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Somos fãs do Projeto Revelando os Brasis. De cara achamos que era um projeto que tinha tudo a ver com a vocação colaborativa do Overmundo, ao permitir que pessoas de cidades com menos de 20 mil habitantes tivessem todo o apoio para fazer curta-metragens. Ano passado, vários textos foram feitos por aqui graças a uma parceria bem legal com o projeto. Este ano, seguimos em contato... leia

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CONVITE - DEBATE GERAL SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA DO ARTISTA BRASILEIRO... rss
canto_esquerdo Autor Mensagem canto_direito
 
LAILTON ARAÚJO
São Paulo, SP
3/11/2007 00:55


1) Estou em São Paulo, 00h30, madrugada do dia 03/11/07 e escuto no Telejornal do SBT, que “JAMELÃO”, 94 anos e grande intérprete da MPB, está hospitalizado, sem dinheiro, doente, sem plano de saúde (ou com pouca cobertura), sem apoio governamental e entregue à sorte. Tudo isso depois de 80 anos de samba e trabalhando pela cultura brasileira. Algo está errado! O que vocês acham?

2) Eu escrevi no OVERMUNDO:

A CULTURA BRASILEIRA VIAJA NAS ONDAS DO ACASO...

“Alguns dados estimados da população artística no Brasil: 50.000 músicos, 40.000 compositores, 100.000 artesãos, 30.000 escritores, milhares de atores e atrizes, e outros não mencionados - dependendo das minguadas verbas governamentais. Faltam programas e incentivos culturais! Sejamos justos: o atual Presidente da República, não é o único culpado. Os presidentes anteriores e outros governos das esferas municipais e estaduais participaram da degradação cultural.”

Link: http://www.overmundo.com.br/overblog/a-cultura-brasileira-viaja-nas-ondas-do-acaso

2) Hermano Vianna escreveu...

Artista tem que poder viver de suas criações. Nada a ver portanto com a idéia que a distribuição de música tem que ser integralmente gratuita, ou outro projeto quixotesco semelhante. Para isso sim, é preciso ser muito criativo. De nada adianta chorar com saudade do tempo em que as grandes gravadoras funcionavam (mas sempre funcionaram para poucos, e hoje há muito mais gente produzindo música por aí). Muita coisa vai mudar. Muita gente vai perder empregos (como os monges copiadores de manuscritos da Idade Média tiveram que partir para outros trabalhos depois da invenção da imprensa). O tempo pode ser cruel para alguns, mas não pára. E como disse Antônio Cícero, numa de suas belas composições: "quem vai colar / os tais caquinhos / do velho mundo".

Link: http://www.overmundo.com.br/overblog/o-contrario-do-liberou-geral

3) Eu comentei sobre o problema autoral e artístico no link acima...

Não sejamos hipócritas!

A "barriga" do músico, escritor, poeta, compositor e qualquer criador de obra intelectual (bem conceituada ou não) necessita de alimentos reais. A farinha, feijão, arroz, frango e outros carboidratos e proteínas são comprados com dinheiro, grana, tutu, bufufa!

Conheço muita gente talentosa e não talentosa que está passando dificuldade financeira... Alguns desses talentos possuem no currículo obras (musicais) que foram e ainda são "sucesso" no Brasil e exterior... E a grana não aparece! O nome é endeusado! E a barriga dói! Outros talentos estão em fase de "despejo" por falta de pagamento do aluguel residencial... Não sejamos hipócritas! A ferida tem que ser aberta! A roupa suja deve ser lavada aqui... Vamos parar com esse negócio de trono, pódio, não me toques... O artista (das letras ou da notas musicais - ou mesmo de outras artes) está passando dificuldade... Muitos não falam em público para não perderem o pódio... E vão para o boteco ou mergulhar nas drogas como válvula de escape! Onde está o dinheiro da obra do autor? Pirataria, licenciamento, bandas largas e Overmundo... Divulgam! E a forma de receber por uma obra publicada? Quais são os meios de transformar algo produzido, em bens de sobrevivência humana! E em dinheiro! Sim... Dinheiro! Ele é necessário para alguém viver... Até para pagar advogados! Ninguém consegue viver de sonhos! O sonho pode matar por inanição!

E preciso repensar o "direito autoral" e o artista brasileiro como gente e "de carne e osso...” A mídia fábrica ídolos e destrói esses mesmos ídolos. Quando a moeda "jabá" para na corrente, o tombo é grande, e o "astro maior" entra no Universo do anonimato.

Alguém aqui é filiado a alguma associação? Eu sou! Não tenho medo de mostrar a cara! Sou da SICAM (compositor), SOCINPRO (selo musical), ex-membro votante do Grammy Latino e estou na área há 25 anos...

Quero a minha parte (em dinheiro sim...) de tudo o que produzo para este país! Tenho o direito de receber pelo meu trabalho... Os bancos não recebem pelo que emprestam? A Petrobrás não ganha pelo que extrai e revende? Alguns cachês artísticos chegam no mercado por R$ 100.000,00 / R$ 150.000,00 / 250.000,00... E por aí andam as coisas! Não sejamos hipócritas... Conheço a área! Não estou aqui pra “tapar o sol com a peneira!” Não tenho medo de me queimar! Nasci com a pele queimada! Sou migrante, negro, caboclo e sei da vida de “Gonzagão”! Ele não pagou “Jabá”! Tinha talento! Por isso é o “Rei do Baião” e meu mestre!

4) Eu continuo chamando todos os criadores de “cultura”, para o debate sobre o “lado financeiro” do artista brasileiro. A coisa não é brincadeira!

5) Onde está o Ministro da Cultura? Os artistas brasileiros estão entregues ao “Deus Dará”!

Abraços.

Lailton Araújo

 
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Benny Franklin
Belém, PA
3/11/2007 10:13

Lailton - grande artista e meu amigo!

Cumprimentando-o.

