|
| |
Sistema de cotas garante reserva de vagas a índios
|
|
HOME PAGE A TARDE ON LINE, 19.04.2008
Rosilene Cruz é coordenadora de Educação Indígena do Estado
De acordo com o pró-reitor de Assistência Estudantil da UFBa, álamo Pimentel, a universidade tem por volta de 15 índios aldeados. Pelo Sistema de Cotas, implantado em 2004, 45% de vagas são disponibilizadas para estudantes de escola pública. Destas vagas, 80% são reservadas a afrodescendentes, 15% para indiodescendentes e 5% para índios aldeados e quilombolas. Para ter direito a uma vaga desses 5%, o candidato deve ser registrado na Funai (Fundação Nacional de Assistência ao índio) ou na Fundação Palmares, no caso de quilombolas.
O pró-reitor explica a diferenciação entre índios aldeados e indiodescendentes: "Quando estávamos implantando as cotas, foi levantada a possibilidade de qualquer pessoa se declarar descendente de índio. Alguns movimentos queriam garantir a entrada na universidade de índios que ainda vivessem nas aldeias, e eles precisavam de espaço diferenciado. O pedido foi aceito". Anari, Arissana, Aricema e Jucimar estão todos inseridos nos programas de bolsas da Universidade. "Já fizemos iniciação científica, agora estamos no Permanecer", conta Anari, referindo-se ao programa específico para jovens que ingressaram na UFBA pelo Sistema de Cotas.
De acordo com o pró-reitor, a UFBA pretende ampliar o apoio, mas algumas medidas de emergência foram tomadas, como auxílio para compra de gás e fornecimento de equipamentos. Na casa das índias Pataxó, o computador foi emprestado pela Universidade.
Uneb - Na Universidade do Estado da Bahia, a primeira reserva de vagas para índios aconteceu no último vestibular. De acordo com a Gerência de Seleção Docente da Uneb, 832 indiodescendentes auto-declarados foram inscritos no vestibular, com 281 aprovados. Eles ainda não começaram a estudar, devido ao atraso de calendário causado por greves consecutivas na universidade. Os alunos da Uneb ainda cursam o segundo semestre de 2007. Na Uneb, não há diferença entre aldeados e indiodescendentes, explica a assessoria de comunicação, porque as reserva de vagas é baseada em critérios de identidade – basta declarar ser índio para ter direito à vaga. O pró-reitor de pós-graduação, Wilson Mattos, explica a alteração no Sistema de Cotas: "Foi uma demanda das populações indígenas. Quando adotamos a política de cotas, em 2002, só reservamos vagas para afrodescendentes. Os indígenas se mobilizaram por uma ação afirmativa, e achamos a reivindicação justa, já que eles também foram historicamente subalternizados".
Educação básica - No setor da educação básica, de acordo com a última contagem da Secretaria de Educação do Estado em 2006, 6127 alunos freqüentavam as 57 escolas indígenas em toda a Bahia. Nestes colégios, além do currículo tradicional, os estudantes têm aulas sobre a cultura e do idioma da tribo a que pertencem. Na pesquisa, foram contabilizados 308 professores em atividade no programa, e grande parte deles é formada de índios educados na própria tribo.
A coordenadora estadual de Educação Indígena, Rosilene Cruz de Araújo, é índia Tuxá, da região de Paulo Afonso. Ela explica que "o objetivo da formação não é fazer com que os alunos deixem a aldeia, mas que continuem atuando na comunidade e contribuindo para a melhoria das condições da tribo". Para que isso aconteça, a educação também estimula a potencialidade de cada região: "Buscamos incluir na educação essa relação com o espaço em que vivem. Com os pataxós, por exemplo, incentivamos o eco-turismo. cada tribo tem um recurso que pode ser trabalhado".
Fonte: Clipping da 6ª CCR do MPF.
tags:
cultura-e-sociedade
|
|
 |
comentários  |
postar novo comentário |
 |
| |
|
Contando com a capacidade dos nossos amigos de jornada de mudarem os rumos da historia, peço a colaboração para a divulgação desta nota, ajudando a evitar que se cometa mais um grave erro ao qual a sua reparação seria muito difícil.
Falo das reservas de vagas para alguns brasileiros em detrimento de outros.
O PRINCIPAL PONTO NEGATIVO: esses profissionais que foram protegidos por estas medidas não terão as mesmas proteções no mercado de trabalho, agora submetidos às mesmas regras e disputas, possivelmente não poderão vencer os mais capacitados, transformando a outrora proteção em acomodação e falta das habilidades, habilidades estas que seriam conquistadas se tivessem passados pelos mesmos desafios, disputas e superações, justas e perfeitas.
O SEGUNDO PONTO NEGATIVO: Um mesmo diploma de um profissional que estudou em escola não publica terá maior valor na hora de uma avaliação de vaga por uma empresa privada, pois é sabido da maior dificuldade imposta a este aluno e da desigualdade que sofreu.
O TERCEIRO PONTO NEGATIVO: A dificuldades dos professores em ministrar aulas de alto e bom nível em classes que contenham alunos sem uma formação adequada, ou seja, faltando conhecimentos que deveriam ter aprendido nas escolas publicas e não tiveram, caso tivessem tido esses conhecimentos, desnecessário seria esta proteção das reservas de vagas, esses alunos na certa serão discriminados no curso superior que cursarem e talvez por toda a vida, ou teremos a diminuição do nível de qualidade das aulas e consequentemente dos formandos, nivelando por baixo as nossas universidades federais e estaduais, como são hoje as escolas publicas dos primeiros e segundos graus.
PRINCIPAL SOLUÇÃO: dar as mesmas condições de ensino a todos os brasileiros.
Eder Mantovani
RG 7690051-4
emantovani@orolix.com.br
Rua Barão de Tatuí, 585 São Paulo SP.
Eder Mantovani · Taquaritinga (SP) · 20/5/2008 21:50
1 pessoa achou útil
Sua opinião:
|
|
|
|
| |
Adicione seu comentário: para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
|
|
 |
|
 |
|
|
Fórum do Observatório
Um fórum aberto para a discussão dos temas levantados no Observatório. > participe
|