2º Criei, Tive Como: Memória Afetiva

Bruno Magrani
Mombojó balançando o público no show que encerrou a noite
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dansudansu · Rio de Janeiro, RJ
22/4/2007 · 312 · 22
 

Detesto voar. Acho que isso é antinatural. Leonardo da Vinci teria sido melhor pintor se não tivesse perdido tanto tempo pensando em como fazer o homem voar. Santos Dummont poderia ter criado uma centena de outras invenções menos malfadadas. É só pensar no amontoado de pessoas no aeroporto Congonhas, ou em qualquer outro campo de pouso de aeronaves, para você lamentar a triste sina do engenho humano. E os irmãos Wright, então? Onde já se viu invenção inventada por dois irmãos? Todo mundo sabe que dois irmãos só fazem brigar entre si. Brigam pela namorada, pela atenção dos pais, pela supremacia no futebol e pela cama de cima do beliche. Como poderiam eles ter inventado o avião? Acho que só isso põe por terra o argumento ianque sobre a paternidade do invento. Eles poderiam ter usado aquele maldito galpão no qual escondiam a sua parafernália para dar uma festa, uma gincana ou dar um teto para quem precisa.

Só existe uma coisa que supera os meus maus sentimentos com relação ao ato de voar: o meu azar com as companhias aéreas. Eu saí na noite de quarta-feira (dia 11/04) do Rio de Janeiro com destino à cidade de Porto Alegre. O meu vôo fazia conexão em Congonhas. Se tudo desse certo, eu chegaria a Porto Alegre no final da noite de quarta, quase na virada do relógio para quinta-feira. Tudo o que eu mais queria era chegar logo no hotel, dormir o mínimo necessário e ir aproveitar o dia no Fórum Internacional Software Livre (FISL). O FISL é a coisa mais próxima que eu tenho de uma colônia de férias desde a última que eu fui com o meu colégio, lá nos idos da quinta série do ensino médio. É uma colônia de férias com direito a palestra. Poucos dias no ano são tão animados como aqueles de Porto Alegre.

Mas é claro que nada disso aconteceu. Eu já tive tanto problema com viagens aéreas que no meu dicionário psíquico íntimo o vocábulo conexão, antes de significar 1. ligação, 2. acesso à rede mundial de computadores, para mim significa perrengue. Com p maiúsculo.

O vôo, que saía do Santos Dummont, atrasou quase duas horas. O avião que nos esperava em Congonhas para seguir para Porto Alegre se cansou de esperar e seguiu viagem, deixando a mim e mais cinco colegas para trás. Quando o comissário de bordo, ao pousar em Congonhas, disse que os passageiros “em conexão para Porto Alegre devem se apresentar ao nosso pessoal em terra para providências de reembarque”, eu já imaginei que iríamos reembarcar numa van para qualquer hotel mais próximo. Foi ainda pior. Não sei quanto a você, mas o meu conceito de próximo não inclui Guarulhos nas redondezas de Congonhas.

A propósito, se você gostaria ir logo para o final do artigo e ler sobre o show do Criei, Tive Como em si, você pode mandar o comando “localizar” do seu navegador abrir uma janela e digitar nela a palavra “cabofriense”. Daqui até a próxima aparição dessa palavra eu apenas relato coisas pessoais e sem interesse geral. Mas como a proposta do artigo é falar sobre o show que eu vi, e a memória é afetiva e seletiva, eu selecionei um monte de coisas para escrever. Mas você não precisa se aborrecer. É só usar a informática a seu favor.

A atendente da Gol, quando nos viu, foi direto ao assunto: “O próximo vôo para Porto Alegre aqui de Congonhas sai às nove e meia de amanhã. Vocês podem dormir em Guarulhos e pegar o vôo das cinco horas da manhã, saindo de Cumbica”. Realmente, numa lógica cartesiana estrita, a atendente da Gol estava coberta de razão: pegando o vôo que sairia de Guarulhos na madrugada do dia seguinte chegaríamos mais cedo do que se acordássemos depois das galinhas num hotel próximo, tomássemos o devido café da manhã e viéssemos tranquilamente para o aeroporto de Congonhas para embarcar às nove e meia da manhã.

