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Cachorro-quente de barraquinha no Largo da Ordem

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Adri B. · Curitiba, PR
10/7/2006 · 67 · 2
 

Uma singela barraquinha de cachorro-quente, dessas que aparecem nas reportagens de "economia informal" que a televisão de vez em quando passa. É bem limpa e quem prepara os sanduíches são um homem e um rapaz mais novo, talvez pai e filho. Uma corrente de plástico demarca um corredor de acesso à barraquinha, organizando a fila que se forma em busca do alimento mais popular das noites curitibanas. O cheiro chama, a fila também. Regras básicas de marketing, mas que fazem toda a diferença.

Esperar alguns minutos não é de todo ruim: se a fome do estômago permanece, a da alma pode ser saciada na fila mesmo. Basta olhar ao lado e prestar atenção nas ruínas do São Francisco, a arquitetura peculiar das casas antigas do outro lado da rua, ou o Centro Histórico de Curitiba, logo abaixo, meio escondido pela neblina de inverno.

Para os mais filosóficos, a fila é a oportunidade de pensar nos problemas de distribuição de renda ou nos paradoxos da sociedade contemporânea: a barraquinha fica em frente a um restaurante caro, daqueles com valet park e tudo. Mas eis que chega a sua vez. As reflexões se dispersam no nevoeiro e dão lugar a pensamentos mais práticos: maionese? Milho e ervilha? Com ou sem molho? Ah! Que bom se os problemas do mundo se resumissem aos acompanhamentos de um delicioso cachorro-quente...

onde fica
Rua Jaime Reis, quase chegando no Largo da Ordem, na altura das Ruínas do São Francisco.
por que ir
O cachorro-quente é gostoso, honesto e muito barato: só 1 real. A barraquinha fica em uma região com bares e casas noturnas, ou seja, dá para fazer uma boquinha antes de entrar em algum deles para beber. O visual do lugar é incrível: histórico, boêmio, roqueiro, alternativo. Para os estudantes, é uma ótima opção de alimentação barata e com "sustança". Para quem já está mais folgado de dinheiro, faz lembrar dos bons tempos em que se era feliz com muito pouco.
quando ir
À noite, para forrar o estômago antes da aula ou da balada, ou de madrugada, para repor as energias perdidas na festa ou no trabalho.
quem vai
Estudantes, trabalhadores, pessoal da noite, metaleiros, roqueiros, indies, neo-hippies e excêntricos.
quanto custa
Cachorro: R$ 1
Refri "genérico": R$ 1
Refri "de marca": R$ 2
contato
Direto no ponto-de-venda.

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Saulo Frauches
 

Gostei tanto do seu relato que estou até com vontade de almoçar um cachorro-quente.

Saulo Frauches · Rio de Janeiro, RJ 7/7/2006 12:29
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OAEOZ
 

realmente, deu fome e saudade dos retornos das baladas onde o cachorro quente salvava a pátria. muito bom.

OAEOZ · Curitiba, PR 10/7/2006 16:51
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir

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