Zé Kambô saiu correndo
Triscou riacho acima
Corria que mais corria,
que nem Saracura no brejal.
Fugindo do cão caçador.
Na fonte que descia da serra
Zé Kambô parou pra beber água.
Com o coração sufocado a sair pela boca.
Respirou fundo e quase gritou,
ao sentir água friazinha de doê.
Azurzinha da cor do céu.
Descendo garganta abaixo.
E foi somente nesta hora
que Zé Kambô se aquietou.
Ao abrir os olhos arregalados
e ver que tudo não passava de um sonho..
O cão tinhoso ora veja,
Nada mais era que um pesadelo.
Frenesi daqueles brabos.
É que na festa de sinhá Juana.
Entre tantas comilanças,
prato vai e prato vem.
Comeu tanto, bebeu todas.
Inté intupir a garganta.
E a comida sair pelas ventas.
Cuidado Zé Kambô.
Quem vai ao pote com muita sede
Pode morrer afogado
e ainda achar que está vivo!
jbconrado*
Cuidado Zé Kambô.
Quem vai ao pote com muita sede.
Pode morrer afogado
e achar que ainda está vivo!
ZÉ Kambô num é o único a ter essa dúvida, viu ?
Um beijo !
acordar é sempre bom, imagina de um pesadelo uff que alívio.
que Zé Kambô sirva de exemplo.
lindo, sábio encanatador...beijos
amigo.
voce é um produtor intenso
bem variado seu estilo.
leio um e outro e vejo sua qualidade.
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