Cachorro-quente é questão de saber fazer. Não é questão de inventar um monte de ingredientes. E a família que gere este negócio há mais de trinta anos sabe o que faz. Nunca mudou a rotina de ficar com a barraquinha aberta apenas algumas horas por dia. E, você pode não acreditar, mas ninguém faz purê de batata como aquela família. O lanche, inclusive, tem o mérit de ter o mesmo gosto de trinta anos atrás. Prova de quem o come há trinta anos.
Vou comentar porque entendo de cachorro quente. Inclusive já trabalhei em carrinhos de cahorro quente. Isso mesmo, carrinhos, foi mais de um.
De fato tenho que concordar, o ingrediente não é exatamente aquilo que nos conquista num cachorro quente, mas a forma de fazê-lo, e isso também não é questão de inteligência, tem que ter as manhas, falei?
Sobre o purê, aqui em Mato Grosso do Sul eles ainda não descobriram essa pasta que sabiamente dosada num pão de cachorro quente torna a iguaria muito mais saborosa, ponto cream.
Me lembro de comer uns sarados em Indaiatuba, onde morei 14 anos. Em Sampa também. Aquele purezinho tirado do potinho de vidro era uma delícia... melhor que isso só pastel especial ou pastel de carne com vinagrete (vendido nas feiras no meu tempo de muleque)
É isso aí Charlie Bravo, cultura é tudo o que nos resta ao final de tudo, inclusive a minha lembrança deu comendo um cachorro quente com purê de batatas, com meu pai na praçinha do parque...
Não tenho saudades deste tempo, mas do meu pai e do cachorro quente...
Abraços Guaicuru!!!
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