Depois de alguma discussão todos concordaram em conhecer os encantos noturnos de Guarulhos. O início dos trabalhos do FISL já estava comprometido, mas ainda havia diversão à nossa espera naquele município. Ao chegar no hotel percebemos que o táxi tinha uma mala a mais. Não era a minha. Nem a de ninguém que estivesse no taxi. Pensamos em sacrificar a mala e seus pertences aos deuses ancestrais para ver a nossa sorte melhorava. O taxista, esse incrédulo, não concordou.

Ao chegar na recepção percebemos que estava sendo transmitido pela televisão o jogo Vasco x Botafogo, semifinal do Campeonato Carioca de Futebol. Nada poderia ser mais emocionante: o jogo estava empatado em quatro gols para cada agremiação e Romário ainda não havia marcado o seu gol 1.000. Passava na TV insistentemente um lance no qual se o baixinho fosse dois centímetros menos baixinho teria feito um belo gol de cabeça. Na torcida, anônimos exibiam cartazes com a piada amplamente divulgada pela Internet: “Romário: vc troca o seu Porsche pelo meu Gol Mil?”

Jantamos dentro das limitações orçamentárias e indenizatórias propostas pela companhia aérea e ficamos vendo a decisão do jogo por pênaltis. Todo mundo gosta de pênaltis. Menos o torcedor do time que perde. O pênalti é uma pulsão de vida e uma pulsão de morte ao mesmo tempo. Tudo se decide muito rápido. E geralmente sai dali um infeliz para malharmos o resto da semana. Com uma decisão de pênaltis por final de semana os jornais não precisariam ficar inventando notícia todo ano. Quem agüenta as notícias sobre o prazo para declaração de imposto de renda que está acabando todo santo final de abril? E as noticias sobre as temporadas de troca depois do Natal? Nada que uma boa decisão por pênaltis não resolva.

Durante as comemorações pela falta de pontaria dos cobradores vascaínos eu soltei umas duas ou três exclamações que repercutiram até o banheiro do apartamento 1507. Também pudera: o hotel em que ficamos alojados é um panopticum, com um vão interno que vai do térreo ao último andar. Essa belíssima e eficiente obra da arquitetura moderna faz com que nos corredores de todos os andares possa ser ouvido o que se passa na recepção. Ele funciona como uma grande caixa de percussão para que possamos acompanhar as pessoas discutindo o valor do check-out independentemente do andar em que você esteja. É quase uma instalação.

A saída para o aeroporto foi no meio da madrugada. Para a minha surpresa, o café da manhã já estava posto no salão do restaurante às quatro horas da manhã. Depois as pessoas que vão tomar café da manhã no horário normal das oito da manhã acham que o pão de queijo está meio frio e ninguém sabe a razão. Tudo muito saudável: com uma diferença de menos de três horas entre o jantar e o café da manhã.

Detesto Cumbica. Foi só chegar naquele aeroporto soturno, cheio de corredores enormes e sinistros, que a minha indisciplina alimentar se juntou à vontade desenfreada de sair dali o mais rápido possível. Todos os postos de atendimento para check-in estavam fechados. A sensação de que eu estava no lugar errado e na hora errada não poderia ser maior.

Ao chegar ao portão para embarque ficou clara a importância do FISL e o astral que ronda esse evento. Mesmo com o avião atrasado – olha isso, o avião estava atrasado às cinco horas da manhã, imagine o pessoal que quiser embarcar às dez e meia! – o saguão estava cheio de pessoas que, provavelmente, também haviam perdido a sua conexão para Porto Alegre. O meu FISL começou ali. Não conhecia viva alma, mas a animação do pessoal, digna de ônibus de excursão, fez o atraso passar rápido.

Anti-social como sou, dormi o vôo inteiro. Já no táxi, a caminho do hotel, cometi o maior e mais bíblico dos erros: resolvi discutir política com o taxista. Não sei por que eu insisto nisso. Comecei comentando as declarações do ministro do trabalho sobre sexualidade e fidelidade conjugal, ilustrei o diálogo com algumas pérolas de políticos mais antigos e, quando dei por mim, o taxista, muito gentilmente, me disse que se estivesse armado já teria me dado um tiro.

Imagino que você gostaria de fazer o mesmo depois de ler um texto longo como esse e de interesse exclusivamente particular. Mas nada tema, existe um relatório muito legal, e bem mais curto, do show do Criei, Tive Como que você pode ler aqui. Algo me diz que as chances de alguém ler isso até o fim acabaram de cair assustadoramente.

