100 Anos de Cinema em Mato Grosso é exposto em MS

Daniel Reino
coletânea “Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso”, do pesquisador Luiz Borges
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Gisele Colombo · Campo Grande, MS
2/2/2009 · 189 · 17
 

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em parceria com o Instituto Cultural América, inaugurou no último 29 de janeiro, a Exposição Fotográfica – 100 Anos de Cinema em Mato Grosso. A exposição, que permanece até 20 de fevereiro no Memorial da Cultura e da Cidadania, é resultado de uma pesquisa realizada para a publicação da coletânea “Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso”, do pesquisador Luiz Carlos de Oliveira Borges, patrocinada pelo governo do Estado de MS por meio da FCMS. Esta iniciativa resgata da história do cinema de Mato Grosso do Sul, que tem importantes capítulos ainda no Mato Grosso Uno. As imagens do cinema mato-grossense revelam uma região pouco conhecida e estudada, e por muitos mitificadas como o eldorado brasileiro.

138 imagens foram prospectadas nos principais acervos de Mato Grosso, da Cinemateca Brasileira, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul. Foi realizada uma verdadeira garimpagem de informações visuais dos primeiros realizadores de filmes, das salas de cinema que animaram a população e que não sobreviveram ao tempo. Na coletânea “Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso” foram utilizadas apenas 20% das fotografias conseguidas durante a pesquisa de imagens.

A exposição foi organizada de forma didática e distribuída em 5 espaços: Pioneiros, Os Filmes, As Salas, Arne Sucksdorff e Lufada. Arne Sucksdorff foi um documentarista sueco que instalou-se em Mato Grosso nos anos 60 e por meio do cinema divulgou internacionalmente a região e a necessidade de sua preservação. O espaço “Lufada” é destinado às produções de filmes de curta e longa metragem, realizadas a partir de 1993 em Mato Grosso.

A Exposição Fotográfica - 100 Anos do Cinema em Mato Grosso iniciou seu itinerário em Cuiabá no 15º Festival de Cinema e Vídeo em maio de 2008. Passou pelo Rio de Janeiro e agora acontece em Campo Grande. Vai ser realizada também em Brasília e Goiânia. Através de imagens-documentos, ela conta um pouco da história da mais antiga experiência cinematográfica realizada na região centro-oeste. Acompanhe a entrevista feita com o curador da exposição Luiz Borges, que vem realizando um trabalho expressivo na divulgação do cinema Mato-grossense:

Como surgiu seu interesse pelo cinema?
Luiz Borges - Eu nasci em Cuiabá em 25 de Abril de 1961. Sou filho de uma família de classe média. Meu pai na época era sargento do exército e a minha mãe tinha um atelier de costura que promovia desfiles na cidade. Desde pequeno ela sempre me levava ao cinema. Eu assistia Mazaropi na infância aos domingos nas matinês que aconteciam às 10 horas da manhã. Minha mãe gostava muito de cinema e sempre fazia questão de gravar o nome dos atores, diretores. Ela era apaixonada pela Rita Hayworth. Quando ela chegava em casa, desenhava vestidos inspirados nos modelos que a Rita usava nos filmes e depois produzia estes vestidos. De certa forma minha paixão pelo cinema começou por causa desta educação na infância.

Como começou seu envolvimento com produções artísticas?
Luiz Borges - Saí de Cuiabá aos 14 anos e fui morar sozinho em Goiânia. Lá fiz a faculdade de administração de empresas. Fui para o Rio de Janeiro e terminei a faculdade em Juiz de Fora, na Universidade Machado Sobrinho. Em Juiz de Fora foi um momento muito incrível, porque foi o período do surgimento do PT. Eu era militante da Liberdade e Luta do Movimento Estudantil e fui presidente do DCE da minha universidade. Na época a gente descobriu que na universidade existia um auditório que era utilizado só em época de formaturas. O ambiente universitário era muito careta e nós resolvemos arrombar o teatro e produzir shows musicais. O primeiro show produzido foi o da Luli e Lucina. Depois veio Ari Barabé, a Tetê Espíndola... No dia da apresentação do primeiro show, a faculdade desligou o quadro de luz e tivemos que providenciar velas para iluminar o ambiente. No fim foi um show muito bonito à luz de velas. Naquele momento a música independente estava muito em voga.

