peco soneto aos pequenos das lágrimas dos infantes sinceramente choradas, doem-me as desamparadas, sujas e deselegantes. falo das descamisadas, não das superprotegidas nem das que, sempre mimadas, nunca foram desvalidas. choro por vidas bandidas: dos centros são rejeitadas, nas ruas são agredidas. choro por barrentas lágrimas, de esperanças descalçadas em quente asfalto de lástimas.