Morre
o fogo morno
Mudado
pela constância
de amantes que se buscam
lascivos, sim!,
os pensamentos ofuscam
as consciências
É carnal
o desejo
é mental
a volúpia que arde
enrubescendo as faces
mesmo ao gelo exposta
pela ausência alongada
A presença insinuante
da rosa rubra arrancada
que ainda assim
não despetala
posto que é flama
dos corações apaixonados
antecipando gozos
prazeirosos
cachoeiras perfumadas
profanadas pelo amor
noviço e perene
das nossas almas libertadas.
Fervente!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Fiz uma TROVA para VC:
O fogo logo se apaga
quando a volúpia se esvai,
nem sempre o amor afaga
a dor que do peito cai.
Que se esvaia quando acabe,
Que inflame enquanto ferva,
Apenas não se contenha ela,
Nem o amor na alma congele
(Grato Sílvia. Agradecido ETC)
Libidinoso como adoro!
teu poema é pele pura...
veja meu trabalho:
http://www.overmundo.com.br/banco/ebook-do-vale-das-sombras
Pensei em uma embolada, do ritmo aos sentidos.
O envolver-se de um, do outro, bola de seda, gato, e neve de ausência.
Um poema que desequilibra todos os sentidos.
Poesia deve ser isso.
beijos
Saramar, Saramar, Saramar, ainda estou a me perguntar quem sabe o que seja, querida e meiga Saramar. Podendo até que amor seja.
Grato por estar aqui um tempo valioso teu comigo. Beijo.
Me Morte,
É pele esfolada, arreliada, escalavrada. Nem libinoso, se amoroso.
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