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O coletivo Poro realiza intevenções em arte e design em espaços públicos, desde 2000. Situado em Belo Horizonte, o grupo age, por meio de diferentes suportes, focalizando seus trabalhos, principalmente, no questionamento do ambiente urbano, em críticas à política nacional e internacional.
Com um discurso de ironia ácida (ou acidez irônica), o Poro interfere aproximando a política da arte, no contexto rotineiro: distribuindo panfletos no centrão de BH, pregando letras na sarjeta, colando adesivos em telefones públicos.
De acordo com o grupo, a falta de patrocínio inviabiliza a elaboração de trabalhos mais complexos. As intervenções e outras informações do coletivo estão disponíveis em seu site.
É cada vez maior o número de coletivos que atuam por todo o país. Um certo revival do movimento situacionista da década de 60, no qual a arte é encarada como uma atividade revolucionária do dia-a-dia - ou, então, ela não serve para nada. Quatro décadas mais tarde, a internet aparece como um elemento 'coletivizador' ainda mais forte, uma ferramente que facilita a comunicação entre as ações e a sua divulgação. Alguns coletivos nacionais e sul-americanos podem ser acessados no site do Coletivo de Redes e Ocupação (Coro), http://www.corocoletivo.org.
tags: Belo Horizonte MG midia
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