Parque da Malwee, um patrimônio público, Jaraguá do Sul, SC
Labes, Marcelo · Blumenau (SC) · 1/10/2007 19:14 · 118 votos · 4 comentários ·  
 
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overponto
Divulgação / Malwee / Todos os direitos reservados
Uma importante simbiose entre o privado e o público.
Imagens
A arte de colecionar é importante para mostrar...
...às gerações vindouras...
...como viviam seus antepassados.
Jaraguá do Sul é, em geral, uma cidade desconhecida pela maioria das pessoas. Uma pena, porque esse município em ascensão localizado na região metropolitana do Norte-Nordeste catarinense deveria ser mais bem conhecido.

Sede de importantes indústrias, dentre as quais a Weg — que produz alguns dos maiores motores elétricos do mundo — e da Malwee, aquela da televisão, do abraço e tal, Jaraguá é um dos municípios que mais cresce, já há alguns anos, em Santa Catarina. Esse crescimento deve-se, em parte, ao crescimento ordenado que a cidade sofre e em parte pela proximidade da, digamos, capital econômica do estado que é Joinville.

E é no interior desse município de origem húngara, polonesa e alemã que está a controvérsia da cidade operária e que cresce à custa de trabalho. Na verdade, esse é o paradoxo. No interior da cidade está localizado um dos maiores e mais importantes parques do estado catarinense: o Parque da Malwee.

Um dos principais pontos turísticos do Norte catarinense, este parque de origem privada (foi construído pelo primeiro dono da empresa, depois cedido aos funcionários e finalmente aberto ao público) tornou-se patrimônio natural. Nos seus 1 milhão e meio de metros quadrados, o parque dispõe de um interessante aparato natural: são 35 mil árvores de espécies diversas, naturais da mata atlântica ou estrangeiras, que coabitam a área do parque.

Na verdade, o que mais chama a atenção dos visitantes é a quantidade de água. Nos dezessete lagos, sendo o maior com 100.000 metros quadrados, que preenchem grande parte da área aberta a visitação, há várias “rodas d´água” que têm como função oxigenar a água. Mas há muito mais a ser visto no entorno desses lagos, como as diversas estátuas de deuses da mitologia greco-romana, o pequeno Pantheon (local onde esses deuses eram admirados), uma réplica da Estátua da Liberdade (?) e a original Estátua da Costureira, uma original homenagem a quem, por muito mais do que se pensa, fez não somente a empresa Malwee, mas todo o setor têxtil catarinense ser forte e ter se tornado base econômica de vários municípios.

RESGATE HISTÓRICO-CULTURAL

O que muito pouca gente sabe é que Jaraguá do Sul foi sede de uma das maiores milícias integralistas do país. É bem verdade que isso não aparece em quase nenhum museu, mas visitando-o o museu do parque, pode se ter noção de como era viver em Jaraguá (e daí ter uma idéia de como era viver na Santa Catarina colonial) até a metade do século XX. São coleções de objetos antigos, documentos, manias e artefatos dos primeiros habitantes do Norte catarinense. Anexado ao museu, está o Espaço da Cultura popular onde mais exemplos de colecionador — no caso, meios de transporte, veículos e objetos agrícolas rudimentares — que ajudam o visitante a se situar em pelo menos 100 anos atrás. É nesse espaço que também acontecem exposições de arte e de resgate popular, realizado por alunos, pesquisadores e artistas.

Vendo as fotos, talvez qualquer informação de nada sirva. Na verdade, o essencial é poder visitar o Parque da Malwee e contemplá-lo em sua grandiosidade. Dessa forma, pode se perceber que a iniciativa privada nem sempre precisa ser agressiva. Às vezes, é possível que seja mais humanidade do que o contrário. Mas já são muitas palavras. O importante é visitar esse lugar, experimentar algum prato típico (ou não, pode ser um prato normal mesmo) num dos dois restaurantes de dentro do parque e deixá-lo com aquela estranha sensação de saudade. Pois bem.


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canto_esquerdo onde fica canto_direito
  Em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, divisa com o Vale do Itajaí. Este mapa mostra como chegar a Jaraguá via Blumenau e Joinville, seus dois principais acessos.

O endereço do parque é: Rua Wolgang Weege, 770 - Jaraguá do Sul, SC.
 
canto_esquerdo por que ir canto_direito
  Além do contato com a natureza, há o importante contato, digamos, natural, com a cultura imigrante. O parque é muito bem cuidado, o que garante sossego e conforto. Além do mais, há os muses, os restaurantes, as trilhas ecológicas mato adentro, as estátuas de divindades mitológicas. São 1.500.000 metros quadrados. Bastante coisa, né!  
canto_esquerdo quando ir canto_direito
  Durante todo o ano.

O parque está aberto todos os dias da semana das 7:30hs às 17:15hs.
 
canto_esquerdo quem vai canto_direito
  Turistas em peso. Mas o mais bacana é que o parque é usufruído pela população de Jaraguá. É o lugar ideal para se passar o dia inteiro, inteirinho, com a família, com a namorada, com os amigos...  
canto_esquerdo quanto custa canto_direito
  A entrada é franca. Paga-se as refeições nos restaurantes. Se levar lanche, daí fica mais barato ainda.  
canto_esquerdo website canto_direito
  www.malwee.com.br  
canto_esquerdo contato canto_direito
  Pelo telefone: 47 3376-0114

 


 
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Querido Labes:
Bela dica, já tinha ouvido falar mas não tinha a dimensão do tamanho e importância do parque. Aliás Santa Catarina, de maneira geral, é muito bela. Passei álgumas férias na Penha uma delas durante o Festival dos mexilhões de cultivo, que eu adoro. Estive também na terceira Octoberfest e fiquei muito impressionado com a higiene e organização da festa. Saindo de Joinville em direção a Piçarras a gente passa perto de Jaraguá do Sul ou o rumo é outro?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI) · 2/10/2007 03:24 
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É esse mesmo o caminho, Joca: Joinville, Guaramirim, Jaraguá do Sul. Penha é mesmo um lugar interessante e mexilhões (mariscos?) têm um ótimo gosto. Agora, a Oktoberfest vai para sua... acho que 27a. edição e mudou muito desde que vieste a primeira vez. Acho que, hoje - sem querer desanimar - te decepcionarias.

No mais, esse vale - quero dizer, este estado, tem muito a oferecer. Espero fazer um bom trabalho divulgando esses lugares.

Grande abraço.
Labes, Marcelo · Blumenau (SC) · 2/10/2007 12:14 
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Querido Labes:
Creio que não pode ser tudo isto. Afinal a enchente traumatica (repercutiu até entre nós, paulistanos) é de 1984 (ou 1985?) e foi ela a "deixa" para criação da "Octoberfest", a primeira ocorrida um ano após a tragédia (1985 ou 1986?), se não estou enganado.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI) · 2/10/2007 13:01 
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Olha, Joca, só vendo para crer. :)
A primeira enchente aconteceu em 83 e a segunda em 84; a primeira mais forte do que a segunda.

Abraço.
Labes, Marcelo · Blumenau (SC) · 2/10/2007 13:10 
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