A maldade tinha rosto
O perfil do mal,
puro desgosto
O mês apropriado esse
Sem gosto algum pelo tal
Perguntei ao bem-me-quer
O que fazer de passatempo
Faça nada é passamento
Pensamento, pensamento
Nada mais me sobreveio
Que a simples imagem invertida
E, sem diversão qualquer,
Até inadvertida, mulher
Dei de cara com isso,
Tenho visto não coisa pouca
Até vivido momento agônico
Passo e olho, me pensam louca
Verdade pura, dá-me ânsias
Ânsia, sim, ânsia de vômito
Oi Linda Juli. Estou feliz que acho que vc não vai mais precisar tomar dramin pra sua ânsia de vômito. O que vc escreveu, como sempre, me arrepiou todinha.
Beijão grandão (vc merecia um sorriso, mas por enqto não tem não. Na próxima eu trago)
Viu que a setinha vermelha sumiu? Não disse que vc não ia precisar tomar dramin?
Ize · Rio de Janeiro, RJ 7/8/2007 01:57
Ah! Ize,
que boa visita essa tua nessa minha tão fria manhã.
Fiquei pensando muito, muito mesmo, depois de visitar teu novo postado, sobre papai, que já não tenho, e em como ele gostava de passear de mão comigo na pracinha e eu com ele, sempre me parecendo um gigante, um homão. Com certeza, um grande homem, que, veja, inventou de dar-me os Lusíadas aos 12 anos de idade com a dedicatória dizendo: já não serás mais criança em breve.
Só consegui chegar perto do épico aos 14, por dever da escola, mas a dedicatória lia e ainda leio, quase todo dia.
Falo isso tudo aqui pra desviar o olhar do Bode Orelana, que fico feito uma Graúna do Henfil esperando os balaços de 38.
A falta das flechas nada me fará, embora tenham marcado muito meu coração e a paciênncia que não é santa, sabes.
Esse aí de cima, é negativo pra mim. Só pra mim, com certeza.
Ficou bem o teu batom.
Beijin de curumin.
Põe pra fora, Juli, põe pra fora sem demora. rss
Deixe o dentro praquilo que faz somar saborosas bondades.
Abracinhão.
Nossa Juli, agora que me dei conta que pra essa visão aí, nem dramin. Enjôo compartilhado.
Beijo com chá de boldo
Juliaura.
Aflora com todo vigor de grande poetisa estes teus versos de cuja nostalgia nas a beleza. Não esquece, cara amiga, que assim como a vida, a maldade também tem mil faces.
Beijos
Noélio
Faces e vidas tortas, Noelio. Grata.
Esbaldo-me em boldo no amargo mate, Lize. Agradecida.
É feminina a palavra que define o inefável que já pronunciastes às 21h35, Cris. Nem ouse registrá-lo aqui que engulhos todas nós teremos.
Já buti, Franck amigo.
JULIAURA,
essa ânsia de vômito te causou uma grande inspiração.
Abçs de Betha.
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