A Bula e o Escrevinhador

By the way - Phillipe
Waiting for the Hobbits
1
Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ
5/6/2007 · 95 · 25
 

Um não-Manual para contadores de histórias e afins


O tema é bem simples. Mais simples ainda do que o aspecto a que se refere: A mitologia e a mania dos seres humanos viverem, incansavelmente, contando e ouvindo histórias.

Como surgem as histórias? De onde elas vêm? Para que servem? Uns acham que elas pairam por aí, desde que o mundo é mundo, contaminando as mentes, se infiltrando nos sonhos de alguns loucos que as registram para que se perpetuem como retratos, exemplos, lições para a humanidade.

Outros acham que elas são construídas de forma cerebral, pragmática, a partir de fórmulas precisas, que capturam o modo de ser das pessoas, a maneira como elas percebem os fatos do cotidiano, e se emocionam, ficando fascinadas por eles, como diante de truques de mágica.

Os dois conceitos parecem exatos. E são. Ao que se sabe, o conhecimento humano só se estabelece assim, aos trancos e barrancos, por intermédio de saltos e tropeços ao acaso.

Pragmatismo e empirismo. Ciência e acaso. Razão e emoção. Sendo este, para o bem e para o mal, o sentido de nossa existência, é esta também a energia que nos impulsiona no ato de contar, ler e ouvir histórias.

Estudiosos das linguagens humanas como Noam Chomsky, por exemplo, são enfáticos em afirmar que o que nos move, em todos os aspectos de nossa vida, são os impulsos emocionais, a reação irreprimível que temos diante de uma ação ou agressão do meio. Talvez não seja um acaso que um dos mestres absolutos da literatura fantástica John Ronald Reuel Tolkien ('Senhor dos Anéis'), tenha sido lingüista como Chomsky.

Todas as linguagens, ou seja, toda a capacidade que temos de interagir com a natureza, transformando-a, comunicando-nos uns com os outros e, da mesma forma, nos transformando também, por intermédio da fala, da música, dos signos escritos, das cores, etc. estaria relacionada, diretamente à reações emocionais muito básicas, gravadas há séculos e séculos, no nosso cérebro primitivo. Simples como água corrente.

Segredos e truques de linguagem, uns adquirem com o tempo – talvez o melhor mestre desta arte – outros, obtém seus macetes a partir de um (sempre acessório) método.

Histórias. O prazer de escrevê-las não devia ser conspurcado por nenhum frio método científico e, realmente, não é isto o que propomos aqui. A razão é mais do que evidente: É impossível. Ninguém vira um escritor, ao menos razoável, seguindo apenas métodos. A bula não é a cura. A receita não contém todos os segredos do bolo. Há que se ralar, ralar e ralar e se conformar com o fato, inquestionável, de que todas as histórias já foram criadas e contadas. Há muito tempo.

É com este modesto propósito que decidimos trazer até vocês – aqueles que não conhecem, é claro - o trabalho fantástico de dois mestres contadores de histórias que se dedicaram, juntos, um a partir do outro, a definir como e porque as histórias são contadas. No processo, eles nos ensinam também a tirar o melhor proveito do ato de contá-las, nos dando pistas de como elas funcionam enfim; como as mil faces ou versões de um mesmo fato podem resultar numa experiência sensorial inebriante e inesquecível, ou num enfado decepcionante.

Simplificado sob sua forma mais elementar, o sistema de autoria de Chistopher Vogler baseado na obra de Joseph Campbel, reproduzido a seguir, não é, absolutamente, um manual. São estruturas narrativas extremamente flexíveis que podem – e na verdade devem - ser alteradas sempre, segundo as particularidades de cada história, de cada platéia, de cada tipo de leitor. A ordem estabelecida pode ser invertida ou alterada de inúmeras maneiras. Algumas partes podem, inclusive, ser suprimidas, apenas insinuadas ou subentendidas em entrelinhas, etc.

Deve-se levar em conta, sobretudo, que as estruturas narrativas mudam muito com o tempo e no espaço. Para se conquistar e reter a emoção de leitores ou platéias, o fator surpresa é sempre fundamental. O uso de estratagemas, cada vez mais inusitados, é uma regra constante. Os mapas da estrutura narrativa aqui expostos, bem como o papel desempenhado por cada um dos arquétipos citados neste contexto, devem estar a serviço, portanto, da narrativa, do desenrolar de seu transcurso, que precisa ser sempre surpreendente.