Como surgiu a idéia de montar um cineclube na universidade?
Luiz Borges - Na Universidade Machado Sobrinho, a minha irmã era presidente do DCE da Psicologia. Nós nos juntamos e montamos um cineclube. Nesse cineclube eu comecei a ter o primeiro contato com o cinema brasileiro, fora o contato com o cinema brasileiro da minha infância, que era predominantemente o cinema da Atlântida: Mazaropi, Carmem Miranda. Passei a ver um cinema brasileiro mais autoral graças ao cineclube. Foi quando assisti Geraldo Sarnei, Capitão Gouveia, Smucker, Bye Bye Brasil e toda a geração engajada no Cinema Novo. Além da produção brasileira, a descoberta do cinema de Bergmam me marcou bastante.

Em que momento você conheceu o cineasta sueco Arne Sucksdorff?
Luiz Borges - Quando eu retornei a Cuiabá depois que terminei a faculdade fui trabalhar nas centrais elétricas na área de organização e métodos. Depois fui trabalhar na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e continuei fazendo produções musicais e teatrais. Eu já havia começado a minha formação em teatro no Colégio Salesiano São Gonçalo na minha adolescência. Na UFMT surgiu a oportunidade de fazer um mestrado e o assunto cinema foi o qual mais me interessava. Neste momento estava acontecendo ainda aquela efervescência do movimento ecológico. Havia sido criada a primeira entidade ecológica de Mato Grosso, a Associação Mato-Grossense de Ecologia e depois foi fundada a Associação para Recuperação e Conservação do Meio Ambiente (Arca), na Chapada dos Guimarães, do qual fui vice-presidente junto com o Ari Ribeiro. Pessoas do Brasil inteiro viram uma reportagem publicada na revista Planeta, que dizia que havia um doido, o Décio César, que havia montado uma comunidade na Chapada dos Guimarães e estava se preparando para o terceiro milênio. Eu entrei nessa e fui morar nesta comunidade. Lá é que eu acabei conhecendo o cineasta sueco Arne Sucksdorff.

Depois desse encontro que você definiu o tema do seu mestrado?
Luiz Borges - O encontro com o Arne foi definitivo para iniciar uma pesquisa em cinema. Principalmente no intuito de conhecer a obra dele. Existia uma série de mitos de que ele foi o pai do Cinema Novo, de ele era o cineasta mais importante da Suécia e de que ele já havia ganhado um Oscar. Mas descobri que os filmes dele nunca foram exibidos em Cuiabá. Em Cuiabá, conhecíamos o Arne como um grande fotógrafo que havia produzido 4 filmes no Pantanal. Ele era o cineasta que levava as imagens do Pantanal para o mundo. Havia a importância naquele momento, de Arne ser o artista que trouxe aquela consciência de preservação do Pantanal e da natureza.

Quando você o conheceu, em qual situação ele se encontrava?
Luiz Borges - Ele se encontrava em uma situação de decadência. Já havia saído do Pantanal, onde morou mais de 20 anos. Morava na cidade e estava numa época em que sua esposa Maria Graça de Jesus Sucksdorff, uma engenheira agrônoma mato-grossense, estava internada em um hospício há mais de 10 anos. Sua vida estava muito tumultuada.

Durante a pesquisa com o Arne Sucksdorff, quais foram suas descobertas?
Luiz Borges - Quando eu iniciei a pesquisa sobre o Arne, havia um vazio na historiografia do cinema brasileiro. Arne Sucksdorff foi convidado para vir ao Rio de Janeiro pelo embaixador Celso Amorim, pai do Eduardo Escorel e Kaká Diegues. Uma série de democratas do Itamarati, tinham filhos que queriam fazer cinema e resolveram trazer um cineasta do exterior. Na época havia uma expectativa muito grande da vinda de Jean Houshi, um cineasta belga que é fundador do museu The Home, da França. Ele tinha um cinema muito engajado. Fazia um cinema etnográfico. Tinha vários filmes sobre as tribos africanas. Naquele momento, no auge do CPC da UNE, do movimento popular, os jovens cineastas queriam fazer um cinema engajado. Mas veio o Arne Sucksdorff, um documentarista da vida animal, extremamente reconhecido internacionalmente, mas que não tinha este posicionamento. Ele era um artista com 30 anos de experiência à frente desses jovens que ele veio ensinar. Então houve um impacto muito grande no curso porque seu cinema era muito técnico. Ele queria que os alunos conhecessem o equipamento, os limites das máquinas, as possibilidades de linguagem. Ele introduz no Brasil a necessidade de se pesquisar o roteiro. Imagine aquela turma que estava com o lema “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão” aceitar isso? O cinema de Arne Sucksdorff significou um balde de água fria na cabeça desses jovens realizadores. E por isso mesmo havia este vazio na historiografia do cinema brasileiro.

