Quantas vezes você já ouviu frases do tipo: “Se eu tivesse mais tempo, mais dinheiro e menos problemas pessoais ajudaria mais os outros, seria voluntário em alguma instituição?” Infelizmente, a maioria das boas intenções pára por aí mesmo. Na nossa correria cotidiana, às vezes sentimos que não temos tempo nem para nós mesmos. Então esquecemos que, quando ajudamos quem precisa, nos sentimos úteis e valorizados. Esquecemos que dinheiro não é tudo, que podemos ver o outro lado da vida e até devolver um pouco da sorte que tivemos. Esquecemos que ajudar funciona como uma terapia, que nossos problemas não são realmente problemas quando comparados com os dos realmente necessitados. Enfim, esquecemos que precisamos cumprir nosso propósito primordial e divino: servir!
Mahatma Gandhi disse que “quem não vive para servir, não serve para viver”. Precisamos de mais motivos para servir? Senão vejamos: pesquisas já revelaram que pessoas que ajudam os outros têm consistentemente melhor saúde e um estudo da Universidade de Michigan constatou que homens que faziam menos trabalhos voluntários eram significantemente mais propensos a morrer.
Pesquisas e estudos à parte, o fato é que profissionais voluntários são cada vez mais necessários nas instituições sem fins lucrativos, visto que normalmente essas entidades têm um orçamento apertado e poucos recursos. Mais que isso, voluntários são extremamente importantes pelo simples fato de existirem, por estarem disponíveis, terem um ombro para alguém se apoiar, um ouvido atento ou uma palavra amiga.
Com o advento da tecnologia, hoje já conseguimos ajudar os outros sem sair de casa ou do escritório, confortavelmente sentados à frente do nosso computador. Trata-se de uma novidade ainda não muito difundida no Brasil: o voluntariado on-line, que é realizado totalmente, ou em parte, via internet e chegou para quebrar as barreiras relacionadas a distância e à disponibilidade de horários, já que pode ser feito a partir de casa, do local de trabalho e até de cybercafés.
Muitas são as atividades que podem ser executadas dessa forma, on-line, sobretudo o compartilhamento de conhecimentos, habilidades e idéias. Exemplo disso são as atividades de tradução de documentos, pesquisas diversas, edição e preparação de projetos, assessoria jurídica, desenvolvimento de banco de dados, gerenciamento de outros voluntários on-line, divulgação da entidade e de campanhas, identificação de fontes de apoio e captação de recursos, redação de contratos, design gráfico, criação e desenvolvimento de páginas web e muito mais.
As vantagens de ser um voluntário virtual são muitas, desde o fato de facilitar a participação de pessoas antes impedidas de ajudar por causa de deficiência, transporte ou horas de trabalho, de não necessitar de espaço físico na entidade, até a facilidade de interagir com pessoas tímidas, sem contar que não se corre o risco de ser julgado simplesmente pela aparência.
Então, o que você está esperando? Cadastre-se já em uma comunidade de voluntariado no mundo virtual e mãos à obra. Sugiro o site www.voluntariosemacao.org.br.
Só uma dica: seja humilde, o fato de você estar ajudando não significa que seu trabalho não possa ser criticado. Aprender a servir não é fácil, mas garanto que sendo voluntário aprendemos muito mais do que ensinamos.
Marlene,
Maravilhoso texto que merece ser divulgado.
Ajudar nunca é demais.
Parabéns!
bjss
Marlene, esta é uma ótima informação. Eu desconhecia esta forma de voluntariado. Obrigada
Abração, Ivette G M
Ótimo texto Marlene.
Concordo com o que disse.
Gostei e votei.
Abç..
Tenho alguma experiência como voluntário. O teu texto é mobilizador, Marlene!
Abs,
Herculano
Adorei seu texo querida e estou complementando votos para o banco
Beijos
Muitíssimo obrigada, meus queridos!
O voluntariado on-line foi uma maneira que encontrei de ajudar pessoas mesmo trancafiada entre as quatro paredes do escritório.
Abraços carinhosos a todos!
Marlene, a maioria de nós é viciada em egoísmos de toda espécie.
bjo.
Isso mesmo, Sérgio! Todos nós, às vezes, temos pensamentos egoístas do tipo "como abdicar do pouco tempo que resta para cuidar de mim mesma em prol dos outos?" É uma zona de conforto que vicia...
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