A melhor chave para se entender a proposta de Joseph Campbel ('O homem das mil faces' ou 'A Jornada do Herói') e Christopher Vogler ('A Jornada do Escritor') talvez seja compreender que, apesar de serem muitas, quase infinitas, as variações possíveis no ato de se contar uma história, no fundo, estamos contando sempre as mesmas caquéticas e míticas histórias, de uma mesma Jornada Ancestral que pode ser concebida como uma saga-matriz, única, comum a todos os seres humanos, que é a seguinte:

“Um homem (ou mulher), faminto e sem alternativa, sai de sua caverna em busca da comida que terá que conseguir a qualquer custo” ou “Um herói (ou heroína) sai de seu seguro mundo comum para se aventurar num mundo hostil e estranho”.

Tudo nesta proposta é simbólico. A ‘Jornada’ pode ser externa ou interna, íntima, ou seja, pode ser uma aventura física propriamente dita, com heróis, vilões, etc. ou uma história que se passa na mente e/ou coração do personagem. O que se segue, a história em si, são as surpresas ocultas nas curvas – a Vida - até se chegar ao destino inexorável do homem - a Morte.

A seguir, as etapas da Jornada do Herói, seguindo o roteiro criado por Christopher Vogler, dirigido à roteiristas e escritores em geral.

------------------------------

A Jornada do Escritor

1- Mundo comum

A maioria das histórias leva o personagem principal para fora do seu mundo comum, cotidiano, em direção a um mundo especial, novo e estranho. Antes de mostrar alguém fora de seu ambiente costumeiro, obviamente primeiro deve-se mostrá-lo em seu mundo comum, para traçar um contraste nítido entre esse universo ordinário e o mundo especial no qual esta alguém adentrará.

2 - Chamado à Aventura

Ao herói é apresentado um chamado à aventura, um desafio de grande risco. Uma vez apresentado esse chamado, o herói não pode mais permanecer indefinidamente em seu mundo comum.

3 - Recusa do chamado

É normal qualquer herói sentir medo após ser chamado à aventura. Quando o herói recusa, é necessário que em algum momento surja alguma influência para que ele vença esse medo. Pode ser um encorajamento do mentor; uma nova mudança na ordem natural das coisas. Quanto maior for o medo do herói em entregar-se à aventura, maior será o vínculo emocional do espectador com a 'aventura'.

4 - Encontro com o Mentor

Nesse ponto da história, o herói já deve ter encontrado um mentor. A relação entre o mentor e o herói é um dos temas mais comuns na mitologia. A função do mentor é preparar o herói para enfrentar o desconhecido quando ele atravessar o primeiro limiar. O Mentor só pode ir até certo ponto com o herói, a partir do qual o herói deve prosseguir sozinho ao encontro do desconhecido. É importante frisar: Um herói pode ter vários mentores.

5 - Travessia do Primeiro Limiar - fim do primeiro ato

O herói encorajado ingressa enfim no mundo especial, dispõe-se a enfrentar a s conseqüências de lidar com o problema ou o desafio apresentado pelo chamado á aventura. Este limiar geralmente marca a passagem do primeiro para o segundo ato

6 - Testes, Aliados e Inimigos

O herói encontra seres, coisas ou elementos que o experimentam, desafiam ou estimulam a seguir na aventura, aprende em suma as regras deste mundo especial no qual ingressou. Estes testes e encontros com aliados, geralmente, se dão em espaços físicos especiais, espécies de ante-salas de ‘postos de fronteira’ entre o mundo comum e o outro mundo.

7 - Aproximação da Caverna Oculta

O grande portal da aventura, local ou estado onde os maiores desafios podem ou devem estar à espreita do herói. Segundo limiar a ser atravessado este deve ser um lugar aterrorizante que não pode ser evitado por que é lá que está escondido o objeto da aventura, aquilo que o herói precisa conquistar para que a sua aventura faça sentido.