Quais foram os filmes que Arne fez no Brasil?
Luiz Borges - Depois que ele faz o filme “Fábula”, em 1968, ele faz o filme “Menores Abandonados”, sobre meninos que dormiam nas areias de Copacabana. Note a sensibilidade de Sucksdorff naquela época. Ele teve um olhar sobre um problema que com o tempo só se agravou cada vez mais no Brasil. Ele pegou 4 crianças carentes e as preparou para trabalhar no cinema. Ele sofreu muita perseguição para realizar este filme. O equipamento foi apreendido. Quando ele estreou “Menores Abandonados” na Suécia, duas cópias foram adotados pela Suécia e duas voltaram para o Brasil. Depois deste filme, Arne resolve mudar-se para o Pantanal. Ele vem a Cuiabá onde conhece a Maria Graça e casa-se com ela.

E qual foi o direcionamento dado à sua pesquisa?
Luiz Borges - Quando eu formatei o projeto de pesquisa, eu tinha a intenção de trabalhar Arne Sucksdorff, não enquanto um cineasta sueco e nem enquanto um cineasta que passou pelo cinema brasileiro. Mas localizá-lo em Mato Grosso e descobrir a contribuição de sua obra na preservação do Pantanal. Então tive que aprofundar meus conhecimentos sobre o cinema de Mato Grosso. Na época eu trabalhava no núcleo de documentação de história regional da UFMT, e com a ajuda de dois estagiários, levantei o acervo de jornais da imprensa mato-grossense microfilmado e consegui muitas informações referentes ao cinema da época. Não trabalhei o cinema enquanto um fato artístico isolado da manifestação de uma sociedade. Eu busquei a relação do cinema com as demais áreas, literatura, artes-plásticas, e também com o momento político e econômico de cada governo do Estado. Quem pega o primeiro volume da coleção “Memória e Mito do Cinema de Mato Grosso", vai ter a oportunidade de conhecer um recorte da história e da economia do Mato Grosso por meio do cinema. É um olhar diferente sobre um processo histórico.

Quando o cinema dá seu pontapé inicial em Mato Grosso Uno?
Luiz Borges - A primeira sessão de cinema no Mato Grosso Uno ocorre em Corumbá, em maio de 1903, dentro de um circo, trazido por Dan Manuel Paulo. Na época o cinema era trazido como uma atração circense. A grande novidade vinda de Paris era o cinematógrafo. Em Cuiabá, a primeira notícia sobre cinema é publicada apenas em 1908, que é também o ano que acontece a primeira produção cinematográfica no Estado, o filme “Colônias Silvícolas em Mato Grosso”. Com o advento da ferrovia Noroeste do Brasil, uma série de cinegrafistas começa a vir para o Estado para documentar a marcha para o oeste. Uma série de documentários começam a ser realizados por brasileiros e estrangeiros. Só que os brasileiros estavam preocupados em promover uma propaganda oficial do desenvolvimento. E os estrangeiros tinham um foco nas tribos indígenas. Aparecem nomes como Sacha Simel, Padre Ângelo Ventureli, Massimo Spirandelo, entre outros. Mas o filme de maior repercussão foi o “Alma do Brasil”. Ele é definitivamente a grande produção mato-grossense que deu um destaque para a região. Foi exibido em São Paulo, Rio de Janeiro e Portugal. José Octávio Guizzo foi o primeiro pesquisador e escrever sobre essa produção, com muita competência.

