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Somos fãs do Projeto Revelando os Brasis. De cara achamos que era um projeto que tinha tudo a ver com a vocação colaborativa do Overmundo, ao permitir que pessoas de cidades com menos de 20 mil habitantes tivessem todo o apoio para fazer curta-metragens. Ano passado, vários textos foram feitos por aqui graças a uma parceria bem legal com o projeto. Este ano, seguimos em contato... leia

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1º Censo de capoeiras valoriza cultura brasileira
Robson Araujo · Holanda · 3/2/2008 16:38 · 130 votos · 8 comentários ·  
 
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overponto
Equipe SouCapoeira
Banner de Divulgação do Projeto SouCapoeira
A cultura brasileira tem se espalhado por diversos países desde os anos 60 graças ao Samba e à Capoeira. Um casal de pesquisadores e capoeiristas resolveram criar o Projeto Sou Capoeira (www.soucapoeira.org), com o objetivo de mostrar o valor da Capoeira e das manifestações que estão associadas à ela (por exemplo, Samba de Roda, Dança Afro e Puxada de Rede) como representantes da cultura brasileira em todo o mundo.

Trata-se de um projeto que fará uma contagem de todos os capoeiristas do mundo, ao mesmo tempo que desenvolverá pesquisas científicas sobre aspectos associados à relações interpessoais e grupais que a Capoeira propicia. Assim, as informações geradas serão uma fonte de embasamento para justificarem-se os projetos sociais que os bravos Mestres e Professores de Capoeira tentam realizar em seus trabalhos de inclusão social.

Para colaborar com esse projeto e ajudar a mostrar o valor da nossa cultura basta que você envie esta notícia a todos os seus contatos fazendo um convite para que as pessoas convoquem os amigos que praticam capoeira a se cadastrarem no site www.soucapoeira.org .

Todas as análises estatísticas serão disponibilizadas no soucapoeira.org e as informações serão tratadas de acordo com os princípios éticos da pesquisa científica.

O projeto partiu do professor universtário e capoeirista Robson Araujo que somou esforços para criar o site e delinear a pesquisa. O site está em pleno funcionamento em dois idiomas (Português e Inglês) e sendo traduzido para mais três (Francês, Italiano e Espanhol), graças a vários colaboradores que abraçaram o projeto.

"O projeto será do tamanho Capoeira" e se alimenta da energia que a mantém viva: a vontade de se expressar de seus praticantes. Não partiu de uma instituição específica, vários grupos de capoeira aderiram ao cadastramento e os Mestres de Capoeira têm apoiado e disseminado o Censo.

"Estamos na primeira etapa do projeto" o levantamento digital, onde todos os capoeiristas que têm acesso à internet podem dar informações sobre sua relação com a capoeira assim como informar dados sobre o seu grupo. Posteriormente, segundo o organizador, o projeto convocará capoeristas a se tornarem recenseadores nas suas cidades onde existir capoeira, assim como oferecerá serviços específicos para os grupos de capoeira. Para realizar a segunda etapa, serão necessárias parcerias e apoios institucionais, pois o projeto oferecerá relatórios de estatística descritiva gratuitamente para os Grupos e Federações da Capoeira.

Salve a Capoeira! Axé Brasil!

tags: Holanda cultura-e-sociedade censo capoeira pesquisa soucapoeira


 
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Belo trabalho, fui no blog, pois tirei o "."...boa Colaboraão pro Overmundo. Achei 10 . Voltarei com vagar para comentar. abçs.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 31/1/2008 20:44 
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Votado, informação util para todos.

bjs
sinva
Sinvaline · Uruaçu (GO) · 2/2/2008 09:22 
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Às raízes sempre.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 2/2/2008 10:51 
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Robson,
Aqui o Progresso Tecnológico, ( os cois maiusculos), está demais - se fica uma semana sem telefone por deifeito mecanico.
Mas adorei a tua intervenção, a tua explanção, vou ver, entrar assim que voltar de Bertioga, ( que ninguém é de ferro).
um abraço, andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 2/2/2008 20:06 
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Obrigado gente! Essa pesquisa está só começando, assim que der frutos, aviso a todos. Mas será permanete. Grande abraço
Robson Araujo · Holanda · 6/2/2008 21:51 
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Axe'

Serah que a mensagem do Presidente do Olodum da mais 'lenha' pra esse tema?

