Longe de casa todos estavam
Com saudades e alegria
Para casa eles voltavam
Um viagem bem tranqüila
Sem perturbações nem contratempos
Afinal...era mais um dia
Igual para muitos.....a outros momentos
O co-piloto experiente, o piloto ainda mais
Não imaginavam que em poucas horas
O futuro chegaria
Com tanta dor e sofrimento
E num sopro os levaria
A tragédia aconteceu
Um barulho enorme veio
A noite se fez dia
E o dia anoiteceu
Autoridades imparciais
E a culpa não chegou
Um acusa o outro
O outro se esquivou
Responsabilidade sobre vidas
Nenhum órgão cogitou
Famílias foram cortadas ao meio
Lágrimas, gritos de dor
Nenhuma explicação veio
E a lista de passageiros
Com muita falta de respeito
A Empresa não entregou
Tantas horas se passaram
E a tragédia noticiada
Homens, mulheres e crianças
A imprensa escrita e falada
Suas mortes anunciava
O dia seguinte amanheceu
Todos chocados pelo golpe
De nunca mais ver seus amados
O país ainda revoltado
Por na verdade com inocentes
Um país inteiro ter falhado
Se algo pudesse ser feito
Se algo pudesse mudar
Mas, as vidas já se foram
Esse fato não se pode negar
Que ao menos sirva de lição
Tantas vidas desperdiçadas
Futuros de muitos interrompidos
E para que ao menos se faça sentido
Esperamos punição
Sílvia
A dor permanece nos que têm sentimento.
A memória é curta e breve.
A missão da arte, também, está em denunciar.Beijos,
Regina
Silvia, boniteza de João Pessoa.
Não vou tocar na tragédia. Quando comecei a ler fiquei com medo de que voce tenha alguém dos seus ido naquele "acontecido".
È legal, no sentido de que tenhamos memoria.
É que pessoalmente gosto de rima. Acho a rima - a melodia
que possa faltar na melodia. O canto de antes. A rima, acho enobrece o escrito. Não precisa, necessariamente, ser metrificada, mas pontuada ao menos.
Gostei da tua poesia pela levasa da rima, sem fugir do assunto nem forçada quase indecifrável,
Legal,um abraço, andre.
Obrigada pelas palavras de carinho meus queridos....fico muito honrada e gratificada pelo reconhecimento e carinho de todos.
SILVIA BATISTA · João Pessoa, PB 26/2/2008 08:52
Sílvia,
Vo(L)to.
Beijos e boa sorte!
Regina
uma tragédia, que está marcada pra sempre na nossa alma, poebeijos.
soninha porto · Porto Alegre, RS 28/2/2008 12:29
Silvia, que dor imensa! É um registro primoroso para situações que não podem ser esquecidas.
Paulo
Silvia, grita em poesia a dor q parece não ter fim, foi um pedaço, varios pedaço, partes de cada brasileiro q assistia pela televisão,
ficou cravado na carne, e pr os familiares pro resto da vida.... Mas que a semente ha de germinar e florecer....
beijoss
Ray cenna
A dor colocada e versos... não menos dolorida!!
Belo trabalho!!
beijo =:)
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