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Lacunas evidenciadas pelas tags
Thiago Camelo, Rio de Janeiro (RJ) · 9/7/2008 14:05  

Muito freqüentemente, no dia-a-dia da Equipe de Moderação, percebemos que alguns assuntos são privilegiados em detrimento de outros no Overmundo. Por exemplo: qual foi a última colaboração sobre dança que você leu no site? Pois é, a gente também não lembra. Numa pesquisa de tags, fica fácil notar por quê: enquanto a palavra-chave música aparece em 4.604 colaborações, dança aparece apenas 217 vezes. Conclusão óbvia: o Overmundo precisa de textos, fotos, vídeos etc. que contemplem o assunto dança.

O mesmo ocorre com teatro (535 aparições) e artes cênicas (763). Até entre os gêneros musicais conseguimos perceber disparidades. Enquanto o rock é campeão aqui no site, com 648 colaborações marcadas com tag, música erudita surge apenas 23 vezes.

Claro, a quantidade de colaborações (de muita qualidade!) no Overmundo é notória. Ninguém, obviamente, é obrigado a escrever sobre o que não gosta. E, de certo modo, é normal em qualquer veículo que alguns assuntos sejam tratados de modo mais aprofundado que outros. Mas resolvemos compartilhar com a comunidade um pouquinho da nossa experiência editorial, afinal ficamos o dia inteiro debruçados sobre o site e temos o olho sempre voltado para as lacunas temáticas e regionais do Overmundo. Por isso, fica a dica: é sempre um exercício interessante passear pelas tags do Overmundo. Às vezes, é o jeito mais fácil de constatar algo natural e inevitável: ainda há muito coisa sobre o que escrever da cultura de todo o Brasil. Este passeio também é uma forma original de se inspirar para pensar num bom assunto que não foi abordado ou, até mesmo, perceber uma temática sobre a qual você deseja falar. Para quem gosta de compartilhar idéias de pauta, já há até tópicos no fórum dedicados a isso.

Ficamos curiosos: de que aspectos da produção cultural brasileira vocês sentem falta no Overmundo? Mãos à obra!

tags: cultura-e-sociedade

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Anotação perfeita da falta de atenção em geral em Overmundo a temas outros, como fica evidente da contabilização.
Discordo apenas de que seja isso natural.
Sequer espontâneo.
É resultado objetivo de aculturação, dominação monopolista e segregação da coisa feita aqui por gente daqui não associada ao império.
Procure uma camisa sem estampa em uma loja... qualquer loja.
E, não encontrando, procure ler em português, em espanhol, em francês... última chance, em alemão em uma camisa numa vitrina.
Assim mesmo, seco.
Porque o que nunca fiz foi brigar com fatos.
Não são sintomas somente.
São sinais evidentes de que chegaremos enfim à vassalagem a continuar o domínio dos media e do poder por essa tosca elite de rapina (os comerciantes de mercadorias estadunidenses e sesu associados daqui) e a rápida jornada imbecilizante até o desentendimento.
É resultante de lei maior a governar a cultura e a promover a aculturação: opção preferencial pela subalternidade feita pelos que incensam o ouro, os responsáveis pelas políticas culturais e de comunicação.
Sabe-se há muito que os nascidos para capacho, não chegarão a luminar.
Eu me orgulho de estar entre os poucos que já escreveram aqui sobre dança, teatro, artes plásticas, literatura e, nela, sobre poesia e bibliotecas populares, além de artistas populares sem midia.
Estou mais triste ainda pela morte de Ricardo Guilherme Dicke , a respeito do que li há pouco no blogue Caximir Buquê.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 9/7/2008 15:56 
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Discussão importante mesmo Thiago.
Estava lendo este material na fila de votação do Overblog, sobre o site de fotografia de Matyeu, de Natal, logo depois de ler teu texto aqui no observatório, daí fiz uma busca por fotografia que retornou 743 colaborações.
É natural que alguns temas e linguagens realmente apareçam menos, até por serem mais novos, como artes eletrônicas, por exemplo, mas aí que esta o desafio em buscar pautas interessantes e pouco exploradas, ou mesmo votar em colaborações que merecem destaque não só pela qualidade, mas pelo tema abordado trazer novidades pro debate cultural no site.
Abraços.

