O estrondo do nada Ecoa nas paredes do vácuo Produzindo um clangor Tão forte que impacienta Surdo fica o que o ouve Não consegue o ouvido Captar tamanho clamor? Onda imóvel, parada Não consegue o olho Ver tamanha vibração? Paradoxos? Complementos? Na pausa está contida toda Beleza e feiúra do som. Quebre, movimente Olhos e ouvidos Não observam o silêncio Por puro orgulho, por pura fadiga Pedem sono, tão contrário e tão necessário à vida.