pobre mocidade de onde vem a inspiração dos antigos, dos sambistas, trovadores do amor que mastiga de tristeza os abrigos moribundos, maculados de dor? vem, quem sabe, do intragável sabor de não ter ou perder os descompassos que liberta, do cortante rubor, o desejo de entregar-se aos abraços. ou, talvez, do maior desembaraço de viver tal como viveu Orfeu. mas onde anda a inspiração, neste espaço que, baldado, tudo já feneceu? foi-se embora de onde o samba nasceu, ou calou-se nos porões da saudade? não! expulsa por essa mocidade, despejada do glorioso apogeu...