8 - Provação Suprema

Rito de passagem. O herói entra na caverna oculta e passa por seu maior desafio ou sofrimento, no qual quase sucumbe. É o momento de vida ou morte, de maior suspense porque o expectador não sabe se o herói conseguirá escapar da força hostil contra a qual está se defrontando.

9 – Recompensa - Fim do segundo ato

Momento de alívio. Conseguindo sobreviver á provação suprema o herói adquire o direito de se apossar da recompensa, o objeto de toda a aventura. Momento de esclarecimento, compreensão, lucidez, encontro de uma solução para todos os dramas e dúvidas vividos pelo herói até aqui. Redenção.

10 - Caminho de volta

Obstáculos e novos desafios representados pela perseguição que o herói passa a sofrer das forças vingadoras, remanescentes daquelas contra as quais combateu que, em geral não foram totalmente destruídas. Momento no qual o herói decide que precisa voltar ao mundo comum, de qualquer modo, e que existem ainda novos desafios em sua vida, daqui para frente.

11 – Ressurreição

O herói precisa passar ainda pela última grande provação que é destruir definitivamente as forças vingativas que o perseguiram e o encontraram. Novo momento de vida ou morte no qual o herói vence com louvor e cruza enfim o terceiro limiar sendo totalmente transformado pela experiência.

12 - Volta com o Elixir - Fim 3o ato

O herói retorna ao mundo comum com uma bênção ou um tesouro que beneficia este mundo comum. Caso não traga este elixir, esta prova material de que viveu e venceu a aventura, o herói terá que recomeçar seu caminho de novo.

--------------------------------

Os arquétipos

1. Arauto – aquele que anuncia ou chama a mudança, o que motiva. Nova energia, pessoa, condição ou informação que desequilibra de vez o herói, obrigando-o a tomar a decisão de enfrentar o desafio principal. É o arquétipo do arauto que entrega ao herói ‘o chamado á aventura’. O Arauto pode ser, portanto, uma pessoa boa ou má, ou mesmo uma força, um elemento da natureza.

2. Camaleão- aquele que introduz a dúvida, a confusão, que imprime suspense na história porque não se sabe exatamente de que lado ele está- aquele que não é o que aparenta ser, volúvel. Mais uma função dramática do que um arquétipo comum, o camaleão pode ser usado por qualquer personagem segundo as necessidades da história.

3. Guardião de limiar- obstáculos, empecilhos (humanos, animais, físicos ou não, como neuroses, medos, demônios interiores ou exteriores, vícios, dependências psicológicas, limitações pessoais) que se antepõe ao herói diante de um importante ponto da jornada que precisa ser ultrapassado- capatazes do vilão ou mesmo aliados do herói com a função de testar sua disposição para os desafios que virão.

4. Herói – Palavra grega = 'proteger e servir’. disposto ao sacrifício para beneficiar o próximo - ego, ser distinto dos demais- o que se destaca, distinto do grupo, aquele que se separa da tribo para defendê-la. Função de ser a janela através da qual se enxerga a história e que deve possuir características variadas tantas quanto pode possuir uma pessoa (mistura de características universais). Crescimento, processo, ser em transformação- aquele que mais cresce com a experiência da jornada – disposto a tudo ou relutante de tudo que por fim se decide ou é levado a se decidir pelas circunstâncias. Solitário, solidário ou catalizador. Ser que se acha separado em várias partes que precisam ser incorporadas para se tornar um ser integral.

5. Mentor- velha ou velho sábio. Aquele que guia- inspiração divina, deus ou aquele que entusiasma (‘en theos’) id (dentro de nós) consciência, um dos pais- madrinha ou padrinho – professor, mestre, aquele que presenteia e recompensa (dá a chave, o segredo) com o talismã - provedor, inventor – motivador- o que planta e inicia (inclusive sexualmente)- aquele que dá o exemplo (bom ou mau). Mentores podem ser ‘caídos’, relutantes e patéticos, continuados (designam missões), múltiplos (vários mentores, um por cada missão), cômicos (como amigos confidentes)- xamãs, flexíveis (pode estar conjugado em qualquer outro arquétipo).