Marcelo Cabral · Maceió (AL) · 9/7/2008 19:13 
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Thiago, vou falar do meu caso específico: cheguei aqui há pouco tempo com o intuito inicial de divulgar apenas dois trabalhos (um e dois), mas daí, fui me empolgando até agora com mais vontade de trazer outras coisas, nem que fosse pra mostrar um chão onde vi arte (em Fortaleza) e publiquei mais porque quero mostrar coisas/pessoas legais daqui da minha região (Cariri Cearense). Porém, o meu grande problema é tempo e possibilidade pra ir atrás do "novo" e "diferente" que há por aqui, e há muito o que mostrar, cara!
Quanto ao seu exemplo, coincidentemente, no último fim-de-semana, a Orquestra de MT esteve por aqui tocando Villa-Lobos através do Sonora Brasil que é uma idéia do SESC para divulgar a música erudita por todo o país e eu achei a idéia maravilhosa, mas fui para estar na platéia em Juazeiro do Norte e aqui em Crato e não para registrar com fotos, e aconteceram coisas maravilhosas lá, como apresentação de uma Orquestra de Rabecas de Juazeiro (uma das coisas boas daqui)! Conversei um pouco com alguns da Orquestra de MT e fui embora. Pensei: seria legal falar sobre o Sonora Brasil no Over, mas como? Sequer sou jornalista, não tenho detalhes da idéia, a conversa que tive com alguns músicos foi rápida, não tenho dados concretos do projeto e não tenho tempo pra pegar uma câmera digital, gravador e fazer um postado legal para trazer ao Over! Então, essa deve ser também a dificuldade para muitos colaboradores, até porque, acredito que a maioria nem é da área do jornalismo. Aqui no Over, apesar de eu ter postado 3 coisas no Banco de Cultura (uma imagem, uma brincadeira e outra uma tentativa de falar em política rimando) o que mais me chama a atenção é exatamente o Overblog, depois o Guia e Agenda onde sempre dou uma olhada pra ver o que há no resto do País em termos de lugares e espetáculos. Tenho coisas em mente pra trazer, coisas que, talvez, o resto do Brasil nem pense que há em algum lugar do Nordeste, mas, é nessa hora que eu queria ser jornalista para ter habilidades em redigir matérias e poder ter tempo pra divulgar isso tudo!
Quanto a essa questão de tags, pode haver também a utilização errônea por alguns colaboradores. Quando entrei aqui, "me passei" demais, e ainda "me passo" sem entender certos detalhes do site e fico pedindo orientação a algum colaborador antigo. Já postei em lugar errado e tudo mais... Imagine só tags!
É claro que cada pessoa que acessa o site procura algo que tenha mais interesse, o que não quer dizer que um seja mais culto ou menos que outro. É uma questão de gosto, apenas... Conheço um cara super inteligente, ligado a tudo o que acontece no mundo, domina qualquer assunto mas que, detesta música lírica e é chegado ao rock do tipo bem clichê! Eu posso dizer que o cara não é culto só por isso? Claro que não porque o que ele ouve não o define. Tenho um amigo que é músico, toca em uma orquestra, tem um acervo musical maravilhoso em casa, é inteligentíssimo e, descobri que a mulher dele que é também amiga minha, esconde os discos dele do Michel Jackson pra não passar vergonha, foi então que eu soube isso e quase "morro de rir"! Falo isso pra discordar um pouco com Adroaldo com essa coisa de "aculturação" que é muito complicada quando se fala em "gostos". Só isso. Tudo é válido pra mostrar esse Brasil enorme que temos! Abraços Thiago, e, tentarei trazer algo útil aos que acessam o Overmundo.
JACK CORREIA · Crato (CE) · 12/7/2008 18:23 
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Jack,
Grato pela tua leitura e comentário da parte que comentei do postado do Thiago, que sequer sei se concorda ou não com o que falei porque até agora, necas de pitibiribas da parte dele, o que me parece olímpica desconsideração da parte dele com o que ele mesmo postou.
Somos a prova exata do interesse pelo assunto levantado aqui: Thiago, eu, Marcelo e tu, quatro em quase 30 mil, num postado com essa densidade, de inciaitiva de alguém responsável por administrar o sítio, que levanta temas pertinentes e que deveriam interessar a mais gente, que apenas nós, eu penso, e creio que o próprio Thiago também assim pensou ao postar o que postou.