Digo que este forum que acabaste de abrir, é o mais brilhante, senão o mais importante já aberto no Overmundo. Aqui, neste espaço cultural, onde artista renomado ou não publica suas colaborações, não se fala em direito autoral. Despercebe-se o fato. Talvez, porque o site seja mantido com reservas federais e, isso, dificulte o falar dos Overmanos. Com medo talvez. Mas tem que se falar... E eu louvo a sua iniciativa. O artista ao mostrar a sua cara, tem que ser remunerado. Seja por reserva federal. Seja por reserva público-privado. Mas não aos moldes do que a Lei Rounet aplica hoje em dia. Senão o artista vai viver de quê? Exemplos como este do lendário Jamelão, mancha o orgulho cultural nacional. Depreda a consciência de que temos um governo sério, comprometido com cultura popular: ai se engloba o intelecto e o alimentício. E preciso, portanto repensar o "direito autoral. Parafraseando suas palavras: " ver e o artista brasileiro como gente e "de carne e osso...” A mídia fábrica ídolos e destrói esses mesmos ídolos. Quando a moeda "jabá" para na corrente, o tombo é grande, e o "astro maior" entra no Universo do anonimato.
Quem se coletássemos 1, 2, 3 milhões de assinaturas em todo Brasil, e levássemos ao Presidente Lula, numa gigantesca manifestação pacífica e cultural, ele se sensibilizasse de imediato, e criasse uma medida provisória específica (para outras coisas ele faz...) para garantir como Lei o amparo dos intelectuais desse Brasil, evitando episódios humilhantes qual o caso de Jamelão?
Querido Lailton, para terminar, cumprimento-lhe por ter a coragem de criar este Forum sobre Cultura.

Abraços,

Benny Franklin

 
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Benny Franklin
Belém, PA
3/11/2007 10:14

Quero dizer: Quem sabe...
Abçs. Benny.

 
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crispinga
Rio de Janeiro, RJ
3/11/2007 10:37

Laílton,
Muito comovente a situação de Jamelão, que sempre recusou o título de "Puxador de Samba", ele era um cantor e intérprete de voz potente e muito fôlego.
Minha pergunta é: Depois de tantos anos de contribuição ao Samba Carioca, a "Liga das Escolas de Samba" vai deixar morrer à mingua um dos seus maiores representantes? Onde estão os "BICHEIROS" que financiam esses desfiles milionários, ninguém vai estender a mão?
Vergonhosa a falta de respeito com artistas que tanto contribuiram para a Cultura Brasileira.
BJS
CRIS

 
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
Natal, RN
3/11/2007 10:54

Lailton, grande amigo. Concordo com você, com o Benny e a Cris. Algo está errado e não é só culpa do governo Lula da Silva, apesar do descaso à cultura que ainda impera. O problema vem de longe e também não dá para sanar de uma hora para outra. Há uma necessidade de se rever leis sobre direito autorais e a sustentabilidade da cultura. No caso do Jamelão, a coisa ainda é bem pior, até os amigos viraram as costas. Cadê os bicheiros que promovem as escolas de samba no Rio de Janeiro? Ser artista neste pais tá cada vez mais dificil. É vergonhoso.
Elizete

 
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Rubenio Marcelo
Campo Grande, MS
3/11/2007 13:26

Grande Lailton:

Oportuno e relevante [e deveras sensato] este seu desabafo.
Esta é, infelizmente, a triste e preocupante situação do processo cultural no nosso país. Um país-continente de um patrimônio artístico-cultural admirável, celeiro de gênios em vários campos da arte, mas tendo que encarar uma dura realidade desta (tão bem explanada aqui nesta sua matéria).

A culpa!? Ah... Talvez seja de todos nós. Até pela inação.

Sim... Os artistas brasileiros estão entregues ao “Deus Dará”!

Mas o nosso país é também conhecido como o país da fé (aquela que pode 'remover' esta vergonha).

Por isso - quem sabe - é que já foi dito: Andar com fé eu vou / Que a fé não costuma "faiá".

Fé, sim. Mas, também, ação!

Já.

 
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
Oeiras, PI
3/11/2007 14:04

Grande Lailton:

Oportuno e relevante [e deveras sensato] este seu desabafo.
Esta é, infelizmente, a triste e preocupante situação do processo cultural no nosso país. Um país-continente de um patrimônio artístico-cultural admirável, celeiro de gênios em vários campos da arte, mas tendo que encarar uma dura realidade desta (tão bem explanada aqui nesta sua matéria).

A culpa!? Ah... Talvez seja de todos nós. Até pela inação.

Sim... Os artistas brasileiros estão entregues ao “Deus Dará”!

Mas o nosso país é também conhecido como o país da fé (aquela que pode 'remover' esta vergonha).

Por isso - quem sabe - é que já foi dito: Andar com fé eu vou / Que a fé não costuma "faiá".

Fé, sim. Mas, também, ação!

Já.
Faço coro com o Rubenio: Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já, Ação já...!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

 
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Rubenio Marcelo
Campo Grande, MS
3/11/2007 14:40

Joca Oeiras,
Sim... Antes que "A fé esteja pra morrer" é preciso Ação.
Pela transcrição - na íntegra - do meu texto, fica claro que apoiaste o que pensei.
Obrigado.

 
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brigitte
Goiânia, GO
3/11/2007 15:00

Lailton,
É desconsertante tanto desrespeito por aquele que fez o samba ganhar os anais da história da música, nosso JAMELÃO.Concordo em genero, número e grau com a sua colocação e indignação. Nosso país não valoriza a cultura, pois o retorno financeiro não é imediato. As leis de incentivo ao patrocínio são uma piada, e o empresário quer retorno imediato e garantido, algo como isensão de impostos, do que o Governo não abre mão. A situação do artista brasileiro é preocupante, pois poucos tem a felicidade de poder sobreviver e ter uma vida digna com os frutos do seu trabalho artístico e cultural.
Abraços, amigo.

 
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
Natal, RN
3/11/2007 15:46

Amigos, estou ligada neste fórum, todos os comentários são enviados para mim (chic de doer). Tenho observado que nossas falas se resumem em duas palavras fé e ação , a primeira eu sei + ou - o que venha a ser, a segunda ainda tenho que aprender.

O que é ação na verdade? O que fazer para as coisas mudarem?
O que nós podemos fazer para haver mudança? é só reclamar do governo, das leis estabelecidas ou as leis que não são cumprida?

Eu iniciei a minha vida profissional fazendo vídeos documentários sobre problemas sociais para utilizar na escola. Nunca recebi um tostão de verba publica, todo o dinheiro e maquinário saiu do meu bolso.

Uma vez participei de uma concorrência na universidade para financiar um vídeo documentário sobre a vida e obra de um artista daqui da região. Quem ganhou foi uma colega que propunha um vídeo sobre Paulo Freire, o dinheiro saiu para ela.

O tempo passou o meu vídeo saiu aos "tranco e barrancos" e "papei" dois prêmios (local e nacional). Ela não fez o filme, começou e deixou para lá, disse que perdeu o tesão pela história. E ficou por isso mesmo. Depois descobri que "infeliz" era filha de uma professora da universidade já aposentada.

Fiquei "puta da vida" com a universidade. Hoje descubro que meu vídeo está sendo adotado em várias escolas do ensino básico nas aulas de artes.
Se ação for fazer as coisas sozinhas com o dinheiro do próprio bolso eu sei então o significado da palavra. Se a palavra ação for diferente me digam.
Há coisa mais chata do que participar de concorrência pública para ações culturais neste país? Tentemos então as concorrências dos bancos nacionais e de empresas de petróleo que eu não quero dizer o nome. É o "Ó"!
Elizete

 
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Alê Barreto
Rio de Janeiro, RJ
3/11/2007 17:02

Lailton, obrigado pelo convite a esta importante discussão. Sem querer ser simplista, até porque a questão é complexa, eu arrisco a dizer que a situação da maior parte dos artistas brasileiros deveria ser vista sob o prisma da pequena e média empresa. Eu não sou artista, mas sou um produtor cultural, um administrador e, em útima instância, um pequeno empreendedor. Presto serviços. Acho que há muito que se desenvolver em nosso país em favor do pequeno empreendedor. Eu particularmente luto pela melhor organização do mercado cultural. Por isso, acho que o caminho é lutarmos para construir cada vez mais formas de nos inserirmos na renda nacional.

 
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Kais Ismail
Porto Alegre, RS
3/11/2007 17:24

Lailton,
sempre sonhei em fazer cinema desde pequeno. Por isso, na primeira oportunidade lá estava eu servindo cafézinho em um estúdio de televisão que gravava comerciais. Isso foi em 1985.
Era sabido que era mais fácil chegar no cinema, pela publicidade.
Só no de ano de 1989, depois de já ter feito centenas de comerciais como diretor de produção, consegui fazer através de uma produtora, o meu único curta. http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=763
No ano seguinte, tentei buscar recursos para o meu segundo filme, e o que eu escutava dos prováveis patrocinadores, era que não compensava investir em curtas, uma vez que eles eram vistos apenas por meia dúzia de gente em lugares alternativos.
Eles tinham razão no ponto de vista de investidores com fins lucrativos.
Naquela época, a Igreja Universal não havia comprado ainda todas as salas de cinema de bairro e centro. Havia em Porto Alegre, salas com até 1.000 lugares, como era o caso do Cine Vitória, que fica bem no centro da cidade. Percebi que as dezenas de milhares de trabalhadores do centro, tinham em média uma hora e meio de almoço e que eles não levavam mais do que 25 minutos para almoçar. Restando-lhes um bom tempo sem ter o que fazer ou a onde se acomodar.
As sessões do Cine Vitória, só começavam a partir das 13:30, então negociei com a administrção do cinema a exibição gratuíta de curtametragem na hora do almoço. Eram 3 sessões diárias, de segunda á sexta. 12:00, 12:20 e 12:40.
A prefeitura pagava as despezas de enregia e limpeza e o cine ganhava exibindo os trailer dos filmes em cartaz antes dos curtas.
Assim nascia o CURTA AO MEIO-DIA.
Entretanto, como eu era pessoas física e a prefeitura me dava uma ajuda de custo no valor aproximado de um salário mínimo, no terceiro mês, após um sucesso tremendo (500 pessoas p/dia) a prefeitura cancelou o projeto alegando que era pra evitar vínculo empregatício! Nos meses que antecediam as eleições de 1994, eu me encontrava em Búzios e fui chamado a Porto Algre para retornarmos com o projeto. Da mesma forma foi! Passou as eleições, tchau, tchau!
ambém criei e registrei o projeto disque-cultura, que falarei em outro momento.
Mas, em resposta a todos os problemas acima, tenho todas elas em uma comunidade do orkut, que lá postei por ter grande público e ser gratuíto. Entretanto quero muito trazer para o overmundo este assunto que é de extrema importância para o país. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3578994

 
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Mansur
Rio de Janeiro, RJ
3/11/2007 17:39

Ao desavisado pode parecer despeito e inveja, nós artistas desconhecidos, falarmos mal da mídia em geral e dos favorecimentos financeiros. Mas na verdade conheci muitos artistas talentosíssimos que não tiveram como se firmar, por entender a arte pelo ponto de vista da arte mesmo, e não pelo ponto de vista do mercado. Seríamos nós obrigados a ser "pop" para viver de música, poesia, literatura, pintura...
O financiamento público da arte que não se submete ao "mercadão" é irrisório. Têm que ser "moderno"...têm que ser "pop"...ora, ora, ora...tenha paciência...e Jamelão nessa situação...dá vergonha, Jamelão deveria ser tratado como um monumento vivo. Mas vêm aquele papo...o artista têm que se organizar, se inserir no mercado, buscar os meios...imagine Jamelão escrevendo um projeto para a lei Rouanet. Conseguiu imaginar? Parabéns. Eu não consigo. Esses argumentos engajados são de uma sordidez assustadora...a "elite branca e culta" vê as coisas de cima, e acha que o "jogo" é esse mesmo...se vira nos trinta...e Jamelão que se vire nos oitenta...
E o ministro? Cadê o ministro? Ah...deve estar em alguma performance pelo mundo...ou quem sabe aprovando algum projeto cultural para um show da Preta Gil...esse país não é sério...

 
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Fanny
Rio de Janeiro, RJ
3/11/2007 18:14

Cadê o dinheiro para ajudar o Jamelão? Enquanto isso ele está sofrendo. A idade é avançada, e sem recursos tudo fica muito mais difícil e doloroso. Ele tem que ser ajudado imediatamente. Depois é muito tarde. Cadê o Ministro da Cultura? Jamelão é patrimônio!!!!!