6. Pícaro- aquele que zomba com sabedoria da ordem mal estabelecida, do que não é real ou não deve ser levado a sério. Inimigo natural do status quo. Aquele que alerta que é necessária uma mudança. Aquele que alivia as tensões que estão prestes a produzir uma explosão fora de hora. Geralmente, os pícaros são coadjuvantes, mas, em muitos casos podem ser utilizados como muito acerto como heróis (heróis picarescos), neste caso costumam ser heróis catalisadores, que mudam o caráter dos outros personagens sem mudar a si próprios.

7- Sombra- entidade conflitante, energia do lado obscuro, aspectos não expressos, irrealizados ou rejeitados de alguma coisa, ou ser, partes obscuras de nossa personalidade, recalques escondidos. Estas qualidades, do ponto de vista do herói, aparecem, normalmente, nos antagonistas, inimigos e vilões, mas, podem ser também aliados que discordam da forma como o herói se conduz na história e tentam fazer de outra forma, criando um conflito. Como o Camaleão o Sombra pode ser utilizado como função dramática em qualquer personagem.

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Daniel Duende
 

Excentente matéria, meu amigo Spirito! Coisa muito boa mesmo, e uma fantástica adição ao conteúdo do Overmundo! Obrigado por ter partilhado estas coisas conosco! :D

A respeito de Tolkien, seus escritos e suas idéias, recomendo a leitura de seu livro chamado "Sobre Histórias de Fadas" (publicado no Brasil pela Conrad em 2006). Lá está exposto o pensamento de Tolkien sobre a jornada do herói, a origem das histórias, seu processo de criação e modificação ao longo do tempo e, principalmente, o precioso conceito de Subcriação.

Como sou um fã do assunto, diz uns três posts a respeito dele em meu blog Caderno do Cluracão. Estão reunidas neste link aqui.

Ainda sobre a Jornada do Herói, é possível encontrar versões um pouco diferentes dela -- embora todas mantenham a mesma essência -- em "O Poder do Mito" de Joseph Campbell (que, penso eu, inspirou o trabalho de C. Vogler) e, curiosamente (ou não), no livro básico do RPG Changeling: o Sonhar, segunda edição (publicado no Brasil pela DEVIR Editora).

Em tempo... achei divertida a imagem que usaste para ilustrar o tema "Cavaleiro e Dragão". Fugiu do comum, que é o cavaleiro matando o dragão. Isso me fez lembrar que eu ainda estou devendo a quinta parte de minha fábula em partes "O Cavaleiro e o Dragão", né?

Vou tomar vergonha na cara e ver se a publico agora, em homenagem a seu texto.

Em tempo, me disponibilizo para te ajudar em quaisquer adições que queria fazer a este post. Adoro o tema!

Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 3/6/2007 03:09
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Daniel Duende
 

Já ia me esquecendo de dizer que ADOREI a imagem principal que você escolhei para ilustrar o post. Lembrou-me de uma de minhas fábulas (ainda não finalizada) que conta a história de uma floresta que teve sua origem em um exército que foi transformado em árvores para evitar que fosse cometido um grande erro...

Mais do que isso, não conto agora. :)

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 3/6/2007 03:12
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Daniel Duende
 

Depois de dois meses de exaustivas revisões (e ainda não completamente satisfeito com o resultado), finalmente publiquei a quinta parte de minha fábula O Cavaleiro e o Dragão.

Espero que gostem.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 3/6/2007 05:39
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Spírito Santo
 

Grande notícia! (sobre a seu novo post)
Espero que o meu tenha servido como um empurrãozinho.
Mande as colaborações que quiser para o post da 'Bula'.
Ele é nosso, de todos nós do Overmundo.
Em tempo: O Campbel é a inspiração assumida do Vogler. 'A jornada do herói' é, de certo modo, uma parceria entre os dois.
Abs, e Vamo Que Vamo!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 3/6/2007 08:24
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Adroaldo Bauer
 

Grande postado Spirito.
Aguardada e aplaudida, aBula vai acabbar te fazendo herói por estas plagas.
Sugiro algumas correções poucas:

Como surgem as histórias? De onde elas vêm?

------------------------------

... É importante frisar: Um herói pode ter vários mentores.
5 - Travessia do Primeiro Limiar - fim do 1o ato

O herói encorajado ingressa enfim no mundo especial, dispõe-se a enfrentar as conseqüências de lidar com o problema ou o desafio apresentado pelo chamado à aventura...

