Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

VITAIS - Cidade de Verniz

Gravação do Show - foto: Ubiravalda Carvalho
Instale o Flash Player para ver o player.
1
diego_oliveira · Aracaju, SE
15/12/2006 · 61 · 0
 

Em 1998, Sergipe estava assim. Tucanos e PFLISTAS cumpriam normalmente o acordo tácito e mantinham o ciclo de poder. As oligarquias políticas continuavam a eleger seus entes de sangue e praguear o conformismo político como uma aparência permanente. As oposições pré-lulinha paz e

amor ainda não tinham etendido as regras desse jogo, e apenas beiravam o processo de decisões políticas no estado. A Bahia continuava a cuspir o melhor e o pior de sua cultura popular, fazendo uma sombra enorme por aqui.

Nada fácil. Mas em vias paralelas a música coexistia com essas realidades. Sempre erguendo-se por cima da baixa estima culturalmente arraigada entre os conterrâneos do cacique Serigy, movimentos e representantes culturais surgiam e morriam em Sergipe. De cabeça me vêem

festivais como o Rock-SE,Rock em Bica e o Fasc de São cristóvão. Eram manifestos ao vivo de quem quer falar e marcar com veemência sua expressão sobre a terra em que nasceu, simples.

Felizmente esses ciclo temporais sempre deixam restos mortais, frutos nas cabeças de quem faz e de quem vê essa rapaziada tentando se expressar. Daí é que peço licença e encaixo a VITAIS. Éramos uma banda normal, feita por pessoas normais (nos shows ninguem levava fé que

aqueles guris iriam entonar sequer um RÉ!), mas que tinham algo a falar. Aprendemos juntos a tocar, descobrimos juntos as influências que nos chegavam, aprendemos junto a beber, a pegar mulher, a fumar, e nesse meio tempo íamos fazendo música.

Como principal compositor, de mão grande coloquei todas as minhas influências na mesa: Nirvana, Science, Metallica, Grunges, Roberto Carlos, Pixies, Radiohead,Raimundos, Sangue cinematográfico, Jornalismo e uma pá de coisas que na primeira etapa das composições entornou e deu liga no caldo.

E deu peso. P.Q.P como era massa desafinar as cordas e sentir a reverberação das caixas ruins pedirem arrego meu deus, Era foda. Ao redor víamos a molecada crescer junto e torcer pros grandes nomes daquela cena como SNOOZE, KARNE KRUA, WARLORD ou LACERTAE conseguirem pular do cenáio local e estorar no mainstram musical. Não, não éramos indepedentes. Depéndíamos e muito da colaboração dos amigos, das bandas, dos pais. Da grana. Até da podreira em que se refestelavam nossos políticos e buirguesia locais para servir de inspiração.

É esse cenário que eu tento passar pra vcs agora, caros overmundonautas, para construirmos essa viagem coletiva e condicionada, para poder entender melhor o que era a VITAIS. Sem desculpas, mas apenas para contextualizar o que na minha cabeça foi mais uma época massa para o caminhar da cena roqueira sergipana.

compartilhe



Embutir



informações

Autoria
"Cidade de Verniz"

Gravação: Vitais
letra: Diego Oliveira
Música: Diego Oliveira e Vitais




Ficha técnica
Gravado no Tequila Café (2000)

Mixado estúdio QBOOST

Marcelo Moura - guitarra e voz
Duardo Costa - guitarra e voz
Diego Oliveira - baixo e voz
Douglas - bateria
Downloads
104 downloads

comentários feed

+ comentar

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Revista Overmundo nº 6: esquentando as turbinas!

A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados