Dogão do Parque Villa Lobos

Danielle Moura
Dogão em versões com e sem purê de batata (direita)
1
Aninha Freitas · São Paulo, SP
11/5/2008 · 114 · 9
 

Para quem é de fora, comer cachorro-quente em São Paulo é quase uma experiência antropológica. Para encarar o “dogão” das barraquinhas que ficam na porta do Parque Villa Lobos, na zona oeste da cidade, por exemplo, é preciso deixar de lado qualquer idéia pré-concebida sobre o sanduíche e estar aberto a provar um novo paladar.

Antes de fazer o pedido, esqueça a modesta combinação de pão, salsicha e molho de tomate. A composição de um típico “dogão” vai muito além disto. Depois, prepare-se para a difícil tarefa de escolher os complementos do sanduíche e não faça cara feia nem apresente muita resistência ao ingrediente talvez mais inusitado do cachorro-quente paulista, o purê de batata.

Faz parte da graça de comer o “dogão” saber fazer uma boa combinação entre os itens à disposição, e eles são mais de 15: molho vinagrete, cheddar, catupiry, frango desfiado, cenoura ralada, ervilha, milho verde, batata palha, queijo ralado, etc. Os mais famintos podem ainda escolher um “dogão” com duas salsichas e o purê no final serve como um cimentinho para deixar o prato aparentemente mais organizado.

Dependendo da mistura de ingredientes feita, o sabor final fica bem distante do de um cachorro-quente comum. O meu, por exemplo, sempre fica com mais cara de salada que de sanduíche. Aliás, se eu ri um dia de amigos fazendo malabarismos para comer um acarajé, posso dizer que já paguei a gracinha tendo que me virar com lambança que faço com os ingredientes.

De qualquer forma, as mesas e cadeiras na calçada são de grande ajuda na hora de comer o tal “dogão” que, de tão grande, é servido em pratinhos e com talheres para evitar a sujeira no local. As mesmas barraquinhas, que ficam por lá 24h, vendem ainda bebidas, pasteis e outros sanduíches, mas todos são apenas coadjuvantes, o grande hit é mesmo o cachorro-quente.

onde fica
Entrada do Parque Villa Lobos, na altura da praça Apecatu, no Alto de Pinheiros.
por que ir
Porque comer um "dogão" é ainda uma das maneiras mais rápidas e baratas de matar a fome.
quando ir
A qualquer hora.
quem vai
Gente que está indo ou voltando de festas e boates e gente que resolve compensar as calorias perdidas pedalando no parque com um cachorro-quente.
quanto custa
R$ 5

comentários feed

+ comentar
Thiago Camelo
 

Ana! Como carioca e já mais que habituado ao cachorro-quente daqui, me assustei com o purê de batata paulista. Que mistura estranha! Realmente, não gostei do que comi. Mas até que a foto da tua colaboração tá mais apetitosa do que o sanduíche que corajosamente provei. É bem legal ver a variação dos pratos à medida que se vai andando pelo Brasil. Beijão!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 13:24
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Saulo Frauches
 

Fiquei com vontade de experimentar um - mas só a versão sem purê hehehehe.

Saulo Frauches · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 17:17
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Aninha Freitas
 

Para falar a verdade, eu também ainda prefiro a versão sem purê. Mas experimentar vale a pena. Afinal de contas se tanta gente venera a combinação por aqui deve ter um porquê, né?

Aninha Freitas · São Paulo, SP 9/5/2008 11:06
sua opinião: subir
Aepan
 

Muito bom de qualquer forma.
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 10/5/2008 03:19
sua opinião: subir
apple
 

Adoro cachorro quente. E, já comi muitos com purê em Belo Horizonte em uma certa lanchonete de Belo Horizonte. Vendem por menos de 3 reais. Com direito a milho, ervilha, queijo ralado, vinagrete, batata palha, bacon, etc.

Comer “besteira” é comigo mesma! Aiai...

De qualquer forma, para mim, não tem melhor do que o cachorro quente simples. Só pão; molho com tomate, pimentão e cebola; salsicha; catchup e mostarda em sachê. Sem maionese. E, bem picante...

Seja como for, vale a pena experimentar de tudo principalmente se as condições de higiene parecerem razoáveis.

Sobre o purê, achei um site falando que o motivo de se colocar purê é “cimentar” o cachorro quente. Questão de engenharia!

http://www.jesusmechicoteia.com.br/2003/02/06/o-cachorro-quente-com-pure/

Rsrsrs...

apple · Juiz de Fora, MG 10/5/2008 14:57
sua opinião: subir
Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Não sou conservador em matéria gastronômica, mas em relação ao hot-gig o único condimento que eu aceito (e aprecio) é a mostarda, admitindo, no máximo, um molho vinagrete bem feito, isso por ser irrecusável. Nem ketchup faz a minha cabeça! A propósito, tem gente que não sabe, mas a salchicha no Paraná (pelo menos) recebe o nome de VINA. Dai ser até poético comer "vina ao vinagrete", pelo menos lá. Aqui no nordeste é muito comum o chachorro quente ter como ingrediente, ás vezes principal, às vezes acompanhado da salsicha, a carne moida bem temperada. Estes temperos todos não são, no entanto, estranhos a esta gloriosa parcela do nosso querido rincão pátrio.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 11/5/2008 15:43
sua opinião: subir
Guilherme Mattoso
 

já comi um dogão paulista com tudo o que tem direito - até o famigerado purê. confesso que achei bom! mas ainda prefiro os hot-dogs mais tradicionais.

se vc coloca muitos itens acaba não sentindo gosto de nada!

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 13/5/2008 13:27
sua opinião: subir
Elisa Menezes
 

me dá um certo enjôo, confesso. mas sou totalmente a favor da gastronomia paulista ;)

Elisa Menezes · Rio de Janeiro, RJ 2/7/2008 18:19
sua opinião: subir
Tony Silva
 

www.comidasderuasp.com.br

Tony Silva · São Paulo, SP 31/5/2013 14:40
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

veja também

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados