou lá na edição .

Cintia Thome · São Paulo, SP 27/7/2007 20:11
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Renato Torres
 

juli,

abro a página brilhante onde inscreveste teu rosário de penas, essas mazelas tão humanas, nunca pequenas, nunca poemas sem antes serem lamentos. o tormento acossou o país inteiro, e eu, cá do norte, também assisti o que revejo em teu texto, como um ramalhete de tristes fotografias, estas frases trêmulas e umedecidas de tua mais pungente delicadeza, da tua inequívoca humanidade.

beijos tuas mãos,

r

Renato Torres · Belém, PA 1/8/2007 16:17
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