Resolvi então não dar mais trela pro taxista. Se ele quer me matar – pensei – conversar é que ele não quer. Mas, por outro lado, se ele não pode me matar pela completa ausência de armas de fogo no recinto, a única morte que ele poderia me proporcionar seria aquela derivada de algum acidente automobilístico. E como no acidente ele poderia também perder a vida, achei que valia a pena abordar somente temas clássicos: mulheres e futebol. Esses são dois temas pacificadores das relações sociais pois todo homem concorda que mulher e futebol são coisas boas e que devem ser sempre objeto de conversa. Enquanto eu não revelasse alguma predileção pelo Grêmio ou pelo Internacional eu teria a minha incolumidade física garantida.

Depois de dormir feito uma pedra no hotel e resolver uma série de pendências sobre as quais eu não saberia fazer uma boa piada (o que não quer dizer que eu tenha feito alguma até agora), resolvi ir ao FISL e depois ao show do Criei, Tive Como.

Cabofriense! Não disse que funcionava? Então vamos lá. A edição de 2007 do show do Criei, Tive Como foi realizado, assim como no ano anterior, no Teatro do Sesi. O Teatro do Sesi possui uma infra-estrutura invejável e comporta um número de pessoas maior do que a soma de todos os meus primos e primas. O teatro possui apenas um porém: a sua localização. O Teatro do Sesi fica tão longe do centro de Porto Alegre que se você andar a pé por menos de cinco minutos você muda de município. Porto Alegre fica para trás e você ingressa nos mistérios do município de Cachoeirinha. Embora fique nos estertores de Porto Alegre, vale lembrar que o Teatro do Sesi possui a vantagem de estar situado logo ao lado do pavilhão onde se realiza o FISL, dentro do complexo da FIERGS.

O show desse ano foi, sem dúvida, maior do que aquele realizado no ano passado. Se em 2006 tivemos as apresentações do Media Sana, Totonho e os Cabra, e BNegão, a escalação desse ano também não deixou a desejar. Já era esperada uma aparição do grupo pernambucano Mombojó, uma das bandas mais comentadas dessa nova geração do rock nacional, que misturando muitos ritmos com boas letras, tem chamado a atenção do público e da mídia em geral. O grupo ficou conhecido por ter adotado a estratégia de disponibilização de suas músicas na Internet, sem deixar com isso de lançar o respectivo CD. A fórmula deu certo e o público, com ou sem o CD da banda, cantou entusiasmadamente várias músicas que passaram pelo show.

Mas vamos pelo começo: com o regular atraso carioca (deve ser vício de origem de parte da organização do evento), o show começou com uma breve apresentação dos artistas e o igualmente tradicional aviso sobre a permissão para fotografar e filmar o espetáculo. Nesse ano o casal de apresentadores mudou. A integrante feminina do casal foi substituída, mas mantiveram o apresentador masculino. Na minha modesta opinião poderiam ter tirado esse cara e deixado as duas meninas apresentar o show.

Logo em seguida entrou em cena o Bataclã FC, banda local que animou o público. O Bataclã surgiu a partir de uma reunião de amigos na UFRGS e a sua apresentação trouxe uma questão bastante interessante: se por um lado as roupas e as letras da banda fazem muita referência ao cenário de Porto Alegre, a fusão de ritmos nas suas músicas expande o universo do Bataclã para atravessar os limites de sua cidade natal, passar Cachoeirinha, e atingir outras origens e localidades. Samba, rock, hip hop e funk estão ali presentes e fizeram o pessoal dançar e cantar.

Em certo momento do show, quando uma parte significativa do público se levantou para curtir o show mais perto da banda, o vocalista convidou o pessoal para vir dançar em cima do palco. Não houve grande movimentação dos seguranças, mas seus olhares de punição amedrontaram a platéia que ainda estava se aquecendo. Nada que mais duas horas de show não resolvessem, como visto mais à frente no show do Mombojó.

Em nota muito pessoal, eu ainda estava me refazendo dos transtornos da noite passada com a companhia aérea quando o Bataclã entrou no palco. Eles estavam todos vestidos de laranja. Imediatamente me veio à mente a impressão de que eu estava prestes a assistir à apresentação da banda de rock dos comissários de bordo da Gol. Fiquei pensando: “agora eu sei o que esse pessoal fica fazendo enquanto o avião não decola e a mala não chega na esteira das bagagens.” Pensei em Belchior e na letra de “Medo de avião”. Sempre gostei da parte em que ele fala que “Não fico mais nervoso / Você já não grita / E a aeromoça, sexy, fica mais bonita.”

