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Daniel Duende
Brasília, DF
23/2/2007 13:55 |
Que a rede é o espaço natural para a auto-publicação e difusão para a arte alternativa (não fagocitada pela indústria cultural), já quase não se discute. A trajetória e as práticas de tanta gente boa, quanto o povo do Mombojó, os caras d'Os Seminovos, ou do Supercordas, ou do Lixo Extraordinário entre tantos outros, mostram que existe não apenas a grande possibilidade, mas também um "como fazer" para esta auto-publicação.
Se até a UOL já publica textos sob como fazer seu vídeo "bombar" no YouTube (não achei o link, mas a não ser que tenha sonhado, vi esta matéria ontem), não é hora de começar se escrever um Manual (ou manuais) de Auto-Publicação na Rede para Músicos (e Músicas) Independentes?
Este tópico está sendo aberto para conversarmos um pouco sobre isso, batermos uma bola sobre como deveria ser este manual, que informações deveria conter e, quem sabe?, até combinar de montar esta parada a 4, 6, 8, 10 ou qualquer múltiplo possível de mãos.
O que vocês acham?
Abraços do Verde.
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Daniel Duende
Brasília, DF
23/2/2007 13:59 |
Ô duende... escreveu, não leu, o micão cometeu...
"...a rede é o espaço natural DE auto-publicação...", "...tanta gente boa, COMO o povo do Mombojó..." e "o UOL já publica textos SOBRE como fazer seu vídeo bombar..." (e ainda não achei o bendito link)...
Mas... ainda assim, erros de digitação (e construção de frases) a parte, o que vocês acham do papo? :)
Abraços do Verde. |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
23/2/2007 16:25 |
oi Dani, legal a iniciativa. Para nós aqui do LixoExtraordinário está sendo uma novidade que aconteceu no susto. É claro que a possibilidade de lançar o trabalho na Rede e disponibilizá-lo gratuitamente para download esteve sempre presente, mas o pensamento mais "fácil" e tradiconal era sempre de ver tudo ali bonitinho, lançadinho, num suporte como o CD (mas cadê cacife - $ - pra isso?). E agora, quando as pessoas começam a ter acesso e comentam sobre o trabalho, sem que se tenha gastado uma fortuna com materiais de divulgação, assessoria, enfim, naturalmente aparece a necessidade de superação cultural mesmo, que eu, particularmente, nem havia me dado conta. Quando comentam "legal o trabalho, mas e o CD?" percebo uma leve resistência das pessoas em admitir aquilo como um lançamento de fato, de assumir que não precisam dele para ouvir a música, ela está ali (!): livre, leve e solta, pronta para ser explorada da melhor forma possível...
Somos desafiados por esses novos movimentos, criados por nós mesmos, mas ainda nos assustam nossas próprias manifestações práticas - pois nada mais prático num mundo sem ilusões do que lançar mão da Rede. Acho que podemos dizer que esses movimentos se tratam, sem exagero, das sinalizações iniciais de um novo paradigma: uma ruptura que gera tanto mutilações como invenções.
E para curar essa dor da mutilação é preciso um bocado de generosidade de nossa parte, afinal, como diz um amigopalhaço pobre star "dar não dói, o que dói é resistir". |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
23/2/2007 16:54 |
ops.... dando os devidos créditos à frase "Dar não dói. O que dói é resistir": ela é de outro amigo palhaço, ops!, quer dizer, diretor de teatro, Hamir Hadad.... |
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valdir batone
Rio de Janeiro, RJ
23/2/2007 17:55 |
A transformação cultural da web na música foi desvincular a canção, não só de uma plataforma física, como é o caso do CD, mas da unidade que prevalecia no disco. A necessidade da estréia em disco (nem falo em CD) atende a expectativas que do ponto de vista comportamental do internauta já não encontram muita correspondência. No entanto a expectativa existe, talvez pela sombra da ilegalidade que o download assumiu com as campanhas anti-pirataria. Então existe um público que aceita mas não entende propriamente o que a prática dele representa: o fim disco como um conceito de trabalho.
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
23/2/2007 18:11 |
Acho que podemos resumir esse papo assim: porque ainda se pergunta "e o disco?" se ninguém mais compra discos?
Mas como essa questão pode contribuir para o Manual?
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Carlos ETC
Salvador, BA
23/2/2007 18:22 |
Bem Gabriela, é uma pergunta que acho válida, sim! (talvez pra outro tópico de nosso forum, mas é muito válida mesmo!)
De qualquer forma, a elaboração (ou pelo menos o debate) desse manual muito me interessa. Não sei se eu teria conhecimento para compartilhar (visto que sou muito leigo neste meio), mas fiquei bastante curioso e espero que dê muitos frutos. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
23/2/2007 18:55 |
Olá meus amigos. Fiquei muito feliz ao ver as mensagenzinhas de "novo comentário no tópico do Manual de Auto-Publicação..." pipocando no meu Gmail. Obrigado por terem comparecido tão rápido.
Já entrando no papo, concordo como Carlos a respeito da validade do tópico, e ainda vou além.... acho que ela é uma questão válida para ESTE tópico. Um dos temas que o "pequeno manual..." deve abordar é justamente este, da ruptura que está acontecendo, das novas formas de fazer/distribuir música que estão surgindo e sua ruptura (para usar de novo a mesma palavra) com o velho modelo gravadora-disco-massmedia. Se ainda perguntam pelo CD, é porque os dois mundos (o mundo de auto-publicação na rede e o mundo da gravadora-cd-massmedia) ainda coexistem, e a grande parte das pessoas só consegue enxergar o segundo. Não é culpa delas. Vocês do Lixo Extraordinário, assim como o pessoal das outras bandas que citei (e de bandas que nem conheço mas tb fazem parte deste movimento) fazem parte de uma vanguarda de modos de produção/difusão -- algo que ainda está surgindo, e que pretendemos pioneiramente indexar e capturar neste manual que dá sentido a este thread. A pergunta então é muito válida e deve ser discutida aqui (ou até em outro thread, por motivos de organização de conversas), mas certamente levará a respostas que serão úteis para o manual.
E agora a você, meu amigo Carlos, tenho a dizer que sua colaboração já é bastante importante simplesmente pela atenção e disposição. Mas, mais do que isso, fico feliz de podermos contar com a sua inteligência e até com seu olhar "de fora", se este for o seu olhar, para nos ajudar a buscar a melhor forma possível para o manual. Desconfio que você seja muito menos leigo do que afirma em sua humilde apresentação, mas mesmo que fosse, que bom seria se os redatores de manuais reconhecessem o valor dos leigos na discussão dos mesmos. Portanto, seu conhecimento e sua eventual "ignorância" são bem vindos e preciosos aqui. :)
Podemos começar discutindo a questão da ruptura que foi levantada, ou devemos acomodá-la em outro thread e seguir em frente com o "elencar" dos temas do manual?
Abraços do Verde. |
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valdir batone
Rio de Janeiro, RJ
24/2/2007 12:13 |
Acho que podemos seguir daqui. Falei da questão do disco x módulo musical MP3 porque estratégicamente falando uma banda tem que jogar com essas duas idéias na promoção do seu trabalho: acredito ser necessário lançar inicialmente na rede um punhado de canções que caracterizem a idéia de um disco. Fica esquisito tentar promover um nome a partir de pouco material, o ideal seria começar com um site dispondo pelo menos 9, 10 músicas. A partir de então, pra manter o fôlego da novidade e uma exposição continuada pra um público que é disperso e invisível como é o internauta, a tática inverte: pratica-se o conta-gotas com o lançamento em períodos regulares de novas canções, fazendo um trabalho de promoção focado em cada novo single. Não deixa de ser a reapropriação da idéia do single, ou do EP (na época das bolachas). Sempre funcionou, apesar de suspenso nos anos 80 pela economia sovina das gravadoras, o EP é uma antecipação do que virá na próxima compilação da obra do artista. Acho muito charmoso reeditar a idéia do EP, que por uma questão de custos, pode ser praticada numa plataforma SMD (Semi Metalic Disc), |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
24/2/2007 12:35 |
em tempo, mais informações sobre o SMD (Semi Metalic Disc) |
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Daniel Duende
Brasília, DF
25/2/2007 15:29 |
Muito boas colocações, meu caro Valdir e minha cara Gabi. É por essas e por muitas outras que fico feliz de contar com a orientada ajuda de vocês.
Fazendo uma pesquisa rápida, encontrei algum material aqui mesmo no Overmundo sobre algumas formas de auto-publicação de conteúdo na internet. Está em um matéria antiga, chamada Publique e conquiste seu espaço na internet, assinada por RRTaddei, e que aponta para 4 textos (na verdade, pequenos livros) bem interessantes sobre publicação na internet -- todos liberados aqui no Overmundo. Vale a pena dar uma olhada.
Abraços do Verde. |
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Moysés Lopes
Porto Alegre, RS
25/2/2007 20:25 |
Interessante esta mensagem do Batone, gosto desta abordagem. Acho que pensar em coleção de fonogramas é bem mais interessante do que pensar em CD. Eu tenho dois discos, mas pretendo que o segundo seja o último no formato tradicional, ou seja uma-caixinha-de-plástico-com-um-papelzinho-dentro-e-um-disquinho. No meu entender é mais coerente produzir fonogramas e disponibilizá-los nos mais variados formatos possíveis: Arquivo digital de áudio (MP3, Wav, Videoclip e outros formatos), SMD, CD, DVD Áudio, LP (custa caro...). Desta forma cada ouvinte pode desfrutar a música no formato que quiser. Vai ter o cara que quer ouvir no MP3 Player (sem capa, sem gráfico, sem nada e com qualidade baixa); vai ter o cara que vai querer ter o arquivo Wav para escutar num equipamento melhor, com mais qualidade; vai ter o cara que quer ouvir enquanto assiste ao clip da música; tem quem goste de CD, com encarte bacana e cheio de coisas para ler; tem quem gosta de ouvir em 24 bits 192 Khz mixado em 5.1; ou seja: tem gosto prá tudo, e nós músicos podemos satisfazer a todos muito facilmente porque o essencial - que é o fonograma - já está pronto.
Tem uma coisa que eu acredito piamente: Nós - produtores de conteúdo - temos algo que jamais poderá ser pirateado: carisma, atenção e carinho. Um CD em si não vale grande coisa mas um CD autografado pelo artista tem valor inestimável. Quem pode piratear um abraço depois do show, ou a atenção do artista? No meu modo de ver temos que nos concentrar nestas coisas não-pirateáveis, temos que customizar mais o suporte que carregará nossos fonogramas, buscando quase a unicidade, para que possam carregar esta aura que nossa atenção propicia. Prá que fazer 1000 CDs se podemos fazê-los a medida em que são solicitados, completamente personalizados?
Acho importante abordar isto no "pequeno manual..." (como disse o Verde!) pois esta mudança tem que começar pela visão que nós músicos temos de nós mesmos e do nosso produto.
Obrigado por compartilharem suas experiências, seguimos charlando...
Um abraço, |
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Helder Dutra
Rio de Janeiro, RJ
27/2/2007 18:56 |
...Batuta...batuta mesmo...vamos la...pra mim ultimamente tenho como alternativa mais viavel pra um musico o lançamento de um Ep...tenho um projeto de musica,com uma publicação aqui no overmundo,que tem trabalhado sua exposição apenas via rede...considero viavel e unica esta oportunidade talvez sem ela ninguem teria tido a oportunidade de ouvir o som e tal...porem considero o lançamento de um Ep, com pequena distribuição mas com uma distribuição, assim como fez o Mundo Livre,a chance do artista lançar seu trabalho sem um custo absurdo e de boa qualidade mantendo a vontade de colecionadores de midias fisicas como eu em seu lugar devido...considero complicada essa estoria de lançar tudo por vias nâo-tradicionais...um outro exemplo pra mim é o caso do Dileve que gravou um um album inteiro (14/15 musicas) mas em uma briga com a gravadora acabou optando por distribuir no peito e na raça o album...não deu muito certo...acho ainda inviavel neste estado de transição do mundo palpavel pro mundo HDRIZADO o artista abrir mão de um formato mais convencional de midia...a Mombojo é um outro exemplo,não agora com a distribuição da trama e tal,mas com o nadadenovo que foi todo dsiponibilizado na rede mas que mesmo assim sua distribuição pela revista outracoisa (aquela do Lobão) parece ter sido alta...acho conveniente o artista lidar com os dois lados da situação...pode dar certo lançar mão da midia fisica, mas tambem pode dar errado...
ps:...é ,eu sou pessimista pacas... |
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Moysés Lopes
Porto Alegre, RS
27/2/2007 22:32 |
Helder:
Concordo contigo: neste estado de transição do mundo palpavel pro mundo HDRIZADO não é fácil abrir mão de um formato mais convencional de mídia, mas é necessário. A dificuldade reside justo no fato de ser um momento de transição e temos que estar preparados para qualquer coisa. Todos nós gostamos de jogar pedra na vidraça do establishment mas normalmente é só porque não estamos lá... Bacana mesmo é enfrentar a transição e despertar para os novos meios, as novas maneiras.
Queres um exemplo fora da música? Há um tempo atrás vegetais sem agrotóxicos eram coisa de bicho-grilo que caminhava léguas para comprá-los (ou trocá-los por outros) em feiras alternativas. Hoje em dia qualquer supermercado que se preze tem uma seção de "alimentos ecológicos"... Estes produtores passaram o período de transição e saíram vitoriosos, agora estão colhendo os frutos. E nós, vamos fazer o quê?
Grande abraço,
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Helder Dutra
Rio de Janeiro, RJ
27/2/2007 22:58 |
...sim,sim...concordo com vossa senhoria Moisés...ta tudo nas nossas mãos,nossas mãos consumidoras...acho que a intentona deve ser levada a frente por nós que consumimos...ja o artista ainda acho que não pode,ainda, abrir mão dos meios convencionais...grande exemplo pra me esclarecer é seu mesmo, a venda de alimentos mais saudáveis nos grandes supermercados só foi possivel após anos de pedidos dos consumidores e depois que os donos dos meios de produção perceberam que estavam perdendo dinheiro,só entao resolveram fazer algo...trazendo para a realidade das gravadoras e distribuidoras acho que ja perceberam que tão perdendo bufunfa pacas e acho que logo vao dar um jeito de se apoderar dos nossos meios de divulgação via rede tambem,assim como fizeram com as feiras alternativas de alimentos sem veneno...agora cabe a nós colocar nossas regras junto a eles antes que se apoderem de nossas almas...
ps: é,eu continuo pessimista pacas... |
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Helder Dutra
Rio de Janeiro, RJ
27/2/2007 23:18 |
...caro Verde,pra você não achar que estamos fugindo muito do assunto...tu não acha que nós realmente vamos encontrar a solução pro cara ir la,por sua musica na net e caso siga todos os mandamentos então...Suuuuuuuuuceeeeeessssssooooooo! não né? verdinho...ja falei isso por aqui no overmundo isso não é pra gente,pra nossa geração...olha só,tenho 18 anos e não consigo imaginar(a não ser em sonho) a completa destruição das "Grandes"...isso é pro filho daquele primo seu sabe,que com tres anos mexe no pc,liga o dvd e não gosta mais do Barney mas sim do orkut (tem um primo assim? eu tenho)...temos sim que criar o caminho pra eles e não agir igual o Benjamim do Revolução dos Bichos "...os burros vivem muito tempo...vocês nunca viram um burro morto..." dane-se que a revolução não vai acontecer comigo aqui mas eu é que não posso é ficar parado...mesmo assim fica la no fundo aquela vontade de estar vivo numa epoca onde qualquer um pudesse ser reconhecido não apenas por mim que corro atras e procuro coisas novas mas pela minha mãe e meu pai que assistem o Raul Gil...vai nascer outro homem...o Além-Homem esta por vir...eu quero ver o que vai acontecer quando ele chegar...
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Daniel Duende
Brasília, DF
28/2/2007 19:57 |
Olá pessoal...
Eu estou acompanhando a conversa, e deixando rolar, enquanto vou matutando o jeito de começar a organizar nossos trabalhos. Estou com o tempo bem curto nestes últimos dias, e não tenho tido a oportunidade de participar tanto quanto gostaria de todas as coisas que tanto gosto de participar (como é o caso desta discussão).
Mas já que a questão é dirigida a mim, vou tentar respondê-la, meu caro Helder. Eu acredito que a "revolução" leva tempo, mas é feita dia a dia, em pequenos atos. Não se trata do tamanho do desafio, ou da distância do objetivo. Trata-se de voltar os olhos para ações possíveis e realizá-las.
Eu acredito que este manual seja possível. Que uso será feito dele? É simples. Seria um guia para que outras galeras pudessem fazer o que o LIxo Extraordinário, Os Seminovos, Os Supercordas, Os Zémaria e tantos outros fizeram. Um guia dizendo onde se hospeda a música, como é que se faz um blog, o que se escreve nele, como é que se linka as músicas para o blog, como é que se divulga o trabalho da banda no Overmundo, como é que se faz para movimentar a história no Orkut, no Mirc, no MSN, na Blogosfera, etc...
Não se trata de querer mudar o mundo de um dia para o outro, nem de querer "derrubar" as gigantes. Elas não precisam ser derrubadas. Os tempos estão mudando e elas caem sozinhas, se não souberem se adaptar. Tudo que estou propondo é a realização de uma ação simples de divulgação de um know how que pode ajudar muito uma galera que está começando, e que pode movimentar coisas legais na rede e fora dela. Com ações pequenas e simples assim é que se caminha para os rumos desejados. Olhar para as montanhas ao longe não te leva até elas, e reclamar das distâncias também não. Mas andar até um "proverbial" alí e apreciar outra vista pode, com certeza, te levar a algum lugar.
O manual é o nosso "alí". Vamos tentar fazê-lo, difundí-lo, e ver o que acontece. É sempre muito cedo para se pensar no futuro quando há muito mais que ainda pode ser feito no presente.
Abraços do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
28/2/2007 20:00 |
Aliás... acho que depois que este papo juntar um bocadinho mais de gente, já podemos desmembrá-lo nos dois "eixos" iniciais do trabalho: parte conceitual e parte técnica.
A parte conceitual é justamente isso que vocês estão discutindo. É pensar sobre mercados, mudança dos tempos, contextos comerciais e artísticos, experiências que deram certo e que deram errado, o valor da mídia física, etc...
A parte técnica é mais objetiva. É aquilo que eu falei de "como montar um blog de banda e o que escrever nele", "como publicar seu material no Overmundo", "como divulgar o material publicado e o blog nos vários espaços da internet", e coisas assim.
Faz sentido para vocÊs?
Abraços do VErde. |
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Helder Dutra
Rio de Janeiro, RJ
28/2/2007 20:12 |
...faz,faz...então vamo nessa!... |
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Helder Dutra
Rio de Janeiro, RJ
28/2/2007 20:26 |
...não entendo dessa parte mais "objetiva" como você falou mas to aí pra ajudar...acho que da parte no overmundo eu posso cuidar (ou tentar) pois ja postei um mp3 aqui...você pensa em um texto mesmo descrevendo o passo-a-passo? |
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Helder Dutra
Rio de Janeiro, RJ
28/2/2007 20:27 |
...não entendo dessa parte mais "objetiva" como você falou mas to aí pra ajudar...acho que da parte no overmundo eu posso cuidar (ou tentar) pois ja postei um mp3 aqui...você pensa em um texto mesmo descrevendo o passo-a-passo? |
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Daniel Duende
Brasília, DF
28/2/2007 20:48 |
Na parte objetiva, penso sim em um texto composto de vários tópicos (os que eu citei, e vários outros). Cada tópico será composto de uma "receitinha de bolo" de como fazer e uma série de dicas, além de referência para textos que possam se aprofundar em cada assunto.
O lance é fazer um manual mesmo, no sentido literal da palavra. Do tipo que o cara pega, vai olhando "passo-a-passo" e fazendo.
Mas antes de mais nada acho legal integrar a galera e ver quem já está dentro.
Batone, Gabi, Helder, Moysés, Carlos.... todo mundo dentro? Quem se propôe a trabalhar em qual das partes do manual?
Abraços do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
28/2/2007 20:52 |
Depois de definidas as equipes (e eu realmente gostaria de ter mais gente trampando na coisa. que tal cada um de nós se incumbir de chamar ao menos mais uma pessoa que possa contribuir?) vamos nos dividir em dois grupos (sendo que quem quiser pode participar dos dois grupos) e começar os trabalhos.
Os passos são Definição do Produto, Definição das Tarefas, Atribuição de Tarefas, Realização de Pesquisas, Realização dos Textos e, por fim, Avaliação do material. Tudo isso com a galera conversando aqui pelo fórum, ou montando um grupo de discussão paralelo (para agilizar as coisas) e mantendo a conversa sempre.
Claro, tudo isso são apenas propostas de como fazer. Mas estou jogando estas idéias aqui para que possamos impor não apenas um ritmo, como também uma organização nos trabalhos.
Mais uma vez... quem tá dentro?
Abraços do VErde. |
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Helder Dutra
Rio de Janeiro, RJ
28/2/2007 21:10 |
...eu...e espero contaminar mais alguem... |
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Moysés Lopes
Porto Alegre, RS
1/3/2007 16:32 |
Estou dentro, mas antes preciso verificar se entendi direito... :-)
Pelo que entendi o fato de existirem duas partes do manual (conceitual e técnica) está determinando a criação de duas equipes. Tendo em vista o caráter subjetivo da parte conceitual arrisco dizer que talvez seja melhor nos concentrarmos na parte técnica, pois para a conceitual uma boa coletânea de textos cairia bem, não acham?
Quem mais se habilita?
Um abraço, |
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valdir batone
Rio de Janeiro, RJ
2/3/2007 09:13 |
Estou dentro tb, me ausentei uns dias mas acompanho de perto a discussão. Gosto da objetividade colocada pelo Daniel e da sugestão do Moysés de compilarmos textos para a parte mais conceitual. O passo-a-passo de como divulgar na internet pode ser bem receita de bolo como o Daniel falou, isso torna o trabalho menos oneroso. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
2/3/2007 11:11 |
Vou me encontrar com o Valdir Batone e com a Gabi daqui a pouco. Vamos bater uma bola sobre este outros assuntos e depois trazemos o "extrato" de nossas conversas para cá.
Fico feliz que tenham gostado da minha proposição de trabalhos. Concordo que para as suas "partes" do manual se fazem necessárias duas "equipes", que não precisam ter listas de participantes mutuamente exclusivas (isto é, uma pessoa pode fazer parte das duas equipes. o recorte de equipes é só para organizar os trabalhos). Em cada equipe, uma lista de afazeres e um cronograma. Talvez possamos eleger um "organizador" para cada equipe, se for o caso.
Concordo com a idéia da compilação de textos, mas acho que a redação de um ou dois textos introdutórios específicos também poderia ser legal (a não ser que encontremos algum texto que se encaixe muito bem em nossa demanda de introdução conceitual).
Quanto ao trampo da parte técnica do manual, podemos começar listando "procedimentos" que foram usados por nós (no caso dos musicistas auto-publicados participantes) e os procedimentos usados por outros grupos também. A partir disso, transformamos estes procedimentos em manual técnico e adicionamos propostas e sugestões.
A idéia do manual é, antes de mais nada, organizar conhecimento para mais fácil acesso/uso. Além disso, nada impede que o manual seja propositivo, mas sem nunca perder de vista a idéia de que deve ser prático e ter a "verificabilidade" da eficácia de suas instruções bem definida (apontando exemplos).
O que acham?
Abraços do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
2/3/2007 11:36 |
Gostaria de reiterar que: seria MUITO bom se conseguíssemos arrebanhar mais gente para o projeto.
Abraços do Verde. |
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Spírito Santo
Rio de Janeiro, RJ
4/3/2007 20:25 |
Apesar de ser músico também, sou cego total neste assunto. Mas sou vidrado nele já a algum tempo e, é claro, não estou de bobeira neste mundo. Vou seguir atentamente este papo que tanto me interessa. Por enquanto, vai Duende! A idéia é mesmo genial.
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Daniel Duende
Brasília, DF
5/3/2007 00:45 |
Um dos subprodutos da conversa com o Batone e com a Gabi (mais ou menos, pois era algo que já tínhamos em mente mesmo no início de todas as conversas) está aqui:
http://www.overmundo.com.br/overblog/manuais-de-auto-publicacao-para-arte-independente
Uma matéria do Overblog jogando a idéia do Manual.
Quanto às conversas com o Batone e a Gabi, foram muitos papos... acho que estaremos escrevendo coisas decorrentes destes papos por um bom tempo...
Mas é hora de continuarmos os papos por aqui, né? Acho que o importante no momento é chamar mais gente para o papo, antes de seguirmos em frente. O que acham?
Abraços do Verde. |
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Moysés Lopes
Porto Alegre, RS
5/3/2007 21:31 |
Komrads: Chamar gente todos nós devemos estar chamando mas daí a eles virem é outro papo. Vamos esperar crowdear o pico ou vamos tocar o barco sozinhos? Sou mais iniciar os trabalhos...
Grande abraço,
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Daniel Duende
Brasília, DF
5/3/2007 21:55 |
Eu acredito que podemos dar um pouco mais de tempo para que os "convidados" apareçam, e para poder realizar mais alguns "chamados" bem direcionados. Tenho a impressão de que embora já tenhamos aqui reunido um pessoalzinho da mais alta qualidade, ainda se faz necessária uma maios diversidade e, cá entre nós, quantidade de colaboradores. Escrever um manual desses não é uma tarefa muito fácil, e não quero que o trabalho fique muito pesado para ninguém.
Meu voto é por esperarmos mais um pouco e continuarmos chamando gente. O que vocês acham?
Abraços do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
5/3/2007 21:58 |
Publiquei uma matéria a respeito do manual no Overblog. Está aqui.
Vamos ver qual será a resposta que obteremos a esta divulgação.
Abraços do Verde. |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
6/3/2007 10:07 |
Li a matéria, Duende. É um desafio e temos claro que mais gente ajudaria... mas, caso não apareçam, acho que vale a pena nos darmos um prazo para começarmos de fato a colocar a mão na massa. 15 dias?..
abraços a todos! |
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Daniel Duende
Brasília, DF
6/3/2007 11:07 |
Olá Gabi. Olá pessoal.
Concordo com você a respeito de colocar um prazo, Gabi. Acho que o prazo de 15 dias é legal.
Vamos organizar assim, então. Nos próximos 15 dias a gente dá um gás nos convites e na propaganda da idéia. Depois a gente junta quem já estiver alinhado e interessado e começa o trampo.
O que vocês acham?
Abraços do Verde. |
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Tranquera
São Paulo, SP
6/3/2007 20:47 |
Vamos ver se a gente consegue colaborar com algo... Por exemplo... O manual pode estar dividido em...
1. Introdução
2. Produção
3. Distribuição
Grosso modo... O que acham? |
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Daniel Duende
Brasília, DF
6/3/2007 20:57 |
Vamos ver se a gente consegue colaborar com algo... Por exemplo... O manual pode estar dividido em...
1. Introdução
2. Produção
3. Distribuição
Grosso modo... O que acham?
A proposta é interessante, meu caro cara. Mas eu gostaria de entender melhor do que se trata a "produção" que você cita. Minha idéia original era sobre um manual de auto-divulgação, sem entrar nos aspectos da produção musical, pois a complexidade dos dois temas, quando somadas, poderiam tornar o projeto tão longo e difícil de realizar que ele acabaria sendo abandonado no meio.
Acho interessante que se façam então dois projetos paralelos, quiçá complementares: um manual de Produção musical para musicistas independentes e um Manual de auto-publicação para musicistas independentes. Quando se trata de projetos colaborativos voluntários, não podemos ser muito ambiciosos. É melhor fazer coisas pequenas, modulares, complementares e relativamente mais fáceis de realizar. O que acham?
Abraços do Verde. |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
6/3/2007 22:30 |
Parece estar havendo uma confusão entre autoprodução e autopublicação. Solicito aos amigos, antes de entrar nesse debate, uma definição clara (e sucinta) do que são as duas coisas. Vocês me ajudam?
Abraços! |
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Daniel Duende
Brasília, DF
7/3/2007 10:54 |
Olá mano Egeu. Vou tentar esclarecer esta dúvida da melhor forma possível.
Por Auto-Publicação na Rede, entendo todo o processo de publicização do nome e do trabalho de um artista ou grupo artístico, feito pelos próprios e utilizando-se dos inúmeros recursos de difusão e agregação de conteúdo hoje existentes na internet. Seria algo como a publicação das músicas do grupo no Overmundo ou outros sites correlatos, a criação de um blog ou site para centralizar informações sobre a banda, criação de comunidades no Orkut, perfis no Myspace, etc...
Um Manual de Auto-Publicação na Rede seria dividido em teoria e prática (o que é um tanto óbvio). A teoria aponta para a compreensão das transformações pelas quais a(s) cultura(s) e o(s) mercado(s) vem passando nos últimos tempos, revolução digital, empoderamento dos comuns, etc. A prática é um beabá da realização de alguns dos procedimentos mais comuns (e mais testados e aprovados) de auto-publicação. Uma explicação direta, mas razoavelmente detalhada sobre publicação de conteúdo, criação e manutenção de blogs de banda/artista, propaganda na rede (que não seja SPAM), uma pitadinha de etiqueta da rede, grupos de discussão, etc...
Espero que com esta explicação seja possível ao menos saber, por contraste, do quê eu não estava falando a princípío. :)
Defendo a idéia da criação de outros manuais, com outros escopos, talvez até complementares a este. Mas acredito que pretender fazer um manual mais extenso do que esta proposta pode ser condená-lo à não realização.
Para iniciar outros manuais, basta seguir o caminho das pedras: abra um tópico propondo o trampo, chame as pessoas que você acha que tem haver, faça alguma propaganda em um blog ou mesmo aqui no Overmundo (e, claro, dá um toque por aqui). O momento é bom e há espaço para todos, mas é importante delimitar bem cada projeto para que todos possam ser realizados.
Fez sentido?
Abraços do Verde.
Abraços do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
7/3/2007 10:57 |
E claro... nada impede que as mesmas pessoas trabalhem em vários "projetos" de manuais. O que eu quero é apenas defirnir um escopo bem enxuto para este projeto, para que assim ele seja mais factível e menos extenso em sua realização.
Abraços do Verde. |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 12:33 |
Auto-Publicação na Rede:
Processo de publicização do nome e do trabalho de um artista ou grupo artístico, feito pelos próprios e utilizando-se dos inúmeros recursos de difusão e agregação de conteúdo hoje existentes na internet (sítios, blogs, hotsites, net-releases, comunidades, etc.)
Entendido, alto e claro, câmbio! |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 12:46 |
Um rascunho de diagrama basico, para ser debatido:
1) Por que (justificativas)
2) O que (conteúdos)
3) Pra que (objetivos)
4) Por onde e de que jeito (meios e modos)
5) Pra quem (público-alvo)
6) Foi? (avaliação)
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Daniel Duende
Brasília, DF
7/3/2007 13:42 |
Antes de mais nada, quero aplaudir e agradecer as iniciativas organizadoras do caríssimo colega Egeu.
Agora, rasgada justamente a seda, vamos à conversa...
Concordo com a proposta de diagrama básico do Egeu. Aponho então, o recorte que propus (de conteúdo teórico e conteúdo prático) sobre o diagrama apresentado.
O primeiro tópico, assim como o segundo, pertencem básicamente ao conteúdo teórico do Manual proposto. O terceiro tópico é também basicamente teórico, embora pense também que este perpasse toda a atividade do manual. O quarto tópico é objetiva e completamente prático. O quinto tópico também é prático, embora tenha espaço para algumas considerações teóricas. O sexto tópico é um misto de teoria (que se articula com a teoria do quarto tópico) e de prática (no que tange a aferição de alcance e sucesso dos procedimentos de auto-publicação, o que em si consiste em parte das práticas de auto-publicação em rede. Publicar, discutir e aferir resultados são um continuum...).
Faço o recorte acima para tentar, de alguma forma, integrar a proposta de divisão de grupo de trabalhos que apresentei com a indexação de conteúdos apresentada pelo Egeu. Fica agora a pergunta: o que eu falei faz sentido, ou a proposta do Egeu se apresentaria como uma nova proposta de divisão de grupos (ou agendas) de trabalho?
Abraços do Verde. |
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Ana Cullen
Brasília, DF
7/3/2007 13:48 |
Me coloco à disposição para ajudar, não sei se poderia contrubuir com conteúdo, ainda estou tateando feito cega nesses novos paradigmas de interação virtual.
Música também não é a minha maior paixão dentre as artes, mas tenho me encantado com as possibilidades que a rede nos dá e acho fantástico um projeto desses que visa auxiliar os músicos e traz vantagens para qualquer usuário, que vai ter oportunidade de conhecer mais bandas e músicas - se o manual tiver sucesso.
Posso ajudar, portanto, com trabalho mais de revisão, ou me passando textos sobre o assunto posso ler e fazer um trabalho de síntese, coisas desse tipo.
Abraços! |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 14:06 |
Não tenho certeza se o diagrama em 6 itens está completo. Falta alguma coisa?
Cuidados com o retorno do público-alvo me parecem fundamentais, mas tavez esta questão esteja embutido no item 5 ( que pode se dividir em a) perfil do próprio público; b) ação - como comunicar-se com ele e c) reação - como ele responde e como nos posicionamos).
O recorte do Verde casa certinho com esse rascunho (mas que pode talvez ser ainda melhorado)...
Lembrando que o formato linear e sequencial não é o mais adequado para esse diagrama - alguem pode imaginar um desenho mais próximo do real? |
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Moysés Lopes
Porto Alegre, RS
7/3/2007 14:08 |
Foram os quinze dias mais rápidos que já vi... :-))
Não estou bem certo de ter gostado desta divisão do Egeu, talvez eu não tenha entendido como ela se encaixaria no manual. Eu havia pensado em algo bem mais direto e objetivo, para não nos perdermos em considerações subjetivas e polêmicas, algo na linha de passo-a-passo mesmo, bem como o Duende tinha falado. Algo assim como
a) relacione os recursos técnicos disponíveis (sites, blogs, webradios, podcast, etc...)
b) relacione os elementos necessários (fonogramas, fotos, releases)
c) estabeleça um cronograma de ação (o quê será publicado e onde será)
d) execute o cronograma
e) estabeleça um plano de avaliação (ou retorno, ou feedback, ou o que seja).
Mais ou menos isso. Na verdade acho que tudo que falei concentra-se no item 4 do Egeu, ou seja, a proposta dele me parece mais ampla.
Vamos indo... Um abraço,
Moysés Lopes. |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 14:25 |
Moysés, pelo contrário, acho que você entendeu tudinho!
(A nao ser o feedback que cabe no item 6)
A forma é que pode parecer esquisita, mas um manual escrito tem desses problemas, ele é obrigado a "teorizar" ou "nomear" coisas que na prática acontecem "naturalmente". A vantagem é que você esquece menos coisas...
O diagrama nada mais é do que um "planejamento/projeto/planilha" (ou WBS como chama o povo do PMI) ao qual se somam o cronograma e o orçamento.
Mas gostei da tua objetividade... :)))
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 14:30 |
Legal gente. Entendi a proposta do Egeu (tão bem destilada pelo Duende) e a observação do Moysés.
O ítem 4 - meios e modos - é realmente o mais prático e objetivo para quem precisa de uma ajuda na auto-publicação. Acho que por ser um manual é interessante que se inicie com uma breve introdução teórica e se parta logo para o que interessa: o passo-a-passo. Acredito (deixando claro que também é uma novidade para mim) que os músicos/artistas que procuram por um manual desse tipo buscam essa praticidade. E que talvez não seja tão necessário convencê-los teoricamente das benesses de se lançar na Rede, até porque elas serão constatadas por eles mesmos quando apostarem essa ficha. O que a gente pode pensar é em linkar algumas matérias e testemunhos de casos do tipo que deram certo...
Faz sentido?
abraço
gabi |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 14:42 |
Os comentários de Moysés e Gabi me fazem deduzir que o manual seria somente para músicos ou se inserem também atores, pintores, artesãos, poetas, escritores, etc.? |
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Daniel Duende
Brasília, DF
7/3/2007 14:51 |
Enquanto refletia a respeito da decisão que se aproximava, entre fazer manual mais completo e abrangente ou mais prático e direto a respeito do tema proposto, parece-me que a decisão já está de certa forma tomada.
Compreendo e admiro a proposição do Egeu, que é abrangente e transformaria o manual em uma obra bem mais completa e de relevância mais ampla, mas também me posiciono (assim como o Moysés e a Gabi) em prol da produção mais prática e humilde de um manual prático. Vejo a importância de uma parte teórica no manual, não para convencer os seus leitores (que como disse a Gabi, já estão convencidos a princípio, espera-se) mas sim para enriquecer-lhes o discurso para que estes também possam ser difusores da proposta que ora buscam para sua publicação. Concordo, contudo, que boa parte do manual deve versar mesmo sobre o que seriam os item 4 e 6 da enumeração (ou WBS, como disse o Egeu).
Para ser conciliador, acredito que todos os itens enumerados podem ser, em maior ou menor grau, constantes do projeto do Manual. Mas em minha visão o item a ser mais profundamente trabalhado deve ser o item 4 (e, por conseguinte, a parte prática do item 6). Os outros itens podem constar do manual na medida em que forem elucidativos e sustendadores de discurso, e várias referências a respeito deles podem ser colocadas para que o leitor possa "ler mais a respeito" em outras obras ou sites.
Penso então, em resumo, que o Manual não deve ser pensado com elemento isolado, mas como peça útil de toda uma produção de conhecimento que já existe e ainda está sendo feita também. A proposta que faço, então, é que nos fixemos no modelo "breve introdução + teoria sustentadora de discurso + guia prático) nesta obra, e que mantenhamos todas as outras propostas em mente para a realização ou proposição de outros projetos como este.
Vale frisar que não estamos apenas nos propondo a fazer um manual aqui, mas também estamos fazendo um estudo de "produção colaborativa" e inaugurando, de certa forma, uma nova dimensão de uso do Overmundo como agregador de produtores de conhecimento e conteúdo. Quero então parabenizar novamente, e desde já, todos que se interessaram pelo projeto. Vamos em frente. Está dando gosto de ver toda essa conversa!
Em tempo... proponho a manutenção da data de 20 de março para o início dos trabalhos de REALIZAÇÃO do manual. Até lá vamos continuar agregando colaboradores e discutindo formato, escopo, dimensão e métodos de trabalho. No momento em que começarmos os trabalhos, criaremos (eu posso me responsabilizar por isso) grupos de discussão temáticos para organizar a produção, e manteremos este e outros tópicos do Overmundo para realizar a discussão aberta a respeito do trabalho.
Resumindo:
Até dia 20 de março, continuamos convesando por aqui sobre métodos, escopo e organização do manual. Depois do dia 20 abrimos grupos de discussão fechados para começar a realizar o trabalho com todos os colaboradores agregados, e mantemos as conversas por aqui para "arejar" a produção.
O escopo proposto até agora é de:
1 - Breve Introdução sobre mercado e auto-publicação.
2 - Algum conteúdo teórico sustentador de discurso.
3 - Guia prático de auto-publicação
3.1 - ferramentas / meios
3.2 - tipos de conteúdo (vídeo, áudio, texto...)
3.3 - etiqueta digital
3.4 - práticas de auto-publicação, passo a passo
3.5 - como integrar seu trabalho de auto-publicação ao de outros artistas / formação de grupos.
3.6 - análise de resultados e feedback
4 - Conclusão e pensamentos finais, apontando inclusive para outras propostas de produção de manuais.
É por aí?
Abraços apertados e animados do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
7/3/2007 14:54 |
Os comentários de Moysés e Gabi me fazem deduzir que o manual seria somente para músicos ou se inserem também atores, pintores, artesãos, poetas, escritores, etc.?
Esta proposta inicial refere-se apenas ao trabalho de músicos mas, como eu disse, este é um experimento que serve de semente para a produção de outros manuais similares (por métodos de produção colaborativa similares) que versem sobre a auto-publicação de teatro, cinema, literatura, etc...
Estamos buscando um elevado grau de delimitação do escopo, para tornar a obra factível. Sou, contudo, totalmente aberto à discussão a respeito de uma maior abrangência do manual. Minha preocupação é apenas a de que nos proponhamos a fazer aquilo que temos "pernas" e tempo para fazer. Com uma coisa feita de cada vez, difundindo a proposta deste "como fazer", podemos ir longe.
Faz sentido?
Abraços do Verde. |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 16:39 |
Ok, Verde. Colaboro no que estiver ao meu alcance.
Abraços! |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
7/3/2007 16:55 |
Oi gente, estou entrando no papo. De início, minha atenção voltou-se para a análise das necessidades reais (e virtuais) dos artistas-músicos. Existem milhares de ferramentas/meios para publicação/distribuição de conteúdo musical (desde o MySpace até serviços de "rádios-sociais" como Last.fm passando por experiências de gravadoras com novas abordagens como é o caso do Magnatune e do Sellaband) . Mas poucos critérios para verificar a relevância quanto à qualidade desses serviços, possibilidade de retorno de grana, público, etc. Muitos destes serviços oferecem seus próprios "manuais" que, se vc possui alguma intimidade com a internet, são bastante claros.
Digo isso porque podemos correr o risco de fazer uma simples compilação de meios/ferramentas e das formas de utilizá-las e o que realmente é preciso são critérios para a avaliação destes pontos. Portanto, eu iniciaria o trabalho me perguntando - e tb para os colegas músicos: O que você precisa saber?
Até! |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
7/3/2007 16:57 |
Oi gente, estou entrando no papo. De início, minha atenção voltou-se para a análise das necessidades reais (e virtuais) dos artistas-músicos. Existem milhares de ferramentas/meios para publicação/distribuição de conteúdo musical (desde o MySpace até serviços de "rádios-sociais" como Last.fm passando por experiências de gravadoras com novas abordagens como é o caso do Magnatune e do Sellaband) . Mas poucos critérios para verificar a relevância quanto à qualidade desses serviços, possibilidade de retorno de grana, público, etc. Muitos destes serviços oferecem seus próprios "manuais" que, se vc possui alguma intimidade com a internet, são bastante claros.
Digo isso porque podemos correr o risco de fazer uma simples compilação de meios/ferramentas e das formas de utilizá-las e o que realmente é preciso são critérios para a avaliação destes pontos. Portanto, eu iniciaria o trabalho me perguntando - e tb para os colegas músicos: O que você precisa saber?
Até! |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
7/3/2007 16:57 |
Oi gente, estou entrando no papo. De início, minha atenção voltou-se para a análise das necessidades reais (e virtuais) dos artistas-músicos. Existem milhares de ferramentas/meios para publicação/distribuição de conteúdo musical (desde o MySpace até serviços de "rádios-sociais" como Last.fm passando por experiências de gravadoras com novas abordagens como é o caso do Magnatune e do Sellaband) . Mas poucos critérios para verificar a relevância quanto à qualidade desses serviços, possibilidade de retorno de grana, público, etc. Muitos destes serviços oferecem seus próprios "manuais" que, se vc possui alguma intimidade com a internet, são bastante claros.
Digo isso porque podemos correr o risco de fazer uma simples compilação de meios/ferramentas e das formas de utilizá-las e o que realmente é preciso são critérios para a avaliação destes pontos. Portanto, eu iniciaria o trabalho me perguntando - e tb para os colegas músicos: O que você precisa saber?
Até! |
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Fabio Campos
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 17:05 |
Encontrei o debate quentinho e gostaria de contribuir. Acho que muito interessante ver esta idéia, que iniciou-se há 15 dias, desenvolvendo-se de forma tão rica.
Penso que um manual desses deveria, em primeiro lugar atender às necessidades básicas de um musico ou grupo que seriam publicar e incluir o conteúdo de um trabalho e suas fases (trabalhos antigos, trabalhos atuais, propostas futuras de linguagens a serem gravadas e apresentadas). Isto tudo em música para streamings e downloads, bem como em texto (letras e conceito ou histórias referentes à música tratada). O como fazer isso seria o básico importante. Site, blog, não sei e não saco tanto das possibilidades existentes, mas acho que tendo isto, tem-se o início da parte prática.
Creio que isso é o dito abaixo pelo Verde:
3 - Guia prático de auto-publicação
3.1 - ferramentas / meios
3.2 - tipos de conteúdo (vídeo, áudio, texto...)
3.4 - práticas de auto-publicação, passo a passo
É de fundamental importância para aquele que adquire o manual, também entender um pouco do porque do manual. Surge aí a necessidade de incluir o(s) texto(s) teóricos sobre o momento do mercado, da indústria fonográfica, da internet, dos direitos autorais e mudança dos parâmetros na sociedade atual. Isso a meu ver, seria a introdução deste manual.
Como abaixo já citado no resumo do Verde:
1 - Breve Introdução sobre mercado e auto-publicação.
2 - Algum conteúdo teórico sustentador de discurso.
(Acho até que nesse caso, 1 e 2 poderiam se resumir em 1 apenas, subdividindo-se em 1.1 e 1.2, pois faria parte de uma introdução e justificativa teórica acerca do porque as coisas estão assim e do porque se está publicando este manual, formando um todo completo passível de ser configurado em 1.1 e 1.2 e não 1 e 2)
Então, após isto, poderiam ser propostas maneiras de inserir o blog, o site, o meio enfim usado para publicação, na rede. Como divulgar, como tornar visível, como ter retorno daqueles que te visitaram?
Como o Verde colocou em:
3.5 - como integrar seu trabalho de auto-publicação ao de outros artistas / formação de grupos.
3.6 - análise de resultados e feedback
4 - Conclusão e pensamentos finais, apontando inclusive para outras propostas de produção de manuais
Só não entendi bem o que seria o ítem "3.3 - etiqueta digital", seria algo como ética digital? Penso que o Verde poderia agora nos esmiuçar em 1 ou 2 linhas cada ítem para que a gente pudesse debater um pouco.
Abraços,
Fabio
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Fabio Campos
Rio de Janeiro, RJ
7/3/2007 17:12 |
Nem havia visto ainda o que o Polimeno tinha escrito (estava escrevendo). Apenas acho que nos ítens iniciais (que chamei de 1.1 e 1.2) deveria existir essa informação acerca dos meios existentes. Muita gente navega 24 hs na internet, outros tantos demoram mais a pegar o embalo e sacar o que rola por aí em termos de espaços virtuais. Acho que a iniciativa de dispor um bê-a-bá para os neófitos (me incluo nesse grupo) deve ser valorizada e tb que não se deve deixar de visualizar a ponta de linha da internet como disse o Polimeno. Vamos em frente. |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
8/3/2007 11:29 |
Fabio, creio que a "etiqueta digital" deva ser algo relacionado a direitos autorais, não? Aliás, tópico importantissimo nessa empreitada, abordar as velhas e novas licenças e, quiça, novas formas de garantir algum $$$ para compositores, intérpretes, musicos, produtores, etc. Iniciei um papo sobre DRM aqui, fiquem à vontade para debater o assunto tb. Abs a todos! |
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Daniel Duende
Brasília, DF
8/3/2007 14:01 |
É bonito de ver como as conversas estão andando rapidamente agora! Parabéns a todos nós pela empolgação (E ao Overmundo por seu primeiro aninho, comemorado ontem)!