De outra parte, queria te incentivar a contar, com tuas palavras e tuas impressões, o que viste e ouviste e sentiste na programação que descreves.
Um sítio como o Overmundo não é um jornal impresso, nem um rádio, nem uma tevê de programas jornalísticos. FELIZMENTE!
É um sítio em que cabem as tuas impressões, que escreves bem e comunicas o que queres.

Quanto a discordar de mim no que digo sobre a aculturação, não podes fazê-lo usando esses exemplos do gosto pessoal, porque não foi a isso que me referi.

Eu mesmo, e desde muito jovem, gosto de rock, funk, bolero, tango, por um tempo estive próximo do rap, ao seu início, na década de 90, aqui na minha cidade, sou do samba e bossa nova, embora não deixe, quando há oportunidade, de apreciar o que chamam de clássicos.
Tina turner, para mim, Hendrix e Janis Joplin, Led Zepelin Eric Claptom Rolling Stones, assim como o álbum branco dos Beatles, quase todo, são clássicos.
Verdi era um dos compositores mais populares da terra dele, o que mais fez na sua área de atuação pela unificação da Itália.
É hoje considerado um clássico.
O que digo de aculturação vai exemplificado nas camisetas das quais falei. O que se pode relacionar com emissoras de rádio e gravadoras.
Não há vitrina de loja nesse país em que elas não estejam grafadas em inglês.
Se procurar lisas ou em português, vais gastar a alpercata, umas duas ou três, ou vais ter que ir na rua, ali onde os artesãos fazem na hora o que se peça, mas artesanato é margem, não é veio principal.
A indústria cultural no Brasil é hegemonizada, senão for já supremacia, pelo interesse econômico estadunidense.
As grandes, donas de todas as medias ou a elas associadas, falam apenas inglês e em dólar, embora a economia deles esteja indo para o maior esgoto já visto com falências trilionárias semanais, e nem tocam mais Michael Jackson por causa das complicações que fizeram o cara do disco individual mais vendido até hoje (trhiler: parece que 50 milhões de cópias), desaparecer da cena.

O que falo de aculturação é submissão ao poder econômico, político, diplomático e militar, como os portugueses fizeram aqui a todas as nações naturais da terra, como os ingleses fizeram mais ao norte das américas as nações naturais de lá, como os espanhóis fizeram a astecas, incas, maias e, como os europeus fizeram em áfrica, destruindo, dizimando, escravizando, aculturando.
O que digo da cultura pode ser comparado à imposição do batismo católico ao gentio na américa latina. Primeiro a cruz, depois a espada.
E das facas compridas, rifles e canhões pelos caras pálidas aos "peles-vermelhas".
.
Cá, talvez sequer venha ser necessário espada ou foguetes como no Iraque hoje, uma multiudão já veste a camisa da cruz, em maioria, certo!
Então porque alguém alguém viria aqui
(a) falar das nossas artes plásticas, das nossas companhias de dança, das nossas orquestras populares, das especificidades locais de nossos territórios e da nossa diversidade, se tem quem venha (b) falar de rock-qualquer-composto-já-em-inglês.
Dá disparado a segunda opção.
Eu sei que as ferramentas que usamos para a internet, várias, só falam inglês, mas posso lembrar que venderam-se um milhão de fuscas no Brasil e o povo não estava falando alemão.
Eu tive uma brasília e não aprendi a falar alemão.
Eu tive um gol e não aprendi alemão.
Eu tenho uma moto honda e não aprendi japonês, mas o que uma parte importante do povo tá fazendo é falando a língua da ferramenta, desaprendendo de escrever em português.
Fica mais fácil add u que escrever em uma língua que vai se deixando destruir pela neocolonização.
Eu considero isso usurpação.
E, desesperadamente canto em português.

Adroaldo Bauer Spíndola Corrêa
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 12/7/2008 22:12 
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Olá Adroaldo, olá Jack, tudo bem?
Adroaldo, não respondi a vc no dia em que li sua resposta e, creio, fiz bem. Porque realmente me parece muito vivo e interessante tanto o debate que vc quanto a Jack promoveram. Talvez se tivesse lhe respondido de pronto a conversa não correria por este lado.

Mas enfim, aí vai a resposta que, como toda resposta, é só uma opinião que nada tem a ver com certeza: não creio que a predileção por alguns assuntos no Overmundo em detrimento de outros seja fruto de uma dominação cultural ou aculturação. Também não sei o motivo maior disso (quem dera se soubesse!), mas acredito muito no exercício constante de tentar cobrir as áreas descobertas e ir em frente na tentativa de fazer do Overmundo o mais completo possível. Este meu post não foi na intenção de chamar atenção da comunidade em relação a nada (muito pelo contrário), mas sim compartilhar com vcs um dado que nós, da Equipe de Moderação, notamos no dia-a-dia de leitura incansável do site. Faço inclusive um mea culpa sobre o assunto que levantei porque, por exemplo, nunca consegui tratar num texto meu sobre teatro ou literatura. Só outro dia consegui falar de artes plásticas. Em geral, falo de cinema, que é o campo onde me sinto mais à vontade. A minha dificuldade - claro - é a mesma de todo mundo.

E Jack, sinta-se à vontade para escrever da tua maneira para o Overmundo. Este debate sobre ser ou não ser jornalista é mesmo complicado. Entendendo tua insegurança. Mas, como jornalista (que considero uma belíssima profissão), acredito que não é necessário ser um profissional da área para escrever um texto bacana. Então mande brasa. Faço minhas as palavras do Adroaldo:

De outra parte, queria te incentivar a contar, com tuas palavras e tuas impressões, o que viste e ouviste e sentiste na programação que descreves.
Um sítio como o Overmundo não é um jornal impresso, nem um rádio, nem uma tevê de programas jornalísticos. FELIZMENTE!
É um sítio em que cabem as tuas impressões, que escreves bem e comunicas o que queres.


Acho que é por aí mesmo!
Um forte abraço aos dois!