 
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Benny Franklin
Belém, PA
3/11/2007 18:28

Senhores,
No caso de alguém querer/escrever sobre o lamentável abandono que toma conta de Jamelão em sua triste agonia, pelos que dirigem a cultura neste Pais e/ou pelos senhores que comandam as Escolas de Samba no Rio, por favor não me venham com o papo inaceitável, de que a colaboração está fora de lugar. Por favor, não!
Abçs. Benny Franklin

 
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Rangel Castilho
Anastácio, MS
3/11/2007 19:02

Salve, Laílton!!!
Obrigado pelo convite.
Ainda não me sinto bem municiado para falar profundamente sobre o assunto, mas o que me passa pela cabeça e aproveitando seu texto é que, meios existem de garantir o pão de cada dia dos artistas só que não funcionam.
O ECAD por exemplo, da qual a SICAM e a SOCINPRO são afiliadas
e da qual voce é afiliado, têm muitas respostas a dar aos artistas.
Assim como muito dinheiro a repassar.
Também segundo alguns artistas, entre eles o compositor Abel Silva
veja esse link:

http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=684

diz que grandes empresas que deveriam dar o exemplo e pagar o que deve aos autores são os primeiros a dar calote.

É grave a situação dos artistas pois até o serviço social (o famoso INSS) que deveria reconhecer a flexibilidade da carreira e montar um plano diferenciado para cantores, compositores, etc, nada faz.

Vou tentar ler alguma coisa, depois eu volto!!

 
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LAILTON ARAÚJO
São Paulo, SP
3/11/2007 19:18


AMIGOS E AMIGAS...

Quero argumentar ao que foi escrito pelo amigo Rangel Castilho - muito boa a exposição sobre o compositor Abel Silva - e dizer que eu coloquei a SICAM e SOCINPRO, como exemplos de associações que estão vinculados a maioria dos artistas e criadores culturais.

Não estou defendendo estas associações acima. Tive e tenho brigas semanais pelo repasse de meus direitos autorais (grana pequena), e ainda sou menino na música. Outros autores e autoras possuem uma vasta obra musical ou literária. Têm o direito de receber pelo que criaram. O Ministro Gil sabe desses rolos autorais, e até hoje não colocou o tema para investigação. Nem o jabá foi investigado!

Falando mais uma vez de "JAMELÃO"...

O MinC, Gilberto Gil, Lula, Secretários, Governadores, Prefeitos e outros, sabem ler...

O descaso com o artista “JAMELÃO” não é de hoje. Leiam a matéria transcrita integralmente da “Folha Online”.

21/11/2006 - 18h30
Jamelão sofre outro derrame e é internado no Rio

da Folha Online

O sambista Jamelão, 93, sofreu o segundo derrame em pouco mais de um mês. O famoso intérprete da Estação Primeira de Mangueira deu entrada nesta terça-feira no hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro, e será transferido para o hospital Copa D'Or.

De acordo com o boletim médico divulgado no início da noite de hoje, o cantor e compositor apresenta, além do derrame (ou AVC, sigla de acidente vascular cerebral), um quadro de forte desidratação.

Jamelão já havia sofrido um derrame em outubro. No dia 25, foi internado em São Paulo, onde morava temporariamente devido às apresentações semanais no Bar Brahma, na região central de São Paulo. Apesar de andar normalmente, o AVC afetou suas funções cognitivas. Com isso, ele ficou impossibilitado de gravar o CD das escolas de samba do Carnaval de 2007 --foi substituído por Luizito, outro intérprete da Mangueira.

Leiam a matéria completa...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u66255.shtml


Eu escrevo...

O MinC precisa ouvir este foro do Overmundo. O Brasil é de todos! Os políticos brasileiros e seus auxiliares são pagos com o dinheiro dos impostos de todos os cidadãos. Inclusive dos impostos arrecadados pelos criadores da arte brasileira!

Será que eles estão lendo o que estamos debatendo?

Abraços.

Lailton Araújo

 
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Lígia Saavedra
Ananindeua, PA
3/11/2007 19:41

Se Jamelão, artista mundialmente conhecido, está nessa situação imagina o Zé das Couves. Este assunto me diz respeito mas sinto-me envergonhada de dizer que cantei por vinte e seis anos e não teria dinheiro para bancar, assim como Jamelão, um hospital. Sem carteira assinada, sem aposentadoria. Aqui no Pará, não temos Sindicato e a Ordem dos Músicos esteve por anos fora do ar por conta de uma administração fraudulenta.
Prefiro nem falar no assunto, mas quem sabe Jamelão não vire nome de rua, ou eu.

 
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Bia Marques
Campo Grande, MS
3/11/2007 21:22

O assunto é vasto... Aqui no Matão reiteradas vezes debatemos como pode acontecer de num mesmo evento pagar mil xis pra um artistas e 0,000001 xis pra outro, também não cansamos de questionar onde está a verba que o ECAD recolhe e deve repassar ao autor. O caso é que temos uma faca de "dois legumes" porque lei e governo são ineficientes, também o artista o é na hora de lidar com seus direitos e pensar/produzir além da arte, sua própria sobrevivência... Não vejo solução imediata nem pro Jamelão (que os anjos olhem por ele) nem pros milhares de brasileiros na mesma situação (artistas ou não)... Entendo que postura e atitudes cidadãs se constroem e modificam muito lentamente, mas somente por aí a situação pode encontrar uma saída efetiva. Educação e Saúde são garantias constitucionais, mas só faz valer quem é dono desse saber.

 
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Claudia Puget
Muqui, ES
3/11/2007 23:22

Fui Atriz... digo:sou Ex-Atriz. com tranquilidade, pq. preferi assumir q. ñ trabalho pago mais para trabalhar... mas houve o tempo abastado, e geladeira cheia, qd. fiz muitas propagandas(anuncios, comerciais) foi uma época bacana... fiz novela... ai um diretor me chamou a atenção, pq. pedi p/ refazer uma cena, e ele é e foi capaz de passar minha cabeça em uma bandeja. cai de um ponto alto.
mas ACORDEI.
hj. voltei a estudar,e abracei a Educação, ñ é na esperança de ganhar mais... hahehe... é só p/ ter um trabalho artistico, mais consistênte e construtivo, contribuindo p/ a construção de pessoas.
Já faz tempo em q. artistas devem trabalhar somente por um prato de comida.
Toda a Energia dispensada a promover boas e verdadeiras gargalhas é possivelmente mensuravel.
abençado sejam os artistas,
Que possamos ter uma Proteção Divina Sempre.
...
puget

 
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carlos magno
Rio de Janeiro, RJ
4/11/2007 00:06

Olá amigo Lailton Araujo,

Obrigado pelo convite para entrar neste debate de suma importância para todos nós.

