Zé Breu no culto

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Sérgio Pessoa · Petrolina, PE
28/9/2009 · 1 · 0
 

Amostra do texto

Zé Breu no culto
(Sérgio Pessoa)

Zé Breu viu uma perna que andava par a par
Que balançava em seu próprio ritmo
Ritmo de pejo, de ritmo, de ritmo crítico
Viu por trás das pernas um Humano que mandava
No movimento das pernas e em como andar

Zé Breu ficou desgostoso ao saber que as pernas andavam
Para responder o mandar do Homem
Para alguns, o Homem era o dono das pernas, apesar de não tê-las fixadas ao corpo
Rasga o traço, a linha de boa conduta para obedecer
Esquece que um dia foi gente

Vestem saias, algumas mais curtas, outras compridas
Algumas pernas têm braços longos e raquíticos, dedos longos
Outras, olhos grandes, coloridos e escondidos para obedecer
Tentam chamar atenção, a saia é uniforme
Trabalha nos fins de semana, rende lucros ao Homem

Encontram-se num lugar para ter noções de vida
Passam e repassam-nas uma para as outras
De igreja em igreja, de rua em rua
As pernas andam, andam, andam, não param
Zé Breu tem medo das pernas, tem dó, tem pena da pouca fé

Sobre a obra

Este poema faz parte de uma série de poemas substancialmente modernistas, onde protagoniza o mesmo personagem, lidando com questões socio-filosóficas de nosso tempo. A partir deles foi escrito o conto "O que realmente acontece com Zé Breu" já publicado. Aguardem para lerem os próximos!

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