Thiago Camelo · Rio de Janeiro (RJ) · 12/7/2008 22:43 
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Também tenho feito pelo exemplo, que é a demonstração das coisas que ocorrem, como na tua exposição dos fatos em números, o possível para que interessemos outros a falar sobre temas várfios, e o que me motiva é exatamente a aculturação de que sou vítima tanto quanto és, Thiago, nesse território em que pago o meu imposto e tento viver.
Não consigo mesmo comprar uma roupa para uma neta que não tenha estampada um herói, uma heróina, uma simbologia da dominação que aqui prospera.
O espaço ocupado em emissoras de rádio e televisão pela dominação cultural que refiro impede que ali se assista ou ouça o que falas e que vá interessar a uma parcela de público, que poderia até comentar aqui o que visse ou sugerir que vissem outros o que vira lá..
Eu achava engraçado, quando era muito jovem e ainda bem ignorante dos fatos de como funciona a sociedade, a brincadeira que um professor fazia sobre as qualidades nutritivas dos ovos de patas e galinhas e o consumo muito maior de ovos de galinha que os de pata.
Dizia ele que era em razão de que a pata põe o ovo e sai a passo enquanto a galinha bota o ovo e sai cacarejando feito uma doida como se tivesse produzido a quintessência da natureza.
Se o espaço que há para apreciar, fruir, informar-se sobre as artes outras é menor, elas serão tratadas como ovos de patas, mais nutritivos até, mas desconhecidos da maioria, que vai preferir o que está anunciado pelo cacarejo no mercado.
Na estação, que estamos no ivnerno, as doutoras e doutores-artistas globais e menos votados têm insistido em receitar placebos (farinha e açúcar) para dores e gripes e resfriados.
O cara nem espirrou e já foi comprar o remédio da Doutora Marieta, que já foi mais severa com os conceitos que defendia em nossa sociedade.
A necessidade que algumas pessoas criam para si obriga-as a cada coisa diferente a cada dia. É o projeto da casa, é a lama, é a lamaÉ de admirar.
Nem banqueiro tá mais seguro roubando o povo, já passa algumas horas na cadeia.
Ninguém tem feito muito propaganda de pão, até porque, pão é necessário para a sobrevivência e compra quem tem dinheiro. Se roubar poega cadeia grossa.
Remédio, bem, mesmo não sendo remédio, tá sendo tornado necessário pelo palpite dos globais que estão aumentando seus salários com a ignorância do povo sobre como tratar gripes ou a dificuldade de acesso à informação - sonegada pelos meios públicos de comunicação (canais concedidos) - de que doenças se tratam com...
Thiago, enfim, quero lembrar-te, porque suponho que já o saibas, que as coisas estão no mundo juntas, não vêm separadas em pacotinhos por interesses específicos.
Um produto barato aqui tem a ver com baixo salário na produção ali e fome acolá, criança morrendo doente alhures.
Falta de interesse em algo, pode ter a ver com estímulo exagerado ao consumo de placebos.
Veremos em breve o que os nossos queridos patrocinadores vão determinar como interesse real e objetivo para os espaços virtuais que tanto prezamos e pelo que tanto temos feito, como dizes, no dia a dia da incansável leitura de acompanhamento do sítio...
Porque, por certo, lêem o que todos produzimos.
Não percamos os próximos capítulos.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 12/7/2008 23:24 
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Adroaldo,
Agora sim entendo o teu ponto de vista e vejo que o exemplo que dei se refere a outra coisa ligeiramente contrária ao que você abordou. Nesse caso, concordo contigo em todos os pontos e já até falei sobre isso em algum comentário que fiz em postado de alguém onde me incomoda até o fato de algum estrangeiro chegar aqui e o brasileiro ficar "arranhando no inglês" pra tentar comunicação ao invés deles chegarem aqui, pelo menos, com um dicionário português na mão pra "arranhar no nosso idioma oficial" tentando comunicação! E isso não é xenofobia não, é inconformismo por muita gente não se valorizar enquanto brasileiro no próprio país.
Ainda quanto a "aculturação" hoje houve uma manifestação na cidade de vários artistas da terra. Começa hoje a Expocrato, que é uma das maiores feiras agropecuárias do país e que traz milhares de turistas para a região. Acontece que, durante muitos anos, a parte dos shows está sendo privatizada, embora grande parte do lucro seja voltada para o governo do estado. Mas somente artistas que saem na mídia nacional são valorizados para os shows, como duplas sertanejas, grupos baianos, forró-comercial, etc. e os artistas daqui, do Cariri Cearense, só se apresentam fora do grande espaço para shows, ficando em palco pequeno no estande da URCA. Isso é um absurdo! Então, "aculturação" existe no Brasil sob diferentes formas... Porque então os artistas do Cariri não são valorizados em um evento dessa natureza, na própria terra? Há pouco tempo aconteceu aqui o Festival da Canção, onde muitos artistas da região se apresentaram com canções maravilhosas! Foi muito bom e o evento terminou com um show de Paulinho Moska que achou de alta qualidade muitas composições que ouviu no Festival. Isso é prova de que temos muita música boa aqui e pouco valorizada pela própria população ou pelos grandes empresários e políticos que organizam eventos como a Expocrato. Quer exemplo de "aculturação" maior? "Filhos do Nordeste" que não valorizam a cultura da própria terra! Na manifestação de hoje todos foram vestindo preto, como sinal de luto, mas sei que isso não significa nada para quem vai ganhar muito dinheiro na Expo.

Thiago, obrigada pela força. Minha insegurança se baseia ao fato de que preciso ter certeza no que escrevo com objetividade, conhecimento de causa e forma apropriada, o que, para um jornalista, é "café pequeno" quando redige um texto. Do Sonora Brasil, somente poderei falar da minha impressão pessoal, com base no que vi, quando eu gostaria de falar de maneira aprofundada: dos idealizadores do projeto, quando e como surgiu, quais as cidades por onde o Sonora Brasil já passou, etc.
Ou seja, tô muito "metida" mesmo, queria ser jornalista! (rs...) Da minha impressão pessoal, houve uma coisa que me deixou muito emocionada e foi quando a Orquestra de Rabecas Cego Oliveira se apresentou no palco e todos os demais da Orquestra de MT ficaram parados, olhando. Eram adolescentes tocando Villa-Lobos, Gonzagão e Patativa do Assaré com rabecas, pífanos, um zabumba e alguns outros pequenos instrumentos de percussão. Fiquei ali olhando aqueles instrumentos diferentes sobre o mesmo palco (de um lado, finos, e de outro, rústicos), a "diferença de mundos" entre integrantes de ambas as orquestras, mas todos "amantes da música"! Thiago, foi um momento muito lindo! Jamais vou esquecer... Essa apresentação foi na sexta, em Juazeiro do Norte, e no sábado, aqui em Crato, 3 integrantes da Carroça de Mamulengos se apresentaram com a Orquestra do MT. Imagine agora a importância de um projeto como o Sonora Brasil? Imagina quantas pessoas interessantes aqueles músicos da Orquestra de MT vão encontrar pelo resto do País? Terão muita coisa boa pra contar...
Se eu puder, farei um dia uma matéria com responsabilidade para trazer ao Overmundo de projetos inteligentes e importantes assim. Grande abraço.
JACK CORREIA · Crato (CE) · 13/7/2008 14:41 
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Jack,
Grato por tua compreensão. É também de grande centro para pequenas comunidades que se dá o fenômeno, posto que o consumo, o mercado e a propriedade da produção necessitam completar todos os ciclos.
Repare que isso só acontece quando há uma mercadoria.
As grandes bandas são mercadoria, que realizam lucros para alguém.
É óbvio que todas querem o mesmo espaço e, também, com justiça, terem grandes públicos.
Não escaparão da lógica do mercado, no entanto, que precisa realizar lucros e o faz do modo como descreveste tão objetivamente.
Como um jornalista, eu gostaria de ser o que estás sendo aí nesse movimento musical e aqui nesse postado.