O direito autoral sempre foi um grande problema nessse país.
O autor já é inferiorizado pela omissão do seu nome quando sua obra é executada na midia. Eles só anunciam o nome do cantor.
Como compositor, apesar de ter mais de 50 músicas gravadas por vários cantores importantes, como: Elza Soares, Jair Rodrigues, Hebe Camargo, Benito de Paula e outros Mais, nunca vivi de direitos autorais. Sempre me defendicomo cantor me apresentando em shows. Batalhei duante 15 anos consecutivos nos Bares e boites de São Paulo. Naquela época os fiscais dos direitos auuorais recebiam uma planilia com o repertório que era executado pelos músicos e cantoresde cada estabelecimento mas mesmo assim tudo continuou na mesma.
Por isso é que eu digo que o direito autoral, semprefoi um grande problema nesse país.
Meus inceros aplusos e abraços amigo Lailto Por esta iniciativa.
Carlos Magno.

 
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Marcos Paulo Carlito
Coxim, MS
4/11/2007 00:10

OK, ok, ok, ok, ok, ok, ok, ok, ok, ok, ok, mas, o que mais?

Não, porque o ponto de vista de todo mundo é ótimo. O meu nem vou colocar porque seria redundância.
Estou conforme o Joca, o que vamos fazer para ser diferentes da grande maioria brasileira?: Olha, fala, e vai embora metendo o pal no mundo?

Nestes casos sou de poucas palavras. QUERO AÇÃO!!! AÇÃO!!!

Proponho um abaixo assinado com nome, CPF e endereço de cada um dos overmanos. Em favor de que? Da aposentadoria para os artistas? Não sei, teríamos que por em votação aqui:

Fazemos o abaixo assinado no Overmundo? sim ou não?
Caso sim, para conseguir o que? Pleitear um direito ou manifestar nossa força e indignação?

Meu voto é: sim, abaixo assinado!
Dirigido a quem: Ministro da Cultura
Para conseguir o que?: Uma resposta objetiva e pública, aqui no Overmundo, sobre o que ele, efetivamente, vai fazer para salvaguardar artistas da envergadura de Jamelão (se formos pensar em salvaguardar todos os artistas aí fica difícil. Penso que devemos dar um passo de cada vez).

Se alguém topar eu topo. Se tiverem idéia melhor, topo também. O que não dá é ficar apenas na observação crítica.

Grande abraço com muito respeito a todos!

 
responder   responder citando
 
Kais Ismail
Porto Alegre, RS
4/11/2007 00:26

Marcos Paulo,
A ação já foi oferecida lá em cima.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3578994
Será que não ficou claro que este projeto tem condições de injetar quase 2 bilhões de dólares anuais para a cultura popular brasileira? Ninguém achou interessante ou nem se deram o trabalho de ler? Nem uma dúvida ou pergunta?

 
responder   responder citando
 
Benny Franklin
Belém, PA
4/11/2007 00:56

O ponto de partida - além de uma manifestação pública, ou que sabe. coleta de milhões de assinaturas direcionadas ao Ministro da Cultura (?) e ao Presidente (?) exigindo Medida Provisória (mas têm que ver se cabe isso...) no intuíto de criar Lei Específica como garantia e salvaguarda aos fazedores de cultura neste País -, pode ser esse Projeto do Kais contido em sua Comunidade no Orkut. É de se analisar, ou de fazer os ajustes necessários, no que nele couber.
Portanto, acho que todos nós opinando algo, quem sabe encontraremos bela saída?

Então, vamos empurrar o barco!

Abraços,

Benny Franklin

 
responder   responder citando
 
Mestre Jeronimo - JC
Austrália
4/11/2007 01:59

Axe' Lailton...

...grande poeta, ativista, artista... amigo, convite feito, o jogo... ta 'bao'... ,

Muita gente, na roda, gingando musica, discussao...

Tua questao: será que eles estão lendo o que estamos debatendo?

Outra, do Mansur: sera que todo mundo precisa ser "pop"?

Deveras, tem muita acentuacao neste jogo, e muita gente morrendo, pois, pra isso, estamos vivendo. Ate aih, nada de novo, neh?

Entao... serah que 'jamelao' sendo mais um de tantos, vai despertar algo que vale pra ter a acao, que eh sugerida? Eh uma questao, mais uma sugestao, quem sabe, a gente ate consegue fazer essa acao... sabe quem!?

Enfim, sem fim... esse assunto, parece que vai perdurar ainda por muitas linhas, eu vou meditar mais um pouco, e ler, idem, quica, responder ate a mim proprio, NA ACAO, quem sabe, ate consigo ter uma razao, pra fazer MINHA REVOLUCAO!

Sarava pra quem de feh... caminhando e cantando, seja com Clementina, um joao... e quem evoca a emocao, feito seo Jamelao.

 
responder   responder citando
 
j.alves
São Paulo, SP
4/11/2007 07:32

Parabens Lailton por expor a dura miseria que esta vivendo a classe artistisca que nao sao os deuses escolhidos pela midia e nem sempre tem qualidade, pois a maioria esta passando por uma situaçao até humilhante, pra poder sobreviver, isso em todas as areas, musica. artes plasticas, etc Vivemos num pais dito cultural mas o artista é obrigado a viver muitas vezez tratados como lixo, ou pior que bandidos pois nao existe Direitos humanos pra proteger, como muitos artesaos que nao podem trabalhar nas ruas pela prefeitura,as poucas feiras de artesanatos estao loteadas e os artesao nao tem acesso popis os espaços estao vendidos na maioria por gente que nao tem que fazer, aprende umas coisinhas em programas deTV, e acabam comprando os espaços dos artistas de verdade que estao obrigados a pastar, e nem poder trabalhar como nao tivesse que pagar contas e se sustentar, inté pela policia militar que nao tem mais que fazer pois o artista de rua é que virou bandido , pois secretaria de cultura só existe para os eleitos que tem todo apoio da midia e do Des,governo.
enquanto isso a maior parte dos artista dança, Será que o artista só tem direitos depois que morre ??

