Disco o número, toca o telefone, ele atende. Do outro lado, uma fala meio cansada.
– Está doente?
– Não, estou treinando malabares.
Apesar de não trabalhar com performances circenses, a afirmação serviu como metáfora. É fazendo outra espécie de malabarismo que Carlos Alberto Barros, da Companhia Falange Teatral, faz para sobreviver de teatro em uma capital pequena e de baixo poder aquisitivo como Maceió. “Aqui não dá para ficar cinco meses em cartaz com a mesma peça. É preciso ter sempre uma carta na manga”, define. Por isso mesmo, eles já começaram o ano com três peças: 'A Raposa e as Uvas'; 'As Bruxas de Salém' e 'Eu sou Léo, e você?'. Em 2005, foram seis montagens, vistas por cerca de 6.500 pessoas. O grupo existe há dois anos e meio, e já fez apresentações fora do Estado. Na capital, já passaram por todos os teatros, e esperam repetir a dose este ano.
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