Jaraguá do Sul é, em geral, uma cidade desconhecida pela maioria das pessoas. Uma pena, porque esse município em ascensão localizado na região metropolitana do Norte-Nordeste catarinense deveria ser mais bem conhecido.
Sede de importantes indústrias, dentre as quais a Weg — que produz alguns dos maiores motores elétricos do mundo — e da Malwee, aquela da televisão, do abraço e tal, Jaraguá é um dos municípios que mais cresce, já há alguns anos, em Santa Catarina. Esse crescimento deve-se, em parte, ao crescimento ordenado que a cidade sofre e em parte pela proximidade da, digamos, capital econômica do estado que é Joinville.
E é no interior desse município de origem húngara, polonesa e alemã que está a controvérsia da cidade operária e que cresce à custa de trabalho. Na verdade, esse é o paradoxo. No interior da cidade está localizado um dos maiores e mais importantes parques do estado catarinense: o Parque da Malwee.
Um dos principais pontos turísticos do Norte catarinense, este parque de origem privada (foi construído pelo primeiro dono da empresa, depois cedido aos funcionários e finalmente aberto ao público) tornou-se patrimônio natural. Nos seus 1 milhão e meio de metros quadrados, o parque dispõe de um interessante aparato natural: são 35 mil árvores de espécies diversas, naturais da mata atlântica ou estrangeiras, que coabitam a área do parque.
Na verdade, o que mais chama a atenção dos visitantes é a quantidade de água. Nos dezessete lagos, sendo o maior com 100.000 metros quadrados, que preenchem grande parte da área aberta a visitação, há várias “rodas d´água” que têm como função oxigenar a água. Mas há muito mais a ser visto no entorno desses lagos, como as diversas estátuas de deuses da mitologia greco-romana, o pequeno Pantheon (local onde esses deuses eram admirados), uma réplica da Estátua da Liberdade (?) e a original Estátua da Costureira, uma original homenagem a quem, por muito mais do que se pensa, fez não somente a empresa Malwee, mas todo o setor têxtil catarinense ser forte e ter se tornado base econômica de vários municípios.
RESGATE HISTÓRICO-CULTURAL
O que muito pouca gente sabe é que Jaraguá do Sul foi sede de uma das maiores milícias integralistas do país. É bem verdade que isso não aparece em quase nenhum museu, mas visitando-o o museu do parque, pode se ter noção de como era viver em Jaraguá (e daí ter uma idéia de como era viver na Santa Catarina colonial) até a metade do século XX. São coleções de objetos antigos, documentos, manias e artefatos dos primeiros habitantes do Norte catarinense. Anexado ao museu, está o Espaço da Cultura popular onde mais exemplos de colecionador — no caso, meios de transporte, veículos e objetos agrícolas rudimentares — que ajudam o visitante a se situar em pelo menos 100 anos atrás. É nesse espaço que também acontecem exposições de arte e de resgate popular, realizado por alunos, pesquisadores e artistas.
Vendo as fotos, talvez qualquer informação de nada sirva. Na verdade, o essencial é poder visitar o Parque da Malwee e contemplá-lo em sua grandiosidade. Dessa forma, pode se perceber que a iniciativa privada nem sempre precisa ser agressiva. Às vezes, é possível que seja mais humanidade do que o contrário. Mas já são muitas palavras. O importante é visitar esse lugar, experimentar algum prato típico (ou não, pode ser um prato normal mesmo) num dos dois restaurantes de dentro do parque e deixá-lo com aquela estranha sensação de saudade. Pois bem.
Querido Labes:
Bela dica, já tinha ouvido falar mas não tinha a dimensão do tamanho e importância do parque. Aliás Santa Catarina, de maneira geral, é muito bela. Passei álgumas férias na Penha uma delas durante o Festival dos mexilhões de cultivo, que eu adoro. Estive também na terceira Octoberfest e fiquei muito impressionado com a higiene e organização da festa. Saindo de Joinville em direção a Piçarras a gente passa perto de Jaraguá do Sul ou o rumo é outro?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
É esse mesmo o caminho, Joca: Joinville, Guaramirim, Jaraguá do Sul. Penha é mesmo um lugar interessante e mexilhões (mariscos?) têm um ótimo gosto. Agora, a Oktoberfest vai para sua... acho que 27a. edição e mudou muito desde que vieste a primeira vez. Acho que, hoje - sem querer desanimar - te decepcionarias.
No mais, esse vale - quero dizer, este estado, tem muito a oferecer. Espero fazer um bom trabalho divulgando esses lugares.
Grande abraço.
Querido Labes:
Creio que não pode ser tudo isto. Afinal a enchente traumatica (repercutiu até entre nós, paulistanos) é de 1984 (ou 1985?) e foi ela a "deixa" para criação da "Octoberfest", a primeira ocorrida um ano após a tragédia (1985 ou 1986?), se não estou enganado.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Olha, Joca, só vendo para crer. :)
A primeira enchente aconteceu em 83 e a segunda em 84; a primeira mais forte do que a segunda.
Abraço.
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