 
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Mailsa
Petrópolis, RJ
4/11/2007 10:40

Estou como a Lígia e a Claúdia lá em cima. Preferia nem falar nisso porque vejo pessoas que amo muito vítimas dessa sacanagem e desse descaso. Mas também acho que alguma coisa tem que ser feita e sinceramente a gente ficar aqui reclamando e reclamando não sei se ajuda muito. Já estou de saco cheio da dura realidade de meia dúzia ocuparem seu lugar no olimpo dos subsídios e financiamentos e milhares de artistas fantásticos passarem a vida na "cova rasa". E não venham culpar a pirataria porque muito antes disso a situação do artista no Brasil já era de total abandono. Eu defendo todos os dias a arte como forma de empoderamento do sujeito e de transformação do mundo, e quero continuar defendendo com a certeza de que o artista pode viver com dignidade. A idéia do Kais lá em cima procede, mas eu gostaria de entendê-la melhor. Quem sabe não se poderia dar uma arrumada e postar aqui para a gente discutir, mesmo porque lá só consegue entrar quem tem orkut. O Benny também sugeriu algo como um abaixo-assinado, alguma coisa assim.... bem...
bjs. Mailsa

 
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Labes, Marcelo
Blumenau, SC
4/11/2007 12:05

Laílton, respondendo diretamente ao teu texto, sem ler os comentários:

Aí está. Overmanos de todo o país dizem que conhecem pessoas (se não são elas próprias) que passam por dificuldades, e eis que também posso dizer que conheõ aritstas que passam por dificuldades.
O que tenho percebido por aqui é que a classe tem se 'profissionalizado', ou seja, tem tentado e conseguido, muitas vezes, se beneficiar de projetos municipais e estaduais. Existem, por exemplo, no estado, um curso bem bacana que ensina como fazer o projeto. Outro, que ensina como executá-lo.
E há o povo que não consegue passar nos editais, que tem que procurar outras saídas. Alguns amigos meus dão aula de música. Alguns, fazem arte decorativa (sendo grandes artistas plásticos, desde já) para conseguir pagar o aluguel.
Daí eu penso: há saída? Imagino que sim. E, mesmo verificando o Brasil como um país difícil para se viver sendo artista, creio que o artista pode se especializar em outras coisas além de na sua própria arte. E uma dessas especializações talvez seja "encontrar formas rentáveis de vender sua arte".
Acho que hoje podemos abdicar da imagem de artista mítico, um semi-deus que vê o mundo de cima e lá faz a sua arte. Digo isso porque também conheço muita gente que espera que apareça um mecenas que lhe vá comprar as obras ou uma gravadora que lhe vá gravar e distribuir as músicas, quando esse é o caminho mais difícil.

 
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Rubenio Marcelo
Campo Grande, MS
4/11/2007 12:17


... Enquanto isso, o grande Jamelão (ícone da cultura musical brasileira, especialmente o samba) continua em périplo com a sua dor, peregrinando nosocômios, já tendo passado por 'Santa Casa', Copa D'Or e, agora, Casa de Saúde Pinheiro Machado (RJ).

O Santo Padre João Paulo II, no auge da lucidez que lhe era peculiar, afirmou - com sabedoria - num discurso perante o Mundo da Política, da Cultura e da Arte: “Se a Cultura for marginalizada, se a Arte for descuidada e desprezada, põe-se em perigo a própria sobrevivência de uma civilização, porque se impede a transmissão daqueles valores que constituem o bem comum e a profunda identidade de um povo”.

No nosso caso, recentemente, foi dito, com propriedade, que estamos diante de "um apagão na cultura". Mas não podemos (nem devemos) ficar apenas criticando (como já foi exposto acima) o fato de que aqui apenas as elites são tratadas a caviar. Não. O que temos que fazer é encarar de frente os açoites das adversidades, e buscarmos apoios institucionais fortes, adequar e fortificar a(s) legislação(ões) específica(s), fomentar - com determinação e constância - lídimos movimentos, diretrizes e fóruns organizados que visem a modificar as idéias retrógradas, sensibilizar a política cultural (e artística) e fortalecer as bases da Educação. Quem sabe, assim, sejamos capazes de - qual a fênix lendária - renascer das cinzas. A causa do êxito ou do fracasso [pode] está em nós mesmos.

 
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"NATO" AZEVEDO
Ananindeua, PA
4/11/2007 15:34

Mas, que merdas... esse computador acaba de APAGAR extenso comentário meu, porque diz ele eu não estava logado !
PALAVRAS SÃO PALAVRAS E NADA MAIS QUE PALAVRAS... já dizia Shakespeare. Mas, volto ao debate:
1} fico com os comentários de ELIZETE e do MANSUR, mas sou contra abaixo-assinados, eles não servem para nada. Melhor será cartas DIRETAS ao Ministro ou aos jornais de cada cidade.
2)SÃO AS PREFEITURAS as primeiras e maiores responsáveis pelo apoio/divulgação/remuneração do Artista... se fizessem isso, cada um teria verba/fama para seguir adiante por seus próprios méritos. "HÁ DINHEIRO PARA TUDO NELAS... MENOS PARA A CULTURA", é o que sempre digo nos meus protestos.3)Em cada cidade/Estado há uma "panelinha" artistica que IMPEDE ou solapa o nascimento de novos artistas, puxando sempre as verbas de programas e projetos para si mesmos ou para seus protegidos e apadrinhados. ALGUÉM NEGA ISSO?
4)A vergonha maior do Brasil não é a morte de nossos (antigos/novos) ídolos na pobreza, mas esse bando de vampiros chamados ARRECADADORAS DE DIREITOS AUTORAIS que cobram de absolutamente todo e qualquer artista e só repassam verbas para os nomes maiores, "sumindo" com todo o restante. Enquanto isso não acabar, ficaremos falando de artistas pobres.
4) as novas mídias (internet, etc) continuam a EXPLORAR o artista desconehcido, enquanto se protegem e faturam com ARQUIVOS de fotos & músicas/imagens que não são seus, para os quais nada contribuiram ou pagaram. A MERDA CONTINUA...

 
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BETHA
Carnaíba, PE
4/11/2007 16:06

Oi, Laílton,
é lastimável que um país tão culturalmente rico trate assim artistas como Jamelão e tantos outros... sem se falar como somos tratados todos os dias tendo que ouvir essas porcarias nas rádios e televisões! Não acredito em abaixo-assinados, eles sabem exatamente o que fazer, mas escolhem não fazer para benefício próprio!