Vamos ver se consigo responder a todas as dúvidas e dar mais uns 2 ou 3 centavos na discussão...
Antes de mais nada, obrigado pela disposição e pela ajuda, mano Egeu! É uma alegria te ter conosco. E vamoquevamo...
Olá Ju Polimeno. Seja bem vindo, caro cara! Acho bem interessantes suas colocações sobre uma revisão e análise da relevância e eficácia destes serviços. Seria uma grande adição ao manual se pudéssemos contar com o seu capitaneamento destas avaliações, que entrariam confortavelmente nos itens 2, 3.1, 3.6 e, talvez, 4. Confesso que em minha pouca ambição, tencionava fazer apenas um manual de como usar estes serviços (conhecimento que, a meu ver, PRECISA ser difundido), mas se os outros colegas concordarem, será uma alegria integrar estas avaliações.
Olá Fábio Campos. Seja bem vindo você também, cara! Eu também fico muito feliz com o movimento que está se construindo por aqui. Achei sua análise da proposta bem interessante. O que vocês acharam?
Quanto ao conceito de etiqueta digital, trata-se de uma rápida passagem sobre como se portar em listas, grupos, discussões em comentários, etc... além de como lidar com os vários tipos de "publico" que se encontra nestes espaços digitais de publicação e difusão de conteúdo. Acho relevante, por exemplo, que se ensine que não adianta brigar com trolls (pessoas que só deixam comentários para causar brigas ou para pixar aquilo que está sendo dito), ou falar também sobre a importância de se agradecer aos elogios e retribuir os links feitos, etc...
Quanto à listagem dos meios existentes e suas características, é justamente sobre isso que propunha que falássemos no item 3.1
E a lembrança do Ju Polimeno sobre a discussão a respeito dos modos de licenciamento foi na mosca. Acreditam que eu não havia me lembrado desta importante discussão? Vale a adição deste tema não apenas ao item 2 (enquanto teorias de licenciamento) como também a abertura de um item 3.7 apenas para falar do assunto (em seus aspectos práticos), não acham?
Bem... estes são meus 2 cents.
Vamos levando o papo em frente. Vou tentar convidar mais gente das bandas que estão se auto-publicando, antes de metermos a mão na massa no dia 20.
Abraços do Verde.
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Moysés Lopes
Porto Alegre, RS
9/3/2007 15:32 |
Pessoal:
Sobre a questão do licenciamento: será que não fica melhor abordarmos logo no início do manual, para não correr o risco da galera sair botando coisas rede afora e ler só ao final que existe este tal de licenciamento? Com isto licenciamento poderia ser o item 3 e todo o item 3 vira o item 4, e o 4 vira 5. Que tal, xirús?
Um abraço,
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Daniel Duende
Brasília, DF
9/3/2007 15:41 |
Concordo e apóio a idéia do Moysés, fazendo a adição de que as práticas de licenciamento (como a adesão ao Creative Commons, como sinalizar o licenciamento utilizado, uso de material licenciado desta ou daquela forma, etc...) deve figurar também naquele que agora será o capitulo 4.
Desta forma, a indexação proposta passaria a ser:
1 - Breve Introdução sobre mercado e auto-publicação.
2 - Algum conteúdo teórico sustentador de discurso.
3 - Formas de Licenciamento.
4 - Guia prático de auto-publicação
4.1 - ferramentas / meios
4.2 - tipos de conteúdo (vídeo, áudio, texto...)
4.2.1 - uso de conteúdo levando em conta os diversos tipos de licenciamento.
4.3 - etiqueta digital
4.4 - práticas de auto-publicação, passo a passo
4.5 - como integrar seu trabalho de auto-publicação ao de outros artistas / formação de grupos.
4.5.1 - remistura, sampleamento, colagem e licenciamentos.
4.6 - análise de resultados e feedback
5 - Conclusão e pensamentos finais, apontando inclusive para outras propostas de produção de manuais.
O que acham?
Abraços do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
9/3/2007 15:43 |
Um adendo: quando falo de formas de licenciamento refiro-me a todo o espectro, indo do Copyright -- passando pelas várias licenças Creative Commons -- até o GPL3.0 e o Copyleft.
Abraços do Verde. |
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Daniel Rodrigues
São Paulo, SP
9/3/2007 22:55 |
as |
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Daniel Rodrigues
São Paulo, SP
9/3/2007 23:05 |
Pessoal, sorry pelo "as" da mensagem anterior. Não, o Ás não foi uma cartada, foi um erro de digitação mesmo. Permitam-me uma breve apresentação.
Tenho como pessoas muito queridas aqui do lado esquerdo do peito o Vardi Batone e a Gabi. Sou profissional de internet (tenho uma agência), e estou aqui aprendendo com a produção do site do Lixo Extraordinário, que tive o prazer de fazer. Bom, tenho acompanhado essa conversa sobre o Manual, e acho fantástica a idéia. Queria compartilhar deste ambiente com vocês, para ouvir novas idéias, se possível aplicá-las, já que temos o site do Lixo Extraordinário, e principalmente contribuir tecnicamente com o Manual. Espero poder ser útil.
Abraços
Daniel Rodrigues |
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Daniel Duende
Brasília, DF
10/3/2007 02:56 |
Olá xará Daniel Rodrigues. Seja muito bem vindo ao nosso papo. Se você tem o Vardí e a Gabí do lado esquerdo do peito, isso já fala muito bem de você. Também tenho uma estima estratosférica por estes dois! :)
Acho também um bocado oportuna a sua chegada. Estou certo de que poderá se fazer muito útil em nossas conversas, e todos poderemos aprender muito (e não é para isso também que estamos todos aqui, afinal?). Se quer uma sugestão de um bom primeiro passo, que tal dar uma lida nos papos que já rolaram e nos presentear com suas colocações a respeito? Estou certo de que não apenas eu, mas todo o pessoal da conversa, apreciaria um bocado ouvir suas opiniões.
Em tempo, quero te parabenizar pelo site do Lixo Extraordinário. Está na medida, e é muito bom! Já fala um bocado da sua qualidade e sensibilidade, assim como apresenta-se como um EXCELENTE exemplo de "ferramenta multi-uso de auto-publicação" para o projeto. Grande trabalho, cara! Recomendo a todos uma visita ao site.
Abraços apertados do Verde. |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
10/3/2007 16:21 |
olá aos Danis!
Primo, fico feliz que tenha se juntado à nós, acho mesmo que pode ajudar bastante com sua sensibilidade e com sua experiência louvável como profissional de internet.
Já era tempo de juntarmos conhecimentos sensitivos, experimentais e técnicos. E sem contar que você também ocupa o lado esquerdo de nosso peito! E também o esquerdo e o direito de nossos cérebros... Só as madrugadas e as contas de telefone sabem da sua importância nisso tudo!
Dani Verde, vamos juntos.
O Rio de Janeiro já é seu e nós também!
Ao dia 20!
Abraços e força para levar a proposta para todos!
gabi |
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Ana Cullen
Brasília, DF
12/3/2007 12:34 |
Só pra avisar que continuo acompanhando, lendo os comentários, mas em nada posso ajudar nessa etapa... mas me coloco à disposição, para quando for útil a minha contribuição. Qualquer coisa me manda um e-mail Dani.
Abraços! |
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Tiago C. Alves
Santa Luzia, MG
12/3/2007 16:51 |
Não posso ajudar nesse momento, mas, sendo parte do público-alvo, acredito que poderei ajudar na proxima etapa.
Que venha o dia 20. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
12/3/2007 16:56 |
Sejam então muito bem vindos, Ana e Tiago. E não deixem então de acompanhar a conversa e, sobretudo, sintam-se SEMPRE à vontade de falar quando e o que acharem que devem falar. Esta conversa está aberta a quem se interessar, não só na existência mas na feitura do manual.
Estamos todos trabalhando em prol de algo que será de todos nós... e de todas as gentes...
Abraços do Verde. |
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brunofritz
Rio de Janeiro, RJ
12/3/2007 19:17 |
Cheguei hj na discussão, e vcs devem imaginar q naum tive disposição para ler tudo, mas li bastante coisa e vejo q a coisa já tá bem encaminhada. Em primeiro, suspeito q já exista algo parecido em termos de música eletrônica, e talvez fosse uma referÊncia já que em termos de difusão na rede e liberdade e facilidade de uso, já se encontra num nível bem mais avançado. É claro, são coisas diferentes, apesar de ser tudo musica, mas quem frequenta o meio e ouve musica eletrônica reconhece se tratar de uma forma de criação e tudo mais muito diferente. Entendo que vcs já naum queiram mais entrar numa discussão de propriedade intelectual, e concordo tb q isso já seja uma discussão do passado, mas cabe lembrar também o Creative Commons, pq, embora a preocupação seja com a musica efetivamente e não se deixando comprometer pelo seu retorno financeiro direto...mas existe muita coisa dentro do Creative commons q diz respeito as mesmas preocupações desse manual. A idéia é fenomenal, mas me pergunto se não existe ainda muita pesquisa a ser feita, para não se correr o risco de produzir um manual desvnculado de alguma coisa muito significativa q já exista nesse sentido...eu já estou pesquisando, e se encontrar alguma coisa, retorno a vcs por aqui mesmo..
abraços, Bruno.