A neurose era significativa, mas também o mundo conspirava: não é que o tecladista do Mombojó, não satisfeito em se apresentar de camisa laranja, foi também vestido com uma calça preta, em efeito assustadoramente semelhante com o uniforme dos comissários da companhia aérea? Quase perguntei para ele se o avião estava no horário. Mas também não posso falar muito, pois na minha mala para Porto Alegre tinha uma bermuda marrom clara e uma camisa vermelha. A combinação das duas peças sempre me confere o perfeito disfarce de bombeiro australiano.

Só para esclarecer, as roupas do pessoal do Bataclã reproduz as utilizadas pelos funcionários do Departamento de Limpeza Urbana de Porto Alegre. O efeito no palco não poderia ser melhor.

Depois do Bataclã subiu ao palco o DJ Dolores. A apresentação do Dolores era uma verdadeira comemoração. O seu remix de “oslodum”, do Gilberto Gil, foi um dos primeiros remix licenciados no Brasil através do Creative Commons e, por isso, a gente pode dizer que o Dolores é um dos caras que ajudou a plantar a semente da colaboração na música eletrônica debaixo desse guarda-chuva jurídico que é o CC.

Como ele estava escalado para falar no FISL no dia seguinte, mas por problemas pessoais teria que retornar para Pernambuco, foi aberto um espaço para que ele mandasse o seu recado sobre colaboração e liberdade na construção musical. Após revelar que muita gente critica o DJ que toca com o notebook em cima da mesa com as pickups, por parecer que ele fica prestando mais atenção em outros programas que rodam na tela do que na música em si, Dolores arrematou: “agora vocês me dão licença que eu vou baixar um e-mail”. E deixou a batida correr solta.

Uma das grandes surpresas do show do DJ Dolores foi a participação de Maciel Salustiano, que com sua rabeca e voz impressionantes, compuseram com perfeição a mistura de ritmos que são temperados no caldeirão do Dolores. Incentivado por Maciel, o público aprendeu a letra e cantou junto. Foi um dos melhores momentos da noite.

Dolores então convidou para subir ao palco os dois DJs vencedores do concurso overmixter. O overmixter foi o concurso que promoveu um diálogo Brasil-África através de samples de músicas brasileiras e africanas disponibilizados na Internet. O brasileiro Lucio K remixou música africana e o africano JC remixou música brasileira. Deu tão certo que até eu fiz o meu próprio remix (para o completo desespero dos meus amigos e entes queridos).

Lucio K e JC tocaram cada um uma seleção de músicas, além dos dois remixes vencedores. Um remix com samples de falas do filme “Narradores de Javé”, feito por Lucio K, chamou bastante atenção do público. Sobre os DJs em si, a platéia feminina ao meu lado ficou louvando outros atributos do Lucio K que nada tem a ver com a sua capacidade de remixar. Sobre o JC, além dele ter demonstrado uma técnica impressionante nas pick-ups, não pude deixar de notar que ele é o resultado perfeito do casamento entre o Grafite, ex-atacante do São Paulo e Blade, o caçador de vampiros.

Para encerrar a noite, o show do Mombojó não poderia ter sido mais empolgante. Em noite inspirada da banda, passaram pelo palco do teatro músicas dos dois cds do grupo, com destaque para as conhecidas “Nem parece” e “Deixe-se Acreditar”. O público empolgou rápido e, atendendo ao convite feito pelo vocalista Felipe S., subiu para dançar no palco.

A ação dos seguranças foi rápida e logo o pessoal tinha todo sido ejetado do palco. Não parece ter havido nenhum desentendimento entre o público e os seguranças além dessa pequena divergência sobre o local mais adequado para curtir o show. Depois fiquei sabendo que a parte da frente do palco, onde o pessoal estava dançando e pulando era, na verdade, um elevador e que a direção do teatro havia feito recomendações no sentido de evitar maiores traumas para o bom funcionamento do aparelho.

Seja na fila do gargarejo ou em cima do palco, o show funcionou como se esperava. Eu, particularmente, nunca tinha visto o Mombojó tocar e fiquei muito bem impressionado pela maturidade e presença de palco dos garotos. E como não resistir a letras como “Quero ver você dançar / em cima duma faca molhada de sangue / enfiada no meu coração”?

