Chapada dos Guimarães por si só já vale a viagem... Você sai de qualquer canto do Brasil, passa por Cuiabá, um almoço no Chopão e pega estrada.
Dali a pouco aquela imensidão toma conta de tudo deixando uma sensação de encanto que te acompanha pra sempre. São dias de trilhas incrÃveis pra tudo que é canto, gente especial na cidadezinha pra lá de linda e o melhor picolé do mundo.
Isso mesmo.
Você chega, se instala e vai à cata do sorvete do Mazinho. Feito pelo Mazinho e a adorável Jan, com um capricho que pude ver de pertinho, a base da receita não é nem o leite nem a água, é o sabor, seja a polpa das frutas mais inacreditáveis (de pequi a buriti) ou o chocolate meio amargo misturado com cupuaçu. São mais de trinta sabores pra deixar a vida bem mais gostosa.
Isso tudo.
Mais tudo que vem no pacote quando o destino é Chapada dos Guimarães.
O Mazinho tem telefone, Bia? Pergunto porque endereço no Brasil tem vezes que não é suficiente...
Abraço!
Obrer, vou verificar...
Bia Marques · Campo Grande, MS 22/1/2008 00:07em chapada nem sempre precisa de endereço escrito
sandra vi · Petrópolis, RJ 25/1/2008 09:36
Quase nunca... No caso do Mazinho é só perguntar e se bobeia o povo te leva lá...
Bia Marques · Campo Grande, MS 25/1/2008 15:34
Oi, Bia...Há um chuvisco na Chapada...Coisa mais bonita de se ver!
crispinga · Nova Friburgo, RJ 25/1/2008 17:40
Lugarzinho sagrado esse, minha flor!
Bia Marques · Campo Grande, MS 29/1/2008 08:05
É de dá água na boca.
bjs
e na alma, frazão, na alma....
Bia Marques · Campo Grande, MS 10/2/2008 00:33
Bia,
Já fui morador de Chapada na minha época de bicho grilo.
Morava na aldeia velha e gostava do ar mÃstico dos lugares escondidos que nem todo mundo conhecia.
Na época Mazinho era um artesão que trabalhava Tucum e até instrumentos com casca de côco. Sua companheira entortava prata com madrepérola.
Quanta saudade daquele tempo. Naquela época fundei uma comunidade com a Graça, uma amiga muito especial, e a gente recebia maluco de todas as partes.
FazÃamos Tai-chi todas as manhãs para logo em seguida comer o chapati e o iogurte com banana. Trabalhávamos como artesões expondo nossos "trampos" na pracinha, tomavamos banho de cachoeira, fazÃamos perfume de sândalo e travesseiros de marcela do cerrado. Não tÃnhamos nada além do essencial, grana era artigo raro, mas lembro que não nos faltava nada.
O frio da Chapada, aqueles festivais loucos, amores de inverno que eu nunca mais vÃ, as conchinhas fósseis que a gente catava ao descobrir mais um das centenas de sÃtios arqueológicos que o lugar esconde.
Quando em vez dava uma de guia levando turistas ao véu das noivas, aquela cachoeira maravilhosa onde eu fazia questão de tomar banho pelado, mesmo que a maioria dos turistas achasse super esquisito. Caverna do Francês, cachoeira das andorinhas, cidade de pedra e o centro geodésico, lugar onde tive minha primeira experiência ufológica.
Lembro do Mário Xavante, um paulista que os Xavante do Rio das Mortes adotou como membro da tribo; lembro da Juni super mÃstica e de suas festas maravilhosas em torno da fogueira; do Fernando Cruz e nossos papos na frente da velha matriz; dos hipies Kim Blue, Tiago da Sônia, Márcia 4 M, Peninha, Crsito da Paula, Papyrus Papel, Meio-Quilo, Me leva, Bé, Grande, e tanta gente alternativa... Meus amigos gringos, os caras do Daime, os Hare Krishna e centenas de malucos que conheci em Chapada dos Guimarães.
Hoje, vivendo a vida de um cara completamente careta, sinto vontade de voltar a vê-la, essa Ãndia velha cheia de mistérios que um dia me viu chegar caminhando em sonhos e me viu partir com as mesmas precatas de pneu velho de caminhão.
Ainda guardo na memória o perfume e o sabor do coentro selvagem, a neblina varrendo ruas, sonhos e os amores que o cruzeiro velou à tosca chama de meus olhos cintilantes...
Memórias bárbaras pois não seu moço? Toda vez que vou pra lá tenho vontade de ficar, mas com uma coordenação motora fina que é grossa à beça, sem chance de viver de artesanato... Um dia dou jeito nisso. Volte lá, volte sempre, que esse lugar com o sorvete do Mazinho junto só faz bem pra gente (careta ou não)...
Bia Marques · Campo Grande, MS 11/2/2008 10:50
Em tempo, quem me levou pra conhecer Mazinho e Jan foi Fernando Cruz e sua linda Ana.
Bia Marques · Campo Grande, MS 11/2/2008 10:51
Bia, seu texto é tão saboroso quanto imagino ser esses sorvetes feitos com carinho, capricho e as inigualáveis frutas do cerrado.
Obrigada.
beijos
Super 10. Estive lá no carnaval e pedi picolé de Açai e de goiaba com queijo (isso mesmo) saborooooooooso!
AULINHA.com.br · Afeganistão , WW 13/2/2008 00:22
Vai sempre lá, Bia?
AULINHA.com.br · Afeganistão , WW 13/2/2008 19:38
sempre que posso...
Bia Marques · Campo Grande, MS 14/2/2008 08:07
Bia,
Simplesmente maravilhoso o visual, um dia irei desfrutar tudo isso, abraços
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