A pequena e simpática casa de pau-a-pique coberta com palhas de inajá – palmeira típica – dá um tom artístico como sede de uma iniciativa que transporta para uma outra manifestação de artesanato popular, os traços mais marcantes da cultura da Ilha de Marajó.
A Casa das Bordadeiras é uma associação de jovens senhoras que decoram tecidos com os padrões de pintura típicos das cerâmicas marajoara. O trabalho começou em 2001, quando a proprietária de uma pousada conhecida como Dona Belga, queria dar uma contrapartida social para a Vila de Joanes. Comprou linha, tecidos, agulhas e reuniu pessoas que já dominavam a técnica de bordado. “Estas foram ensinando outras e nós começamos com 50 bordadeiras”, conta a líder Marineide Gonçalves, 44 (de branco na foto). “A casa também foi especialmente construída para a associação por amigos da Belga, foi tudo dado”, revela.
Hoje com uma equipe de 15 bordadeiras, este ateliê especial produz jogos americanos de cozinha como especialidade. Com o terreno vendido para um holandês, enquanto o mesmo não adota o Brasil para morar, é no local que a associação vai permanecendo com inestimável simplicidade como mais uma atração turística da Ilha.
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