É importante mencionar que as projeções feitas nos dois telões do Teatro do Sesi pelos VJs Pixel e Salsaman foram outro ponto alto do evento. O VJ pixel, que é praticamente o VJ residente do Festival, recebeu muito bem a ajuda do seu colega inglês. A fusão dos dois estilos resultou numa experiência visual muito legal.

O 2º Festival Criei, Tive Como cresceu. O show desse ano mostrou que os talentos musicais brasileiros não se restringem aos trinta artistas que tocam nas rádios e que através da colaboração se faz uma música melhor. A concepção de maior liberdade na produção e no licenciamento de obras musicais tem tudo para incrementar a já farta criatividade artística brasileira. Não faltarão bons nomes para que o próprio Criei, Tive Como e outros festivais semelhantes possam ser desenvolvidos e prosperar por vários anos. Os diversos megabytes de músicas de artistas que disponibilizaram os seus MP3 que hoje estão no disco rígido do meu computador não me deixam mentir.

Por fim, esse foi um relato pessoal do que eu me lembro e vou levar do show. Sei que o artigo ficou meio grande e fora do propósito, mas achei legal deixar aqui no overmundo essas minhas impressões sobre um festival que tende a crescer e impulsionar projetos semelhantes. Eu já estou esperando ansiosamente pelo show do ano que vem. Como diz o Mombojó, para mim “esse é o reino da alegria”.

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ronaldo lemos
 

É um gênio. Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, redivivo e superado.

ronaldo lemos · Rio de Janeiro, RJ 19/4/2007 23:49
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lucasa
 

Gostei, estou esperando a segunda parte. hehe

lucasa · Porto Alegre, RS 20/4/2007 00:33
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dansudansu
 

Já todo mundo acha que eu nunca faço a segunda parte dos meus artigos no overmundo, resolvi juntar as duas partes num artigo só. Aí está ele. Não que isso seja lá muita coisa. Valeu pelos comentários! Ainda vou colocar umas fotos e dar uma editada nos links. Hoje de tarde ele fica pronto. Abs!

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 08:53
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Thiago Camelo
 

É VJ pixel, com "p" minúsculo. Acredite, isso é importante pra ele.

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 11:58
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dansudansu
 

Valeu, Thiago! Eu respeito muito esse tipo de coisa. Tipo assim: dansudansu é sempre com d minúsculo. Com maiúsculo quer dizer outra coisa.

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 12:09
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Viktor Chagas
 

Oi, DaNSUdAnsU!!!

Muito boa a matéria. Me diverti horrores com ela. Tinha decidido nunca mais ler suas colaborações desde que você frustrou minhas expectativas mais sólidas ao não postar a parte 2 do famigerado Como namorar no Overmundo, mas abri uma exceção quando li o "Memória Afetiva" do seu título e lembrei como me diverti lendo sua estréia por aqui.

Viktor Chagas · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 18:23
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dansudansu
 

Valeu, Viktor! Mas quem disse que eu não vou postar a segunda parte do Como Namorar no Overmundo? É que eu ainda estou na fase de pesquisa de campo. E tem muito material para analisar. Abs!

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 18:39
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dansudansu
 

Meu Deus! Não consigo escrever mais um comentário sem erro de digitação. Hoje tá difícil! Inundar um artigo de sua própria autoria com comentários seus já é triste. Com erros de digitação então..

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 18:44
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Spírito Santo
 

dansudansu, meu véio,
beleza! Gosto dessa tua verve, já disse. Mas não pense que eu, (como boa parte da galera) esqueci da segunda parte do 'como namorar' não, viu?

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2007 19:00
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dansudansu
 

Não se preocupe, Spirito, é como no ditado: "o boi se prende pelo chifre; o homem pela palavra." Esse assunto ainda vai render muita conversa. Mas antes de voltar ao grande tema dos comportamentos sexuais, achei que seria legal dar uma variada e falar um pouco de música. Se bem que, refletindo melhor, música é o que menos tem no texto. Abs!

