Até hoje é possível ver marcas da maior Epopéia brasileira espalhadas pela cidade de Euclides da Cunha.
São punhais feitos artesanalmente, granadas usadas pelo exército, uma bala do canhão withworth 32 (mais conhecido entre os conselheiristas como “matadeira”), moedas da época, clavinotes, espadas etc.
De tudo, um lugar chama a atenção pela força simbólica de uma característica marcante em Euclides: a hospitalidade.
Trata-se da casa que hospedou o coronel Moreira César, o corta-cabeças da Revolução Federalista (1893-1895).
Em plena Praça da Bandeira, a última moradia do comandante da terceira expedição é um marco simbólico. Isto porque, durante a guerra de canudos, a fazenda Cumbe serviu como quartel-general para as forças republicanas.
Hoje, com um nome que homenageia o escritor que imortalizou a saga de Antônio Conselheiro, a cidade tem o privilégio de possuir o pouso mais estruturado da região: O Hotel do Conselheiro.
A propósito, ainda do lado de fora é possível percebermos a razão de ser do nome: uma estátua de Antônio Conselheiro desperta a atenção de quem se aproxima do hotel.
Para servir como ponto de apoio aos turistas que partem em direção a Canudos, em 1984 a Bahiatursa (órgão oficial de turismo da Bahia) inaugurou os 6.500 metros quadrados do lugar. Mas a estátua do missionário, segundo Marionaide, responsável pela culinária local, só foi construída há dois anos.
Já na sala principal, dois símbolos do sertão nordestino se cruzam: uma estátua de Lampião trazida de Monte Santo vigia quem entra e sai dos 20 apartamentos do hotel, à frente das imagens da Guerra de Canudos, nas fotografias de Flávio de Barros.
Apesar de toda a ornamentação, que chega a incluir quadros e recortes de revista, a situação financeira do hotel não é a das mais confortáveis. Valdinei, que há 20 anos recebeu um comodato gratuito por tempo indeterminado, teve de arrendar uma casa e um posto de gasolina.
Ele ainda lembra, com certa nostalgia, o tempo em que hospedou a equipe da minissérie “O Pagador de Promessas” (1988). Na época, o hotel tinha 19 funcionários fixos. Atualmente, ele, Marionaide e os filhos se revezam para dar assistência aos ainda poucos visitantes que incluem Euclides da Cunha no itinerário turístico desta região do semi-árido baiano.
Luís,
Abro, satisfeito, a votação, desejando que muitos turistas apareçam no hotel, descubram a cidade e sua história fundamental para o entendimento do Brasil.
Aproveito para lembrar que no dia 28 de julho próximo completará 70 anos da morte de Lampião e seu bando.
Abs,
muito bem lembrado, marcílio... muito bem lembrado.
abraços,
Luis,
feliz iniciativa estes fatos, os fatos de quem verdadeiramente faz a história, não podem ser esquecido. Cabe-nos lembra-los, relembra-los toca-los a exaustão que seja.
um abraço
andre.
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