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Biblioteca da Antiga Estação

Marcelo Cabral
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Marcelo Cabral · Maceió, AL
30/10/2007 · 106 · 7
 

Palmeira preza sua cultura. É perceptível nos retratos dos seus poetas e escritores (que não são poucos) pintados nos muros da cidade, nos museus Xucurus e Graciliano Ramos, e na simpática e freqüentada Biblioteca Municipal da antiga estação ferroviária, que conta com um acervo considerável, sobretudo no que diz respeito aos escritores palmeirenses e alagoanos em geral.

A biblioteca tem um ambiente agradável, iluminado, decorado com antigas fotos panorâmicas da região e trabalhos escolares da criançada do município. Segundo leitores e administradores, o espaço é bastante freqüentado, “muita gente passou em concurso e vestibular estudando aqui”, conta Rosa Maria, que cuida do lugar.

São livros didáticos de diversas disciplinas: biologia, matemática, medicina, teatro, arte, além de romances e contos, livros de culinária e revistas e jornais recentes, a disposição da comunidade para consulta. Uma seção inteira é reservada aos escritores filhos da terra como Ivan Barros, Luiz Torres, José Rebelo, entre outros cujos retratos ilustram a parte externa do prédio.

Um parêntese. É interessante observar, ao visitar cidades do interior, como é visível a extinção do sistema ferroviário brasileiro praticamente desativado, em detrimento do transporte rodoviário. Pelo menos, as antigas estações de trem não foram abandonadas, mas transformadas em espaços de preservação cultural e histórica, como bibliotecas e museus.

onde fica
Biblioteca Municipal, Antiga Estação Ferroviária, Rua Luis Pinto de Andrade, s/n. Palmeira dos Índios está a 136 km de Maceió pela BR 316.
por que ir
Para aprofundar os conhecimentos e curiosidades observadas nos museus Xucurus e Graciliano Ramos, e conhecer a produção literária alagoana. Ideal para o visitante que está passando entre 2 e 3 dias na terra dos índios Xucurus, o suficiente para conhecer as atrações da cidade e região.
quando ir
Quando quiser ler e conhecer.
quem vai
Estudantes, professores, escritores, poetas e amantes da literatura.
quanto custa
Aberto ao púbico.
contato
(82) 9982-8204 Diretora Aline Canuto.

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Candice Gonçalves
 

quero sentar aí e escolher um clássico pra ler!
parabéns pea cobertura.

abraços!!!!

Candice Gonçalves · Crato, CE 29/10/2007 21:43
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Tetê Oliveira
 

Marcelo, o ambiente parece bem legal. Muito interessante eles aproveitaram as antigas estações como espaços culturais. Infelizmente, há pouco tempo escrevi sobre a estação de Japeri, aqui na Baixada Fluminense. Lá o transporte ferroviário ainda existe - é um dos principais ramais do Rio, inclusive (Nos trilhos pra Japeri). Mas há um prédio antigo, numa plataforma, que está abandonado e se perdendo no tempo. Muito triste isso!
Abraço.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 30/10/2007 17:05
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Marcelo Cabral
 

Obrigado pelos comentários Candice e Tetê.
Poderíamos juntar informações aqui no Guia sobre este tema. Antigas estações desativadas pelo Brasil com novas funções culturais. Uma tag como “estação-ferroviária”. Que acham?
Abraços.

Marcelo Cabral · Maceió, AL 30/10/2007 17:20
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Osmar Duarte
 

Mais uma descobrimos o interior desse Brasil graças a você Marcelo. Legal!

Osmar Duarte · Maceió, AL 2/11/2007 22:56
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Ana_e_Lauro_Alagoas
 

Marcelo, um amigo Cláudio Vitoriano fez um trabalho muito interessante da malha ferroviária de Alagoas, no ramal que liga a Quipapá-PE e o que liga a Propriá-SE, faltando apenas a antiga estrada de ferro Paulo Afonso, que ligava Piranhas a Jatobá-PE. Mostrando as estações conservadas ou não e as paisagens/vistas da malha ferroviária, seu objetivo.
Triste com certeza ver a ferrovia de passageiros destruída pra atender a sacanagem política.
Valeu.

Ana_e_Lauro_Alagoas · Maceió, AL 10/7/2008 10:28
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Claudio Vitoriano
 

Oi Marcelo fiz um trabalho sobre toda a malha ferroviária de Alagoas e pude constatar pessoalmente o verdadeiro descaso com a história em nosso país, mas a beleza das paisagens e o bucolismo das antigas estações é um verdadeiro revigorante para a vida. Esse trabalho foi feito quase todo a pé, aproximadamente 416 KM de trilhos sobre os dormentes abandonados e foi inesquecível, o mesmo está registrado em dois cd's com aproximadamente 800 fotografias! Mais Informaçõe: (82)8821-0095/9327-6456.
Um abraço e viva a ferrovia e o trem!

Claudio Vitoriano · Barra de São Miguel, AL 7/9/2008 13:54
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Marcelo Cabral
 

Salve Claudio! Tudo bem?
Que tal postar algumas dessas fotos aqui no Banco de Cultura para a comunidade conhecer esse trabalho tão interessante?
Valeu e parabéns pela iniciativa sobre ferrovias do estado.
Abraço!

Marcelo Cabral · Maceió, AL 7/9/2008 14:40
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