A Serra da Moeda estende-se por 70 quilômetros ao longo das cidades de Nova Lima, Brumadinho, Itabirito, Belo Vale e Ouro Preto. Apesar disso, a serra é comumente associada à cidade de Moeda. Ela está localizada na Cordilheira do Espinhaço e possui mais de 1700 metros de altitude.
Pelo seu valor histórico e natural, a cidade foi tombada como patrimônio histórico natural de Minas Gerais e o mesmo é planejado para a Serra, que ainda é ameaçada por ocupações sem controle e ações de mineradoras.
A região já abrigou a primeira fábrica clandestina de dinheiro no Brasil, ainda nos tempos de colônia. Hoje, as riquezas da serra são o turismo de um lado e a mineração de outro.
A prática de esportes de aventura também é um dos seus principais atrativos. O vôo livre é o principal destaque, a ponto de atrair turistas de diversas partes de Minas Gerais, assim como de outros estados e países. A geografia do local oferece uma rampa natural que é utilizada principalmente para a decolagem de asas-deltas e parapentes. É na Serra da Moeda que é realizada a Copa Minas de vôo livre, um dos principais eventos da categoria no Brasil.
Um dos pontos bacanas da Serra é o restaurante Topo do Mundo, no qual você pode almoçar literalmente nas alturas.
Já trabalhei em uma pesquisa arqueológica na Serra da Moeda justamente sobre a ocupação durante a colônia, envolvendo a tal casa de fundão, onde se falsificava as moedas (foi desse trabalho que veio a foto que o Sérgio usa pra ilustrar a dica), e de fato o lugar é lindo e vale muito a pena visitar.
Só faço aqui um alerta: Os praticantes de motocross cruzam a serra sem qualquer consideração por sua conservação. Na foto o que você vê é justamente uma trilha deixada por esses motoqueiros, correndo ao longo do cume; e é uma das marcas mais leves que encontramos, próximo a algumas matas, graças a terra mais húmida, há enormes talhos causados e agravados por motoqueiros desalmados.
Esporte, já pela simples presença humana, sempre impacta o ambiente. Só que há esportes que possuem perfil de maior interferência e tudo depende também do grau em que a prática se dá.
Comecei a ler um livro sobre isso. Fala que há o valor do lugar por ele mesmo. Só que quanto mais perto de um centro urbano mais valorizada se torna a atração e esse valor relativo é dado também pela presença de outras atrações. Daí, vários fatores vão compondo a situação para atrair gente.
Então, é que surge o paradoxo porque as pessoas vão atrás da "natureza", mas ao mesmo tempo a coisa pode se dar em um nível tal que o quê era "natureza" passa a ser tão degradado que já fica como um espelho do urbano. Nisso é que deve entrar o papel do monitoramento ambiental para ver quais práticas são permitidas e qual o número de pessoas que podem entrar em um local em certa unidade de tempo.
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