----- Original Message -----
From: Joao Jorge
To: undisclosed-recipients@smtp.uol.com.br
Sent: Wednesday, 6 February 2008 19:07
Subject: Homenagem à capoeira toma uma rasteira/Especial Carnaval 2008 Foram raras as manifestações que seguiram o tema ‘Capoeira e suas culturas aparentadas’, o que gerou reclamações de mestres, praticantes e especialistas

Homenagem à capoeira toma uma rasteira/Especial Carnaval 2008

Foram raras as manifestações que seguiram o tema ‘Capoeira e suas culturas aparentadas’, o que gerou reclamações de mestres, praticantes e especialistas

Desde a repressão no período colonial e a marginalização a partir do ano de 1890, quando foi considerada crime, a capoeira sempre se esquivou das dificuldades, graças à mandinga dos seus praticantes, como aconteceu este ano, quando foi eleita como tema do Carnaval. Mas escolhida para representar a folia momesca através de uma votação popular, a mistura de luta e dança não teve espaço e nem apoio dos poderes públicos durante a festa, criticaram mestres, alunos e especialistas. Para muitos adeptos, a arte criada pelos escravos brasileiros acabou sendo novamente excluída.

Com o tema Capoeira e suas culturas aparentadas, os governos municipal e estadual pretendiam homenagear a luta durante o período do Carnaval. Mas mestres, praticantes e especialistas reclamaram que a presença da capoeira na festa foi ínfima. A participação se restringiu apenas ao desfile do Bloco da Capoeira, o Mangangá, que recebeu patrocínio de cerca de R$50 mil dos poderes públicos, enquanto a decoração com o tema foi limitada apenas ao Pelourinho.

A falta de decoração com símbolos e ícones da capoeira nos outros circuitos do Carnaval, a pequena quantidade de apresentações durante a festa e o descaso com os mestres mais importantes, que não receberam qualquer tipo de homenagem, são as principais reclamações contra os poderes públicos. Segundo o cantor, compositor e também mestre de capoeira Tonho Matéria, único que recebeu apoio do governo e da prefeitura, a maioria dos mestres está revoltada com o tratamento dado à capoeira pela organização da folia.

Matéria disse que os capoeiristas esperavam homenagens aos mestres considerados mais relevantes, com fotos deles espalhados pelos circuitos, além de cartazes com informações sobre a história da capoeira e sua importância cultural. Mas quem foi à festa momesca, não viu sequer cartazes com desenhos de berimbau, nem no circuito Osmar (Campo Grande), nem no Dodô (Barra-Ondina), onde a decoração era responsabilidade da prefeitura. A exceção ficou por conta do Pelourinho, que foi ornamentado com fotos e temas da capoeira através do Pelourinho Cultural, ligado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). A Empresa de Turismo de Salvador (Emtursa) alegou falta de recursos e de tempo hábil para executar o projeto de decoração.

Reginaldo Santos, presidente do Conselho do Carnaval, admitiu que o órgão não teve capacidade de pagar R$1,5 milhão para decorar da cidade, no orçamento feito pela Associação de Artistas Plásticos da Bahia. Já o presidente da Emtursa, Misael Tavares, alegou que não houve tempo de realizar uma seleção pública para escolha de um projeto e nem possibilidade de fazer uma dotação orçamentária.

Descaso com os mestres:

Capoeiristas classificaram como um descaso com a cultura baiana o tratamento dado pela prefeitura à capoeira. Vivaldo Conceição, batizado como mestre Boa Gente, considerou um desrespeito à cultura negra, a pequena participação e pouca divulgação do tema durante o Carnaval. “Só porque o prefeito é evangélico, ele é contra a negritude do povo dessa cidade, isso é muito triste”, desabafou. Ele reclamou também sobre a falta de homenagem para os mestres mais representativos como João Pequeno de Pastinha, Curió, Boca Rica, Decânio, Pelé da Bomba e outros.

“Nós não queríamos dinheiro, queríamos reconhecimento, além de palcos para a gente se apresentar, divulgando a capoeira”, explicou Boa Gente. Ele acrescentou que alguns grupos de bairro pediram transporte ou ajuda de custo para chegar até locais onde se apresentariam, mas não foram atendidos. Vivaldo contou que até o carro para levar o mestre João Pequeno para receber uma homenagem num hotel da cidade foi negado.

“João Pequeno abriu mão do cachê, mas quando pediu transporte para ele e mais dois acompanhantes, disseram que não tinham, isso é um absurdo, ele tem 90 anos e é um dos mestres vivos mais importantes para a capoeira”, comentou Boa Gente. Para ele, os cantores de bloco e a imprensa também são culpados. “Você não vê ninguém sequer falando sobre o tema do Carnaval, nem cantores, nem os jornalistas. Durval Lelys veio vestido de caubói, Xanddy de comandante, mas ninguém sequer usou as roupas tradicionais da capoeira, que é da nossa cultura”, reclamou.

Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 6/2/2008 22:15 
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Com certeza! Como estou longe, não estava sabendo ainda. Vou usar isso no primeiro boletim do soucapoeira.org.
Axé
Robson Araujo · Holanda · 6/2/2008 23:32 
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Parabéns pela raiz cultural que brota na valorização da capoeira que tanto respeito e admiro.
silviaraujomotta · Belo Horizonte (MG) · 9/2/2008 02:00 
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