“Yvy marã ei”. Terra dos sem males...
Paizinho.
Tô aqui andando nesta cidade de pedra
e vendo tanta coisa estranha acontecer.
Fantoches maltrapilhos de corpo e alma,
moribundos vagando que nem zumbis.
Paizinho.
Meus filhotes estão assustados.
Tristes que nem passarim preso na gaiola.
É muro pra todo lado.
Gente apressada atropelando gente.
Cerca elétrica em todas as casas.
Cada um cuidando do seu mundinho.
Como se todos fossem inimigos
e pra todos os lados, em cada esquina;
o inimigo estivesse a nos espreitar.
Branco desconfia até da própria sombra.
A cada dia aumenta seu isolamento.
Os opulentos acirrados querendo tudo
e tantos indigentes perdidos por aí.
Não tendo onde morar, o que comer,
nem onde dormir.
Paizinho.
Como é que tudo isto vai ficar.
Se quando desta Terra querida,
Branco tiver definitivamente que partir.
E lá no “Yvy marã ei”, onde saudamos
a feliz dança da vida”, forem morar?
Será que lá também suas casas
com seus muros eletrificados,
vão insanamente querer instalar?
Então, Paizinho...
Que coisa demais de doida!
Como é que tudo isto vai ficar?
Jbconrado*
Poemas Encantados da Terra Mãe!
Prezadas amigas(os).
Estarei ausente alguns dias do Over por motivo de trabalhos.
Assim que puder aqui estarei novamente participando de convívio tão salutar... Grato a Todos.
jbconrado.
Imagino que “Yvy marã ei”. , seja o paraíso para os índios. Ou quem sabe, sua aldeia? É dessa terra do "sem males" que precisamos. E que se for aqui na teraa, compreenderemos a imensidão do amor maior. Se for do outro lado, definitivamente sabermos que nada levamos.
Belo poema.
super beijos
Mano, a causa indígena não estará perdida se nos ocuparmos dela, cada qual a seu modo, como você o faz. Conte comigo sempe. Um beijo.
Brida · Salvador, BA 19/3/2009 11:50
Jb, caro amigo
Muito bom o seu postado. Temos que manter acesas a reflexão e crítica acerca dessas questões. O homem branco em seu caos cotidiano, banalizando o medo, a violência e a desesperança, em nome de um mundo cada vez mais materialista e excludente. O índio, ser de muita sabedoria, fica perplexo, não sem razão, ao se deparar com a loucura das cidades modernas. Estamos muito longe da "terra dos sem males". O ser humano ainda tem que evoluir muito, para alcançá-la (se é que merece alcançá-la)...
Parabéns !
Abraço
Paizinho.
Tô aqui andando nesta cidade de pedra
e vendo tanta coisa estranha acontecer.
Fantoches maltrapilhos de corpo e alma,
moribundos vagando que nem zumbis.
...em busca da terra sem males. As crianças guarani crescem ouvindo e passando adiante esse mito que é um dos mais lindos do universo indígena. Você, meu amigo Ayruman é um sábio, um xamã; pois arrecada parte do seu tempo para trazer ao publico as hisrórias indígenas que em geral a grande maioria desconhece. Paz em Ñanderu, Grauninha
um belíssimo trabalho amigo e a imagem é ótima, depois eu volto.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 19/3/2009 14:47
louca vida civilizada assusta e mata o homem dentro do homem.
Tomara que ele, depois que se for, não estrague também o paraíso.
beijos e volte logo.
O pior que tudo ta ficando indio querendo cerca eletrica tbm.
gennnnnnnnteeeeeeeeeeee indios. brancos, negros, amarelos, azuis,
tdooooooo igual......
cada um lutando pelo seu direito.
bjssssss;)
Isso aí, também fui pássaro preso numa selva de pedra.
Enquanto existir pequí estarei aqui.
Abraço e votadissimo
Um carinho ao poeta que sabe emocionar.
Mas essa inquietude do pequeno e bravo indio...
tbm é um sentimento que as crianças do munnnnnnndo,
estao assimilando.
Pq como eu disse......todos tem suas fantasias.
bjssssssssss;) querido poeta natureza.
estou com pouco tempo meu querido,volto para reler.deixo meu carinho.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 21/3/2009 11:39Mestre não tenho palavras para comentar tamanha obra , deixo aqui apenas meu olhar de quem satisfeito está . Abraços ...
delen · Cotia, SP 21/3/2009 12:37
Muito bom, muito mesmo.
É a voz de nosso Brasil, de nossa alma.
Amigo Ayruman!
Quero amar a natureza,
por tudo que ela tem,
Com postura solidária
solicitude de quem
promove a felicidade
Para ser feliz também.
Abraços
Esses indios crianças parecem meus rebentos quando guris... lindo poema. Votos e abraços.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/3/2009 18:12
Jb,
a natureza é soberana e no entanto
esse mundo de pedra e brutos esta consumindo-a
até quando?...
bjs
Voto concedido...
Amantes da poesia e da arte, caso não tenham visto ainda minha ultima colaboração? Convido-lhes para conhecer e votar, caso merecido, na obra intitulada Mirasol, que marcou momentos cruciais de minha vida!
Pois é...é tocante.
Mande-me O link sempre por favor!
Aqui; revisitando o overmano
sonhando com o belo
yvy marã ei
ayruman · Chapada dos Guimarães (MT)
“Yvy marã ei”. Terra dos sem males...
Palavras proféticas sentindo as dores do mundo.
A Relação Humana deixou de ser humana.
Precisa de novo resgatar.
parabéns pelo Trabalho.
Abração Amigo
Adoreir conhecer esse blog, parabéns; eliane potiguara
Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ 29/6/2009 17:58
Parabens pelas belas palavras, “Yvy marã ei”. Terra dos sem males... ainda ha de chegar.
Abraco Fraternal,
Lauriene
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