Segue o baile.
Posta tuas impressões, guria, estão prontas.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 13/7/2008 16:00 
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Pessoal,

Não sei se esta constatações baseadas em tags tem tanta relevancia assim. Para mim fica mais no campo do 'você sabia?' É no máximo uma vaga refer~encia do perfil socio cultural dos usuáriso, que bate mais ou emnos com o número de pessaos que tem PC e internet no Brasil, ou seja, passa pelas inquietações do Adroaldo acerca de aculturação sim, mas, não tão precisamente já que, muita gente não sabe, não gosta ou não tem tempo de escrever as tags. As que tagueiam, muitas vezes tem dificuldae de definir quais são as tags principais de uma matéria, ou seja, os números relativos á música, por exemplo, podem estar próximos do real...ou não, podem estar exagerados. É igual á pesquisa eleitoral, pesquisa do ibope, do Ibge: Como os mesmos dados se provar ou anular uma mesma conclusão.
De todo modo, é uma pista vaga para algumas conclusões. Só não sei ainda quais.

Abs


Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 13/7/2008 19:45 
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Bem, Spirito, podes até etar certo e eu me convenço contigo e acompanho tuas despreocupações, queé fim de domingo... mas, sempre a esse mas em tudo, se as tags que estão referidas são as que ordenam a entrada do postado nas secções, então a veracidade da consulta está verificada, deixando de ser sintoma, sendo sinal objetivo.
Vê, quando posto no banco de cultura, posto poesia em poesia (é uma tag?), quando posto sobre artes plásticas, posto em artes visuais (é uma outra tag?), ou Thiago está contabilizando tag apenas a que é posto na caixinha correspondente a tags lá ao pé do postado, bem... sendo assim, fico contigo, até porque, muita vez nem ponho qualquer anotação de tag lá na caixinha delas. Sendo assado, fico como estava.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 13/7/2008 20:52 
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Adro,

