O Bar do Arnaudo (com "u" mesmo) é uma espécie de embaixada nordestina no bairro de Santa Teresa, no Rio. O lugar é apertadinho e aconchegante, os garçons são gente boa, o clima é de descontração total e, é claro, a comida é farta e não tem preços abusivos.
Tá tudo lá: tem carne-de-sol com aipim, mantega-de-garrafa, feijão-de-corda, cachaça de alambique e aquela pimentinha! Eu que não sou muito chegado em temperos fortes me aventurei em grande estilo experimentando essas porções. Se você estiver em boa companhia então... o programa fica melhor ainda com a combinação de cerveja + pestiscos + amigos + cachaça. Você até esquece que está no Rio de Janeiro.
Ainda quero voltar lá pra provar os pratos, pois na estréia eu mais a patroa e os sogros ficamos só nos bilisquetes que garanto, não pesam tanto no bolso e enchem o estômago com tanta categoria quanto a de um prato principal.
Abrimos com o queijo coalho (R$ 7,00) e em seguida caímos de boca na generosa carne-de-sol com aipim (R$20,00). Depois pedimos uma porção de calabresa com aipim e de sobremesa queijo coalho com doce de abóbora! O serviço é bem rápido e os pratos saem rapidinho... você mal espera entre um petisco e outro.
Enfim, o que eu achei mais legal é que o Bar do Arnaudo não é daqueles lugares temáticos que vendem um "Nordeste chique" ou um "pé limpo". É um bar de verdade! Simples, sem luxo, mas com muito charme. Tem aquela aura de botequim carioca, mas com tempero forte do norte.
Grande Mattoso!!! Um dos meus restaurantes prediletos no Rio! Excelente dica.
Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 28/8/2007 13:11
fui pela primeira vez lá nesse fim de semana! amei! merece estar no guia com louvor.
Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 28/8/2007 16:37
Faz um tempão que não vou lá!
No finzinho do ano passado, os meus pais fizeram 25 anos de casado (mas são mais de trinta se contar namoro e noivado) e foram passar uns dias no Rio. O Bar do Arnaudo não ficou de fora do roteiro. Tem umas fotos do bar aqui em casa; realmente o lugar deve ser bacana, por que o coroa daqui é meio chato pra boteco. O lema dele é: cerveja estupidamente gelada, cachaça da boa, tiragosto bom e "no preço"...
Ah, só uma curiosidade. "Carne-de-sol com macaxeira" e "Queijo de coalho com jerimum caboclo"; fica mais fiel (Risos)
Bela dia hein Mattoso. Um abraço.
Eu fui, eu fui!
Muita comida! Duas pessoas comem meio-prato-muito-bem!
Fantástico!! Recomendo a todos que passarem pelo Rio e tiverem a oportunidade!!! Além do clima super agradável do Bairro de Santa Tereza, a comida do Bar do Arnaudo é deliciosa!! Tem uma filinha na porta, afinal mta gente já descobriu os prazeres do lugar, mas mesmo assim vale a pena! Comida simples, barata, saborosa e os pratos individuais servem mto bem 2 pessoas. Não deixem de conhecer!!!
GiRF · Belo Horizonte, MG 4/1/2010 14:27
O final de semana daquele fevereiro de 2010 estava para ser coroado como “o” final de semana. Do Rio 40 graus ao “mas que belê, em feverê, tem carná”. Teve sol e mar de ponta a ponta, ou melhor, do Leme ao Pontal, com peixe gostoso no exótico barzinho na praia de Grumari. Na volta, tardezinha com banho de piscina no flat do Leblon e passeio de bondinho (o primeiro para uma paulistana que adora o Rio) pra subir os Arcos da Lapa e bebericar alguma coisa lá no alto de Santa Teresa. 7 da noite e o super bem humorado condutor do bondinho avisa que aquele é o penúltimo bondinho do domingo e dali 1 hora o último descerá, levando os felizardos turistas que estão desfrutando o final de domingo na cidade maravilhosa.
Vejo e relembro, de soslaio, o bar do Arnaudo ao final do trajeto e sugiro a tal bebericada lá, pra ela conhecer e brindarmos a curta, mas bela viagem a outro ponto turístico.
O bar estava vazio pela data e hora e pudemos escolher uma mesa. Nos sentamos e prontamente somos atendidos por um garçom. Pedimos a estupidamente gelada e damos uma olhada no cardápio. Porém o tempo não nos permitiria saborear algo. O garçom, de papel em punho, nos pergunta o que vamos pedir. Respondemos que não temos tempo e ficamos com a cerveja, que já estava sobre a mesa, fechada.
O garçom, educadamente, nos informa que sem pedido não se serve apenas cerveja. Replico que até gostaríamos, mas não temos tempo. Ao olhar reticente do humilde funcionário, treplico dizendo – meio que suplicando - que ele não iria nos fazer levantar para tomar uma cerveja em outro bar. Educado, lança um olhar para uma senhora que estava duas mesas ao lado e transfere a decisão para ela.
Explico novamente a situação a ela, mostrando o bar vazio e que até entendíamos que em horários de pico o lugar não poderia ser custeado somente por bebidas, mas ela nos lança um olhar frio e provinciano, disparando secamente:
- Sinto muito.
- Desculpe, eu é que sinto muito.
Estupefatos, nos levantamos, passamos pelas mesas vazias e o lugar perde o brilho, o charme, o jeito carioca de ser, de acolher, de abraçar a todos, cariocas, pauliocas, brasileiros e estrangeiros.
Respiramos fundo, avaliamos a situação, o final de semana maravilhoso e deduzimos a fundo perdido o pequeno incidente de uma mais pequena senhora que, com certeza não soube avaliar momento, hora e aquilo que um senhor Arnaudo Gomes de Souza deve ter investido no início dos 40 anos naquela casa: humildade, sabedoria e inteligência.
Depois de tomarmos a disputada cerveja num belo bar ao lado, com música ao vivo inclusive – em 15 minutos – descemos no último bondinho das 20h. No último olhar de soslaio, o agora triste bar do arnaudo (com tamanho e letras minúsculas) estava com as cadeiras sobre as mesas. Rí comigo mesmo e imaginei um pequeno protesto daquelas cadeiras que acomodaram tantos e tantos alegres visitantes, se levantando e subindo sobre as mesas em protesto silencioso, ajudadas pelos garçons, frente à ditadora senhora do bar.
Lembre-se então: bar do arnaudo – em qualquer horário – só com venda casada. Sem comida, sem bebida.
;(
Que feio, “senhor Arnaudo Gomes de Souza”.
Ah, fizemos a coroação daquelas pequenas férias no Rio, no maravilhoso, mais do que aprazível, Restaurante Aprazível, lá pertinho.
Christian Abecia
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