 
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Kais Ismail
Porto Alegre, RS
4/11/2007 16:09

JÁ Q A MAIORIA Ñ SE DEU O TRABALHO DE AVERIGUAR O Q ESTOU PROPONDO, MOSTRAREI UM POUCO DO DEBATE:
Olá!
Kais, já há algum tempo fui por vc convidada a ingressar nesta comunidade/projeto e somente agora venho tecer alguns comentários pelo fato de que quis ler todo o tópico, para melhor entendimento, e estava, até então, sem tempo para tanto. Mas vamos lá:
É verdade que os veículos de comunicação, mormente a TV, e, consequentemente, as propagandas publicitárias de produtos fabricados por grandes empresas dos mais diversos setores, são grandes formadores de opinião, influenciando a sociedade em geral. Ao influenciarem de forma negativa, o que é a regra (já que, no mínimo, estimula-se o consumo), tornam-se essas empresas responsáveis pelos danos e prejuízos que os seus produtos venham a causar a toda sociedade, individualmente ou coletivamente considerada. Não é à toa a crescente quantidade de ações indenizatórias (principalmente nos Estados Unidos) contra empresas donas de grandes marcas que vendem seus produtos através de propaganda em larga escala.
Assim, enxergo uma relação entre esta responsabilidade e a idéia implícita no projeto: este visa o aprimoramento da cultura em sentido amplo e, a partir da premissa de que a cultura é o maior bem de todo e qualquer povo, conclui-se que a responsabilidade social da grande empresa (que pode gastar tanto com uma publicidade que, não raro, "envenena") deve alcançar o desenvolvimento da cultura.
Pelo que entendi, a lei vertente disciplinaria a arrecadação pelo Ministério da Cultura, através dos órgãos fiscais, de uma porcentagem
- do que as empresas de grande porte gastam com publicidade - a ser destinada aos cofres públicos municipais e, assim, à produção de cultura no local por pessoas que demonstrassem o seu compromisso nesse sentido.
Sim, todos se beneficiariam. Vejo, inclusive, como uma indenização coletiva (e não somente em cada caso concreto, quando dificilmente se consegue provar o prejuízo que o consumo instigado psicologicamente pela propaganda provoca. E isso não tem acontecido no Brasil ainda!). Seria mesmo uma compensação via legislativa aos malefícios
causados pela propaganda de certos produtos (não só de cigarros e bebidas alcoolicas, mas também até de comida, como se pode constatar no documentário "Super Size Me"; enfim, a incitação ao consumo em si já é maléfica e difícil de ser provada, principalmente quando se pode ferir interesses de poderosos).
Destarte, afirmo que a idéia é muito boa! Infelizmente, principalmente no Brasil (nosso país que tanto amamos), é tarefa difícil de ser concretizada. Disponibilizo-me para fazer minha parte e posso estudar, pesquisar, para compreender melhor como funciona todo o processo. Mas eis agora algumas indagações: Ingressemos com um projeto de lei de iniciativa popular perante o Congresso Nacional. Não precisa que esteja perfeito em termos formais, tendo em vista que lá eles formalizaram para a devida transformação em lei e isso nem é mesmo exigido de um projeto de iniciativa popular. Porém, é preferível que sejam estudados todos os aspectos do Projeto a ser apresentado com o maior número possível de signatários representando toda a sociedade porque, otimismos (e não utopia) à parte, é difícil que seja ele aprovado e convertido. São necessários um estudo e a concretização de todos os detalhes, do momento da arrecadação até a distribuição do dinheiro a cada município e a fiscalização do efetivo uso - pelo Executivo Municipal e pelas produtoras do dinheiro - à sua finalidade. A definição da porcentagem em 10% também merece, a meu ver, um estudo. Por que exatamente os 10%? Talvez pudesse haver concomitância entre as leis de incentivo e a "10 para a Cultura". May, mais atrás, falou de cota de patrocínio, mas acredito que arrecadaria pouco se comparado ao que uma lei imperativa conseguiria. Tudo isto, dentre outras questões, mostra que a criação de uma ONG para esse fim pode mesmo ajudar o desencadeamento de todos esse estudos e formalizações. O fundamental, realmente, é que nos unemos a fim de deixar muito claro aos nossos governantes e legisladores quais são as prioridades do povo brasileiro e que o aprimoramento da cultura
converge à obtenção dessas prioridades!...
Pois bem, estou aqui e estou disposta a estudar e a ajudar de alguma forma, além de divulgar a comunidade.
Como muita gente, creio que eu seja um tanto quanto alienada, mas sinto necessidade de me engajar em prol da sociedade. Engajemo-nos!!!

Marisa
Política cultural
Como ex-publicitária, acredito que essa lei incentivará as empresas que investem pesado em marketing e propaganda, para que se estruturem melhor para desenvolver sua política cultural, como muitas já o fazem, que é definir em qual perfil cultural eles vão investir: música, teatro, dança, literatura, etc. Acho que é válido a empresa patrocinadora ser uma "apaixonada" por determinada arte. Me parece mais espontâneo... Se a maioria das empresas fizer isto, será gol pra nós!

 
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Kais Ismail
Porto Alegre, RS
4/11/2007 16:14

Kais
ZUPO
Do meu jeito tosco vou tentar sintetizar o meu pensamento pra mostrar que não é birra minha...
Eu penso que, se os meios de comunicação somente são liberado através de concessões públicas isto denota que este poder de liberação pertence ao povo. Entretanto, é muito irônico a forma como está sendo usado estes meios.
É como se alguém lhe pedisse o seu carro emprestado e com ele viesse a lhe pertubar até vc enloquecer. Com buzinadas, acelaradas, com a fumaça no ar e se bobear pode até lhe atropelar.
Por isso, acredito que a cultura deveria ter voz de comando e benefícios com estas concessões. Uma vez que, a cultura disputa espaço na única forma de se alastrar, usando os meios de comunicação.
Outra coisa absurda é que o governo só financia empresas, pessoas artisticas não. É preciso mudar isto tb!