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Daniel Duende
Brasília, DF
14/3/2007 18:28 |
A proposta do Manual... é notícia em Portugal
O nosso querido amigo d'além mar (e GRANDE blogueiro) Miguel Caetano está falando sobre a nossa proposta de Manual em seu blog Remixtures:
Continuando por terras brasileiras e a falar do sector musical independente, gostaria de chamar a atenção dos leitores brasileiros que o Daniel ?Duende? Carvalho está a convocar a participação de redactores para um Manual de Autopublicação na Rede para Músicos Independentes no Overmundo. Seguindo as pisadas de bandas brasileiras como os Zémaria, Seminovos, Mombojó e Lixo Extraordinário, entre outros, em direcção ao sucesso sem o apoio de qualquer editora, pretende-se ajudar os artistas que só agora começam a dar os primeiros passos da sua aventura a solo a orientarem-se na Grande Rede. Numa primeira fase que decorre até ao dia 20, será elaborado um plano de trabalho. Posteriormente, serão criados grupos de discussão fechados..."
Leia o resto da matéria lá no Remixtures.
Apesar do relativo silêncio dos últimos dias, os trabalhos estão de pé. Que venha o dia 20 (com todas as pessoas que se agregarem no trabalho até lá), e vamos fazer este manual acontecer! Já tem gente até do outro lado do Atlântico de olho em nosso trabalho de fé.
Abraços apertados para todos! |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
14/3/2007 18:34 |
Uauuu, Miguel Caetano foi sensacional!
o silêncio deve ser uma preparação para tudo o que virá.
Vamos gestando, queridos!
:o)
gabi |
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Daniel Duende
Brasília, DF
14/3/2007 18:43 |
Já deixei um comentário por lá, agradecendo a citação e a fé do Miguel Caetano na gente. Seria legal se os outros participantes do Manual também passassem por lá para dar um alô, e para conhecer o EXCELENTE blog do Miguel -- referência em remisturas artísticas (e principalmente musicais) na blogosfera lusófona.
Abraços apertados do Verde. |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
14/3/2007 18:48 |
Já estou lá!
Gente, está meio em cima mas fiquei sabendo agora:
http://www.chappa.com.br/musica_chappa_quente.php
bjim
:o)
gabi |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
14/3/2007 18:48 |
Já estou lá!
Gente, está meio em cima mas fiquei sabendo agora:
http://www.chappa.com.br/musica_chappa_quente.php
bjim
:o)
gabi |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
14/3/2007 18:49 |
argh!.... mão nervosa dá nisso... duplo clique!
foi mal gente....hihihihihhi.... |
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Daniel Duende
Brasília, DF
14/3/2007 19:01 |
Poisé... ia ser bacana que fôssemos lá, né?
Quem for do Rio, e se animar de aparecer por lá, dá um toque. Podemos marcar de nos encontrar por lá.
Abraços do Verde.
p.s. fiquei morrendo de pena de ter perdido as discussões de hoje. Elas parecem ser beeeem bacanas, e ia ser legal encontrar com o Sergio Sá Leitão, que é meu ex-chefe e tem uma mente brilhante. |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
14/3/2007 19:18 |
Verde,
Infelizmente o SSL não pode ir. Os debates foram interessantes embora, a meu juízo, precisem ser ainda muito mais aprofundados.
Parece também haver um certo desconhecimento do trabalho do Sérgio, que conseguiu, fruto muito de seu esforço pessoal, trazer o debate sobre as cadeias produtivas da cultura para dentro do BNDES. Deveria ser considerado um aliado. |
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Gabriela de Andrade
Rio de Janeiro, RJ
14/3/2007 19:26 |
Legal Egeu, de qualquer forma já me inscrevi para o encontro do dia 21. Vou dar uma conferida... fiquei bem curiosa. Os temas desse dia serão:
9h - RÁDIOS ON-LINE E PODCASTS: DE OUVINTE A PROGRAMADOR
14h - YOUTUBE, MYSPACE, NAPSTER, ITUNES: AS NOVAS PLATAFORMAS ON-LINE
Dani Duende, detalhe bom: vai ser na Urca... hum?
gabi |
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Daniel Duende
Brasília, DF
14/3/2007 19:56 |
Opa.... vamos lá sim, Gabi. :D
Vc viu que o Lixo Extraordinário tá no post do Miguel? Coisa fina!
E, agora, mais boas notícias. O post tá replicado no Na Midia do site do Ministério da Cultura também.
O Sérgio é, a meu ver, aliado há muito tempo. O discurso do cara é super afinado, e já o conheço desde os idos de 2005. Se tiver contato com ele, mano Egeu, diga que o Duende mandou um alô.
Agora, voltando ao nosso papo do Manual. Alguém tem mais alguma colocação a fazer a respeito da proposição de estrutura do Manual?
Se não me engano, a proposição mais atual é:
1 - Breve Introdução sobre mercado e auto-publicação.
2 - Algum conteúdo teórico sustentador de discurso.
3 - Formas de Licenciamento.
4 - Guia prático de auto-publicação
4.1 - ferramentas / meios
4.2 - tipos de conteúdo (vídeo, áudio, texto...)
4.2.1 - uso de conteúdo levando em conta os diversos tipos de licenciamento.
4.3 - etiqueta digital
4.4 - práticas de auto-publicação, passo a passo
4.5 - como integrar seu trabalho de auto-publicação ao de outros artistas / formação de grupos.
4.5.1 - remistura, sampleamento, colagem e licenciamentos.
4.6 - análise de resultados e feedback
5 - Conclusão e pensamentos finais, apontando inclusive para outras propostas de produção de manuais.
Abraços do Verde. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
14/3/2007 20:01 |
A propósito... Olá Brunofritz!
Acho que a discussão deste Manual não se limita em nenhum momento só à produção musical acústica ou eletrificada. A música eletrônica está, a meu ver (talvez meio leigo) no mesmíssimo barco. Mas se há particularidades do mundo da música eletrônica a serem abarcadas no Manual, sinta-se à vontade para propô-las...
Estou também no aguardo de notícias suas, meu caro cara Brunofritz, a respeito de iniciativas semelhantes que você já conheça. Se já há alguma galera trabalhando com isso, acho que seria legal conversar ou até "agregar os trabalhos".
Em tempo... as discussões sobre direitos autorais, formas de licenciamento (incluindo o Creative Commons) e o impacto disso na remistura e publicização já estão abarcadas nos itens 3, 4.2.1 e 4.5.1 da proposta de estrutura do manual (logo acima).
Abraços do Verde. |
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Daniel Rodrigues
São Paulo, SP
15/3/2007 11:38 |
Oi Xará Verde
Estou acompanhando as discussões, e preparando um material aqui pra contar a minha experiência com divulgação digital, e sugerir alguns caminhos para a auto-divulgação via web. Acredito que na semana que vem possa apresentar alguma coisa. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
15/3/2007 11:43 |
Tá perfeito, Xará Rodrigues. Esta fase que vai até o dia 20 é voltada para discutir o escopo e estrutura do Manual, enquanto tentamos agregar mais gente. Se tiverdes alguma colocação a mais a fazer neste tema, é bom que se apresse. Mas acredito que o material que estás a preparar é não apenas bastante tempestivo para a próxima fase, como enormemente útil também.
Abraços apertados do Verde. |
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Tiago C. Alves
Santa Luzia, MG
16/3/2007 08:54 |
Pessoal, o que vocês acham de um espaço no manual apontando alternativas de renda pra quem escolher disponibilizar sua música gratuitamente? Com curiosidades do tipo "faça você mesmo seus badulaques (Camisas, bonés, porta-latinha, chaveiros etc etc)". Bom, não sei se caberia na proposta do manual entrar tanto em detalhes, mas acho de suma importancia no minimo linkar outros progetos que o façam. O manual vai ter uma seção com links né? |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
16/3/2007 09:36 |
Acho interessante tocar no assunto "merchandising", mas a grande questão (e trabalho) será o estabelecer o vinculo entre a auto-publicação e a colheita de resultados no "mundo real", principalmente a organização de shows. Abs. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
16/3/2007 12:12 |
Acho bem interessante a idéia do Tiago. Penso que podemos, no mínimo, colocar um parágrafo ou dois sobre o assunto em algum lugar no manual e apresentar links, vários links, para mais material a respeito. Por outro lado, se o Tiago quiser escrever o texto sobre esta parte que sugeriu, não vejo porque não adicioná-lo ao manual. O que acham?
Acho também muito interessante a colocação do Ju Polimeno. A "finalidade final no fim das contas" do Manual é justamente ajudar os músicos a lançarem seu material e conseguirem, na medida do possível, sem ajuda de intermédiários do velho mercado, ganhar uma grana honesta além de promover sua arte. Sobre este tema, não é segredo, penso que musicistas devem ganhar a vida com shows e que as midias gravadas servem unicamente de divulgação. Devem render dinheiro apenas pelo valor intrínseco do objeto (um CD com um encarte legal, autografado, feito com carinho, pode ser vendido. Não são as gravações, e sim o objeto, que está sendo vendido). Posto isso, acho que é natural E ponto central do manual a preocupação de se construir o continuum entre auto-publicação e "resultados no mundo real", incluindo a realização (e auto-publicização) de shows e eventos.
Abraços do Verde. |
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Tiago C. Alves
Santa Luzia, MG
16/3/2007 13:15 |
Concordo com o Duende, um musicista realmente deve ganhar a vida com shows. E vou alem, um manual específico de realização (e auto-publicização) de shows e eventos seria tão (ou até mais) importante que o Manual de Auto-publicação. O que acham de fazer desse o nosso proximo progeto?