6 - Testes, Aliados e Inimigos

O herói encontra seres, coisas ou elementos que o experimentam, desafiam ou estimulam a seguir na aventura, aprende em suma as regras deste mundo especial no qual ingressou. Estes testes e encontros com aliados (sem vírgula) geralmente se dão em espaços físicos especiais, espécies de ante-salas de ‘postos de fronteira’ entre o mundo comum e o outro mundo.

9 – Recompensa - Fim 2o ato

Momento de alívio. Conseguindo sobreviver à provação suprema o herói adquire o direito de se apossar da recompensa...

11 – Ressurreição

...
é destruir definitivamente as forças vingativas que o perseguiram e o encontraram. Novo momento de vida ou morte no qual o herói vence com louvor e cruza enfim o terceiro limiar sendo totalmente transformado pela experiência.


Os arquétipos
1. Arauto
...
decisão de enfrentar o desafio principal. É o arquétipo do arauto que entrega ao herói ‘o chamado à aventura’...

3. Guardião de limiar- obstáculos, empecilhos (humanos, animais, físicos ou não, como neuroses, medos, demônios interiores ou exteriores, vícios, dependências psicológicas, limitações pessoais) que se antepõem ao herói diante...

4. Herói – Palavra grega = “proteger e servir’. Disposto ao sacrifício para beneficiar o próximo - ego, ser distinto dos demais- o que se destaca, distinto do grupo, aquele que se separa da tribo para defendê-la. Função de ser a janela através da qual se enxerga
...
6. Pícaro- aquele que zomba com sabedoria da ordem mal estabelecida, do que não é real ou não deve ser levado a sério. Inimigo natural do status quo – aquele que alerta que é necessária uma mudança- aquele que alivia as tensões que estão prestes a produzir uma explosão fora de hora- geralmente os pícaros são coadjuvantes, mas, em muitos casos podem ser utilizados com muito acerto como heróis (heróis picarescos), neste caso costumam ser heróis catalisadores que mudam o caráter dos outros personagens sem mudar a si próprios.


Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/6/2007 11:41
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Spírito Santo
 

Prezado mentor Adro,
Correções efetuadas.
Sempre Alerta!

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 3/6/2007 13:42
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Adroaldo Bauer
 

Ô Spirito,
Mentor é muito, é de matar.
Um revisor de ofício, com falta de treino (e lentes) pra letra miúda
Faz assim não que eu acredito e incorporo.
Bota_fogo nisso!
(ah!ah!ah!)

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/6/2007 14:16
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Spírito Santo
 

Te chamo de Mentol, então,tá?
Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 3/6/2007 14:44
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Daniel Duende
 

Olá meu caro Spirito.
Com certeza seu post me deu um grande empurrão para publicar meu encantado (desta vez no sentido de "demorado para sair, aparecer") conto. :)

Estou um tanto apressado agora, mas depois debruço-me com calma para avaliar se posso adicionar algo a teus escritos quase impecáveis. ;)

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 3/6/2007 14:54
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Adroaldo Bauer
 

Se puder escolher, a essa altura do campeonato, fico então com MENTOR, porque o problema é ainda só nos olhos, graças ao bom Tutatis, que não deixa os céus cairem sobre nossas cabeças.
Agradecido.
Considero escolhido por mim e aplaudido por ti.
(mentol dá barato e não levanta no outro dia, não é fato? Nem carece de resposta amigo.)
Vamos deixar o povo ler o texto do teu bom postado.
Té.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/6/2007 20:41
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Ilhandarilha
 

Ó Grande Spírito, que grande luz lançastes em meu obscuro cérebro de leitora eclética!
Cara, que incrível concidência ler esse seu post hoje: no almoço mesmo conversava com um amigo sobre simultaneidade com que as idéias surgem em diferentes lugares. Chegamos à conclusão de que elas estão ai pairando sobre nossas cabeças (ou dentro delas, no pacote genético), e que as capta primeiro aqueles que têm as melhores antenas. A sua, pelo jeito, está funcionando muito bem.

Ilhandarilha · Vitória, ES 4/6/2007 21:11
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Daniel Duende
 

Ainda na correria, mas passando só pra dar pitaco...

