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Violões da Oela: o som da floresta, Manaus, AM
Thaís Brianezi · Manaus (AM) · 22/2/2008 10:48 · 127 votos · 3 comentários ·  
 
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overponto
Thaís Brianezi
O criador da Oela, Rubens Gomes, vende violões Manaós durante evento em BSB.
Imagens
O criador Antônio Brizamar mostra sua criatura, na formatura da lutheria.
A educadora Antônia é entrevistada por seus alunos de lutheria.
No capitalismo, já ensinava Marx, as pessoas ficam alienadas do fruto do seu trabalho. O processo criativo humanizado dá lugar à produção em série. Os objetos perdem sua história: são apenas produtos, criaturas sem criadores revelados. Os instrumentos de corda da Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela), entretanto, resistem à coisificação. Bonitos, construídos por jovens de 15 a 21 anos da periferia de Manaus, com madeira certificada, eles têm vida.

Os cavaquinhos, bandolins, banjos, violas caipiras e violões (de seis, sete ou 12 cordas) da Oela foram batizados de Manaós. O nome da série é uma referência ao povo indígena que, antes dos massacres do “descobrimento”, vivia no território hoje ocupado pela capital amazonense. A voluta (“ponta” do braço do instrumento) revela outro período da colonização amazônica: ela tem contorno similar ao da cúpula do Teatro Amazonas, o grande símbolo da riqueza dos barões da borracha. No site do Canal Futura, é possível baixar um vídeo curto, de dois minutos, no qual um violão Manaós é apresentado pela professora de lutheria da Oela, Antônia.

A Oficina Escola de Lutheria da Amazônia é uma organização não-governamental que há dez anos oferece cursos de lutheria e de marchetaria na Zona Leste de Manaus. Mais recentemente, ela expandiu suas atividades também para o interior do Amazonas, mantendo um núcleo em Boa Vista do Ramos.

O criador da ONG, Rubens Gomes, é militante ativo do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), uma rede socioambiental que reúne cerca de 600 associações, institutos, sindicatos e grupos comunitários da região. Não por acaso, no último dia 21 de janeiro, quando esteve em Manaus, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, visitou a sede da Oela. Não surpreende, também, que a ONG seja a primeira escola de lutheria do mundo a conquistar o Selo Verde do Conselho de Manejo Florestal (FSC - Forest Stwardship Conuncil).

O Curso Básico de Lutheria da Oela já formou 58 jovens e, atualmente, está com uma turma de 60 alunos. Eles participam também de atividades de Educação Ambiental, Teoria Musical e Inclusão Digital. Quem termina o curso profissionalizante pode continuar sua formação no Laboratório Semi-Industrial, uma unidade incubadora com produção voltada para o mercado.


tags: Manaus AM diversoes-e-arte


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  A sede da Oela funciona no bairro Zumbi, na Zona Leste de Manaus, a parte mais populosa e pobre da cidade. Lá é freqüente faltar segurança, energia elétrica, água, transporte público. Mas talento e solidariedade, felizmente, há de sobra.
 
canto_esquerdo quanto custa canto_direito
  Violão de seis cordas: R$1.000
Violão de sete cordas acústico: R$1.400
Bandolim: R$1.200
Viola Caipira: R$1.200
Cavaquinho: R$ 800
Banjo: R$ 1.200
Violão de doze cordas: R$ 1.600
Violão de sete cordas elétrico: R$ 2.000
Violão clássico eletro-acústico: R$ 1.600

 
canto_esquerdo website canto_direito
  http://www.oela.org.br  
canto_esquerdo contato canto_direito
  End.: Rua 22, no. 8, Cj. São Cristóvão, b. Zumbi II – Manaus/AM
CEP: 69084-580
Tel.: (92) 3638-2667
E-mail: oela@oela.org.br
 


 
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Thais,
Além dos problemas das queimadas, desmatamentos e conflitos envolvendo o agronegócio, indios, posseiros e grileiros a Amazônia tem muita coisa bonita para mostrar. Não se pode deixar de noticiar os males, mas as coisas boas nos fazem lembrar por que e para que/quem devemos continuar lutando.
Beijos,

Zezito de Oliveira · Aracaju (SE) · 23/2/2008 10:57 
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Viva a diversidade!
Viva nosso povo! Viva nossa gente!
Viva o artesão, viva o artista Brasileiro!!!

E viva a Thaís
Pedro Monteiro · São Paulo (SP) · 20/4/2008 15:42 
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Oi, Zé e Pedro! Obrigada pela leitura atenta e pelos comentários!
Thaís Brianezi · Manaus (AM) · 22/4/2008 14:01 
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