Pois foram estas mesmas dúvidas que me deram as despreocupações como dizes. Só como exemplo tenho, se não engano, dois posts de teatro. Quando acrescento na janela de busca, onde já está a palavra 'teatro' o nome das minhas peças, não me retorna nada. É óbvio que, mesmo que eu não assinalasse na janelinha de tags normal a palavra 'teatro', é óbvio que, em algum lugar dos meus posts existe a palavra 'teatro' (no subtítulo, da descrição do gênero). Como nada me retornou nesta busca, a tag talvez devesse ser 'teatral', quem sabe. Em suma, a simples busca da palavra 'teatro', não diz muita coisa acerca da ocorrência de posts sobre ou de
teatro, não é isto?
(Papo chaaato, bem pra depois de amanhã, não é não?)
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 13/7/2008 21:59 
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Pois, Spírito, vá em artes cênicas para localizar e vê como aparece, ali também entra a dança. E artes visuais nos trazem as artes plásticas. Essa descrição poderia nos dar uma orientação. Que cada tag envolve, que é tag originária, que é tag acrescentada.
Papo pra lá de MarraKesh, lá por Beijing.
Se a Juli tivesse por aqui e não lá, já teria chapuletado isso que é uma preocupação mais que formal, mas ela não está aqui, e o metro não mede tudo, parece.
Sem problemas, até os anos 1980, se não me engano, os ingleses ainda resistiram ao sistema decimal.
Uns bestas estadunidenses (donos do mundo e dos bancos trilionários que afundam feito bote de borracha furado) ainda usam milhas e onças.
E sabes que onça não vai a circo, como vão os tigres, os que tem papel e dentes, como os leões drogados.
Se a aranha arranha o jarro, eu prefiro a metamorfose. Sou ambulante, mas, sem trocadilho, não camelô.
Teu problema, Spírito, é que eu já tomei essa hora meus remedinhos de miolo, meu camarada.
Depois de amanhã falamos mais.
A administração, ou mesmo o Thiago somente, nos podem dar a explicação sobre que tags lhes retornam: se as originárias do mecanismo do sítio, se essas e as acrescentadas, se só as acrescentadas por autores.
Se quiserem, que obrigado é pau de arrasto, como diz vovó Marinalva
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 13/7/2008 22:47 
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Olá Adroaldo, tudo bem?
Respondendo sua pergunta: na busca por tags, ambas retornam, tanto as originais (aquelas que aparecem como opção na página de publicação) quanto as opcionais (aquelas que vc preenche do modo como desejar na página de publicação).

Sim, concordo que muitas colaborações ainda não estão tageadas adequadamente. É um exercício para a comunidade lembrar o autor da importância das tags para o texto.

Mas, do mesmo modo que certamente há textos sobre diversos temas não tageados (e assim nunca os acharemos na busca por tag), há vários textos que também foram tageados corretamente. Assim, embora a lista não seja 100% correta, já dá para ter alguma noção da amostra de colaborações sobre determinado tema.

A busca é uma ajuda um pouquinho mais conclusiva sobre o que se está falando no site. Não é definitiva, mas aponta um caminho.

Abraços!
Thiago Camelo · Rio de Janeiro (RJ) · 14/7/2008 10:54 
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Merci, monsieur Thiago.
Vive l'humanité!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 14/7/2008 11:05 
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Sou nova no ovemundo e estou tentando colaborar neste sentido, deixando minhas "quase-críticas" de dança postadas no portal. espero que isto ajude um pouco a tirar a dança contemporanea brasileira das sombras.
abraços a todos!
Natália Nolli Sasso · São Paulo (SP) · 20/7/2008 00:41 
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Oi, Natália,
Excelente iniciativa. E seja bem-vinda ao Overmundo! :)
Viktor Chagas · Rio de Janeiro (RJ) · 20/7/2008 12:00 
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Thiago: uma prática comum em outras comunidades é permitir que qualquer usuário adicione uma tag a um conteúdo (vide flickr, delicious, citeulike, ...). Dessa forma, é possível a comunidade 'consertar' pelo menos uma parte da falta de tags úteis em itens.
Fica a sugestão :)
Naza · João Pessoa (PB) · 2/8/2008 14:08 
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Opa! Thiago, não resisti ao teu post e larguei lá na fila de edição uma colaboração sobre dança de salão no Rio de Janeiro (como pode que eu escrevo em dois ou três blogs sobre dança e deixo o Overmundo de fora dessa?).

Assim que for visto, votado, corrigido e publicado, dança não faltará :)
Lia Amancio · Rio de Janeiro (RJ) · 3/8/2008 02:25 
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Ei Lia, ótima notícia e iniciativa. Vou lá ler agora...
Beijos!
Thiago Camelo · Rio de Janeiro (RJ) · 3/8/2008 12:11 
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Sugestão anotada, Naza! :) Muito obrigado pelo seu interesse em melhorar o Overmundo.
Thiago Camelo · Rio de Janeiro (RJ) · 3/8/2008 12:15 
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Pois é, Thiago... quando li esse post, resolvi procurar por dança de salão aqui no Overmundo e não achei NADA. Na-da. Inacreditável, considerando a profusão de bailes e academias que, a cada dia, popularizam ainda mais a coisa...
Lia Amancio · Rio de Janeiro (RJ) · 3/8/2008 13:38 
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Mais dança aqui.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 11/8/2008 22:03 
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