A região de Babaçulândia é própria para o turismo, principalmente no período que vai de junho a setembro, quando a estiagem e a natureza nos brindam com belas praias e lindíssimas paisagens.
É, portanto, própria para o lazer e o esporte. Há o rio Tocantins com praias de tirar o fôlego, emolduradas por areias claras e finíssimas e uma vegetação quase intocada pelo homem que nos remete a viagens ao passado. Além disso, os amantes da pesca esportiva têm a sua disposição uma vastíssima extensão de água em inúmeros mananciais. Aqui, sem exageros, tudo se rege pelos superlativos.
As serras, formações em tabuleiro(pico plano), comuns aqui e no Maranhão, têm muita história. Foram refúgio do primitivo habitante, o índio, com quem o homem branco não soube conviver, praticando contra ele no último quartel do século XIX um verdadeiro extermínio. São hoje fatos históricos presentes na caverna da Serra da Matança.
Há as cachoeiras do Jenipapo e da Raposa, o rio Corrente, novamente o rio Tocantins para quem deseja aventuras em canoas e caiaques. Os mais contidos, mas ainda assim aventureiros, podem optar por acampar nas serras e nos vales repletos de babaçu, a riqueza original que por muitas décadas embalou a economia da região.
Nesse período do ano, os campos adquirem matizes que fogem ao verde uniforme. Várias árvores de grande porte emolduram-se com uma cabeleira esplendidamente colorida e pontilham a floresta de nuances do amarelo ouro ao lilás. O ipê(amarelo e roxo) e o cega-machado(entre lilás e o rosa) são exemplos que chamam atenção no Cerrado pelo porte altivo e a firmeza e destaque da cor.
Há ainda outra questão interessantíssima na região: a sensação de que o tempo parou. Quanto mais o turista se embrenha no sertão tanto mais é dominado pela sensação de volta no tempo. Os galos cantam o dia todo, as humildes e asseadas moradias parecem surgidas de um livro antigo. Os moradores expressam no rosto e nos gestos a bonomia e a tranqüilidade de quem não conviveu um único dia com a violência da cidade grande. São momentos vividos que se traduzem em eterna lição e um questionamento que nunca se cala: Ainda existe paz e eu não sabia!
As demais belezas só estando aqui para conferir, nem fotos nem mil palavras são capazes de expressá-las sem cometer injustiças.
Beleza de dica, JJ. Interessante o formato dos tabuleiros... Tomara que você continue viajando e descobrindo esses lugares pra mostrar pra gente por aqui!
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 15/8/2007 16:39
Obrigado Helena pela consideração. Esse formato de elevações é muito comum aqui no Tocantins, sobretudo no lado Leste próximo ao rio Tocantins, e também no estado do Maranhão.
Em minhas andanças, sobretudo depois que estou por aqui no Over... eu não desgrudo mais de minha digital. Onde há algo interessante não perco o flagrante. Tenho visto que esta é também a prática de muitos outros colaboradores, e isto é muito bom. Em breve haverá um imensurável arquivo Brasil aqui para pesquisa. Uma idéia boa, disponível, como enciclopédia, para estudantes de todo o Brasil.
Aliás, um esforço nesse sentido para divulgação do Over...nas escolas seria interessante, vc não acha?
abcs
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!