Se na cidade de Ourinhos, interior de São Paulo, Tom Jobim foi homenageado na escolha do nome do Centro Cultural, em Juazeiro, interior da Bahia, o nome do Centro de Cultura reflete a gratidão da terra por um de seus filhos mais ilustres, o também precursor da Bossa Nova: João Gilberto.
E é impressionante como, decorridos mais de 50 anos da partida de João Gilberto, a programação do Centro de Cultura persegue uma proposta musical intensa. Além do Festival Edésio Santos da Canção, que a cada ano distribui 10 mil reais em prêmios e homenageia um músico local, os projetos destinados ao Centro têm sempre uma sucessão de sons e silêncios organizada ao longo do tempo...
Mas isto ainda diz pouco. A Secretaria de Cultura da Bahia dividiu o estado em 26 territórios de identidades, e o Centro de Cultura João Gilberto corresponde ao território Sertão do São Francisco, que congrega 10 municípios (Juazeiro, Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado, Sobradinho, Uauá, Canudos, Curaçá e Campo Alegre de Lourdes). Portanto, também é função do Centro de Cultura servir de palco para as apresentações culturais de toda a região.
No Encontro Territorial de Cultura do ano passado, por exemplo, representantes dos 10 municípios participaram da etapa de Juazeiro. O evento, promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia, oportunizou a discussão de um projeto de cultura para o Estado entre integrantes do governo e sociedade civil.
Atualmente, um dos maiores desafios enfrentados pelo Centro de Cultura é ampliar a regionalização e o desenvolvimento das expressões artísticas na região do São Francisco, proporcionando um maior intercâmbio entre órgãos e instituições públicas, empresas privadas e artistas locais.
Quem sabe assim as próximas gerações da música brasileira que amiúde emergem nesta parte inspirada do Brasil não precisem sair da região para desenvolver as batidas sincopadas de qualquer instrumento. As novas bossas agradecem.
Parabens peloa colaboração. Acredito que se podia colocar este texto no Overblog, se houvesse uma entrevista com os responsáveis. Aqui deixo a sugestão...Abçs. E viva Jobim! João Gilberto e a Bahia!
Cintia Thome · São Paulo, SP 4/3/2008 08:27
Cintia, valeu pela sugestão... Entrevista com os responsáveis é o que não falta. O pessoal do Centro de Cultura é bem acessível. Vou pensar a viabilidade disto, diante da reformulação pela qual o Centro está passando...
Abraços, luís osete.
Fico contente por existir um centro de cultura em Juazeiro. Fico triste por ele se chamar João Gilberto, um cara que não fez lá grande coisa na música. Participou da Bossa Nova, aquele negócio pra vagabundo da zona sul carioca ouvir.
Duborges · Santo Amaro, BA 6/3/2008 21:21
Fico triste por Duborges ficar triste!
Fico mais triste ainda por ainda existir pessoas que não conhecem o verdadeiro valor do artista revolucionário que tanto influenciou a música mundial.
Oi Luís! Gostaria de obter mais informações sobre o cenário cultural aí na Região e as propostas do centro cultural. Sou músico do Dilei e no 2º semestre iremos passar peo nordeste em turnê. Me interessa tocar na Região (tenho um carinho enorme por Juazeiro, Petrolina e Senhor do Bonfim - Cidades que visitei com frequência na infância).
Forte abraço
Obrigado
Valeu pelo texto!
gostaria de saber onde posso conseguir o site do Centro de Cultura João Gilberto ou não possui e-mail para contato.
grata
Hoje sinto falta da poesia, música e literatura na cidade de Juazeiro, bem que o Centro de Cultura poderia abrir as portas para os menos anunciados
John, John & John · Juazeiro, BA 6/8/2010 16:43
RESPOSTA AO AVISO DE DESCLASSIFICAÇÃO
Senhores Alan Alves, Reginaldo Lima e comissão do Edésio Santos da Canção 2011!
Por anos seguidos estive concorrendo no Festival Edésio Santos da Canção. Um festival é uma oportunidade para nós, humildes anônimos. No entanto, uma dissonância surge: “...quando respeitamos demais os outros perdemos o respeito por nós mesmos”.
Segundo o regulamento, este festival seria realizado entre os dias 16, 17 e 18 de Dezembro de 2010. Por motivo de força maior houve um adiamento sem previsão de nova data. Haveria a comissão de se responsabilizar e assumir as consequências pela alteração, não nós concorrentes.
Segundo o mesmo edital, para denúncias de não ineditismo, deveria haver por escrito no prazo de 48 horas após divulgação da lista. O que não houve, pois a música estava dentro do regulamento. Uma vez adiado, sem data definida, o festival deveria, por uma questão moral e ética, reestudar o regulamento e, de maneira sábia, valorizar a música, o músico e a arte em geral, não os medos de críticas construtivas ou a politicagem.
Eu, em sinal de respeito, logo depois da divulgação da nova data para o festival, informei à comissão organizadora em ligação telefônica direta com o senhor Reginaldo Lima que havia concorrido com Quem Dera no mês de janeiro de 2011 em dois festivais em Minas Gerais.
Nenhuma posição foi dada. Permaneci com as ligações e faltando apenas sete dias para o evento, covardemente, desclassificam a obra faltando comigo o respeito que tive com essa comissão. Apresentou ainda uma alternativa tardia, repetindo a forma injusta do ano 2009, quando mudou o edital após divulgação em site oficial, desclassificando minha obra e me deixando a penosa tentativa de concorrer com uma nova música “Rio de Algodão”, às pressas e sem ensaios, o que me gerou constrangimento, perda de tempo e de recursos financeiros.
Voltei a sugerir a comissão que, adotando uma postura de coragem perante a cultura de Juazeiro e do Brasil, ouvisse meus argumentos e se baseassem no edital mantendo a música legalmente inscrita Quem Dera. Não fui ouvido. Seria ou não a inscrição de uma nova música em substituição um caso omisso e uma alteração do edital?
Não havendo o reconhecimento do equívoco por parte da comissão que atribuiu a decisão ao “Jurídico”, me restou abrir mão da sonhada participação no Edésio Santos da Canção por não ter tempo nem disposição financeira para preparar e gravar uma nova obra com a qualidade exigida pelo evento.
Procuro solidariedade onde ela houver em nome da minha carreira artística limpa e transparente. Ensejo o meu pedido de desculpas aos amigos pela forçada ausência.
Agora, depois que ter custos de mais de R$ 1.000,00 (Um mil reais) com gravação, inscrição, ensaio e cachê, sem incluir o assédio moral, a difamação, a humilhação pública e o tempo de ensaio e preparação com banda de apoio, sem incluir prováveis futuros gastos com transporte, alimentação e estadia para o festival ao vivo, solicito que a comissão, no mínimo, publique o ocorrido me isentando de atitude de “má-fé”.
Atenciosamente,
Laécio Beethoven.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Está no ar o blog de pesquisas do Instituto Overmundo. Você já pode encontrar lá os primeiros dados da pesquisa “Análise de modelos de negócios... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!