Sobre a "simultaneidade" e coincidências de idéias e histórias, vale dar uma olhada nas teorias de Rupert Sheldrake. Não tenho tempo pra procurar um link agora, mas o cara sabe do que está falando...

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 4/6/2007 21:21
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Andre Pessego
 

Voltei pra votar, depois vou copiar, acho que pode, ou não?

Andre Pessego · São Paulo, SP 4/6/2007 22:08
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Daniel Duende
 

Acho que pode sim. Mas não se esqueça de citar o(s) autore(s) como especificado na cláusula de Atribuição da licença Creative Commons BY-NC-SA 2.5 utilizada pelo Overmundo.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 4/6/2007 22:19
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Ize
 

Salve Spirito, maravilhosa essa sua contribuição. Título e subtítulo absolutamente convidativos. Links geniais. Campbel eu já conhecia, e venho lendo, porque tenho interesse no assunto. Vogler não. O prefácio à edição brasileira de "A jornada do escritor", por Ana Maria Machado, é excelente. Eu estava precisando muito dessas dicas. Mto obrigada. Vou ler tudo com mais calma, inclusive os comentários e o material do Verde. O Andre perguntou se pode copiar. Eu pergunto se posso enviar sua matéria para algumas pessoas que se interessam pelo tema.
Grande abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 5/6/2007 00:03
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Spírito Santo
 

Ilha, André e Ize,
Sirvam-se, à vontade. A onda é 'comunitária' (logo, cumprindo as regras das CC de praxe, é claro)
O link que o Verde sugeriu está aqui

Ilha,
O teu ecletismo (nosso) de leitor(a) também é uma excelente qualidade, essencial mesmo, neste caso. Criatividade é como caixa de fósforos, 45 palitos, risca-se qualquer um, ao acaso, e... 'Fiat lux'!
Grande abraço a todos
(e não esqueçam de votar, viu?)

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 5/6/2007 07:05
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jjLeandro
 

Beleza, Spirito. é de matérias assim que precisamos no Over...
Estarei aqui sempre esperando suas pesquisas e novidades.
abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 5/6/2007 13:16
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Spírito Santo
 

Valeu amigo,
'Tamos aí. Sempre às ordens.

Grande abraço

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 5/6/2007 13:20
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Spírito Santo
 

Para os fantásticos amigos (ou amigos do fantástico) este link do Verde aqui é essencial.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 5/6/2007 14:13
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Saramar
 

Gente, o texto e os comentários todos são um curso completo.
Que maravilha!
Spirito, li rapidamente, mas vou reler para aprender.
VOcê é fantástico!

beijos

Saramar · Goiânia, GO 5/6/2007 14:27
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Spírito Santo
 

Que isto, Saramar! Fantástico é o assunto. Eu não passo de um aprendiz de Ogro.
Obrigado.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 5/6/2007 14:31
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marcio rufino
 

Maravilhosa crônica Spirito
E em pensar que foi desta aparentemente simples arte de contar histórias que nasceu os poemas épicos, os contos de fadas, as peças de teatro, os romances, os roteiros cinematográficos e a teledramaturgia. Como diria Karl Marx a história da humanidade é a história do conflito de grupos sociais. O triste é que na realidade quase nunca o final é justo!!!
Abçs e perdoe-me se fugi do tema ao citar a teoria marxista!!!

marcio rufino · Belford Roxo, RJ 5/6/2007 14:39
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Spírito Santo
 

Pois é, Marcio,
Isto também está lá na literatura fantástica. O mal, quase sempre, progride e vence (o problema é separar quem é do mal de quem é do bem). Pra isto é que iventamos os escrevinhadores, estes mentirosos de plantão.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 5/6/2007 17:56
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Marluce Freire Nascasbez
 

Spirito Santo,

Bravo, ríquissima tua matéria, PARABÉNS!

Desculpe-me por não ter vindo de imediato! Espero que meu comentário ainda seja aceito com o mesmo carinho.

Um aBRAÇO, Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 26/6/2007 14:33
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Spírito Santo
 

Ô Marluce,
Com mais carinho ainda. 'Os últimos serão os primeiros', teria dito O cara certa vez.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 27/6/2007 06:50
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