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2007 19:08
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gutocarvalho
 

Vale dizer que o vj salsaman além de ser um cara muito bacana e divertido, é o criador do software LIVES utilizado por ele e pelo vjpixel durante as projeções no evento ;)

gutocarvalho · Campo Grande, MS 22/4/2007 20:04
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Spírito Santo
 

Certo, dansu.
(Embora o próprio ditado já sugira que, as vezes, cabe até um 'vice versa')

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2007 20:22
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dansudansu
 

Sem dúvida, Spirito. Alías, não sei o que é mais comum: se boi com capacidade de fala ou homem com porte de chifre. É aquela coisa: o ditado explica tudo. E quando o ditado entra em contradição com outro ditado, os dois juntos explicam a própria contradição humana.

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2007 20:29
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Spírito Santo
 

Hei!Hei!Hei!
dansudansu é nosso rei!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2007 23:18
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Daniel Pádua
 

eu perdi o evento deste ano, mas fui ao FISL. fiquei me perguntando algumas coisas:

a) porque o estande do "criei, tive como! (by José Balbino)" não foi um palco aberto, com um animador organizando uma agenda improvisada e non-stop de apresentações quaisquer - da declamação de um poema até uma dança bombardeada por imagens projetadas? mesmo que fosse lá fora, na entrada do galpão. cultura livre, aberta, feita na hora - usaríamos a grana (o FISL cobra caro pelo chão) pra alimentar o processo, e não somente expor produtos.

b) ainda dentro da idéia de um espaço REAL de produção-compartilhada-na-hora, porque não uma oficina permanente para crianças? enquanto o ECAD distribui panfletos em escolas, as iniciativas de direito autoral flexível estão engatinhando na formação continuada desse público.

c) o criei, tive como! podia aproximar artistas e desenvolvedores, para uma colaboração real em torno dos softwares de produção multimídia. digo, não só chamar o Salsaman, mas colocar a galera do Mombojó pra brincar com o Ardour e dar seu feedback sobre o que pode ser melhorado.

d) tinha mais coisa, mas esqueci agora. café? :)

Daniel Pádua · Brasília, DF 23/4/2007 10:21
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dansudansu
 

Oi Daniel: café e boas idéias são sempre bem-vindas. O meu café tem que ser carioca, mas as idéias podem vir de qualquer lugar.

A questão da educação para a cultura livre é um ponto dos mais importantes. Cultura e Direito Autoral é que nem o estudo de lingua estrangeira: é muito mais fácil aprender os fundamentos quando se é pequeno e outro sistema de apropriação e linguagem já foi instalado na sua cabeça. Ainda bem que a gramática do software livre é fácil de entender. Abs!

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 23/4/2007 13:12
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dansudansu
 

Aproveitando o ensejo, aqui você pode ler mais sobre o LIVES, software que o gutocarvalho mencionou no seu comentário mais acima.

dansudansu · Rio de Janeiro, RJ 23/4/2007 14:13
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Polonesa
 

Nossa! Ao contrário da sua preocupação em alongar-se demasiadamente com o seu texto, eu o adorei exatamente por este mesmo motivo! Não pude ir no evento, e através do seu relato transparente, emotivo e extremamente detalhado, eu pude me imaginar direitinho por aquelas bandas.
É isso ai!

Polonesa · Rio de Janeiro, RJ 24/4/2007 16:49
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capileh charbel
 

bom com capacidade de fala.....uhauhahuahuah, muito boa a matéria, e os posts tambem.

capileh charbel · São Paulo, SP 25/4/2007 14:47
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Marcelo Cougo
 

Olha, sou suspeito pra falar, esse cara que escreve bem pra caramba elogiou a banda que faço parte, Bataclã FC, fica difícil elogiar mas elogio, azar, fiquei muito feliz por termos causado essa boa impressão e tero nome citado junto a um texto legal descrevendo um evento MUITO importante para nós, bem,´foi GOL!!!!!
Um abraço!!

Marcelo Cougo · Porto Alegre, RS 28/4/2007 14:43
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gaitha
 

Show do Mombojó é sempre ótimo! Os "meninos" estão só no 2o cd e já sabem como agitar uma galera. O som deles consegue emocionar, agitar e acalmar em um pouco mais de uma hora!

Adorei sua saga!
=)

gaitha · São Paulo, SP 8/5/2007 16:28
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Juliaura
 

Supimpa!
Bumbameuboi é falante, cantante e dançante. E tem miles deles além de aqui.
Então...

Juliaura · Porto Alegre, RS 12/5/2008 12:18
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