“Isto daqui é infinito. É como música, sempre vai surgindo um modelo novo...” – diz dona Juraci, ainda encantada com seu novo labirinto.
Quando cursava a quinta série do ensino fundamental, a professora pediu que cada estudante fizesse uma caixinha de papelão para entregar à mãe. Hoje dona Juraci ensina crianças carentes da cidade a levar adiante a chama imortal que anima ela a levantar todo dia para a “eterna novidade do mundo”.
As barracas ainda estão se organizando no espaço cedido pela prefeitura para abrigar a Feira de Artesanato de Euclides da Cunha. Depois de muitos sonhos coletivos, ontem, por volta das 10 h da manhã, pessoas se aglomeravam em torno das barracas para a inauguração da Feira.
“Isto daqui é só o começo. Agora nós iremos criar uma associação de artesãs de Euclides da Cunha” – afirma Moema, entusiasmadíssima. Para quem passou 10 anos sonhando com um momento assim, a cada encontro da agulha com os fios de tecido, é impossível não ter o “pasmo essencial” para continuar produzindo.
Os olhares nítidos como girassóis desfilam pelo espaço à procura de outros olhares. Dona Moema, sempre solícita, abandona por um momento sua barraca para apresentar o espaço que hoje acolhe as 10 barracas, representantes do artesanato local.
Entre bordados, flores emborrachadas, redes de crauá, caixas de papelão, fuxicos e outras peças cuidadosamente produzidas pela sensibilidade humana, ela vai expandindo seus sonhos: “Agora a gente quer ir pro centro da cidade. Ocupar a área do antigo açougue”.
Dona Juraci não pára de falar, vendo em cada visitante um aprendiz em potencial. A impressão é que ela tem uma necessidade premente de conservar a experiência. De repente, não mais do que de repente, você já se pega aprendendo a fazer caixinhas de papelão com laços de fita. E, tal como a música, dando cordas ao infinito.
Muito bom, Luís, valeu a dica!
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 21/4/2008 14:40
Oi poeta,
valeu pelo comentário...
saudades desta terra encantada chamada sergipe.
abraços,
Já visitei a feira,realmente maravilhosa.
O que me alegra é saber que esse guia vai estar pra sempre no banco da cultura.
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