Como se destacou a produção cinematográfica no sul de Mato Grosso?
Luiz Borges - Ao contrário do cinema realizado na Capital, ao norte do Estado, o sul, por ser uma área em florescimento, viu no cinema uma oportunidade de criar a sua identidade. No sul de Mato Grosso surgiu uma série de empresas cinematográficas. Tinha focos de produção em Dourados, Três Lagoas e Corumbá. Não eram filmes de dramaturgia. A maioria eram filmes do governo para divulgar as obras de Getúlio Vargas. Foi uma produção punjante. É o registro de um tempo, por mais que alguns cine-jornais tenham uma leitura extremamente oficialesca, patriótica, de exaltação por parte do governo. Independentemente da dramaturgia, de não termos um Glauber Rocha, foi o cinema que conseguimos produzir. Infelizmente a sociedade mato-grossense teve uma pouca afetividade com essa produção. Ela se perdeu com o tempo.

Na sua opinião, porque isso aconteceu?
Luiz Borges - Em Cuiabá, por exemplo, acredito que como na época eram produzidos filmes sobre os “silvícolas”, a sociedade da época não se via retratada nos indígenas.

Como aconteceu a retomada do interesse pelo cinema em Mato Grosso?
Luiz Borges - Ela acontece a partir do momento em que a UFMT montou o cineclube "Coxiponés". Durantes 30 anos ele foi a chama do cinema em Mato Grosso, mas depois com o desmonte da embrafilme que acabou com as cópias de 16mm, este cineclube ficou com uma cinematografia restrita. A partir de 1996, eu assumi a supervisão desse cineclube. Então eu comecei uma ação cultural, com referência no conhecimento científico. Criamos uma mostra de cinema Mato-Grossense, na qual exibimos “Alma do Brasil” e 3 curta-metragens de um núcleo de cinema que havíamos montado em Cuiabá. Essas ações retomaram a paixão dos cuiabanos pelo cinema e esta mostra tornou-se um festival de cinema que enraizou a cultura da região. O Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá se despontou no Brasil a partir do momento em que começou a trazer conteúdos, a trazer olhares que São Paulo e Rio de Janeiro não tinham sobre o cinema brasileiro.

Qual a importância da imprensa na pesquisa e na divulgação da cultura?
Luiz Borges - Os jornalistas deviam ter a noção e a consciência de que o texto que ele escreve hoje e publica no jornal, ele está fazendo um registro da história. Daqui a 50 anos este texto vai ser lido, interpretado e adequado a um tipo de pensamento. Para mim a imprensa escrita é uma fonte de conhecimento histórico, indispensável para conhecer o pensamento de uma sociedade. Da mesma forma que um antropólogo escava a terra em busca de objetos, indícios, vestígios de sociedades antigas, a mesma coisa eu faço com o jornal.
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Quem quiser adquirir a coletânea “Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso” ou levar a Exposição Fotográfica – 100 Anos de Cinema em Mato Grosso para sua cidade é só entrar em contato no e-mail: borgesluiz@hotmail.com.

O Memorial da Cultura e da Cidadania fica na Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro. Abre para o público de 2ª à a 6ª feira, das 8h às 17h30.


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Stella Tuttolomondo
 

Nossa, que bacana!!!! Gisele, parabéns pela publicação!

Stella Tuttolomondo · Rio de Janeiro, RJ 1/2/2009 14:02
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Gisele Colombo
 

Pessoal, só tive tempo de ler o livro sobre o Arne este fim de semana e revisar os nomes estrangeiros da entrevista. Desculpem-me o erros!
Abaixo o texto reescrito com os nomes corretos:

"Naquele momento, no auge do Centro de Cultura Popular (CPC) da União Nacional de Estudantes (UNE), do movimento popular, os jovens cineastas queriam fazer um cinema engajado."

"Arne Sucksdorff foi convidado para vir ao Rio de Janeiro pelo embaixador Celso Amorim, pai do Eduardo Escorel e Cacá Diegues."

"Na época havia uma expectativa muito grande da vinda de Jean Rouche, um cineasta belga que é fundador do Musée de L'Homme, da França."

