Visite o Memorial Virtual Ruth Laus em homenagem a esta batalhadora pela arte e cultura no Brasil.
Se Hal Hashby a tivesse conhecido seria com esta Ruth que ele teria feito o filme Ensina-me a viver (Harold and Maud).
Ruth Laus 1920-2007
Faleceu com 87 anos no dia 12 de setembro de 2007, em Tijucas (SC), no hospital onde estava internada vítima de um AVC a escritora e crítica de arte Ruth de Paula Laus, que manteve intensa vida cultural no Rio de Janeiro onde criou a primeira galeria de arte da cidade em 1956, a Galeria Villa Rica.
Ponto de encontro de intelectuais, artistas e da sociedade carioca, frequentavam a Villa Rica nomes como Mario Faustino, Renard e Rossini Perez, Edilberto Coutinho, Luiz Canabrava, o crítico de arte Harry Laus (irmão de Ruth), a escritora Eneida, Mario Barata, Quirino Campofiorito, Athos Bulcão, Frank Schaeffer, José Condé, Vera Bocaiúva Mindlin, Carlos Bastos, Georgina de Albuquerque, Wilson Reis Neto, Roberto Burle Marx e muitos outros.
Ruth Laus foi produtora e apresentadora do programa Studium - na TV Continental Canal 9, focalizando artes e literatura, secretária da Associação Brasileira de Críticos de Arte e secretária do Conselho de Artes Plásticas do Museu da Imagem e do Som. Colaborou escrevendo sobre arte e cultura em O Jornal, revista Leitura, revista GAM, Jornal de Ipanema e Vida das Artes.
Recebeu prêmios e distinções da Academia Catarinense de Letras, da União Brasileira de Escritores e da Associação Brasileira de Críticos de Arte.
É verbete dos principais dicionários de artes plásticas do país e escreveu vários livros, entre eles, "Decoração - nem módulo, nem mafuá" (1966), "Viagem ao desencontro" (romance, 1972), "Presença de Thalia (romance, 1989), "A décima carta, Laus apenas" (1994), "Relações" (contos, 1994) e "Villa Rica, um tempo feliz" (2005).
Trabalhou e se manteve ativa até o último instante. Residia em Porto Belo (SC) depois de 50 anos de Rio de Janeiro, e em outubro iria lançar reedição de livro de Harry Laus na Academia Brasileira de Letras no Rio, preparava a edição de sua correspondência com Harry pela Editora Mulheres de Florianópolis, e em sua breve passagem pelo hospital dizia:
"Vamos pra casa que tenho muito o que fazer..."
Grande Egeu! Agora fizeram todo sentigo as suas seguidas dúvidas sobre páginas na internet, blogs e afins.
Muito legal. Precisando de ajuda, tamos aí.
Vou dar um pulo lá.
Abração.
"vamos para casa que tenho muito o que fazer..."
me lembra vc ,)
Um grande e emocionante depoimento, mano Egeu. Ruth Laus certamente foi (é... sempre será) uma pessoa fantástica. Lamento sua partida, mas é sempre uma alegria ler a história de alguém que viveu uma vida com sentido e sentimento, e que deixou uma marca em seu mundo e naqueles que a conheceram.
Um grande abraço para você, do velho jovem Verde, e uma tirada solene de chapéu para a sempre jovem senhora Laus.
Egeu,
Tinha votado aqui mas não sabia que a colaboração era sua.
Parabéns por contribuir com a preservação e incremento da memória nacional!!!
Egeu, muito legal irmão, surpresa boa.
Vou tentar contribuir humildemente, grande abraço.
Egeu.
Precisamos resgatar a memória de quem fez histótia em nosso país.
Parabéns
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