- Liberdade de expressão, acima de qualquer coisa! Muito tenho pensado sobre o aproveitamento do espaço cibernético do OVERMUNDO; sobre o que colaborar e qual o tipo de texto bem-vindo neste espaço. O fato ocorreu quando publiquei minha última colaboração, intitulada "Quando o Gospel e a qualidade musical se encontram". Trata-se de um texto que escrevi sobre uma artista que merece destaque. De postura irreverente, Sinéad O'Connor, sempre chamou minha atenção assim que tive o primeiro contato com sua história musical. Aos poucos fui procurando ler sua bibliografia, escutar muito mais de sua música, até que me tornei um fã. E se sabe como é fã: algumas posições se tornam incondicionais, e a postura de defesa até última instância é constante. Comigo não seria diferente, mas com uma ressalva: sendo estudante de jornalismo, as técnicas aprendidas na faculdade têm sua contribuição em qualquer texto meu de cunho jornalístico; tais como corroboração, imparcialidade (essa é bem mais difícil), o factual, etc. Assim, decidi publicar um texto sobre um recente trabalho de Sinéad O'Connor, por se tratar de um artista que julgo de boa qualidade musical e pelo pouco espaço que ela tem na mídia lusofônica (a maioria de seu conteúdo está na sua língua oficial, o inglês). Antes mesmo de ser publicada a matéria, recebi dois comentários, bem fundamentados, obviamente, mas de caráter sectário, assim como julguei. Um deles usava um argumento pertinente "às leis overmundiais" (perdão pelo neologismo sarcástico!). Trata-se do tópico 13 do regimento deste site. Compadeci-me do apelo, por julgar importante o comentário, diria melhor, agregativo de informações, portanto editei a matéria com informações para dar a ligação com o público brasileiro que, acredito, maior leitor do Overmundo. No entanto, meu principal objetivo era informar os admiradores do trabalho de Sinéad O'Connor ou mesmo aqueles que poderiam conhecê-la por meio da matéria. Nada vai além disso. E assino! OverBrasil Ou Espaço de Opinião, por que não? Acredito que um espaço como este seja fundamental por ser mídia alternativa, sem tarjas e um espaço para que se pratique informação desconsiderada pelas grandes mídias, comprometida com sua linha editorial. Portanto, desde que tomei conhecimento da existência do Overmundo, acreditei na idéia. Assim, comecei a postar, não com muita regularidade, mas à medida que posso e que acho interessante levantar questões minhas e as que acho que alguns leitores devam saber: uma linha editorial particular, sustentada ciberneticamente, aqui. Essa foi a proposta que entendi. O fato é: Overmundo para mim é o lado B, associado ao mundo ideal ou real. Cada um pergunta e responde pelo que acredita. E venho me poupando de ufanismos ou sectarismos.