Há... Um paragrafo e varios links esta de bom tamanho Duende. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
16/3/2007 13:21 |
Olá Tiago. Acho que, terminado este manual de auto-publicação, sua proposta seria perfeita. Um manual de produção de shows, enfocando o aspecto colaborativo, brodagem, jeitinho-brasileiro, "uma mão lava a outra" da produção independente, seria genial. Conheço pessoas que provavelmente se interessariam por tal empreitada.
Mas vamos nos concentrar na tarefa presente -- nosso manual de auto-publicação. É uma alegria que haja tantas outras possibilidades futuras. Vamos realizá-las todas, uma de cada vez.
Por fim, se pensar que um parágrafo e links seria o suficiente, concordo com você. Façamos isso, então, quando chegar o momento (que se aproxima).
Abraços do Verde. |
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Tiago C. Alves
Santa Luzia, MG
16/3/2007 13:50 |
Eu a minha ansiedade. Nós mal começamos o manual de auto-publicação e eu ja to pensando no próximo.
Nem preciso dizer que to ansioso pelo dia 20 né? |
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Daniel Duende
Brasília, DF
16/3/2007 14:00 |
A ansiedade que gera criação e produção é muito bem vinda, meu amigo. E eu acho legal ouvir sobre propostas para outros manuais. Penso que estamos inaugurando por aqui um "modo de fazer". Vamos em frente.... tem muito trabalho legal a ser feito. :)
Abraços do Verde. |
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Tiago C. Alves
Santa Luzia, MG
16/3/2007 14:16 |
Inspirado nesse "modo de fazer" eu fiz uma proposta la no forum do Overmixter, mas, alem do texto ter ficado horrível, parece que eu propus no lugar errado e ninguém me respondeu. |
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VômitoNegro
Rio de Janeiro, RJ
17/3/2007 03:50 |
Eu vou fazer um comentário meio "advogado do diabo", mas acho que deveria existir nem que fossem 1 ou 2 parágrafos sobre como se relacionar com o "mainstream" autoral, abordando principalmente a obtenção dos ISRCs, o registro na Escola de Música da UFRJ e o uso das Editoras Musicais - assuntos que, ao meu ver, não entram em conflito com a idéia dos novos formatos de distribuição mas que são importantes quando a música, sem querer, entra no "mainstream".
Abraços |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
17/3/2007 08:39 |
Concordo contigo. Apesar das inclinações políticas da galera, os procedimentos "mainstream" ainda vigoram e, em última instância, são garantidos pela nossa legislação. Abs. |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
17/3/2007 09:04 |
Steve Mack da LUX Media e Jose Castillo falam sobre como conquistar audiência para seu podcast em cinco dicas no South by Southwest. Vale a pena ouvir a palestra: Five Tips to Make Your Lame Podcast Listenable. |
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Daniel Duende
Brasília, DF
17/3/2007 11:21 |
Olá colegas,
concordo com a importância dos temas citados por VomitoNegro, mas me pergunto se eles estão no escopo de um Manual de Auto-Publicação na Rede para Músicos e Músicas. É mesmo uma pergunta que me faço, para a qual não tenho resposta pronta. Fariam parte do escopo de publicação em rede? Vale lembrar que este não é um manual completo para músicos independentes. Trata-se apenas de um manual de auto-publicação e promoção em Rede.
E aproveito para tirar minhas dúvidas e entender melhor do que estão falando: Do que se tratam os ISRCs? Para que serve o Registro na Escola de Música da UFRJ? A que se refere quando fala de Editoras Musicais?
Quero reiterar que minha colocação não se deve a uma posição política, e sim a um zelo pelo escopo do manual. Estou, claro, totalmente aberto a argumentações em favor da adição destes conteúdos, contanto que fique claro que eles são coerentes com a proposta do manual.
Abraços do Verde. |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
17/3/2007 11:52 |
Vamos lá:
1. ISRC
O ISRC é um código padrão internacional de gravação que age como um identificador básico das gravações fonográficas. O ISRC é um código eletrônico alfanumérico de 12 caracteres dividido em 4 elementos representando: o país (2 dígitos), o primeiro proprietário da gravação (3 dígitos), ano de gravação (2 dígitos), e um seqüencial (5 dígitos).
A codificação ISRC é possível pois gravações digitais podem conter números num sub-código e por todo o corpo da informação. Cada gravação digital carrega, portanto, a sua própria ?impressão digital?. Mais informações AQUI.
2. Registro
A forma tradicional para garantir os direitos autorais (Copyright) prevê o registro da obra (partitura ou letra ou ambos) no órgão público disponível para tal (Escola de Música da UFRJ, Biblioteca Nacional, EDA's, etc). Mas de acordo com o artigo 18 da lei 9.610 de 19/02/1998 "A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro". Obviamente, a autoria deve ser comprovada em caso de ação judicial.
3. Editoras Musicais
Para receber o dinheiro dos direitos autorais, os autores devem se filiar a uma Associação de Administração de Direitos Autorais que recebe a grana do ECAD e repassa aos autores/intérpretes, etc.
Mais ou menos isso...Abs
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Daniel Duende
Brasília, DF
17/3/2007 12:05 |
Valeu pelas excelentes explicações, meu amigo Ju Polimeno.
Considero que informações a respeito do registro do ISRC devam constar do Manual. Informações sobre o registro também podem lá constar, embora o Creative Commons também faça (com amparo legal) as vezes do registro quando em casos de disputa de autoria. Quando às editoras musicais, deixo o tópico em votação.
O que os outros colaboradores acham da inclusão destes tópicos? Meus votos são a favor da inclusão do ISRC, neutro em relação ao Registro e contrário à inclusão de informações a respeito das Editoras Musicais. Tenho COCEIRAS só de ouvir o nome do ECAD e, além do mais, auto-publicação visa o uso da mídia digital gravada como divulgação, muito mais do que como uma forma de se ganhar dinheiro. O ECAD incide cobranças sobre a execução mecância pública de músicas, o que considero, particularmente, absurdo. Não acho que tais práticas caibam na proposta do manual. De qualquer forma, o tema está aberto à votação.
Abraços do Verde. |
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Ju Polimeno
São Paulo, SP
17/3/2007 14:51 |
Um detalhe: para conseguir o ISRC é preciso estar associado a uma Editora Musical.
Uma opinião: não sou a favor dos mecanismos do ECAD, mas creio (e isso é uma fé política/cultural baseada em minha elucubrações) que o futuro da música digital - e talvez da música em si - para os compositores, intérpretes, arranjadores, músicos esteja nos meios/processos/sistemas de licensiamento, arrecadação e distribuição dos direitos autorais que não necessariamente passaria pelas Editoras e pelo ECAD. Em meus bate-papos com Pena Schmidt sobre licensiamento, futuro da música, etc, ele me disse que precisaríamos de um "sistema de distribuição capaz de fazer chegar dinheiro a dezenas de milhares de artistas e compositores. Nosso sistema bancário já é capaz de realizar essa operação". Para tanto tb seria necessário um sistema de "aferição de uso capaz de aferir a cauda longa das músicas independentes, milhares de músicas que tocam em nichos", além de -e sobretudo - um banco de dados confiável, honesto, preciso, que diga exatamente de quem é esta música e a quem pertence o dinheiro arrecadado, ou seja, a metadata do arquivo de áudio, seu DNA, como diz Pena. A metadata do arquivo não se restringe apenas ao nome da faixa/artista/compositor/ano de gravação, mas algo parecido com a versão 2.4 do ID3
e ampliada...
A questão se desdobra quase infinitamente, meus caros. E, quer queiramos ou não, estão todas vinculadas ao Manual e quando nosso amigo Daniel diz que "auto-publicação visa o uso da mídia digital gravada como divulgação, muito mais do que como uma forma de se ganhar dinheiro", devo dizer que concordo, mas tb acredito que a música digital tb vá dar dinheiro com apenas uma mudança importante: essa grana irá para o bolso do(s) artista(s) e não mais das gravadoras (será?!). |
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Daniel Duende
Brasília, DF
17/3/2007 16:06 |
Olá meus colegas, olá meu caríssimo Ju Polimeno.
Você não apenas me convenceu completamente com suas palavras, como também mostrou que é indubitavelmente o mais indicado para escrever sobre este assunto no Manual. Concordo com a possibilidade, e necessidade, de se pensar modos -- sejam quais forem -- para que o dinheiro gerado pela execução das músicas chegue efetivamente aos autores (o que geralmente não acontece, não é?). Mas quero reiterar que ainda acredito que o meio principal de renda de um artista da música deva ser a apresentação -- esta sim pessoal e intransferível e muito mais fácil de aferir e remunerar.
Fico muito satisfeito ao ver a qualidade da discussão que começa a surgir a respeito dos temas do Manual. É muito bom ver tudo isso acontecendo!
Gostaria, contudo, de ouvir a manifestação sobre estes temas por parte de tantos outros colegas que, acredito, também fazem parte do "grupo do Manual". Soltem o verbo, minha gente!
Abraços do Verde. |
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Egeu Laus
Rio de Janeiro, RJ
17/3/2007 21:47 |
Ju e Daniel,
Posso estar enganado mas acho que o ECAD tem sim (e seria sua obrigação até por conta do que arrecadou até hoje) condições de aperfeiçoar seu banco de dados e aferir a cauda longa da produção, ainda mais em tempos do surgimento do robô que automaticamente identifica nos primeiros compassos qualquer música. O problema é abrir a caixa preta do Ecad. Em princípio não acho que se deva (mas não sou da área, não sou músico nem produtor, é só opinião) jogar fora a água do banho junto com a criança. |
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