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Semestre passado cursei a disciplina Inteligência Artificial. Uma pergunta foi colocada no início do curso e não foi (ao menos satisfatoriamente) respondida: o que é inteligência?
Não sei se é possível falar em inteligência artificial sem saber o que é inteligência se quisermos crer que inteligência artificial seja uma forma artificial de imitar (ou reproduzir, ou replicar...) a inteligência humana. Acho que a inteligência artificial deve ser pensada, pelo menos a princípio e ao contrário do que o professor colocava nas aulas, como uma forma de "inteligência" diferente da inteligência humana. Isso porque é impossível reproduzir artificialmente a mente humana sem conhece-la.
Acho que somente assim é aceitável utilizar a lógica (de primeira ordem, fuzzy, etc) ou conceitos matemáticos para modelar a inteligência (artificial) dos computadores. Acho que nosso pensamento não funciona de forma lógica ou de forma matemática (ou não teriamos tantos alunos reprovados em lógica).
É claro, podemos sempre observar o comportamento humano ou estudar o cérebro e aplicar esses conhecimentos na área de inteligência artificial, mas a menos que tenhamos um grande conhecimento do funcionamento da mente humana (o que estamos longe de ter), a inteligência artificial ainda será uma forma de inteligência diferente da humana.
Mais sobre inteligência artificial (inglês):
Alan Turing
Teste de Turing
Prêmio Loebner
tags:
cultura-e-sociedade
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O argumento básico e direto contra a idéia de inteligência artificial é que, como só podemos reproduzir o que conhecemos, nunca poderemos reproduzir a mente humana em toda sua função, porque esta jamais será totalmente conhecida. O que conhecemos é apenas a parte expressiva, a parte perceptível pelos sentidos que nos são dados pela própria mente. O segundo argumento, seguindo a linha evolutiva, diz que é preciso que uma IA verdadeira tenha uma evolução cognitiva própria a partir de elementos mínimos, assim como ocorreu conosco, e não apenas imite o desenvolvimento humano, já que isso implicaria num direcionamento pré-programado da mente, o que não pode ocorrer em qualquer tipo evolução "verdadeira".
Os defensores da IA dizem que esses requisitos são necessários para se criar uma nova "inteligência natural", mas não artificial. A artificialidade pode admitir teleologia, pré-determinação e limitação a reprodução de fenômenos meramente humanamente perceptíveis. A grande questão aí, sendo criada a mente articifial, é decidir se uma IA tem o mesmo status e pode ser considerada, para todas as instâncias, tão "viva" quanto uma mente "natural", o que seria a verdadeira recorrência do mito de prometeus.
Janos Biro · Goiânia (GO) · 3/8/2006 13:00
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Não sei se nunca entenderemos o funcionamento da mente humana... pode ser que cheguemos a entender o funcionamento do cérebro, em termos físicos, e possamos imitar esse funcionamento artificialmente... há quem diga que se pudessemos dotar um computador com a inteligência de uma criança de três anos, a maioria dos problemas da humanidade poderiam ser facilmente resolvidos por um computador...
Murilo Ferraz Franco · Jataí (GO) · 3/8/2006 22:38
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