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 2/2/2009 09:15
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Gisele Colombo
 

Muito obrigada pelo comentário Stella! Fico feliz que tenha gostado da matéria! Abcs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 2/2/2009 09:17
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peninha
 

Ótima postagem .
Publique-se !

peninha · Butão , WW 2/2/2009 11:35
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Gisele Colombo
 

Valeu Peninha!

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 2/2/2009 11:49
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crispinga
 

Parabéns, Gisele, pelo importante papel de divulgadora da Cultura do MS.

Vida longa ao Festival de Cinema de Campo Grande.

Um beijo na Carlinha, organizadora do evento este ano.

crispinga · Nova Friburgo, RJ 2/2/2009 12:51
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Orisvaldo Tanniy
 

Gisele.

Belo texto!Legal publicar o que é nosso e você fez isso muito bem.Parabéns!Voto com louvor e aplausos.Beijão!!!

Orisvaldo Tanniy · Teresina, PI 2/2/2009 14:20
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Daltro Júnior
 

Sensacional Gi,bjs e sucessos!!!!!!!

Daltro Júnior · Corumbá, MS 2/2/2009 15:00
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Gisele Colombo
 

Cris, Orisvaldo e Daltro, muito obrigada pelas palavras! Abcs para todos vocês!

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 2/2/2009 18:19
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Marina Moreira
 

Adorei! Viajei legal!
Obrigada!

Marina Moreira · Rio de Janeiro, RJ 2/2/2009 22:57
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kiko takeuti
 

incrível, pesquisarei mais sobre Arne Sucksdorff
valeu

kiko takeuti · Japão , WW 3/2/2009 16:04
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Marcos Paulo Carlito
 

Parabéns pela divulgação Gisele,

Nesta quinta estarei em Campo Grande para conferir.

Abraços Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 4/2/2009 20:31
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Gisele Colombo
 

Marina, Kiko e Marcos, obrigada pelas palavras! Abcs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 5/2/2009 08:55
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Edu Kishimoto
 

Oi, Gisele

Parabéns pela entrevista, o assunto interessa e muito!
Queria contribuir apontando algumas correções, se vc permite... em alguns casos, imagino que seja isto que aponto, mas vale vc checar:
- Ari Barabé = Arrigo Barnabé
- Geraldo Sarnei = Geraldo Sarno
- Capitão Gouveia = filme "Coronel Delmiro Gouveia"
- Smucker = filme "Os Mucker"
- Celso Amorim foi na juventude assistente de direção de autores do cinema novo, como Ruy Guerra ("Os Cafajestes") e Leon Hirszman (curta "Pedreira de São Diogo"); ele é pai do jovem cineasta Vicente Amorim, que dirigiu "O caminho das nuvens" (2003), e o longa-metragem internacional "Um homem bom" (2008) com Viggo Mortensen; nem Eduardo Escorel nem Cacá Diegues são seus filhos (Cacá é filho do antropólogo Manoel Diegues); quando Luiz Borges fala que são "filhos" de Sucksdorff, ele se refere ao curso que Arne deu não apenas a estes dois cineastas em início de carreira, mas a Paulo César Saraceni, Joaquim Pedro, Mário Carneiro, José Wilker, Arnaldo Jabor, etc., o que pode motivá-lo a se referir desta maneira;
- além do esforço de Celso Amorim para trazer Arne ao Brasil, houve também, pela Unesco, a colaboração de Paulo Carneiro, embaixador, pai de Mário Carneiro, este cineasta e grande diretor de foto do cinema novo;
- Jean Houshi - Jean Rouch
Espero que estes comentários ajudem!
abraços e parabéns,
EDU

Edu Kishimoto · São Paulo, SP 12/2/2009 16:02
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Gisele Colombo
 

Edu, obrigada pelas correções. Não foi possível o entrevistado revisar os nomes da entrevista para mim, então vc me deu uma contribuição fundamental. Valeu!

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 12/2/2009 17:23
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Alessandra Paim
 

Adorei Gi,contribuição bem significativa para nossa sociedade!
abs.

Alessandra Paim · Campo Grande, MS 29/6/2009 13:14
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Gisele Colombo
 

Obrigada, Lê! Legal ver vc por aqui! Bjs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 30/6/2009 09:43
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