 
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acgt
Campo Grande, MS
4/11/2007 18:09

Valeu Lailton !!!
Todas as colocações acima são pertinentes. Todas às vezes quando falamos de crises, de artistas, de falta de investimento e de apoio, nos vem sempre uma indagação:
Não será a “bunda gorda” da totalidade dos nossos artistas?
Veja o caso do nosso estado...
http://www.overmundo.com.br/overblog/ficms-ate-quando-vamos-ficar-coma-bg-na-cadeira

Se não lutaram pelos direitos de receberem o seus projetos aprovados, não tomaram iniciativas, imagina o resto.
Tivemos casos de colegas (artistas) que morreram na pobreza sem nenhum apoio, e hoje ganharam nomes de ruas e espaços culturais.
Para né !!!!

Abraços

 
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brigitte
Goiânia, GO
4/11/2007 20:43

Meus amigos,
JAMELÃO precisa de ajuda é agora!!! O projeto de Lei ou Ong ou Fundação é algo a ser pensado com mais clareza e conhecimento de leis que envolvem essas ações. São ações de longo prazo e o JAMELÃO´tem necessidade é já!!
Abraços.
Que tal uma conta bancaria para arrecadar em favor da famíla de Jamelão?

 
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Kais Ismail
Porto Alegre, RS
4/11/2007 21:01

Brigitte,
JAMELÃO precisa de ajuda é agora!!
CONCORDO CONTIGO! Mas é muito comodismo da nossa parte, deixar de imaginar que há centenas ou milhares na mesma situação que nem o JAMELÃO, com um agravante, não são conhecido e nem comentados por não serem famosos!
Para o JAMELÃO, basta cada um dos overmundianos enviar um email para o MinC que possibilidades haverá de se resolver! E os outros, que nem tomamos conhecimento??

 
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LAILTON ARAÚJO
São Paulo, SP
4/11/2007 21:26



AMIGOS E AMIGAS!


Pegando uma "carona" no comentário do "Kais" - que democraticamente e com conhecimento - está mostrando caminhos necessários, acho que um e-mail para o MinC é algo de urgência. Talvez via "Hermano Vianna". Talvez qualquer brasileiro ou jornalista!

Percebo que vários outros "Overmanos" que possuem uma "ligação quase direta" com o "Ministro Gil", não demonstraram interesse neste assunto. Não é só assunto do "JAMELÃO"... É de todos os operários da arte brasileira... O Grande "JAMELÃO" é urgência... Uma conta corrente "Overmundana" é algo precioso! Depois virão outras formas e soluções!

Talvez no próximo "PRÊMIO TIM", o homenageado seja "JAMELÃO". Os intelectuais gostam de homenagear os mortos! Dá ibope!

E aí? Qual bebida será servida no coquetel dos artistas e convidados para a grande homenagem? E os cachês milionários? E o patrocinador?

Meus amigos "OVERMANOS"... Tenho náuseas! Hipocrisia me faz vomitar!

Ministro Gil... Onde o Senhor está? Presidente Lula... O etanol é mais valioso que um artista brasileiro?

Dinheiro sim! Os caras de Brasília estão lá e cá! Lula lá! Lula aqui! O Overmundo é um site que tem os olhos do Ministro Gil... Sou um bom observador! É coisa de aprendiz de biólogo!

Não vou parar de escrever sobre esse assunto!

Abraços.

Lailton Araújo

 
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Kais Ismail
Porto Alegre, RS
4/11/2007 21:33

E eu não vou parar de insistir no 10 PARA A CULTURA, pois os efeitos da lei que será criada através dele, vai proporcionar uma revoluçao cultural a curto prazo, que irá mudar a cara desse país!

 
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acgt
Campo Grande, MS
4/11/2007 21:45

Lailton...
Somos taxados “bestas” do nosso Estado (Mato Grosso do Sul, com muito orgulho) pelos “puxas sacos de plantão” apoiamos a idéia !!!!
Conte conosco...sempre !!!!
Abraços


 
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LAILTON ARAÚJO
São Paulo, SP
4/11/2007 21:46


AMIGO KAIS!

Você com todo o conhecimento (sei que tem) poderia dispor o "10 PARA A CULTURA", em uma forma de fácil acesso para todos... Eu sei que a (ou em) longo prazo será (talvez) uma das soluções para o início da grande mudança cultural. É uma tentativa válida!

O que escrevi acima não é uma crítica para você! Sei da sua boa vontade de em pleno domingo, debater algo difícil! Merece elogios! Mostrou ter sensbilidade! Agradeço! Muito mesmo!

Vamos procurar soluções! Quem sabe... Uma lista de reivindicações e mandar via "imprensa"... Os dirigentes culturais - pelo menos - vão ser informados!

Grande abraço!

Lailton Araújo

 
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Mauro Paz
Porto Alegre, RS
4/11/2007 22:41

Salve, Lailton!

Ainda ontem estava falando com meu pai sobre este assunto.
De fato falta seriedade e reconhecimento para com os artistas brasileiros, autores da nossa matéria de maior valor.

Em tempos de fim dos direitos autorais, creio que nós artistas devemos nos organizar para garantir recurso que viabilizem uma produção artística de qualidade e demais direitos trabalhistas, como aposentadoria.

Abraço!

 
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Roberto Maxwell
Japão
5/11/2007 00:39

Estava escrevendo um comentario gigante que se perdeu. Mas, falava basicamente da importancia da educacao nesse debate.

 
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
Natal, RN
5/11/2007 01:23

Concordo com o Roberto Maxwell. A educação é tudo para mudar o caos do tratamento da cultura no Brasil. É na sala de aula que começa o conhecimento e o respeito pelos artistas de verdade e com certeza o reconhecimento. Não sei se foi isso que ele falou, já que o texto dele se perdeu.
Sinto uma grande resistência dos "intelectuais" da educação em tratar na sala de aula sobre artistas locais e regionais, acreditando que "as crianças não entendem", no entanto, se não começamos desde já plantando a semente cultural, provavelmente teremos um monte de crianças alienadas achando que Harry porter é mais importante do que " menino de engenho" de José Lins do Rego e que qualquer DJ gringo é mais importante do que Jamelão..
grande abraço para todos e boa noite.
Elizete

 
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Kais Ismail
Porto Alegre, RS
5/11/2007 07:29

Amigo Lailton,
em momento algum eu considerei o seu comentário como crítica, ao contrário! Por isso até, que peguei carona nele.
Abraços